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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

QUER SER VIZINHO DE FHC? É SÓ PAGAR 12 MIL EUROS POR METRO QUADRADO...

Quer um apê na Av Foch ?

Mais caro que em Higienópolis…
Amigo navegante morador da Av Foch presta esse excelente serviço ao Juiz Moro e a amigos do Jovelino Paulista:


Do tuiteiro Política Santos sobre esse Guardião da Moral (dos outros).

O endereço. “Pois é, mas nós sabemos do apartamento que Sergio Motta e você compraram na Avenida Foch”



(O Janio sabe de cada coisa …)


Paulo Henrique Amorim

Esse Minha Casa Minha Vida fica na Av Foche ...


http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/12/03/o-apartamento-de-fhc-em-paris/

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

PSDB DE FHC VENDEU A VALE DO RIO DOCE POR MENOS DO QUE CUSTA A COPA DO MUNDO!!!

FHC VENDEU A VALE
POR 1/2 COPA

O Príncipe da Privataria vendeu as joias da família e aumentou a dívida da família !


O Conversa Afiada reproduz artigo de Fernando Brito, extraído do Tijolaço:

BRASIL GUARDOU DUAS COPAS PARA JURO E INVESTIU MAIS DUAS, ATÉ ABRIL. FH VENDEU A VALE POR 1/2…



Se a gente considerar os gastos do Governo Federal com a Copa do Mundo – mesmo somando o que foi aplicado em obras de mobilidade urbana que tem bem pouco a ver, senão a oportunidade, com os jogos de futebol e os financiamentos do BNDES para os construtores dos estádios, que voltarão ao cofres do Banco – tem-se, segundo a Folha, R$ 13,1 bilhões

O jornal mostrou que, mesmo juntando estados e municípios e gastos privados na conta,  para chegar a R$ 25,8 bilhões, não daria para um mês dos gastos públicos com educação.

Mas alguns argumentaram que isso inclui pessoal, encargos e outros gastos de custeio, que não são, como aqueles, investimentos novos.

Muito bem.

Então fui comparar aos investimentos.

Até abril, segundo dados apresentados hoje pelo Tesouro Nacional, os programas de investimento federais desembolsaram, desde janeiro, R$ 27,4 bilhões, com destaque para o PAC (R$ 19, 9 bilhões) e o Minha Casa, Minha Vida.

Mais de duas Copas, ao longo de sete anos, portanto, apenas como investimento, obras, sem contar salários e outros gastos de custeio, em apenas quatro meses.

Se somarmos as outras despesas de custeio, o dispêndio com a Saúde, sem contar o transferido para Estados, só em março e abril ( R $ 7,05 bi e R$  6, 85 bi) é outra Copa.

Se a isso somarmos o que se destina à saúde pela renúncia fiscal federal em favor de planos de saúde e despesas médicas, só em 2011 (hoje certamente será bem mais), que somou R$ 15,8 bi, dá mais outra Copa ainda, com sobras.

Haja Copa!

Mas é possível fazer outra conta, também, esta bem triste.

É que de janeiro a abril acumulamos um superavit primário de R$ 29, 7 bilhões, mais de duas Copas.

É dinheiro que deixamos de gastar em saúde, educação, estradas, portos. E que não vai nem deixar estádios ou metrô, linhas expressas e outras obras “da Copa”.

Vai para a turma da “bufunfa” padrão Fifa, na forma de juros e encargos da dívida brasileira.

O olha que isso não chega para cobrir nem a metade dos cerca de R$ 80 bilhões que o país pagou de juros, quase seis Copas.

Mas essa despesa é boa, bonita e agradável ao poder econômico e à mídia, deus os livre de fazerem tal comparação.

Daqui a pouco vai aparecer um inconveniente dizendo que, nos sete anos de preparação para a Copa, o dinheiro que ganharam com juros daria para construir algo como mil e quinhentos estádios de R$ 1 bilhão cada!

A única comparação que não dá para fazer é quantas Copas daria para fazer com o dinheiro pelo qual Fernando Henrique vendeu a Vale, maior empresa de minério de ferro do mundo.

É que foram só US$ 3 bilhões, ou R$ 6,4 bilhões em dinheiro ao câmbio de hoje.

Não dá meia Copa sequer.
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/05/30/fhc-vendeu-a-vale-por-12-copa/

sexta-feira, 11 de abril de 2014

QUEM É CONTRA A CORRUPÇÃO APÓIA A CPI DA PRIVATARIA

Encontrei o amigo Dep. Protógenes durante 
o lançamento de seu livro "Operação Satiagraha", em Campinas, no último dia 23.

APRESENTEI RECURSO PARA CRIAÇÃO DA CPI DA PRIVATARIA TUCANA

Atualizado: na terça · Tiradas em Câmara dos Deputados
Neste momento em que a nação deseja saber a verdade a respeito dos acontecimentos na Petrobrás e no metrô paulista, e em que se cogita criar uma CPI da Petrobrás e uma CPI dos Tucanos, eu gostaria de informar aos meus seguidores e a toda a população brasileira que apresentei, hoje, recurso contra devolução de requerimento de CPI da Privataria Tucana, apresentada originalmente em 2011 e que abrange todos os malfeitos tucanos que o país deseja conhecer. Somente não foi criada ainda por ter sido engavetada primeiramente pelo presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia e depois arquivada pelo seu sucessor, Henrique Eduardo Alves. Para quer criar outra CPI que investigue os tucanos se já existe a minha, assinada por 206 deputados federais, dependendo somente de um sim do presidente da Câmara dos Deputados para entrar em campo?. Peço aos meus seguidores que enviem mensagens de apoio à criação da CPI da Privataria Tucana a todos os deputados e principalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, pois somente assim alcançaremos nosso objetivo.

domingo, 12 de janeiro de 2014

POR QUE O PIG NÃO INVESTIGA A MILIONÁRIA FILHA DE SERRA

E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Postado em 27 Jun 2013
Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.
Verônica Serra
Verônica Serra
Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.
Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.
Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.
Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.
Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.
Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.
Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)
Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.
Todos os filhos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.
Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.
Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.
Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia

A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.
Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.
Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.
O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.
Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.
O filho de Lula não.
Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

JUNINHO PISA NA CÂMARA PRÁ ENTREGAR A EDUCAÇÃO AOS "AMIGOS"

Não tem mais jeito: ou a Justiça age rápido e expulsa Juninho Ortiz do cargo que ocupa mediante fraudes e abusos políticos e econômicos (segundo o MP), ou não sobrará pedra sobre pedra. Incapaz de administrar até um carrinho de pipoca, o cassado vais transferindo o patrimônio e os serviços públicos aos interessados em bons negócios. Para isso, pisa mais uma vez na Câmara Municipal, que já decidiu contra esta "privataria". Enquanto isso, a campanha do mano prá qualquer cargo em 2014, vai de vento em popa, com excesso de grana...

Do jornal O VALE, de hoje, dia 05/11:

Ortiz lança edital para terceirizar 78 unidades de educação infantil



Medida afeta mais de 9.000 crianças, abre processo de terceirização de serviços em Taubaté e irrita vereadores de oposição

TAUBATÉ
A Prefeitura de Taubaté lançou edital de chamamento para as entidades interessadas em assumir a operação de 78 unidades de Educação Infantil do município.
O pacote de terceirização inclui 62 creches, 5 unidades conveniadas e 11 Emeifs --as Escolas Municipais de Ensino e Instituto Fundamental.
Juntas, as unidades atendem 9.901 crianças de zero a cinco anos, sendo 4.213 alunos em período integral.
Podem participar da licitação entidades comunitárias, filantrópicas ou de ordem religiosa, sem fins lucrativos e constituídas há pelo menos um ano.
O contrato, que pode custar até R$ 14,07 milhões para o município, terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogado por até cinco anos.
A abertura dos envelopes com as propostas das interessadas está marcada para o próximo dia 26.
A Educação Infantil é o primeiro setor a ter o processo de terceirização oficializado pelo governo Ortiz Junior (PSDB), que também pretende implantar esse modelo nas cinco unidades de atendimento de urgência e emergência do município na área de Saúde.
Certame. 
As entidades interessadas no contrato terão que apresentar plano de trabalho e relatório da visita técnica realizada às unidades.
Caso haja mais de uma interessada, a definição da entidade que irá celebrar o contrato atenderá a critérios técnicos e financeiros.
Detalhes técnicos, como a coerência e a consistência do projeto, a metodologia de implantação e gestão e o cronograma de execução terão peso de 70% na nota final.
Já a proposta financeira da entidade terá peso de 30%.
Serviço. 
Segundo o edital lançado pela Prefeitura de Taubaté, a mesma entidade ficará responsável pelos serviços operacionais das 78 unidades de Educação Infantil.
O edital prevê que a instituição forneça 310 auxiliares de desenvolvimento infantil e 62 auxiliares técnico administrativos. A previsão é que essa parte representará R$ 8,2 milhões do gasto total no ano.
Outros R$ 5 milhões devem ser gastos em materiais de higiene e limpeza, como fraldas e toalhas, e de ensino, como cadernos e lápis.
O restante --R$ 796 mil-- está listado no edital como "demais despesas diretamente relacionadas ao convênio".
As diretoras e professoras que hoje atuam nas unidades serão mantidas.
Análise. 
A presidente da Comissão de Educação da Câmara, vereadora Pollyana Gama (PPS), criticou a medida. "Nossa preferência era que o poder público tocasse isso."
O vereador Salvador Soares (PT) considera a terceirização um "insulto" à Câmara. "Os vereadores decidiram não terceirizar a Educação, mas esse prefeito não ouve o Legislativo." 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

VOCÊ FOI ROUBADO. VAI REAGIR OU DAR RISADA?

CPI da Privataria ganha apoio de movimentos sociais no Rio


Por: Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual
Publicado em 19/01/2012, 18:20
Última atualização em 20/01/2012, 09:03

  
CPI da Privataria ganha apoio de movimentos sociais no Rio
Lançamento de Privataria Tucana no Rio, livro que baseou requerimento de CPI da Privataria na Câmara (Foto: Divulgação/Bancários RJ)
Rio de Janeiro – Cerca de 300 pessoas lotaram na quarta-feira (18) o auditório do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro para a noite de autógrafos do livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Júnior. A obra acusa, com documentos, a existência de um esquema de desvio de recursos montado por integrantes da cúpula do PSDB durante o processo de privatizações de empresas públicas brasileiras no período em que Fernando Henrique Cardoso governava o país (1995-2002). Com a presença do deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), o debate que se seguiu transformou-se em ato em defesa da instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta pelo parlamentar no Congresso Nacional para apurar as denúncias trazidas pelo livro.
O grande número de lideranças sindicais presentes ao ato confirmou que a CPI da Privataria Tucana, como está sendo chamada, tem alta ressonância nos movimentos sociais. Sugere ainda que irá angariar forte apoio, sobretudo, em setores atingidos por cortes de postos de trabalho e pelo achatamento salarial decorridos do período em que o ímpeto privatista foi mais agudo. A ausência de parlamentares – além de Protógenes, o único presente era o deputado estadual Gilberto Palmares (PT-RJ) – revela que ainda resta algum caminho a ser percorrido até que a CPI ganhe vida e se torne realidade na Câmara dos Deputados.
O deputado lembra o recesso parlamentar e relativiza a ausência de colegas: "A CPI foi proposta em dezembro, quando já estavam se encerrando os trabalhos legislativos e o Congresso estava já um tanto desmobilizado". O lançamento do livro, "tomado como um documento público importante", acabou por reforçar, segundo Protógenes, a necessidade de uma investigação parlamentar. "Essa necessidade nasceu a partir dos interesses que norteiam a política brasileira, por isso consegui, em quatro dias, 206 assinaturas de parlamentares de todos os partidos políticos, tanto da base aliada quanto da oposição. Isso criou um compromisso entre os parlamentares. Alguns deputados ainda estão indo à Secretaria da Câmara entregar ofícios para integrar a CPI", diz.
A CPI foi protocolada em dezembro com 185 assinaturas, 14 a mais do que o mínimo constitucional exigido para a abertura de uma comissão do gênero. O requerimento foi entregue ao presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), que prometeu levar o tema adiante em fevereiro, após o recesso. Ele não fixou data para isso.

Apoios

Como exemplo do amplo leque de apoios que alega estar conseguindo para a CPI da Privataria Tucana, Protógenes Queiroz cita a assinatura de um dos cinco deputados do DEM que aderiram, o amazonense Pauderney Avelino. "Ele (Avelino) foi líder (de sua bancada, aliada) do governo de Fernando Henrique Cardoso, mas assinou a CPI e quer investigar o que aconteceu naquele governo. Essa é a resposta de um parlamentar correto e que atua de forma isenta", disse o comunista, que também incluiu nesse perfil o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).
A expectativa de Protógenes é reunir um número expressivo de deputados federais de todo o país durante um ato em defesa da CPI que ocorrerá no Fórum Social Temático a se realizar na semana que vem em Porto Alegre. O deputado também acompanhará Amaury Ribeiro Júnior em lançamentos do livro em outras capitais do país. "Muitos eventos como este realizado no Rio ainda vão ocorrer. Estamos assistindo a uma mobilização nacional. A CPI já nasce com o compromisso de repaginar essa história brasileira", diz.
Durante o debate, diversas intervenções cobraram de Protógenes a possibilidade de a CPI culminar na recuperação para os cofres públicos dos recursos desviados durante o período das privatizações. "É necessário que se investigue, se apurem as responsabilidades e, se possível for, que as nossas riquezas voltem ao povo brasileiro. É possível repatriar o dinheiro e punir os lavadores de dinheiro, sem conceder anistia", respondeu o deputado. Outras intervenções sugeriram que também fossem criadas CPIs para tratar de temas como a regulamentação da mídia e a destinação dos recursos do pré-sal, entre outros.

Bancos estaduais

Algumas lideranças sindicais lembraram o sofrimento vivido pelos movimentos sociais durante o ciclo de derrotas simbolizado pelo processo de privatizações. Ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Fernanda Carisio lembrou a privatização do Banerj, comandada pelo então governador tucano Marcello Alencar: “Recebemos a notícia de que o Banerj seria privatizado durante um plantão no sindicato, na virada do ano de 1997. Essa luta, aliada à luta contra a privatização do Banespa, em São Paulo, e do Meridional, no Rio Grande do Sul, foi um processo recheado de heroísmo. Tudo estava contra a gente, mas assim mesmo conseguimos resistir por muito tempo”, disse. Para Fernanda, “o escândalo da privatização dos bancos estaduais mereceria um outro livro”.
Oriundo do movimento de trabalhadores da Telebrás, o deputado estadual Gilberto Palmares ressaltou que boa parte das lideranças do movimento sindical atual foi forjada nas lutas contra as privatizações. Representantes de diversas categorias, como aeroviários, petroleiros, professores e estudantes, entre outras, compareceram ao ato em defesa da CPI.
Trabalhadores do setor financeiro se fizeram presentes em maior número. Além do presidente do Sindicato dos Bancários do Rio, Almir Aguiar, que coordenou o debate, compareceram ao ato dirigentes dos sindicatos dos bancários da Baixada Fluminense e de Petrópolis, além de representantes da Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e do Espírito Santo e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro.