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domingo, 18 de outubro de 2015

INTELECTUAIS DIZEM "NÃO" A QUALQUER AVENTURA GOLPISTA

Fernando Morais: "No golpe não levam, só no voto"

Lideranças intelectuais participaram de encontro no Centro Universitário Maria Antônia, da USP, nesta sexta-feira (16), onde foi lançado um manifesto em defesa da democracia.


Além de Fernando Morais, o ato em defesa da democracia reuniu diversas lideranças intelectuaisAlém de Fernando Morais, o ato em defesa da democracia reuniu diversas lideranças intelectuais
Para a professora de Filosofia da USP, Marilena Chauí, a tentativa de impeachment da presidenta Dilma Rousseff é uma obscenidade histórica. “O que é insuportável para alguém da minha geração é que aqueles que lutaram – e nós lutamos juntos contra o golpe – sejam os golpistas de hoje, é uma coisa inacreditável, é obsceno, isso é uma obscenidade histórica”, afirmou.

O escritor Fernando Morais reforçou que não haverá golpe. “Nós temos de deixar absolutamente claro que no golpe não levam. Só levam no voto. Seja golpe paraguaio ou hondurenho, não importa. Só mudam o projeto de nação, com o qual nós estamos comprometidos, no voto. Na mão grande (com trapaça) nós não permitiremos”, declarou.

Durante o ato foi lançado o manifesto sob o título “A sociedade brasileira precisa reinventar a esperança”. O documento reafirma que não há base jurídica para os pedidos.

“Impeachment foi feito para punir governantes que efetivamente cometeram crimes. A presidenta Dilma Rousseff não cometeu qualquer crime”, diz o texto.

O cientista político André Singer também assina o documento. “Nós estamos aqui para dizer, em alto e bom som, que a tentativa de cassar a presidenta Dilma Rousseff é um grave retrocesso institucional e um grave atentado a democracia”, disse.

“Evidentemente que o impeachment é uma figura constitucional, faz parte das regras do jogo, mas não na forma de um pseudo parlamentarismo, em que se tenta sem nenhuma justificativa racional, demonstrável, derrubar um governo constitucionalmente eleito, legítimo e que está governando”, acrescentou Singer.
 

Do Portal Vermelho, com informações de agências

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

LEIA O MANIFESTO DOS INTELECTUAIS PRÓ_DILMA

Artistas e intelectuais apoiam Dilma

Por Altamiro Borges

Nesta segunda-feira (15), às 19 horas, o Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro, será palco de mais uma atividade em defesa do avanço das mudanças no país e contra os retrocessos. A exemplo do que ocorreu no memorável ato de 2010, centenas de artistas e intelectuais manifestarão publicamente seu apoio à reeleição da presidenta Dilma Rousseff. O ex-presidente Lula também confirmou presença no evento.

Em manifesto que já circula na internet (aqui), Chico Buarque, Beth Carvalho, Wagner Tiso, Hugo Carvana, Osmar Prado, Paulo Betti, Beth Mendes, Matheus Nachtergaele, Bemvindo Siqueira, Sérgio Mamberti, Alcione, Zezé Motta, Leci Brandão, Emir Sader, Leonardo Boff, Luis Fernando Veríssimo, Marilena Chauí, Maria da Conceição Tavares, Fernando Morais, Luis Nassif, Renato Rovai, Ivana Bentes, Sergio Amadeu, Juca Ferreira, Eric Nepomuceno, Samuel Pinheiro Guimarães, entre tantos outros, explicam as razões do apoio. Reproduzo abaixo o manifesto:

*****

A primavera dos direitos de todos: Ganhar para avançar

Os brasileiros decidem agora se o caminho em que o país está desde 2003 é positivo e deve ser mantido, melhorado e aprofundado, ou se devemos voltar ao Brasil de antes - o do desemprego, da entrega, da pobreza e da humilhação.

Nós consideramos que nunca o Brasil havia vivido um processo tão profundo e prolongado de mudança e de justiça social, reconhecendo e assegurando os direitos daqueles que sempre foram abandonados. Consideramos que é essencial assegurar as transformações que ocorreram e ocorrem no país, e que devem ser consolidadas e aprofundadas. Só assim o Brasil será de verdade um país internacionalmente soberano, menos injusto, menos desigual, mais solidário.

Abandonar esse caminho para retomar fórmulas econômicas que protegem os privilegiados de sempre seria um enorme retrocesso. O brasileiro já pagou um preço demasiado para beneficiar os especuladores e os gananciosos. Não se pode admitir voltar atrás e eliminar os programas sociais, tirar do Estado sua responsabilidade básica e fundamental.

O Brasil precisa, sim, de mudanças, como as próprias manifestações de rua do ano passado revelaram. Precisa, sem dúvida, reformular as suas políticas de segurança pública e de mobilidade urbana. Precisa aprofundar as transformações na educação e na saúde públicas, na agricultura, consolidando com ousadia as políticas de cultura, meio ambiente, ciência e tecnologia, e combatendo, sem trégua, todas as discriminações.

O Brasil precisa urgentemente de uma reforma política. Mas precisa mudar avançando e não recuando. Necessita fortalecer e não enfraquecer o combate às desigualdades. O caminho iniciado por Lula e continuado por Dilma é o da primavera de todos os brasileiros. Por isso apoiamos Dilma Rousseff.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/artistas-e-intelectuais-apoiam-dilma.html#more

sexta-feira, 18 de abril de 2014

CAMPING DIGITAL COMEÇA COM GRANDE PARTICIPAÇÃO

Com a participação de mais de 600 militantes petistas e ativistas da internet de vários Estados, começou nesta sexta-feira em São José dos Campos o Camping Digital, três dias de estudos e oficinas sobre o uso da internet na promoção de idéias políticas. A programação é intensa, incluindo palestras, debates e atividades práticas para que todos aprendam mais sobre o uso desta importante ferramente de comunicação que são as redes sociais, os sites e os blogs.
Parte do camping, lotado de jovens de vários Estados.

O primeiro dia serviu ao credenciamento dos participantes, embora muitos jovens tenham chegado na véspera para ficarem no amplo acampamento, devidamente protegido contra a possibilidade de chuvas. A partir das 9:00 hs, todos se distribuíram pelas tendas montadas num amplo espaço (pertence a um clube de campo) segundo seus interesses específicos. Nelas ocorreram oficinas como "Criar e gerenciar seu perfil no Facebook e no Twitter", a cargo de Kátia Figueira e Clareana Cunha; "A história da literatura marginal, da ditadura aos dias atuais", com Diego Miranda; "Grafite, estêncil e ativismo no muro", uma das mais movimentadas, com Caio Rodolfo e Alan Guilherme"; "Por que usar software livre?", com os especialistas Marcelo Marques e Sérgio Amadeu", e ainda "Lei de Acesso à Informação", com os juristas Lindalva Feitosa e Thiago Teixeira. Em todas houve debates, com bastante participação dos assistentes, tanto nas áreas teóricas como nas mais práticas.
Quem quisesse aprender "Como usar um editor de imagens" teve uma aula com Carlos Fernandes, que esclareceu muitas dúvidas e demonstrou na prática os detalhes deste importante trabalho. "Como fazer o seu blog acontecer"? Tenda G, com os conhecidos blogueiros Renato Rovai e Vinício dos Santos.
Depois do almoço, servido num amplo salão e com preços bastante acessíveis (R$ 9,00 pelo almoço e jantar, R$ 2,00 uma garrafa de água mineral, havendo também sucos, refrigerantes e cervejas, começou outra sessão de atividades.
O Camping Digital acontece num clube em São José dos Campos.

A programação está dividida em Núcleos, como o de Conteúdo, o de Debates Políticos; o de Tecnologia e o de Legislação. 
Na parte da tarde o clima ficou mais inflamado, com debates bastante disputados. Por exemplo, a mesa "O que é midialivrismo (de mídia livre) e suas ações", foi misturada com a exposição do presidente estadual da Comissão da Verdade, deputado estadual Adriano Diogo, enquanto se aguardava a chegada de Altamiro Borges, presidente do Centro de Mídia Alternativa Barão de Itararé que falaria (e falou, um pouco atrasado por problemas na locomoção). Foi uma das sessões mais animadas no início da tarde.
Da mesma forma, a tenda que abrigou o debate sobre "Inovação nas redes e páginas de esquerda", que reuniu Pedro Felipe, Leila Farkas, Flávio Lomeu e Lucas Alkaid, esteve lotada do começo ao fim. Quase todos os debates têm durado um pouco mais do que o previsto. Alguns são programados para durar uma hora, outros, duas horas, mas todos se estendem devido ao grande interesse e às perguntas que surgem e são respondidas pelos membros das mesas. Ninguém sai sem estar esclarecido em suas dúvidas.
O presidente da Comissão da Verdade em SP, deputado Adriano Diogo, e o blogueiro Renato Rovai, editor da revista Fórum

Enfim, o primeiro dia do Camping Digital do PT foi um sucesso, que certamente se repetirá neste sábado e no domingo. Entre outras figuras conhecidas que participarão nesses dois dias restantes estão o ex-ministro das Comunicações, Franklin Martins, o jornalista Paulo Henrique Amorim, o presidente do Movimento dos Sem-Mídia, Eduardo Guimarães, e o escritor Fernando Morais.
Miro Borges, presidente do Centro Barão de Itararé de Mídia Alternativa, em tenda lotada.

O pré-candidato do PT a governador de São Paulo, ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, também é esperado, já que o evento faz parte da Caravana Horizonte Paulista, peregrinação que está sendo feita por todo o Estado de São Paulo em preparação da campanha eleitoral de 2014.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

BANDEIRA DE MELO E FERNANDO MORAIS CONTRA PRISÃO ILEGAL DE ZÉ DIRCEU

Trecho de matéria do sítio Brasil 24/7: 
Para o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, que assinou, em novembro, manifesto de intelectuais e juristas em “repúdio às prisões ilegais” dos condenados na Ação Penal 470, a situação do ex-ministro da Casa Civil não deve se alterar enquanto o tribunal for presidido por Barbosa. “A mim me parece que, enquanto o presidente do Supremo for esse, é muito difícil que haja em relação ao Dirceu uma postura serena. É uma falta de respeito ao direito do condenado. O Judiciário deve ser equânime, sem olhar a posição das pessoas”, diz. “Mas a mim não surpreende. Fico apenas lastimando. O Judiciário não é mais aquele de outrora, pelo menos não o Supremo.”
Ditadura “togada”
Na opinião do jornalista e escritor Fernando Morais, que também assinou o manifesto, a prisão de Dirceu em regime fechado, tendo direito ao semiaberto, é uma “aberração”. Ele afirma que sua posição em torno da questão não deve ser entendida como uma preferência partidária, "chapa-branca", mas como uma defesa dos direitos básicos da democracia. “A sociedade está testemunhando: vai fazer cinco meses que Dirceu está preso, em prisão fechada, embora tenha sido condenado a semiaberto. Isso é uma aberração jurídica, uma barbaridade. O presidente da Corte mais importante do país está se regendo por notícia de coluna social, foi isso o que aconteceu”, lembra Morais.
O pedido de análise do benefício de trabalho externo de Dirceu foi suspenso pela Vara de Execuções Penais do Distrito Federal com base em nota do jornal Folha de S. Paulo de 17 de janeiro, que funcionou como denúncia. Segundo a nota do diário, o secretário de governo do estado da Bahia, James Correia, teria supostamente conversado por celular com Dirceu no dia 6 de janeiro. “Simplesmente por causa de uma fofoca de coluna social a corte mais importante do país submete o preso a uma pena adicional à que foi condenado”, critica Fernando Morais.
O jornalista vê uma substituição de um autoritarismo do período da ditadura (1964-1985) por um autoritarismo “togado”, embora o regime militar tenha feito mais mal por ter matado e torturado. “Desde que acabou a ditadura, você vai perceber que em alguns momentos fica muito claro, em certos setores da sociedade, que acabou a censura fardada e começou a censura togada”, diz Morais.
Ele cita como exemplo a proibição de obras literárias pelo Judiciário. “Quem está censurando livro no Brasil? Quem tirou livro do Ruy Castro de circulação, que decretou a incineração da biografia do Roberto Carlos, quem é que me condenou a pagar multa se eu falasse em público de um trecho de um livro meu?”, questiona. “Nem a ditadura fez isso. Fez pior, matou, torturou, mas nunca proibiu um autor de falar publicamente sobre seu trabalho. Quem está fazendo isso? A ditadura, a censura togada.”
Para Fernando Morais, os fatos que envolvem José Dirceu são um “negócio armado”. “Não me surpreendo mais, perdi a ilusão. Sempre fui muito pessimista sobre esse processo [do mensalão], desde o começo, sobretudo quanto ao Dirceu, que eu achava que ia para a cadeia”, conta. “Porque a cada dia que passava ficava mais claro que se tratava de um processo político, um processo simbólico, porque, embora tenham escolhido o Dirceu para ser o ‘cabra marcado para morrer’, no fundo estão tentando condenar o PT, o Lula, a Dilma, o primeiro governo progressista que este país tem em muitas décadas.”
http://www.brasil247.com/+j2qwm

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

EUA LIBERTAM AGENTE CUBANO ANTI-TERRORISMO, UM DOS "CINCO HERÓIS"!!!

Uma grande notícia para todos nós latino-americanos: os EUA libertaram da prisão o herói cubano Fernando González, um dos cinco que se infiltraram nos grupos terroristas que treinam na Flórida para cometer atentados e invadir a ilha socialista!
A história desses cinco heróis está narrada com profusão de documentos, fotos e depoimentos inéditos no livro "Os últimos soldados da Guerra Fria", do meu querido amigo Fernando Morais. Intelectuais, partidos políticos e pessoas de todas as ideologias vêm fazendo uma campanha mundial pela libertação dos "Cinco", há vários anos. Eles foram acusados de terrorismo, tiveram violados seu direito de defesa, e suas ações evitaram muitas mortes em Cuba por esses mercenários que são tolerados pelo Governo norte-americano, embora usem aviões, barcos e armas para cometer crimes internacionalmente reconhecidos. 
Mais uma boa notícia dessas vésperas de Carnaval, junto com o crescimento do PIB acima das expectativas, e a desmoralização final de Joaquim Barbosa e outros arquitetos do "mentirão". Feliz Carnaval a todos!
Saiu no jornal cubano Granma: 


Liberado Fernando González tras cumplir injusta condena
Como se ha informado a nuestro pueblo, el combatiente antiterrorista cubano, Fernando González Llort, fue liberado en el día de hoy, al cumplir íntegramente su injusta y larga condena.

El también Héroe de la República de Cuba fue trasladado del centro correccional federal de Safford, en Arizona y puesto a disposición de los servicios de inmigración para iniciar el proceso de deportación hacia nuestro país.

http://www.granma.co.cu/2014/02/27/nacional/artic15.html

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

EM NOSSO DINHEIRO O ROBERTO FREIRE NÃO MEXE!!!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

FERNANDO MORAIS: "MENSALÃO" FOI TREMENDO ERRO JURÍDICO

Jornalistas Ricardo Kotscho, Audálio Dantas, 

Fernando Morais e Antonio Barbosa Filho (SP, 18/11/2013)

Fernando Morais: “Presos pagam uma condenação 

a mais, a superexposição”

Acompanhem a entrevista concedida ao blog pelo escritor Fernando Morais, que 
condena a superexposição na forma como as prisões e deslocamentos dos presos 
foram conduzidos. Sobre o julgamento, Morais é taxativo: “Estamos diante de um 
tremendo erro judiciário”.
Fernando, qual sua análise do julgamento?
[ Fernando Morais ] Sempre fui muito pessimista em relação ao desfecho desse 
processo. De todas as pessoas que estavam próximas do Zé Dirceu, do Genoino, 
e de outros, eu sempre fui dos mais céticos, não acreditava que isso terminaria de 
outra maneira. O desenrolar do processo indicava isso.
Agora, o que mais me surpreendeu nisso tudo é essa superexposição a que estão 
submetidos os presos. Da forma como conduzem as prisões, os deslocamentos, 
parece haver a nítida intenção de expô-los à execração pública. Da forma como 
conduzem essas ações nada mais é do impor-lhes uma pena adicional a que eles
 não estavam condenados.
No auge da perseguição que sofreu de Joseph Stalin na União Soviética, Trotsky
 disse que “a pior das agressões a uma pessoa, a um cidadão, é expor-lhe a hu-
milhações, porque elas desarmam o indivíduo e o agridem no essencial de sua dig-
nidade”.
E mesmo com a saúde frágil do Genoino…
[ Fernando Morais ] Sem falar no Genoino, de quem não quero, não posso e não con-
sigo falar, ainda… Em qualquer parte do mundo um cardiopata como ele tem direito a
 tratamento, assistência médica completa, a uma internação hospitalar, a uma alimen-
tação condizente com o seu estado. E eu li uma entrevista de uma das filhas dele di-
zendo que ele está comendo sanduíches, porque nem deixam a família levar-lhe comida.
Zé Dirceu e os demais desse processo são vítimas de um aberrante, um tremendo erro 
judiciário. É sempre arriscado fazer avaliações políticas no calor dos acontecimentos, 
embora esse julgamento, desde o início do processo, seja eminentemente político. Mas, 
na hora que baixar a poeira, quando os ânimos serenarem, o Brasil descobrirá que nós 
estamos diante de um tremendo erro judiciário.
Você atuou no documentário do Raimundo Pereira “AP470 – o julgamento medieval”.
[ Fernando Morais ] Sim, eu ajudei o jornalista Raimundo Pereira na pesquisa e na 
elaboração do documentário “AP 470 – o julgamento medieval” (clique aqui e confira o vídeo). 
Ali, com a obsessão do Raimundo pelo detalhe, pela minúcia, pela precisão, o erro judiciário 
fica absolutamente claro. Ele prova e comprova a exaustão que o dinheiro público dessa his-
tória, os R$ 74 milhões da Visanet, que constituem o maior montante que, dizem, foi usado 
no mensalão, na verdade foram empregados no pagamento de publicidade e patrocínios nor-
mais do cartão que se chamava Visa e hoje é Cielo.
No caso, a maior parte foi em pagamento de publicidade e de patrocínio às meninas do vôlei, 
ao tenista Guga… E boa parte desse dinheiro foi para premiar gerentes do Banco do Brasil, 
em bônus e prêmios porque como qualquer outro, o Banco do Brasil estabelecia cotas de 
venda de cartões para seus gerentes e os bonificava, os premiava quando eles as atingiam.
A disparidade das penas também é outro dado que chama atenção. Por exemplo, Ramon 
Hollerbach, ex-sócio do Marcos Valério, foi condenado a 29 anos, 7 meses e 20 dias de 
prisão. O goleiro Bruno, do Flamengo, que mandou matar a namorada, esquartejá-la e dis-
tribuir seus restos aos cachorros, foi condenado a 22 anos de prisão. Isso dá bem a medida 
do que é a justiça no Brasil.

domingo, 13 de novembro de 2011

TRABALHO E FESTA NO CONGRESSO DE ESCRITORES


Saguão do Centro Universitário UNISEB, em Ribeirão Preto, sede do Congresso.


Ao meio-dia o saguão torna-se um restaurante por quilo, com muitas opções e excelente qualidade.


Mesa sobre Biografias, composta pelo deputado federal Newton Lima (de terno); meu amigo jornalista Audálio Dantas (mediador); escritor Alaor Barbosa, de Brasília; e meu querido Fernando Morais, escritor internacionalmente conhecido.


Foi um reencontro muito feliz com meu amigo Fernando, a quem não via desde o lançamento do seu "O Mago" (biografia de Paulo Coelho, já traduzida em 41 idiomas). 


Outro velho amigo, das lutas sindicais dos anos 80/90, é Quartim de Moraes, hoje conhecido editor e presidente da Editora SENAC, que ele revolucionou.


No sábado à noite formamos nossa mesa no famoso Pinguim, a choperia de Ribeirão: um casal de Cascavel, PR, Fernando Morais, Audálio Dantas, eu e Marianne Lemmen. Foi uma festa, até meia-noite.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O NOVO LIVRO DE MEU AMIGO FERNANDO MORAIS


FERNANDO MORAIS: LIVRO É UM FURO JORNALÍSTICO SOBRE A GUERRA DOS EUA CONTRA CUBA


Em debate ocorrido ontem (20), no Teatro da Faculdade Paulista de Comunicação (Fapcom), Fernando Morais apresentou Os últimos soldados da Guerra Fria, seu novo livro. Promovido pelo Barão de Itararé, Revista Fórum e Circuito Fora do Eixo, o evento também contou com as presenças de Socorro Gomes, Lázaro Méndez Cabrera, Max Altman e mediação de Renata Mieli e Renato Rovai.
Em sua nova obra, lançada pela Companhia das Letras, Fernando Morais retoma a reportagem literária em torno de Cuba. O escritor mineiro ganhou notoriedade com a publicação do emblemático A Ilha, em 1976, quando em plena ditadura militar brasileira, desmistificou e escancarou uma realidade social totalmente diferente do que era passado pela grande mídia.
A obra é fruto de uma pesquisa minuciosa sobre a Rede Vespa, uma agência secreta cubana que infiltrou agentes em organizações estadunidenses de extrema-direita, na década de 90. O turismo era a indústria cubana que mais crescia e essas organizações recebiam dinheiro para promover ataques terroristas à ilha (por exemplo, jogar pragas em lavouras cubanas, interferir nas transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana, plantar bombas e disparar rajadas de metralhadora em locais cheio de turistas e cidadãos cubanos).
“Em 1998, quando estava nos Estados Unidos, com a minha esposa, escutei na rádio um breve relato sobre agentes secretos cubanos presos. Na hora pensei: aí tem algo interessante”, afirma Morais. Depois disso, foram mais de 20 viagens para Miami e Cuba, análise de documentos secretos e centenas de entrevistas. O resultado é um extensa reportagem com os melhores elementos literários de um romance de espionagem.
Para o escritor, o que surpreende é que seu livro conta novidades do passado, e isso significa muito quando se trata de Cuba. “Essa história, na verdade, é um furo jornalístico. O que revela que a postura da grande imprensa em relação à ilha permanece inalterada mesmo após 52 anos de revolução”, diz.
Durante sua exposição, Fernando Morais fez questão de criticar a grande imprensa brasileira. O escritor, em começo de carreira, chegou a trabalhar na Veja, mas faz questão de ponderar, bem humorado: “naquele tempo, Fidel Castro dava capa positiva na Veja”. Segundo ele, o veículo ainda não publicou “uma sílaba” sobre o livro, mas diz gozar do privilégio de entrar na revista pela “porta da frente”, ou seja, pelas mãos dos leitores, já que o livro está entre os mais lidos.
Com uma boa recepção até o momento – Os últimos soldados da Guerra Fria terá diversas traduções e já foi negociado para virar filme. Fernando Morais justifica: “A história não precisa de adjetivo. É uma história com tutano, osso e pele. Nem o mais talentoso romancista daria conta de contá-la de forma tão rica como ela é na realidade”.
Para o cônsul de Cuba, Lázaro Mendes Cabrera, a obra é uma grande contribuição à luta da ilha e reflete o sentimento de solidariedade que há entre os povos latino-americanos. Socorro Gomes, a presidente do Centro Brasileiro de Luta Pela Paz (Cebrapaz), também ressalta essa questão, lembrando a cooperação internacional que Cuba promove na área da medicina e da educação.
Os cinco cubanos ignorados pela mídia
O tema dos cinco cubanos ignorados pela mídia também foi abordado pela mesa. Advogado, jornalista e membro do Comitê Brasileiro pela Libertação dos 5 Patriotas Cubanos, Max Altman comentou que o livro tem quebrado barreiras importantes para a divulgação do caso. “Levamos nossa luta à imprensa brasileira por diversas vezes, mas simplesmente não há interesse nenhum da parte deles”, afirma.
Altman chamou a atenção para o fato de que, enquanto os cubanos estão encarcerados em solitária, sem luz, água e incomunicáveis, Luis Posada Carriles caminha tranquilamente pelas ruas da Florida. Ele foi responsável por explodir um avião cubano com 73 passageiros em pleno vôo, no ano de 1976.
Para Fernando Morais e demais debatedores, o que os Estados Unidos não aceitam e os grandes veículos de comunicação, por consequência, também não, é que um país tão pequeno como Cuba esteja resistindo, há tanto tempo, à maior máquina econômica e militar da história. Os últimos soldados da Guerra Fria retrata, com primor literário, um capítulo importante e oculto dessa história.
(*) Reportagem publicada originalmente no Centro de Estudos de Mídia Barão de Itararé.