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terça-feira, 10 de junho de 2014

SHEHERAZADE CONSEGUIU AUMENTAR O NÚMERO DE LINCHAMENTOS

Sheherazade e a alta dos linchamentos

Por Altamiro Borges
Tenho a mais absoluta convicção de que programas sensacionalistas do tipo "Datena" e comentários de comunicadores como a Sheherazade, o Olavo de Carvalho e o Reinaldo Azevedo (não por acaso, todos assumidamente de direita ou extrema-direita) contribuem fortemente para o aumento da violência e da criminalidade. Não fosse assim, a TV e os demais meios não serviriam para nada, especialmente para a Publicidade. Se a mídia é capaz de criar hábitos e necessidades, como ocorre na propaganda, por que não tornaria a violência algo banal, absorvido pela sensibilidade embotada das pessoas a ele expostas? Ou a Comunicação de massa funciona, ou não funciona. E sabemos todos que sim, funciona. 
Vejam abaixo o texto de meu amigo Miro Borges sobre pesquisa feita pela USP, confirmando que o número de bárbaros assassinatos de suspeitos e inocentes por grupos de cidadãos influenciados pela mídia aumentou depois do criminoso comentário da Sheherazade. Criminoso pelo contéudo (apologia ao crime), e criminoso por ter sido veiculado numa concessão pública de TV (ou seja, um canal que pertence ao povo, não ao sr. Senor Abravanel, vulgo Silvio Santos, que apenas a explora por tempo determinado e em caráter precário - a concessão pode ser cassada a qualquer momento). O Altamiro explica:



O Núcleo de Estudos da Violência da Universidade São Paulo (USP) divulgou nesta semana um estudo que comprova o aumento dos linchamentos no Brasil. Foram contabilizados 37 casos de espancamentos coletivos entre fevereiro e maio deste ano, que resultaram na morte de 20 pessoas – entre eles, o da dona-de-casa do Guarujá, no litoral paulista, que chocou o país. Por coincidência ou não, o crescimento desta barbárie ocorreu logo depois do criminoso comentário da âncora Rachel Sheherazade no telejornal do SBT, em 4 de fevereiro. Na ocasião, a nova musa da direita nativa defendeu histericamente os linchamentos, justificando ação de “justiceiros” que acorrentaram um jovem negro no Rio de Janeiro.

A postura da jornalista, famosa por suas posturas fascistóides, gerou forte reação da sociedade. Nas redes sociais, ela foi rotulada de “assassina” e “criminosa”. Até no Congresso Nacional, sempre tão servil aos barões da mídia, houve críticas das bancadas do PT, PCdoB e PSOL. A deputada Jandira Feghali, reconhecida militante da luta pela democratização da mídia, acionou a Procuradoria-Geral da República questionando os anúncios publicitários do governo federal concedidos a uma empresa que explora uma concessão pública e faz apologia do crime.

Diante das críticas, o SBT divulgou nota tentando salvar a sua imagem – e, principalmente, as verbas publicitárias. “A emissora respeita a liberdade de expressão de seus comentaristas, porém ressalta que a opinião é da mesma [Sheherazade], e não do SBT”. A cínica desculpa não convenceu e a reação cresceu. Silvio Santos, dona da rede, optou por esconder sua âncora durante alguns dias. Na sequência, a emissora anunciou que ela retornaria ao seu posto. Será que agora ela fará novos comentários fascistóides, contribuindo para elevar ainda mais o índice de linchamentos no país?  

http://altamiroborges.blogspot.nl/2014/06/sheherazade-e-alta-dos-linchamentos.html#more

terça-feira, 15 de abril de 2014

CENSURA É DIFERENTE DE PREVENÇÃO DA APOLOGIA AO CRIME

Com pena de Sheherazade? Leva pra casa

Não poderia ter sido mais bizarra a maneira encontrada por Sílvio Santos para lidar com o caso Sheherazade.
Nem mandou embora e nem manteve tudo igual.
Ela continua no SBT, mas para ler apenas o que escrevem, e não para gritar teatralmente suas opiniões arquiconservadoras.
Foi um prêmio de consolação para Sheherazade, que mesmo numa mudez parcial continuará a receber seus 90 mil reais mensais.
Foi, também, uma vitória da civilização, porque houve consequências para a abjeta incitação ao crime feita por Sheherazade ao elogiar os delinquentes que amarraram um jovem negro a um poste.
Sobraram as lamúrias falaciosas de Sheherazade e súditos segundo as quais a liberdade de expressão foi agredida.
Ora, liberdade de expressão absoluta não existe. Ou então poderíamos, por exemplo, dizer que foi injustiçado o apresentador do SBT do Paraná que chamou dias atrás um jogador de macaco.
A melhor definição para os limites da liberdade de expressão veio, no passado, de um juiz americano.
Suponha, disse ele, que numa sessão de cinema lotada alguém irrompesse e gritasse “fogo” no auditório.
Seria um caos com consequências imprevisíveis.
E se o autor do berro invocasse depois a liberdade de expressão? Foi esta a especulação que o juiz fez, para chegar à conclusão de que você não pode dizer tudo que quer.
O arranjo que Sílvio Santos encontrou para Sheherazade é obviamente provisório. Para ela, não é satisfatório, a longo prazo, se limitar ao papel de apresentadora.
E para o SBT, em algum momento, vai ficar claro que é um salário muito alto para alguém que apenas lê o texto do telejornal.
Mas por ora a situação é satisfatória.
Com o silêncio parcial de Sheherazade, ou a voz restrita, Silvio Santos consegue mitigar o risco de ver crescer a discussão em torno dos 150 milhões de reais por ano que o SBT recebe em verbas publicitárias do governo.
Tanto dinheiro assim para promover justiçamentos e crime?
Quanto a Rachel Sheherazade, vale para ela o que ela disse para sobre o jovem acorrentado.
Você que a admira está com pena? Leva pra casa, então. Adota.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/com-pena-de-sheherazade-leva-pra-casa/

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

COERENTE, FOLHA PEDIRÁ INTERVENÇÃO FEDERAL EM SP...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

BRIGADA ANTI-POBRES APÓIA JOAQUIM E QUER USAR ARMAS!

Ato pró-Barbosa recolhe pedidos como 

direito a armas e menos impostos



DE SÃO PAULO

Atualizado às 22h24.
O evento foi convocado por maçons e por uma entidade da sociedade civil 
como um ato em apoio a Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribu-
nal Federal, pela condução do processo do mensalão. Mas não ficou nisso.
Os 29 manifestantes que compareceram ao Parque do Povo, em São Paulo, 
bem como os visitantes do local, podiam registrar pedidos em filipetas dis-
tribuídas por um Papai Noel, que, entre uma badalada de sino e uma risada 
forçada, suava debaixo da roupa vermelha. Já no início da manhã, a tempe-
ratura era de 27°C no Itaim Bibi, zona oeste.
Depositados em uma urna acrílica, os pedidos davam o tom do protesto: 
foram solicitados "um país justo de impostos" e a Lei do Armamento, para 
a "plena defesa do cidadão: poder portar armas".
Os papéis seriam todos encaminhados ao gabinete de Dilma Rousseff, infor-
mava, no megafone, o líder do ato, o empresário Joe Diwan.
Os organizadores do protesto ressaltaram que os visitantes do parque tive-
ram liberdade de escrever o que quisessem, e que os pedidos depositados 
na urna não representam os ideais do movimento.
Um dos participantes sugeriu o seguinte: os políticos deveriam se fiar à lista 
de reclamações do Procon para conhecer as necessidades do povo. "Estão 
lá: celular e banco", disse Jose Chehembar.
Com faixas, cartazes e apitos- -e ladeado por quatro guardas-civis metropo-
litanos-- o grupo se postou no gramado central do parque para cantar o hi-
no nacional.
A associação envolvida no ato, Movimento Brasil Merece Mais, causou polêmi-
ca recente ao organizar uma rede de segurança privada em Higienópolis (cen-
tro), em que moradores podem "denunciar" a presença de algum "andarilho 
ou pedinte" no bairro.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

POLICIA DE SP TEM SEGUNDO PIOR SALÁRIO DO BRASIL

Delegados fogem da Polícia de SP

    Publicado em 14/03/2011
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O Governador e o Secretario que pagam o 2º pior salário do Brasil

Saiu no jornal Diário de S. Paulo, neste domingo, nas págs. 2 a 4:

Delegados fogem dos baixos salários de São Paulo e migram para outros Estados.

O delegado Marcos Araguari de Abreu, de 32 anos, saiu de São Paulo com um salário de R$ 4 mil líquidos.

Hoje, no Paraná, em Foz do Iguaçu, ele ganha R$ 11 mil: “se eu ficasse em São Paulo, jamais teria uma casa própria.”

“Muitos querem vir para cá,” diz Marcos. “Outros já estão batalhando para mudar de profissão, de juiz ou promotor.”

O delegado José Salmazo Filho, do 77º. DP, em Santa Cecília, capital de São Paulo,  reclama dos computadores, da falta de impressoras e da falta de investigadores.

Ele espera SEIS HORAS para registrar um boletim de ocorrência.

Só o Pará paga aos policiais civis menos que São Paulo.

31% dos 645 municípios do estado não têm delegados titulares.

E o Secretário de Segurança, em lugar de denunciar à Polícia ou ao Ministério Público, entrega a um repórter – em encontro secreto e filmado – os dados que comprovam a corrupção de alto funcionário da Secretaria.

Clique aqui para ver o vídeo “secreto” do encontro..

(O alto funcionário administrava as estatísticas de criminalidade. Vendia a construtoras e escondia dos compradores de imóveis em áreas arriscadas. Não se tem notícia de que Paulo Maluf – padrão da Moralidade Paulista – tivesse feito algo semelhante.)

Não é à toa que este ansioso blog trata São Paulo como a Chuíça (*) brasileira.

E o jenio ainda quer ser Presidente …


Paulo Henrique Amorim


(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.