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domingo, 13 de setembro de 2015

VEJA MENTE (DE NOVO) E INVENTA NÚMEROS PRÁ ENGANAR LEITORES

quarta-feira, 15 de julho de 2015

CHINA TEM MAIS MICRO-INVESTIDORES DO QUE MEMBROS DO PC


As quedas na Bolsa de Valores de Xangai desde o mês passado não resultam de abalos na macro-economia do imenso país, mas sim aos pequenos investidores, muitos dos quais fizeram empréstimos pessoais para aplicar em ações. A desinformação é muito grande, e qualquer dono de bar ou porteiro de hotel dava palpites aos novos e despreparados candidatos a investidores sobre onde colocar suas reservas de dinheiro.
Só em 2014, mais de 40 milhões de pessoas abriram contas de investimento. No total, são mais de 90 milhões de aplicadores, o que supera o número de filiados ao Partido Comunista (87,8 milhões). Segundo os analistas, nada aconteceu de extraordinário que justifique a retirada de dinheiro da Bolsa, a não ser boatos e uma reação exagerada a qualquer medida do governo na área econômica, especialmente detalhes regulatórios.
Na Economia, a China está crescendo a um ritmo mais suave devido a mudanças em direção a um desenvolvimento mais sustentável - os danos ambientais começaram a preocupar o governo depois de muitos anos de crescimento a qualquer custo. Mas este freio nos últimos dois anos foi anunciado pelo governo com antecedência, que pretendem manter o PIB anual em torno de 7,5% ou um pouco menos. Está longe dos mais de 10%  dos últimos anos, mas é uma queda controlada e proposital, segundo as autoridades econômicas.
A chegada dos novos investidores que começaram comprando títulos de governo que rendem no máximo 2,4% ao ano, mudaram para outras ofertas, especialmente o setor  imobiliário. Como a área da construção também sofreu queda de expansão, dentro do quadro geral, as ações despenacaram em torno de 30%  nas últimas semanas, gerando o pânico e mais resgates.
Para enfrentar a crise, o governo suspendou a venda de títulos pela metade, estabeleceu uma margem de oscilação de 10% diários para a Bolsa e iniciou investigações sobre práticas especulativas.

texto A. Barbosa Filho, 15/07/2015

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ATAQUE À PETROBRÁS É GUERRA ESPECULATIVA

O mercado não destruirá a Petrobrás

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

POVO, "MERCADO" E ATÉ PSDB ABANDONAM O AÉCIO GOLPISTA

Marco Damiani _247 – Debaixo do vão livre do Masp, no sábado 29, os cerca de 200 manifestantes que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff junto à  meia dúzia de  remanescentes que defenderam, em sábados anteriores, a volta dos militares ao poder, não reuniram volume suficiente para sair em passeata. Ficaram confinados ali mesmo, numa reunião bem menor do que as últimas. Esvaziado, mostrou ser o ato em que, finalmente, a campanha eleitoral terminou.
Não é esta mensagem, porém, que o candidato mais bem sucedido da oposição está procurando passar para o seu público. Ao frisar, na semana passada, que o impeachment é "uma das sanções" previstas para defeitos em prestações de contas de campanha e, neste final de semana, chamar o PT de "organização criminosa", Aécio Neves mostrou, para muitos, que ainda não está disposto a descer tão cedo do palanque.
O problema para ele é que sua linha de ataque vai perdendo força à medida em que surgem fatos objetivos em direção oposta.
Na economia, o senador mineiro não assimilou a escolha do considerado ortodoxo Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda. Com o anúncio da presença de Levy no governo, os mercados reagiram positivamente. A Bolsa de Valores evoluiu, o dólar andou na normalidade e as agências de classificação de risco reagiram favoravelmente. Um cenário de fuga de investimentos está se dissipando para dar lugar ao do ajuste que o próprio Aécio queria em campanha.
Ele considera a adoção de diretrizes com base no tripé macroeconômica como uma espécie de apropriação indébita por Dilma. Em lugar de avistar uma ponte de diálogo no fato de Levy ter trocado ideias com Armínio Fraga durante a campanha, Aécio viu na situação passada e no desfecho um ato de espionagem. "É como se um diretor da CIA se tornasse um chefe da KGB", comparou. Daí a chamar o PT de "organização criminosa" foi um passo.
Na Justiça, ministros do Tribunal Superior Eleitoral emitiram sinais de que as contas da presidente serão aprovadas, ainda que com ressalvas, a não ser em caso "de uma fratura exposta". Com a participação de técnicos do BC e da Receita Federal, a análise que está sendo feita pelo ministro Gilmar Mendes, no STF, tende a ter mais força técnica do que política. Desse modo, barrar a prestação de contas do PT para a campanha presidencial não deverá ser tão simples como dar uma canetada isolada. Mesmo que isso ocorra, recursos caberão ao mesmo Supremo. Sem pressão das ruas, como se viu no sábado 29, o caminho para o impeachment se mostra bem estreito para ser uma opção para quem quer que seja.
FHC TOMOU LINHA BURRA - A radicalização de Aécio poderia nem ser vista como um problema, mas solução, caso viesse acompanhada de apoio. Ao menos de uma cúpula, já que o da rua nunca existiu. Mas também não é isso o que ocorre à volta da belicosidade do presidente do PSDB. Sem uma massa que possa mobilizar, Aécio também começa a construir, mesmo ocupando a chefia do partido, um certo isolamento frente aos principais líderes da agremiação. Ele parece ter se deixado empolgar pelo discurso de quem não tem nada a perder do ex-presidente Fernando Henrique. FHC disse ter "vergonha" da corrupção na Petrobras, mas horas depois se revelou que foi na gestão dele no Palácio do Planalto que se terminou com a exigência de licitações e concorrências para a assinatura de contratos com a estatal. A linha de FHC se mostrou burra, à medida em que o flagrou na cena da origem da permissividade que gerou oportunidade para fraudes bilionárias.
Têm ficado muito mais observando do que atuando para o conflito o senador José Serra, sempre um nome forte entre os tucanos, e os governador Geraldo Alckmin e Marconi Perilllo. Perillo, em discurso no qual procurou ser gentil com Aécio, de quem é amigo, ensinou:
- Governo não faz oposição a governo, libertando a senha para que toda uma ala do PSDB no Congresso passasse a seguir mais pela linha moderada do que a do extremo
A entonação de FHC não levou, porém, Aécio à vitória este ano. O candidato que ainda reclama da qualidade do resultado não conseguiu vencer em Minas Gerais, nem no primeiro nem no segundo turno, depois de ter sido oito anos governador e feito o sucessor por mais quatro. Na campanha eleitoral, denúncias que poderiam ser consideradas leves foram transformadas pela própria campanha tucana em grandes crises, até agora mal resolvidas. É o caso do aeroporto do município de Cláudio, do qual o candidato do PSDB não soube se desvencilhar. Ele construiu uma pista de pouso na fazenda de um tio, mas passou a dar explicações tão confusas para o assunto que terminou perdendo eleitoralmente.
Nos bastidores da política nacional, velhas raposas tem dificuldade para assimilar a estratégia do ex-candidato.
- Ele está se comportando como a linha de frente da nova UDN, mas a origem política dele é PSD de seu avô Tancredo Neves, conta um líder político fluminense que trabalhou para Aécio em seu Estado.
- Essa postura extremamente moralista pode é  saudável, mas não sei se combina com ele tanto assim.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/162348/Radicalismo-isola--A%C3%A9cio-nas-ruas-e-no-PSDB.htm

sábado, 1 de novembro de 2014

CASSINO ELEITORAL DIMINUI E "MERCADO" REAGE BEM A REELEIÇÃO

terça-feira, 7 de outubro de 2014

DILMA: ESPECULADORES NA BOLSA NÃO GANHAM ELEIÇÃO



Do blog Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim: 

A seguir,  trechos da coletiva da Dilma, a primeira desde a vitoria no primeiro turno:


População votou querendo garantir o que conquistou, achando que deve corrigir o que não está bom e para avançar mais.

Vamos ter, mais uma vez, no Brasil, dois projetos se confrontando.
As taxas de juros (de FHC) foram as mais elevadas praticadas no Brasil, de 45%.

E tiveram taxa altíssima média de juros.
Jamais colocaram os pobres no orçamento.

Compare a minha recessão com a dele. Compare os ‘monstros do passado’ com o que está acontecendo no meu governo. Ele pode usar retórica, mas a realidade se imporá”Políticas que fazem a diferença tem que ser compatíveis com o número de habitantes.

Uma lei, aprovada em maio de 1998, proibia o governo federal de construir e manter novas escolas técnicas.

Lula derrubou essa lei e fez 214.

Nos meus quatro, 208 escolas técnicas federais já funcionam.

Investimos no futuro do jovem, por isso construimos um programa muito importante chamado Pronatec

Esse programa é gratuito (Pronatec). Nós oferecemos o que há de melhor no Brasil no que tange ensino técnico.

O escopo desse programa é que ele é gratuito.

Não só a matricula é gratuita, mas a alimentação e o material

E não é só jovem que vai. Vai adulto também.

A importância também se deve ao fato de que o Brasil precisa melhorar a qualificação profissional dos jovens.

Então, todo mundo sai ganhando.

Se eu for eleita, isso significa, (farei) a ampliação do Pronatec, mais 12 milhões de matrículas

Eu vou começar a campanha amanhã. Nós vamos fazer primeiro uma reunião com todos os governadores da minha base

Eu queria dizer o seguinte. A tendência nossa é começar pelo Nordeste, depois sul, Minas e SP na sequência.

Eu desconfio que os investidores (na Bolsa) podem fazer tudo, mas não ganham uma eleição.

Quem ganha as eleições é o povo brasileiro.

É engraçado que a culpa cai sempre para os pobres. Os ricos nunca têm culpa.

O Brasil que recebemos era composto de pobres e miseráveis em sua metade. Hoje não. 

A maioria é de classe média. Hoje de cada 4, 3 estão na classe média. E os nove Estados do Nordeste se beneficiarão disso.

Nós não acreditamos nessa infalibilidade das pesquisas. Nós não acreditamos nisso.


(Nós do C Af também: porque as pesquisas foram o grande derrotado. Logo, os pesquiseiros do PiG (no ABC ) valem tanto quanto sua imparcialidade.)
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/10/06/dilma-vai-comecar-pelo-nordeste/

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

IBOPE E VELHA MÍDIA TENTAM SALVAR TUCANOS DO VEXAME TOTAL

Ibope tenta salvar Aécio da overdose?

Por Altamiro Borges

O Ibope publicou nesta terça-feira (16) uma nova pesquisa sobre a corrida presidencial. Ela é muito estranha e faz lembrar o apelido dado ao sinistro instituto pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim – ‘Globope’. Aponta queda de três pontos nas intenções de voto para Dilma Rousseff – de 39 para 36%; queda de um ponto para Marina Silva – 31 para 30%; e um milagroso crescimento de Aécio Neves – de 15 para 19%. No mesmo período em que o cambaleante tucano teve uma overdose de péssimas notícias, o Ibope parece tentar tirá-lo da UTI. A direita nativa detesta a atual presidenta e uma parte dela ainda desconfia da ex-verde. Isto explicaria o desespero para salvar o presidenciável do PSDB?

Empolgado, o jornal Estadão festeja: “Aécio melhorou suas taxas de intenção de voto em todas as regiões, com exceção do Nordeste. No Sul, ele chegou a 23% e ficou em situação de empate técnico com Marina, que tem 26%. Dilma só lidera de forma isolada no Nordeste (48%) e Sul (34%). Nas demais regiões, ela aparece empatada tecnicamente com Marina... Dilma colhe resultados melhores no eleitorado mais pobre. No segmento com renda de até um salário mínimo, a petista fica com 46% das preferências”. Não é para menos que o jornalão detesta tanto o “Bolsa Família”. Em editorial no final de semana, o Estadão voltou à carga contra o programa, acusando-o de ser o maior responsável pela força do “lulopetismo”. Só faltou pregar abertamente a sua extinção!

Na mesma linha esperançosa, a Folha tucana registrou que a nova sondagem indica que poderão ocorrer surpresas na disputa presidencial. “A pesquisa Ibope mostra oscilações negativas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) e recuperação de Aécio Neves (PSDB), o terceiro na disputa... Com esta recuperação, o cenário fica parecido com o do fim de agosto, na primeira pesquisa Ibope após a morte de Eduardo Campos, substituído por Marina”. A bolsa de aposta, principalmente a que envolve os abutres do mercado financeiro, deverá se agitar nestes próximos dias. O que já era dado como certo, o pior fiasco eleitoral da história do PSDB, sofrerá novas oscilações. Aécio Neves agradece e segue respirando por aparelhos...

A pesquisa Ibope, porém, não deve nutrir falsas esperanças ao combalido mineiro. Até Josias de Souza, o blogueiro da Folha que transita bem no ninho tucano – está pessimista. Ela vaticina que uma “dupla derrota pode fazer de Aécio Neves o fiasco do ano”. “Seria apenas uma derrota se Aécio ficasse de fora do segundo turno da disputa presidencial. Será um malogro ainda mais estridente se o grupo de Aécio perder para o PT o governo de Minas Gerais... Aécio corre o risco de sair de 2014 menor do que entrou. No plano federal, a derrota o devolveria a uma fila que deve ter Geraldo Alckmin no primeiro lugar em 2018. Um fiasco estadual intimaria Aécio a dedicar-se à província”.

Com base na pesquisa do mesmo Ibope sobre a sucessão em Minas Gerais – o petista Fernando Pimentel com 43% e o tucano Pimenta da Veiga com 23% das intenções de voto -, Josias de Souza até dá um conselho para o cambaleante presidenciável tucano para evitar o duplo fiasco. “Aécio talvez devesse considerar a hipótese de passar o resto da campanha falando ‘uai’ e comendo pão de queijo”. Ou seja: nem o Ibope serviu de motivação para o blogueiro da Folha, o que torna ainda mais estranho o resultado da pesquisa desta terça-feira.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/ibope-tenta-salvar-aecio-da-overdose.html