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sábado, 22 de outubro de 2011

TUCANOS-PSD AFUNDAM SÃO PAULO


Lançado o programa “Afunda São Paulo”

  
Além dos programas de grande sucesso, como o “Alaga São Paulo” e o “Bolsa Ouavida”, o trio Serra-Alckmin-Kassab tem o “Afunda São Paulo”.
Matéria de hoje do G1 diz que “Um caminhão caiu em uma cratera em uma obra na Rua São Joaquim, na Liberdade, na região central de São Paulo, nesta quarta-feira (7). De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), a rua estava totalmente bloqueada entre a Rua da Glória e o número 580 por causa do acidente por volta das 9h30. Não havia informações de feridos no horário.
Lembrar que está quase chegando a época do principal programa do trio Alckmin-Serra-Kassab: o incopiável “Alaga São Paulo”!

sábado, 26 de março de 2011

EDUARDO GUIMARÃES E A INCOMPETÊNCIA TUCANA

O Escândalo do Tietê

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Durante os dois primeiros meses deste ano, a capital paulista sofreu uma tragédia que faz lembrar a que se abateu sobre o Japão depois de sua costa leste ter sido varrida por um tsunami. Tragédia igual ocorreu no mesmo período do ano passado. E no ano retrasado.
Nessas calamidades públicas, tudo teve uma origem: o Rio Tiete, que corta a cidade de São Paulo. Ao transbordar, nesses períodos citados, o rio causou quase duas centenas de mortes por afogamento, enchentes que desabrigaram bairros inteiros, provocando perdas patrimoniais imensas às vítimas – a grande parte delas, nada restou em suas casas ou comércios após os desastres – e prejuízos ainda imensuráveis aos cofres públicos.
Apesar de esses desastres virem ocorrendo há anos, só agora um grande veículo da imprensa paulista fez denúncia que circula há muito tempo na internet, há quase dois anos. Em setembro de 2009, a jornalista Conceição Lemes publicou no site Viomundo matéria irrefutável que foi solenemente ignorada pela grande imprensa e que pode ser conferida aqui.
Um ano e meio depois, o portal UOL, pertencente ao Grupo Folha, publica denúncia que atinge aquele que parece estar se tornando seu ex-protegido, o ex-governador José Serra, que passou a campanha eleitoral do ano passado inteiro sem ser questionado por fatos que só agora vêm a público e que poderiam ter enterrado sua candidatura a presidente.
Entretanto, é alentador lembrar, em meio à presumível indignação que os fatos devem estar provocando, que o Brasil se livrou de eleger Serra à Presidência da República, onde fatalmente faria o que fez em São Paulo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

ENCHENTES EM SÃO PAULO: CULPA DE DEUS OU DOS TUCANOS?


Alagamentos: Folha esconde responsabilidade de Serra


Por Edson Joanni


Em 4 anos, alagamentos praticamente triplicam na marginal Tietê


Folha.com


Os pontos de alagamento da marginal Tietê praticamente triplicaram de 2008 para 2011, considerando o primeiro bimestre de cada ano. Nesse período, foram 36 pontos em 2008 e 101 neste ano –27 intransitáveis, informa a reportagem de Cristina Moreno de Castro publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).


A Folha levantou os pontos registrados pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências, da prefeitura) em toda a extensão da marginal Tietê. Em 2009, foram 19 pontos e, em 2010, 57.


O monitoramento é feito da mesma forma que há quatro anos –não houve alteração na tecnologia do CGE nem na atuação da CET.


Luciana Travassos, doutora em ciência ambiental pela USP, diz que há várias hipóteses para a alta: bocas de lobo e galerias sem manutenção, falhas de drenagem da nova marginal, aumento da chuva ou das áreas de impermeabilização –tanto local, com a nova pista, pronta em março de 2010, quanto em toda a sub-bacia do rio Tietê.


Não há cálculos, por exemplo, sobre o quanto de área impermeabilizada surgiu no período e o quanto ela –e a área verde de 18,4 hectares suprimida– contribuem para os alagamentos.


Leia a reportagem completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.


Comentário


Nesses quatro anos o fator novo foi a redução do dessassoreamento do rio Tietê pela gestão Serra – recursos desviados para o marketing de governo, segundo seu próprio sucessor Geraldo Alckmin. Qual a razão para a repórter ter ignorado o fator principal?


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JUAN ÁRIAS RESPONDEU MAL

Ontem escrevi aqui e em outros blogs, defendendo o jornalista Juan Árias, que havia publicado matéria no "El País" citando o Jornal Nacional como fonte e descrevendo as cenas maipuladas pela emissora que mostravam a tragédia do Rio de Janeiro entremeadas com imagens da Presidenta Dilma Roussef e seus ministro rindo. Concordei que ele havia errado neste despacho, mas lembrei que nos últimos anos o mesmo correpondente produziu excelentes matérias sobre o Brasil, honestas e objetivas.
Dei minha opinião porque li comentários em vários blogs que ignoravam a conduta costumeira do repórter, chegando a ofendê-lo - e percebi que muitos que o xingavam não conhecem seu trabalho anterior. Não gosto de caça às bruxas, nem concordo com a perseguição a um jornalista que, neste caso, teve posição que eu e muitos condenamos.
Esperei que ele e o jornal fizessem algum tipo de retificação. No jornal de ontem, que comprei à noite em Roterdã, não havia nada sobre Brasil. E no de hoje, pelo que li no blog do meu amigo e grande brasileiro Eduardo Guimarães (recomendo que o visitem) "El País" publicou nova matéria de Árias ligeiramente crítica à Lula, dizendo que o estilo de Dilma é mais organizado e impõem uma disciplina que não existia no último governo. Do ponto de vista jornalístico, esta matéria nada tem de absurdo, é a visão do correspondente - jamais lhe tolheria tal direito.
Mas Edú Guimarães publica também uma carta que recebeu de Árias, na qual ele desefnde sua matéria sobre a tragédia e Dilma. Até aí, é seu direito. O que não gostei nada foi de sua defesa da Globo: ele mostra-se, no mínimo, desinformado sobre a linha daquela emissora e dos demais meios que a empresa dos Marinho possui. Não é possível que um jornalista tarimbado e familiarizado com o Brasil não saiba que a Globo faz oposição aos governos Lula e Dilma Roussef! Tudo que a Globo disser precisa ser, ao menos, cotejado com outras fontes, a começar pelo próprio Governo. Reproduzir matéria política da Globo como se fora uma fonte isenta é ingenuidade, para dizer o mínimo. Na verdade, chega a ser desonesto.
Estou, portanto, decepcionado com o Juan Árias, a quem sempre considerei um jornalista confiável e talentoso.
Talentoso, continua sendo; confiável, não mais.