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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

INVEJA DA ARGENTINA: CRISTINA ENFRENTA A MÍDIA

Cristina e a mídia: uma relação permanente de conflitos

Veículos de comunicação privados, como o Clarín, encaram a esposa do falecido Nestor Kirchner como franca inimiga; mas as urnas confirmam a confiança do povo
Com uma marca expressiva de 54% dos votos, Cristina Kirchner foi reeleita presidente da Argentina no dia 23 de outubro. O resultado percentual é o maior desde a redemocratização do país. Alem disso, é a primeira mulher da América Latina a ser escolhida duas vezes para governar um país.
Os números surpreenderam oposição e analistas políticos, que agora tentam encontrar respostas teóricas ao fenômeno de popularidade da líder peronista. Nas análises, é recorrente um alerta: Cristina pode intensificar a ofensiva contra os meios de comunicação. Mas o que significa exatamente essa afirmação? Em que contexto ela pode ser compreendida de maneira mais clara? Quais são os filtros pelos quais recebemos essas opiniões?
Em programa da Globo News dedicado ao tema, a narração do jornalista Ariel Palácios é a seguinte: “Os meios de comunicação independentes estão preocupados, já que o governo Kirchner poderia radicalizar sua ofensiva contra a mídia não alinhada”. De fato, a relação entre governo e grande imprensa é marcada por conflitos, especialmente com oClarín. Um exemplo é o caso do projeto de lei que visa limitar a participação acionária desse jornal na empresa Papel Prensa devido à suspeita de contratos ilícitos.
Por outro lado, assim como em países vizinhos, a Argentina vem incentivando iniciativas de comunicação alternativas aos interesses de mercado. O Canal Encuentro, criado em 2007 com vínculo ao Ministério da Educação, é uma delas. A emissora tem premissas distintas daquelas das redes comerciais, incluindo aqui uma programação a favor da cidadania, educação e reflexão crítica acerca dos problemas sociais. Produz 40% do que veicula, o restante vem de TVs públicas estrangeiras.
Para o cientista político Sergio Fausto, em entrevista a Globo News, “há um propósito firme do governo de fazer um enfrentamento com o que eles chamam de ‘os poderes monopólicos’ nessa área (mídia)”. Vamos aos números. O Clarín é um dos sete grupos empresariais e detém ações em aproximadamente 200 veículos argentinos. De 2008 para 2009, sua rentabilidade cresceu 16,4% com faturamento de US$ 1,7 bilhão. E controla 31% da circulação dos jornais.
É difícil contestar a existência de uma concentração. Justamente para contrabalancear esse quadro de forças, o governo aprovou a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual em 2009, que prevê, entre vários pontos, o seguinte: a prestação de serviços de radiofusão feita pelo Estado, sociedade civil sem fins lucrativos e sociedade civil empresarial; o impedimento de propriedade cruzada dos meios; a obrigatoriedade de veiculação de conteúdo regional.
Entender o contexto que a Argentina vive no que diz respeito às políticas de comunicação é, portanto, tarefa complexa — e que provavelmente não será propiciada pelos meios de comunicação tradicionais, que reduzem a possibilidade de uma discussão mais aprofundada. Resta optar por outras fontes.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ECONOMIA ARGENTINA AVANÇA

a deuda externa argentina es la más baja de los últimos 15 años

Ascendió a 132.502 millones de dólares a fin de junio, lo que representa el 32,2 por ciento del Producto Interno Bruto, 4,3 puntos porcentuales menos que la deuda del año pasado. 71.492 millones de dólares corresponden al sector público y 61.010 millones al sector privado.

El stock de deuda total aumentó 11 mil millones de dólares en los últimos doce meses, por la colocación de títulos públicos tras el canje de deuda del año pasado, y el mayor endeudamiento privado con proveedores por el aumento de las importaciones de bienes. No obstante, el crecimiento económico nacional permitió que continúe disminuyendo la deuda externa total medida en relación al PIB.
El BCRA agrega que "la política de acumulación de reservas internacionales fue acompañada por una política deliberada de desendeudamiento, así como por una mejora en la composición de las obligaciones, tanto del sector público como del privado". La caída de la deuda externa fue acompañada por un alargamiento de los plazos de vencimientos, principalmente a partir del canje de la deuda pública de 2005.
A la vez, las regulaciones sobre los capitales financieros de corto plazo "demostraron ser efectivas", al caer la participación de la inversión en portafolio respecto del total de la inversión de no residentes en el país. El resultado, según el informe, fue un límite al "impacto de la volatilidad externa sobre la economía argentina". Además, dice el Central, la política de desendeudamiento público fue complementada por un manejo de pasivos que permitió "un cambio sustancial" en la composición de las obligaciones por moneda.
La deuda en moneda extranjera pasó de representar el 90 por ciento del total a fines de 1997, al 62 por ciento en la actualidad, y como consecuencia "el riesgo cambiario implícito en la deuda pública se redujo respecto del pasado". En el mismo sentido se logró que el sector privado no financiero tenga sólo 1,4 por ciento del total de los préstamos bancarios en moneda extranjera, lo que marca una gran diferencia con lo acontecido durante los 90, añade el BCRA.
Mediante la reducción de la deuda, la mejora de los perfiles de pagos futuros y la regulación de los capitales de corto plazo, "el país logró reducir significativamente su vulnerabilidad externa", destaca el BCRA. Concretamente, concluye el informe, se limitaron "los efectos adversos que el escenario internacional podría ocasionar sobre el sector real a partir de los menores flujos externos".
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

IMPRENSA BRASILEIRA PERDEU ELEIÇÃO NA ARGENTINA


Globo e Estadão contra Cristina Kirchner

Por Fernando Brito, no blog Tijolaço:

Daqui a pouco devem surgir os primeiros resultados das eleições argentinas, confirmando a esmagadora vitória de Cristina Kirchner.

O favoritismo da presidenta argentina, porém, não impediu que O Globo e o Estadão, hoje, publicassem artigos que vão do sexismo mais torpe ao desprezo mais ignóbil pela vontade do povo argentino.



Neles, Cristina, eleita e provavelmente reeleita, é tratada como uma ditadora obscurantista. Em O Globo, ao editorialista Luiz Paulo Horta a chama de “caudilhesca” e vinda de “uma província obscura”. No Estadão, recorrem a um diretor do Instituto Fernando Henrique Cardoso, Sérgio Fausto, para chamarem-na de manipuladora e censora.

É, Cristina Kirchner vai eleger-se por aquilo que, outro dia, O Globo chamou de “feel good factor“, isto é, a sensação de bem-estar dos argentinos com seu governo.

Mas, sejamos justos, o machismo é componente menor nesse ódio. O que não suportam mesmo é que um governante se apóie no povo, não na mídia, tanto que usam a Globo de lá, o Clarín, como medida de democracia.

Daqui a pouco vão ter de engolir o melhor purgante da democracia: o voto.