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quinta-feira, 24 de abril de 2014

INVENTOR DO "WWW" ELOGIA MARCO CIVIL BRASILEIRO

Combatido pelos partidos de oposição, especialmente o PSDB e o DEM, o projeto de lei do Marco Civil da Internet acabou sendo aprovado por unanimidade pelo Senado, e foi sancionado, ou seja, entrou em vigor com a assinatura da presidenta Dilma Rousseff. 

Em São Paulo, onde ocorre o encontro NET Mundial com representantes de mais de 80 países, o próprio criador da web elogiou a nova legislação brasileira, inédita no mundo, afirmando que ela servirá de base para outros países formulares suas proprostas para a governança da rede. A matéria é da revista Carta Capital:


NETmundial

'Internet é serviço público essencial', diz criador da web

Para o físico britânico e cientista da computação Tim Berners-Lee, o tema deve ser abordado como uma questão de direitos humanos tradicionais
por Piero Locatelli — publicado 23/04/2014 12:58
O físico britânico e cientista da computação Tim Berners-Lee, criador da web, afirmou nesta quarta-feira 23, em São Paulo, que a internet se tornou em um “serviço público essencial” para a sociedade.
“Temos de abordá-la como abordamos direitos humanos tradicionais”, disse Berners-Lee, na abertura do NETmundial, o Encontro Multissetorial Global Sobre o Futuro da Governança da Internet. O encontro é organizado em uma parceria entre o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e a /1Net.
Segundo o criador da web, o Marco Civil da Internet, aprovado na véspera pelo Congresso e sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, presente no evento, “é um exemplo do papel positivo que governos podem ter no avanço da web”. “Isso é incrível, mas temos um longo caminho pela frente.”
Para o cientista, é necessário manter a neutralidade da rede, livre de discriminação política ou econômica, e respeitar o direito à privacidade. Ressaltou, no entanto, que a internet não tem fronteiras e cresce além das nações.
Professor do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Berners-Lee é o criador da rede mundial de computadores. Em março de 1989, ele realizou a primeira proposta de criação do endereço www (word wide web) e, no ano seguinte, em parceria com um estudante, implementou a primeira comunicação bem-sucedida entre um cliente HTTP e o servidor através da internet.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/internet-e-servico-publico-essencial-diz-criador-da-web-9603.html

quarta-feira, 23 de abril de 2014

JORNALISTA DÁ A FICHA DO SENADOR "VALENTE" DO PSDB

Quem é o senador que tomou a defesa de Aécio na briga no Senado

Postado em 23 abr 2014







Nome de estádio e conta bloqueada pela justiça

Uma figura regional ganhou notoriedade nacional ontem na patética discussão travada em torno do Marco Civil entre Aécio e Lindbergh Farias no Senado, imortalizada num vídeo que viralizou na internet.
Era o senador Mário Couto, do PSDB do Pará. Ele saiu correndo em direção de Lindbergh, dedo em riste numa gesticulação histérica. Tomou a defesa de seu colega de partido, e a cena poderia terminar em pugilato se não interviessem ali.
Couto é a chamada chave de cadeia, e é revelador do sistema político e jurídico nacional que ele ocupe ainda uma cadeira no Senado, da qual profere, não raro, do altpo de sua ficha corrida pesada, inflamados pronunciamentos pela ética e contra a corrupção.
A biografia de Couto é rica.
Algum tempo atrás, uma mulher numa pequena cidade do Pará entrou com um processo contra ele depois de ter sido chamada – contou ela – de “macaca” e coisas do gênero.
No processo, ela disse que a razão da fúria de Couto foi ela não haver deixado que ele pregasse em sua casa cartazes de um candidato a prefeito.
Como deputado pelo Pará, ele se meteu em encrencas legais também. O Ministério Público o acusou de fraudar licitações na Assembleia Legislativa, da qual era presidente.
Empresas em nome de laranjas ganharam concorrências em série. O controle das licitações da Assembleia Legislativa estava a cargo da filha de Couto, Cilene.
Por conta das licitações suspeitas, a conta de Couto foi bloqueada pela justiça paraense, para evitar transferências de dinheiro para parentes, amigos ou, simplesmente, laranjas.
Até no futebol a crônica dele é notável.
Couto, algum tempo atrás, virou patrono de um time da segunda divisão paraense. O estádio do time, do interior do Pará, recebeu seu nome, e é conhecido como Coutão.
Algumas contratações caras para os padrões locais despertaram suspeitas. Como um clube tão modesto poderia bancar as despesas – sem receita de estádio e com patrocínio tímidos?
A resposta, segundo as evidências, residiria no Detran do Pará, um reduto de Couto de acordo com pessoas que conhecem a política do Pará.
As denúncias sugerem que Couto arrumava bons empregos no Detran para mulheres de jogadores, e ali estaria o pagamento, com dinheiro do contribuinte paraense.
No YouTube, um vídeo mostra uma cena desalentadora neste capítulo futebolístico. Numa reportagem de uma emissora local, aparece um pequeno empresário brandindo uma papelada.
Eram os documentos de um terreno, disse o empresário, que foi tomado por Couto para fazer parte das dependências do clube. O terreno fica ao lado do Coutão.
Nada disso impede o senador de ser um cruzado pela moralidade. Antes de tomar a defesa física de Aécio, ele pediu o impeachment de Dilma por causa do caso da refinaria de Pasadena.
A presença de Mário Couto no Senado mostra várias coisas, nenhuma delas animadora. Uma delas é que o PSDB tem que olhar para o espelho antes de falar em moralização.
Mas a conclusão mais importante é: que venha, urgentemente, uma reforma política.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/quem-e-o-senador-que-tomou-a-defesa-de-aecio-na-briga-no-senado/