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sexta-feira, 4 de abril de 2014

AUGUSTO NUNES QUER SER O REI DA BAIXARIA

O Sanatório Geral de Augusto Nunes


Postado em 22 Jul 2013
O blogueiro da Veja precisa ser protegido de jornalistas como ele.


Para o leitor: “Cai fora, cretina”
E então ficamos sabendo que o vencedor do concurso de títulos promovido por
Augusto Nunes para um livro de Lula é O Bebum de Rosemary.
O segundo lugar é 50 Toneis de Pinga.
Imagino que seja para rir.
Comentei este concurso outro dia. Nele, Lula era chamado de ladrão, molusco,
burro, cachaceiro, afanador e larápio.
Jornalista pode insultar alguém assim por ter microfone? Este era meu ponto.
Minha resposta: o artigo traduz o atraso da mídia brasileira, notadamente a da
Veja e a  de seu blogueiro, e a ausência de limites.
Por muito menos que isso a Justiça americana emparedou Paulo Francis, como
todos sabemos.
E se alguém enveredar pela vida pessoal de Augusto Nunes? Tudo bem? Não,
não está tudo bem.
A beleza de limites para abusos da mídia é proteger Augusto Nunes de jornalistas
como Augusto Nunes.
Nestes últimos dias, por causa do concurso, acabei lendo textos dele.
Conheço muitas histórias de Augusto Nunes, mais do que gostaria, na verdade.
Mas me recuso a usá-las. Digo apenas que ele atacar sistematicamente Lula pela
bebida e pelas mulheres é uma das práticas mais hipócritas, cínicas e farisaicas
que vi em toda a minha vida.
Os insultos de Augusto são ubíquos.
Num vídeo em que Dilma esquece o nome de um político, ele a chama de “dois
neurônios” e define o esquecimento como “derrapagem espetacular”.
Um leitor perguntou se ele se achava mais inteligente que a “dois neurônios”.
Respondeu Augusto: “Muito. Muitíssimo.” E em seguida disse ao leitor: “E agora
cai fora porque não vou responder perguntas de quem não tem neurônios.”
Captura de Tela 2013-07-22 às 21.41.15
Numa demonstração de quem são os leitores de Augusto, vários deles aplaudiram
a resposta.
Por causa de alguns acontecimentos recentes, a Bolívia tem sido alvo de artigos de
Augusto.
Evo Morales é sempre chamado de “Lhama de Franja”, e ele realmente parece
achar isso espirituoso.
Rui Falcão é acusado de mentiroso num texto por piscar mais que o normal.
Augusto Nunes sabe que Rui Falcão ficou com uma sequela por causa de torturas
sob a ditadura. Daí as piscadas.
Jornalismo?
Num texto recente sobre Lula no ABC, um leitor é chamado de “cretino” e uma
leitora é mandada para você sabe onde, por cometerem o pecado de não concordar
com o que estava escrito.
Um terceiro leitor recebeu a seguinte resposta, depois de ver suas palavras
censuradas (só apareceu o que Augusto escreveu): “Cai fora, animal.”
Ninguém lê? Nenhum editor vê e pondera? Ninguém coloca limites em tanta
baixeza, malvadeza e covardia?
Baixeza e malvadeza por razões óbvias. Covardia porque o leitor, ao contrário
dele, não tem voz.
Curiosamente, está escrito o seguinte na caixa deixada para comentários:
“Aprovamos comentários em que os leitores expressam suas opiniões.
Comentários que contenham termos vulgares (…) e ofensas serão excluídos.”
Bem, quem acredita nisso acredita em tudo. Faça um teste.
O que acontece é que os leitores sãos vão debandando, e ficam aqueles que são
igualmente movidos por maus sentimentos – gente com ódio, intolerante diante
de opiniões diversas, cega de fanatismo.
Sobra um gueto não de jornalismo, mas de barbárie fantasiada de jornalismo.
Curiosamente, as duas expressões que melhor designam, em minha opinião, o
que se faz no blog de Augusto Nunes são criações dele mesmo: “esgotosfera”
e “sanatório geral”.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de
 notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-sanatorio-
geral-de-augusto-nunes/

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

VEJA TRAÇOU O REAL PERFIL DE ROMEU TUMA JR.

Antes que a veja apague o texto de Augusto Nunes (aquele pretendente a Paulo Francis sem os mesmos talento e verve), registramos aqui o excelente perfil que publicou em 2010 do então secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr. Já em 2014, a mesma veja tenta transformar o ex-delegado num herói, depois que ele assinou um livro escrito por um jornalista ligado à revista, do qual não consta NENHUMA PROVA de suas acusações. O próprio Tuma defendeu-se no horário-eleitoral pago do PSDB, também chamado "Roda Viva" na antiga TV pública de SP, a Cultura, hoje aparelho de divulgação tucana e maledicência contra trabalhistas em geral: "Escrevi um livro, não um inquérito". Eis o artigo, bastante sincero, de Augusto Nunes sobre Tuminha: 

http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/tuma-junior-nao-pode-continuar-no-gabinete-que-desonrou/

09/05/2010
 às 20:36 \ Direto ao Ponto

Tuma Junior não pode continuar no gabinete que desonrou

Neste começo de maio, o Estadão apresentou ao país, de uma vez só, um delegado que mantém há 30 anos relações promíscuas com um bandido preso há vários meses, um deputado estadual que promoveu a assessor parlamentar o chefe da máfia chinesa em São Paulo, um presidente do Conselho de Combate à Pirataria que compra produtos contrabandeados,  um figurão federal que pressiona policiais para infiltrar no funcionalismo público o genro reprovado em concurso e um secretário nacional de Justiça que comete todas as infrações que cumpre ao ocupante do cargo coibir. São cinco espantos da fauna brasileira. Todos atendem pelo nome de Romeu Tuma Junior. É muito pecado para um só pecador.
Entre outras atribuições, cabe à Secretaria Nacional de Justiça rastrear contas bancárias no exterior, impedir a evasão de divisas e localizar estrangeiros em situação irregular. Amparado em provas colhidas pela Polícia Federal, o Estadão informou que o secretário interferiu em favor de amigos barrados na Alfândega quando tentavam embarcar com dinheiro escondido e apressou a emissão de vistos de permanência para imigrantes chineses que entraram clandestinamente no Brasil. Fora o resto. Conversas telefônicas grampeadas e mensagens eletrônicas escancaram um vasto acervo de  patifarias, frequentemente praticadas em parceria com Li Kwok Kwen, o Paulinho Li, um chinês naturalizado brasileiro que comanda em São Paulo a maior quadrilha de contrabandistas.
O amigo poderoso jura que não sabia que tinha um amigo bandido. O amigo bandido sempre soube que tinha um amigo poderoso. Assim que o camburão estacionava na frente do esconderijo, Paulinho Li exibia o cartão de visitas de funcionário da Secretaria Nacional de Justiça, sacava o celular do coldre e, na frente dos policiais encarregados de prendê-lo, berrava pedidos de socorro a Tuma Junior. Foi o que fez no fim do ano, quando a Polícia Federal concluiu a operação que acabou tropeçando em Tuma Junior. O truque desta vez não funcionou. O mafioso aguarda julgamento na cadeia. O delegado aguarda em liberdade a volta do parceiro.
Eis aí um caso de polícia de bom tamanho, certo? Errado, corrigiu o suspeito. “É um problema político”, explicou. É mesmo, hoje está claro. Sabe-se agora que Tuma Junior não virou secretário nacional de Justiça por ter “uma folha de serviços prestados ao país”, nem por ser “um delegado muito experimentado na polícia paulista, na polícia brasileira”, como fantasiou o presidente Lula na quinta-feira. Virou figurão do Ministério da Justiça por ser filho do senador Romeu Tuma e, portanto, beneficiário de uma cláusula do acordo fechado em 2007 entre o parlamentar paulista e o governo. Se o pai se bandeasse do DEM para o PTB governista, previa esse item do contrato, o primogênito teria a vida resolvida com o empregão em Brasília. E assim foi feito.
“É preciso esperar o fim das investigações”, recitou Lula no fecho da ladainha. O que o presidente eternamente em campanha eleitoral espera é que o PTB decida se vai apoiar Dilma Rousseff ou José Serra. Para defender o filho, basta ao senador defender a aliança entre seu partido e o PT. Não precisa preocupar-se com investigações. Não existem investigações em curso. As copiosas evidências e provas materiais reunidas pela Polícia Federal não pareceram suficientes ao Ministério Público Federal para que Tuma Junior fosse processado. É assim o Brasil da Era Lula.
As declarações deste fim de semana avisam que, se depender do presidente, o filho do senador ficará onde está. Mas é provável que, como Antonio Palocci ou José Dirceu, acabe afastado da Secretaria Nacional de Justiça. Ainda que todas as outras acusações fossem improcedentes ─ e não são ─ as ligações mais que perigosas com o mafioso amigo já bastariam para desqualificá-lo para qualquer cargo público, além de colocá-lo na alça de mira da Justiça. Se Tuma Junior permanecer no gabinete que desonrou, o sucessor de Lula saberá que, desde o primeiro minuto na presidência, estará absorvido pela tarefa de debelar a necrose moral que devasta o governo.