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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

RESPOSTA AO CANALHA OLAVO DE CARVALHO (O TERMO É SEU PREFERIDO)

A mão que balança o berço da violência

Propósito de Olavo de Carvalho é semear intolerância e ódio contra ideias, organizações e vozes do campo progressista

O senhor Olavo de Carvalho faz parte de uma turma bem conhecida. A dos trânsfugas, 
com suas mentes atormentadas e rancores insones. Talvez seja o lobo mais boçal da 
alcateia, mas não está sozinho. Do mesmo clube fazem parte Reinaldo Azevedo, Arnal-
do Jabor, Demétrio Magnoli, Marcelo Madureira e um punhado de outros. Foram todos, 
na juventude, militantes de esquerda. Hoje são a vanguarda do liberal-fascismo.

O único propósito deste filósofo de bordel é semear intolerância e ódio contra ideias, 
organizações e vozes do campo progressista. A expressão, no caso, não tem o objetivo 
de rebaixar os frequentadores de lupanários e suas abnegadas profissionais. Apenas 
identifica um tipo clássico de charlatão, capaz de dissertar sobre vários assuntos sem 
conhecer qualquer um deles, para gáudio dos porcos que se refestelam com pérolas 
de conhecimento rasteiro.

Sua primeira resposta ao artigo em que foi citado, aliás, é bastante reveladora de per-
sonalidade e padrão intelectual. “Fico no bordel olhando a sua mãe balançar as ba-
nhas diante dos clientes, e aproveito para meditar o grande mistério do parto anal”, 
escreveu o energúmeno. Não é uma gracinha? Tratado como professor e guru por 
seus áulicos, a verdade é que não passa de um embusteiro.

Figuras desse quilate normalmente deveriam estar relegadas ao ostracismo. O dege-
nerado Carvalho, porém, é representativo de valores e métodos das forças de direita. 
Mentiroso contumaz, atua como menestrel a animar suas hordas contra a democracia 
e a esquerda.
Calça-frouxa, seu dedo não aperta o gatilho, mas vocifera mantras que estimulam a 
violência e exaltam gangues fascistas como as que atacaram integrantes do Foro de 
São Paulo na noite de ontem. Por essa razão, Opera Mundi decidiu publicar, com des-
taque, sua resposta. Nada mais daninho a um vampiro de corações e mentes, afinal, 
que a luz do dia.

O alvo da ocasião é uma entidade que, desde a fundação, realiza todas as suas reu-
niões de forma pública, abertas à cobertura de imprensa e até às provocações de me-
quetrefes. Os integrantes são partidos que lideraram revoluções populares, foram leva-
dos aos governos de seus países pelas urnas ou estão na oposição a administrações 
conservadoras. As agremiações mais antigas estiveram à frente, heroicamente, da resis-
tência dos povos da região contra ditaduras que provocam nostalgia na canalha fascista.

O degenerado Carvalho tem saudades dos tempos da tortura e do desaparecimento, 
das prisões e assassinatos. Suas infâmias pueris para criminalizar o Foro de São Paulo 
evidenciam seus pendores, mas também denunciam desespero diante do avanço das 
correntes progressistas por toda a América Latina. Contorce-se de ódio. Os cães sempre 
ladram quando passa a caravana.

Quem age na sombra e na penumbra, sem dar qualquer satisfação sobre como se finan-
ciam ou se organizam, são as quadrilhas do submundo reacionário, aquelas que se embe-
vecem com a retórica dos vira-casacas e saem às ruas para atos de agressão covarde. 
Navegam na cultura política gerada pela máquina de comunicação do pensamento conser-
vador, dedicada a estereótipos e amálgamas contra a esquerda.

O degenerado Carvalho não vale meia aspirina vencida, mas é parte de uma súcia a qual 
á passa da hora de ser combatida sem contemporização. Essa patota dedica-se a agredir 
reputações, inventar histórias e disseminar cizânia, açulando os porões da sociedade e do 
Estado. Destruir o ovo da serpente é indispensável para impedir que a violência fascista se 
propague em nossa vida política.

O filósofo tem o direito democrático de continuar sua cantilena no bordel que bem desejar 
e o aceitar. Mas toda vez que levantar sua voz para incitar o crime, ou gente de sua laia o 
fizer, a resposta deve ser pronta e imediata. Nunca é tarde para a devida dedetização ideo-
lógica dos vermes e insetos que funcionam como arma biológica do reacionarismo.

* Breno Altman é jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel