sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

BRASIL É ELOGIADO NO FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL. DE NOVO.

No blog-do-velho-mundo, que fica no site www.redebrasilatual.com.br, você pode ler o restante desta boa matéria de Flávio Aguiar. Transcrevo aqui uma parte, mas sugiro que visitem a íntegra e todo o blog - quando a mídia antiga deturpa e manipula os fatos, temos que caçar notícias e opiniões na blogosfera, e indicar uns aos outros.



Davos: o canto dos sereios

Davos: o canto dos sereios

(Foto: Jolanda Flubacher/Swiss-image.ch - Divulgação)

Leio, com algum espanto, na mídia brasileira, que os arautos do nosso pensamento conservador “descobriram” no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que o Brasil e a América Latina são olhados com “admiração” ou “positivamente” em tal espaço internacional.

Em termos: Hugo Chavez, Evo Morales e Rafael Correa continuam a ser olhados através das lentes da severa restrição. Cuba não existe. Sobre Honduras, paira um resignado silêncio obsequioso. Notadamente porque a Embaixada dos EUA reconheceu/confirmou, através das revelações Wikileaks, que a deposição de Manuel Zelaya foi mesmo um golpe de estado.

O Brasil sai bem na foto porque é impossível ignorá-lo. Mas eu acrescentaria que por trás, ao lado, junto com essa admiração há uma aura de perplexidade. Como pode o Brasil “estar dando certo”, se ele não vem seguindo em nada o “nosso” receituário preferencial?

Então é necessário “enquadrá-lo”, ainda mais que o candidato ideal para esses atores globais perdeu. Não esqueçamos que Financial Times e The Economist (de Wall Street e do Vaticano nem vou falar) apoiaram José Serra.

Como enquadrá-lo? Através do

MÍDIA AGITA VELHO FANTASMA DO COMUNISMO!

Este artigo, que retirei do site vermelho.org.br (não deixem de visitar), é um pouco longo, mas sua leitura vale a pena. Vejam como a direita-burra e sua mídia ainda agem como se estivéssemos na Guerra Fria, criando medo e incertezas para combater o que chama de "comunismo", ou seja, tudo que represente democracia real e justiça social. O tempo passa e a direitona não aprende nada...




Serrano: como a direita política e midiática cria doentes mentais

Em plena era da informação, é estarrecedor como se pode conseguir que amplos setores da opinião pública possam executar uma alteração tão impressionante da realidade. Na Venezuela, atende pelo nome de “dissociação psicótica”, isto que consiste em um processo mental pelo qual se cria no subconsciente do indivíduo uma realidade fictícia na qual todos os males e todo o mal que se sucede provém de uma só causa ou de uma só pessoa.

Por Pascual Serrano, na Fórum

A tese levantada pelos setores alinhados ao governo venezuelano e à manutenção da institucionalidade é que os meios de comunicação implantaram este modo de pensamento, de tal maneira que responsabilizam de forma patológica Hugo Chávez e o governo venezuelano por todo o mal que ocorre, perdendo assim qualquer capacidade de análise racional da realidade. O curioso é que não é somente na Venezuela que isto ocorre. Nos Estados Unidos se trata de uma forma de pensamento que não para de aumentar e se difundir entre a ultradireita política e midiática.

No dia 6 de março de 2003, o membro da Câmara de Representantes do Texas, Debbie Riddle, em uma entrevista ao jornal El Paso Times, afirmava: “De onde surge esta ideia de que todo o mundo merece uma educação gratuita, atenção médica gratuita, independente de quem seja? Vem de Moscou, da Rússia. Vem diretamente da boca do inferno. E é habilmente disfarçada como uma idéia de gente de bom coração. Nada de bom coração. Isso é o que rasga o coração deste país”.

O professor de História da Universidade de Houston, Robert Zaretsky recordava que a supracitada congressista republicana levantou no início de 2010 aquilo que chamou de “o problema dos terroristas de bermudas”. Segundo ela, existiriam mulheres enviadas por terroristas que cruzariam a fronteira para dar à luz seus filhos em solo estadunidense. Uma vez crescidos, estes “agentes adormecidos” passariam à ação com o objetivo de disseminar o caos nos Estados Unidos.

Não se trata de uma paranoia exclusiva de Riddle; outro membro do Texas na Câmara de Representantes, Louie Gohmert, afirmou em um discurso pronunciado na Câmara em junho de 2010 que um ex-agente do FBI lhe havia contado sobre os “terror baby”. Segundo explicou mais tarde em uma entrevista ao Fox Business News, ele conheceu num avião um passageiro com um familiar que pertencia ao Hamas que lhe contou que este tinha a intenção de conseguir que um neto seu nascesse nos Estados Unido.

Na entrevista, Gohmert afirmou que as mulheres grávidas viajam do Oriente Médio aos EUA com vistos de turista e munidas da intenção de dar à luz nos Estados Unidos e conseguir assim para seus filhos a cidadania estadunidense. Segundo Gohmer, depois a criança voltaria ao país de origem da mãe onde faria um treinamento com terroristas com o objetivo de voltar depois aos Estados Unidos.

Quando o jornalista pediu a Gohmert que fornecesse provas disto, ele se limitou a indicar um artigo do Washington Post que descrevia o que denominam de turismo de nascimento (“birth tourism”). Tratava-se da existência de pacotes turísticos, em especial para cidadãos chineses, com o objetivo que a “turista” grávida tivesse seu filho em território estadunidense. Aquilo foi descrito pelo político republicano como um “enorme rombo na segurança do nosso país”.

Perguntando pela relação disto com as crianças terroristas, afirmou: “Se você não acredita que isto é uma prova, é porque acha que os terroristas são mais tontos que estas pessoas empreendedoras”. O assunto foi de tal maneira absurdo que provocou uma paródia no The Daily Show, mas sem dúvida, tendo em vista os hábitos eleitorais, não faltariam cidadãos para compartilhar a tese de Gohmert.

A paranoia política da ultradireita tem também seu correspondente braço midiático. O professor de literatura da Universidade de Illinois, Walter Benn Michaels, conta que no verão do ano passado, surgiu uma controvérsia entre duas “estrelas” da direita estadunidense da emissora Fox, em torno da pergunta: Qual é o inimigo mais perigoso dos Estados Unidos da América? O primeiro deles, Bill O’Reilly, responde o previsível: Al-Qaeda.

Porém, o outro jornalista, Glenn Beck, afirmou: “não são os jihadistas os que ‘querem destruir nosso país’, mas sim ‘os comunistas’”. Pode se pensar que Beck somente respondeu mediante um condicionamento mental característico da Guerra Fria. No entanto, ele nasceu em 1964, e não pode conhecer este período com pleno uso da razão.

Por outro lado, Beck não é um apresentador minoritário. Em 2009 seu programa foi um dos que obteve maior audiência de notícias comentadas na televisão a cabo, com oito milhões de espectadores. Em programas de outros canais, como a ABC, ele foi selecionado pelo público como uma das “10 pessoas mais fascinantes” de 2009. E em 2010 o jornal The Times o incluiu entre os cem líderes políticos mais influentes.

Benn Michaels recorda que na lista dos best-sellers da Amazon, o ensaio político mais vendido é Caminho de Servidão, do economista ultraconservador austríaco Friedrich Hayek, falecido em 1992. Uma das teses do livro é que qualquer política dirigida diretamente a um ideal de justiça distributiva, isto é, o que se entende como uma distribuição “mais justa”, tem necessariamente que conduzir à destruição do império da lei. Nos Estados Unidos pode-se escutar o jornalista de rádio com maior audiência do país, Rush Limbaugh, alertando contra os espiões “comunistas” que “trabalham para Vladimir Putin”.

O fenômeno, como era de se esperar, não se restringe aos Estados Unidos nem à Venezuela. Na Itália, Silvio Berlusconi afirma que os comunistas querem eliminá-lo, apesar dos comunistas não terem ali nem mesmo um só deputado nacional.

Na Espanha, até mesmo o setores midiáticos próximos ao governo tentam dar o sinal de alerta sobre a paranoia da direita midiática. Assim o denuncia o ex-diretor adjunto do jornal El País, José Maria Izquierdo, em seu livro As Cornetas do Apocalipse, onde passa por algumas das figuras da direita troglodita espanhola e suas “pérolas” de análise sobre a situação espanhola e o governo Zapatero.

Ainda que valesse a pena recordar ao autor que foi em seu jornal que mais soaram as trombetas do apocalipse contra os governos progressistas da América Latina. Também se na Espanha se une a eles a Igreja, a instituição mais antiga na arte de disseminar o pânico e a angústia. O bispo de Córdoba assegurou que a Unesco tem um plano “para, nos próximos vinte anos, fazer com que a metade da população mundial seja homossexual” 13.

Em qualquer caso, a inquietante conclusão é a angústia de comprovar que, com todas as possibilidades técnicas e jornalísticas do século 21, a demência de alguns líderes políticos e o poder de algumas vias midiáticas de propaganda consigam arrastar grandes setores da opinião pública para uma psicose, uma dissociação psicótica que ninguém sabe até onde pode nos levar.

OU DILMA ENFRENTA A MÍDIA OU NÃO GOVERNA

Fábio Comparato: Que o governo Dilma não se acovarde diante da mídia

10 de Janeiro de 2011 – 11h44

por Joana Rozowykwiat, no Vermelho

Engajado na luta pela democratização da comunicação, o jurista e professor Fábio Konder Comparato decidiu provocar o governo, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal a tratarem do tema. Ele é autor de três ações diretas de inconstitucionalidade por omissão (ADO), contra o Congresso Nacional, que até hoje não regulamentou os artigos da Constituição de 1988 que tratam da comunicação.

“Nossa Constituição é uma brilhante fachada, por trás da qual se abre um enorme terreno baldio”, diz Comparato, em entrevista ao Vermelho. Segundo ele, ao longo desses 22 anos, grande parte dos parlamentares tem cedido à pressão do que ele chama de “oligopólio empresarial que domina o mercado de comunicação”, sempre interessado em perpetuar a falta de rédeas no setor.

Com as ADOs, o jurista pretende que os parlamentares se pronunciem sobre temas ainda em aberto na legislação brasileira, como a garantia do direito de resposta nos meios de comunicação; a proibição do monopólio e do oligopólio no setor; e o cumprimento, pelas emissoras de Rádio e TV, de alguns princípios que devem reger a programação.

Mais que conseguir uma posição favorável no Judiciário, a ideia é trazer o tema a debate na sociedade e pressionar o governo federal, para que ele proponha ao Congresso projetos para regulamentar e, assim, democratizar as comunicações brasileiras.

Em muitos momentos um crítico do governo Lula, Fábio Konder Comparato expõe suas expectativas em relação à nova gestão: “Espero que o governo da presidente Dilma Rousseff não se acovarde, nem diante do oligopólio empresarial de comunicação de massa, nem perante os chefes militares, que continuam a defender abertamente os assassinos, torturadores e estupradores” da ditadura.

Segundo ele, para que o Brasil ingresse em uma verdadeira democracia, os meios de comunicação precisam ser “utilizados pelo povo como seus canais de comunicação, e não apropriados por grandes empresários, que deles se utilizam exclusivamente em seu próprio interesse e benefício”.

Para aprofundar as

FIM DA DINASTIA MUBARAK! EGITO LIVRE!

Nobel laureate Mohamed ElBaradei arrived back Egypt on Thursday despite direct threats against his life. On the eve of his return, the former U.N. official who is the Mubarak regime's most high-profile opponent on the young people who’ve taken to the streets, political Islam, and the role of the United States. Plus, full coverage of the protests in Egypt.

When Egypt had parliamentary elections only two months ago, they were completely rigged. The party of President Hosni Mubarak left the opposition with only 3 percent of the seats. Imagine that. And the American government said that it was “dismayed.” Well, frankly, I was dismayed that all it could say is that it was dismayed. The word was hardly adequate to express the way the Egyptian people felt.

Photos: The Protests in Egypt

MG - Egypt Protests - 1

Then, as protests built in the streets of Egypt following the overthrow of Tunisia’s dictator, I heard Secretary of State Hillary Clinton’s assessment that the government in Egypt is “stable” and “looking for ways to respond to the legitimate needs and interests of the Egyptian people”. I was flabbergasted—and I was puzzled. What did she mean by stable, and at what price? Is it the stability of 29 years of “emergency” laws, a president with imperial power for 30 years, a parliament that is almost a mockery, a judiciary that is not independent? Is that what you call stability? I am sure not. And I am positive that it is not the standard you apply to other countries. What we see in Egypt is pseudo-stability, because real stability only comes with a democratically elected government.

We are staring at social disintegration, economic stagnation, political repression, and we do not hear anything from you, the Americans, or for that matter from the Europeans

If you would like to know why the United States does not have credibility in the Middle East, that is precisely the answer. People were absolutely disappointed in the way you reacted to Egypt’s last election. You reaffirmed their belief that you are applying a double standard for your friends, and siding with an authoritarian regime just because you think it represents your interests. We are staring at social disintegration, economic stagnation, political repression, and we do not hear anything from you, the Americans, or for that matter from the Europeans.

So when you say the Egyptian government is looking for ways to respond to the needs of the Egyptian people, I feel like saying, “Well, it’s too late!” This isn’t even goodrealpolitik. We have seen what happened in Tunisia, and before that in Iran. That should teach people there is no stability except when you have government freely chosen by its own people.

Of course, you in the

FILME BRASILEIRO CONCORRE EM ROTERDÃ

O Festival Internacional do Filme de Roterdã anunciará seus vencedores no próximo dia 4. O Brasil está representado por "O céu sobre os ombros", do diretor mineiro Sérgio Borges, que venceu cinco prêmios Candango no Festival de Cinema de Brasília, em 2010.

Com o título em inglês "The Sky Above", o filme brasileiro é descrito como uma ruptura entre ficção e documentário, retratando a intimidade de três personagens de classe média em Belo Horizonte: uma transexual que exerce a prostituição e a vida acadêmica; um atendente de telemarketing que participar de uma torcida organizada de futebol; e um escritor desiludido que é sustentado pela mãe.

Em Brasília, a obra, de 72 minutos, recebeu os prêmios de melhor filme, melhor direção, prêmio especial do jurí, melhor roteiro e melhor montagem. No badalado Festival de Roterdã, o filme brasileiro compete com representantes da Índia, México, Coréia do Sul, Espanha, Rússia, Japão, Colômbia, Irã, entre outros países. Pelo que vi rapidamente num noticiário de TV, há vários artistas na cidade, inclusive Jackie Chan, que está rodando cenas de mais uma de suas comédias de lutas marciais.

25 ANOS DA TRAGÉDIA DA CHALENGER

EMOÇÃO NA HOMENAGEM A JOSÉ ALENCAR


No dia que São Paulo completa 457 anos de fundação, a homenagem da cidade foi para o ex-vice-presidente da República José Alencar. Ele recebeu a Medalha 25 de Janeiro entregue pela presidenta Dilma Rousseff que, no discurso, destacou que participava da cerimônia como Presidenta da República, mas sobretudo como cidadã brasileira “para homenagear uma pessoa de tão profunda dimensão humana que todo o nosso povo aprendeu a respeitar, admirar e amar sem limites”.

“Eu tenho certeza de que cada brasileira e brasileiro deste imenso país gostaria de estar agora em São Paulo – esta cidade-síntese do espírito empreendedor do país que completa hoje 457 anos de existência – para entregar junto conosco a Medalha 25 de Janeiro ao nosso eterno vice-presidente da República, José Alencar.”

A presidenta Dilma destacou também que o país inteiro tem assistido “a luta tenaz de um homem que sobrevive com honradez e energia, e é exemplo de dignidade para cada um de nós”. Ela enfatizou que José Alencar é um exemplo para as novas gerações e lembrou a oportunidade que teve de conviver com ele durante os oito anos do governo Lula.

“Ele foi um parceiro nesta trajetória. Experimentei com José Alencar esta experiência. Convivi com ele na sua generosidade. Seu espírito crítico, sua capacidade de ajudar cada um de nós no desafio de fazer o Brasil voltar a crescer…”

Dilma Rousseff falou da importância de São Paulo, uma das cidades mais desenvolvidas do país, que está no rumo certo e atribuiu este resultado àquilo que foi construído no governo do presidente Lula e do vice José Alencar. A presidenta agradeceu à equipe médica – liderada pelo cardiologista Roberto Kalil, do Hospital Sírio-Libanês – e explicou que a homenagem deve ser compartilhada com Mariza Gomes da Silva, mulher de Alencar. A presidenta também disse ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que o governo federal manterá os investimentos na cidade. Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, Dilma assegurou o interesse em manter a parceria.

“E que seja aqui em São Paulo que esta medalha esteja sendo entregue ao José Alencar, porque justamente aqui, em que nós temos um dos estados mais desenvolvidos do nosso país, mas ao mesmo tempo temos tantos desafios em relação à situação do nosso povo mais pobre, justamente aqui, nessa medalha nós podemos depositar a esperança de que o nosso país está no rumo certo.”

Bem-humorado, Alencar discursou antes da presidente, quando descreveu a emoção pela homenagem. Ele disse da luta que vem tendo contra o doença e lembrou que nos últimos três meses permaneceu mais dias internado no hospital do que em sua residência, seja em Brasília ou em São Paulo. Alencar agradeceu à população pelas orações, e numa demonstração de força religiosa, sentenciou que cabe a Deus o rumo de sua vida.

"As coisas estão indo bem porque nós estamos vencendo as dificuldades. Deus é superior a esta força. Deus é quem sabe. Estou num momento que costumo pensar…Tenho pensado que se eu morrer agora é um privilégio para mim. A situação é tão boa. Tá bom demais. Não posso me queixar. Eu tenho que fazer minha parte. Estamos vencendo com a força de todos. Seja qual for o resultado, será uma vitória nossa.”

José Alencar disse que quando soube que a cerimônia de entrega da medalha contaria com as presenças da presidenta Dilma e do ex-presidente Lula, isso o deixou ainda mais motivado para comparecer ao local da homenagem. Ele disse que foi preparado um discurso por assessores, mas que preferiu falar de improviso pois diria as palavras “com o coração”.

Ele lembrou também que como ex-vice-presidente pôde vivenciar as cenas cotidianas de São Paulo. Segundo ele, sem os comboios presidenciais teve oportunidade de constar os carros de luxo que circulam pelas ruas da cidade, uma prova da melhoria do poder aquisitivo dos cidadãos. Após a cerimônia, José Alencar retornou para o hospital.

Fonte: Blog do Planalto.