Mostrando postagens com marcador Vianna. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vianna. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

GLOBO PLANTA CRISE E É REBAIXADA POR AGÊNCIA DE RISCO

Rodrigo Vianna: Globo aposta no caos político, e também afunda; empresa dos Marinho foi rebaixada pela S&P

publicado em 10 de setembro de 2015 
irmãos Marinho e Merval
Merval e os irmãos Marinho: acadêmicos do caos podem afundar na crise política que ajudam a fomentar

Saiu na Folha, mas Otavinho Frias ainda não confirmou se vai comprar a Globo na bacia das almas:
“A S&P também reduziu os ratings de outras seis empresas, com perspectiva negativa: Ambev, Globo Comunicação e Participações, Multiplan, Ultrapar, Votorantim Participações, Votorantim Industrial e Votorantim Cimentos.”
da Folha de S. Paulo
Um dia depois de retirar o selo de bom pagador do Brasil, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou a nota de 31 empresas brasileiras. Dessas, 24 também perderam o grau de investimento.
Entre elas, destacam-se as estatais Petrobras e Eletrobras. A petroleira teve a sua nota reduzida de “BBB-” para “BB” nesta quinta-feira (10), com perspectiva negativa. A nota da Petrobras está um grau abaixo do rating do Brasil, que nesta quarta foi cortado para “BB+”.
Já a estatal de energia teve seu rating rebaixado para “BB+”, mesmo nível da nota soberana do Brasil. A perspectiva também é negativa.
As alterações nos ratings das estatais estão diretamente relacionadas ao rebaixamento do Brasil. No caso da Eletrobras, a agência avalia que uma ajuda do governo à empresa “é quase certa”. Por essa razão, ela procurou equalizar o rating da companhia com o soberano.
A mesma explicação é válida para o rating dado à Itaipu Binacional, que também recebeu nota BB+.
Empresas da área de infraestrutura e energia também perderam o selo de bom pagador. São elas: Comgás, Coelce, Elektro, Taesa, Neoenergia, Atlantia Bertin, Arteris, CCR e Ecorodovias e subsidiárias dessas companhias, totalizando as 24.
Para a S&P, as distribuidoras de energia e as concessionárias de rodovias ficam mais vulneráveis se a qualidade de crédito soberana se enfraquece de forme significativa. A agência cita o risco de potencial controle de tarifas e uma deterioração na disponibilidade de crédito.
A S&P também reduziu os ratings de outras seis empresas, com perspectiva negativa: Ambev, Globo Comunicação e Participações, Multiplan, Ultrapar, Votorantim Participações, Votorantim Industrial e Votorantim Cimentos.
http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-vianna-globo-aposta-no-caos-e-tambem-afunda-empresa-dos-marinho-foi-rebaixada-pela-sp.html

sábado, 1 de agosto de 2015

TERRORISMO NASCE DO DISCURSO DE ÓDIO

O ataque a Lula: o ódio das bombas foi precedido pelo ódio das palavras em revistas e blogs


julho 31, 2015 13:21
Lula não está sozinho: não brinquem com a democracia.
Lula não está sozinho: não brinquem com a democracia.
por Rodrigo Vianna
Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio
das palavras.
O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada
durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou
Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo.
Um ataque à democracia.
No entanto, é preciso colocar o guizo no gato: a bomba demente foi precedida pelo ódio
disseminado há anos e anos, por blogueiros, colunistas e revistas que se transformaram
em panfletos do ódio e da mentira.
A polícia precisa dizer quem lançou a bomba no prédio, no bairro do Ipiranga. Não
sabemos a identidade do criminoso. Mas sabemos bem quem disseminou o ódio que
produziu o demente do Ipiranga. São as pessoas sentadas atrás dos teclados, em redações,
bem pagas para propagar um clima de confronto e de extermínio de toda uma
comunidade política.
Você não precisa gostar do Lula e do PT para entender que algo está errado. Estamos em
meio a uma escalada autoritária. Que pode virar, sim, um surto fascista.
A escalada autoritária: querem exterminar todo um campo político
A escalada autoritária: querem exterminar todo um campo político
O demente que lançou a bomba contra o Instituto Lula foi precedido por colunistas,
blogueiros e pelo bando de dementes que – nas redes e nas ruas – espalham o ódio,
tratam os adversários como “facção criminosa” e alinham-se com o que o mundo
produziu de pior no século XX: o fascismo.
Nas manifestações de março de 2015, alguns jovens kataguris chegaram a pedir
abertamente que o PT seja cassado, proscrito, proibido. Claro, a lógica é essa: se
do outro lado estamos lidando com “uma quadrilha” (como dizem parlamentares
tucanos, como o tresloucado Carlos Sampaio), não é mais preciso disputar politicamente.
 A lógica é destruir o adversário, apagá-lo, exterminá-lo.
O ataque ao Instituto Lula é terrível. Mas deve servir para trazer os tucanos e
conservadores mais lúcidos á razão. É preciso frear essa escalada que os serras ajudaram
a criar, insuflando blogueiros e jornalistas de longa carreira a disseminar o ódio nas redes
sociais.
Pronto, chegamos até aqui. O ódio deu as caras definitivamente.
É preciso dizer: os democratas, a turma da esquerda, dos sindicatos, universidades e
organizações populares não vai assistir a isso impassível. Se insistirem na tática do ódio,
vai sobrar pra todo mundo.
É preciso isolar a direita fanática, é preciso trazer os centristas para o combate em defesa da democracia.
Colunistas e blogueiros dementes, ligados à revista da marginal e a organizações de
comunicação que floresceram na ditadura, produziram gente suficientemente demente
para lançar bombas de madrugada.
Chegamos até aqui. Agora está na hora de traçar uma linha no chão.
Quem está do lado de cá vai se defender. Prioritariamente, com palavras, com argumentos
e política. Mas, se preciso, também com atos e capacidade de luta.
Não brinquem com a democracia no Brasil!

http://www.revistaforum.com.br/rodrigovianna/palavra-minha/o-ataque-

lula-o-odio-das-bombas-foi-precedido-pelo-odio-das-palavras-em-revistas

-e-blogs-dementes/

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

AECINHO VIU A COISA FICAR FEIA NO DEBATE: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER?

Dilma acua Aécio no debate da Band

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador:

Vou falar de impressões apenas – sem pesquisas qualitativas, sem nenhuma pretensão de esgotar o assunto. No primeiro bloco do debate da Band, Aécio estava mais solto. Mas Dilma cresceu na hora do confronto mano a mano. Especialmente, no segundo e no terceiro blocos.

Foi um debate tenso demais, com o país dividido como nunca. Isso talvez explique o meio sorriso que escapava da boca do candidato tucano desde os primeiros minutos. Poderia ser um sorriso para disfarçar o nervosismo. Mas conferia a Aécio Neves um certo ar de arrogância, de deboche – que não cai bem para quem almeja a presidência da República.

Dilma, por outro lado, mostrava a conhecida falta de fluência. Ela não é uma oradora. Nunca foi. Em alguns momentos, se atrapalhou para completar frases. Mas não é isso que a fará ganhar ou perder a eleição. Se assim fosse, Pedro Simon seria o presidente da República.

A minha colega Christina Lemos (sem paixões e com objetividade) talvez tenha definido bem a questão, no twitter: “Aécio, mais fluente, como sempre, mas sem resultados para apresentar.”

Sim, porque “fluência” não é o principal num debate televisivo. O principal é a capacidade de pautar temas. E de produzir motes que permaneçam nos dias seguintes. Nesse ponto, Dilma parece ter sido mais efetiva.

Em minha modesta opinião, duas coisas ficam desse debate…

1- No segundo bloco, o candidato do PSDB queria saber da corrupção da Petrobras, e mantinha ainda o tal sorriso irônico no rosto, quando Dilma – de forma aguda e surpreendente – trucou e perguntou sobre o aeroporto da cidade de Cláudio-MG (aquele, construído com dinheiro público dentro da fazenda de um tio do ex-governador tucano).

O sorriso de Aécio se desmanchou. Isso fica para o espectador. Aécio não chegou a ser nocauteado, mas pareceu zonzo durante alguns segundos. Isso foi visível no vídeo.

2- No mesmo bloco, a pergunta de Dilma sobre violência contra a mulher tinha endereço certo. E também tirou Aécio do prumo. O candidato do PSDB foi acusado publicamente – pelo jornalista Juca Kfouri (leia aqui) – de ter batido na namorada numa festança no Rio. Aécio jamais processou Juca por isso. De novo, Dilma fez a pergunta, e Aécio se desmanchou. Nesse caso, nem fechou o rosto, parecia ainda mais aturdido, temendo um golpe final.

Dilma não avançou o sinal. Poderia ter perguntado: “o senhor já acompanhou, em sua família, algum caso de agressão contra a mulher?” Não foi tão longe.

Mas a campanha de Dilma provavelmente sabe que a pergunta seria suficiente para pautar esse tema – “agressão contra a mulher” – na internet.

Essas duas perguntas foram o ponto alto do debate. As duas significaram golpes duríssimos contra o candidato que se apresenta como “novo” e “mudança”. Talvez uma parte do Brasil se pergunte: que mudança pode comandar um homem acusado de fatos tão graves?

Dilma – como já fizera em 2010 no debate da Band, com as denúncias sobre Paulo Preto e o enfrentamento da questão do aborto – pode ter pautado de novo o segundo turno de 2014.

Mandou dois recados certeiros:

- Aécio não tem moral pra falar em corrupção – vamos enfrentá-lo nesse quesito;

- os telhados de vidro do tucano não permitem que ele paute essa campanha com “moral e bons costumes”.

Claro que tucanos mais ferrenhos podem ter achado que Aécio (o “fluente”) foi o grande vitorioso. Mas o que Aécio deixou ao fim do debate? Ele que fala em “propostas” e “futuro”, o que propôs? Basicamente, a continuidade dos programas implantados por Dilma/Lula.

Uma análise honesta – ainda que pouco simpática ao tucano – deve reconhecer que ele não saiu do debate maior do que entrou. Por outro lado, não foi uma derrota completa.

Mas há uma diferença importante: a turma de Aécio começou a semana encomendando o paletó pra festa de posse. Os tucanos subiram no salto. Aécio chegou a falar em “meu ministro da Fazenda”. Dele se esperava um golpe final para garantir a vitória.

Dilma, ao contrário, foi para o debate com parte de sua militância preocupada, na dúvida sobre a capacidade de enfrentar a onda midiática e ganhar a eleição.

A candidata do PT mostrou força, incendiou a sua turma e injetou ânimo para a reta final dessa duríssima campanha.

Para azar de Aécio, o desastrado Pastor Malafaia (apoiador do tucano) fazia graça no twitter no fim da noite: “Já esta saindo uma ordem de prisão a caminho da Band contra Aécio por espancamento a mulher” (numa referência a suposta superioridade do tucano no debate).

Malafaia não deveria falar de corda em casa de enforcado. Aécio agradece se esse tema “violência contra a mulher” for rapidamente esquecido.

Não será, ao que parece…
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/dilma-acua-aecio-no-debate-da-band.html