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terça-feira, 30 de setembro de 2014

VEJA O QUE O HULK FEZ COM MARINA!!!!



A nota do ator que interpretou Hulk e retira seu apoio a Marina "Itaú" Silva: 

Olá a todos,

Chegou ao meu conhecimento que Marina Silva, candidata a presidente do Brasil, seria contra o casamento gay. Isso me colocaria em conflito direto com ela. Como vocês sabem , eu luto pelo casamento igualitário no meu país e encaro isso como um reflexo da qualidade do candidato. Eu não sabia que esse era o posicionamento dela quando fiz o vídeo apoiando sua candidatura. Eu tinha visto apenas o debate em que Marina falava que apoiava o casamento gay e só soube posteriormente que seu partido retirou seu apoio à causa. Eu não posso, com consciência, apoiar uma candidata que tenha uma visão de extrema direita em assuntos como o casamento gay e direitos reprodutivos, mesmo se essa candidata está disposta a fazer a coisa certa na causa ambiental.

Eu não sou expert em política brasileira, mas eu posso dizer que os direitos das mulheres, os direitos LGBTQ+ e os direitos ambientais são todos parte de um tipo de visão de mundo com o qual eu me identifico. Ter uma visão de mundo que não inclui essas três posições torna impossível que eu endosse qualquer candidato.

Eu tenho de me desculpar por não ter feito um trabalho melhor ao embasar minha decisão [de apoiar Marina]. Eu peço desculpas se decepcionei alguém ou se fiz alguém pensar que fiz vista grossa para esses assuntos, pelos quais eu sempre lutei.

Nesse momento, seria bom saber, definitivamente, como a candidata Silva se posiciona com relação a esses assuntos, sem termos incertos. A questão está um pouco obscura e incerta atualmente. Até lá, baseado no que pude apreender de algumas postagens aqui, e pelo que está disponível na internet, eu estou retirando meu apoio. Eu solicito à campanha de Marina que não utilize meu vídeo de apoio até que eles afirmam seu apoio ao casamento gay e aos direitos reprodutivos das mulheres, ou que deixem claro seu posicionamento sobre esses assuntos. Sem isso, meu apoio é nulo e vazio.

Eu peço desculpas à campanha de Silva por não ter tido melhor conhecimento de suas políticas e por haver criado essa incoveniência. Eu fiquei desapontado ao ver seu apoio ao casamento gay ser retirado por seu partido no dia seguinte ao discurso de apoio. Eu peço que levem meus votos em boa fé.

Sinceramente,
Mark Ruffalo

terça-feira, 20 de maio de 2014

DIREITONA JOGA SUJO NA INTERNET TAMBÉM NA COLÔMBIA

Escândalo abala candidato direitista na Colômbia

19/5/2014 12:26
Por Redação, com Reuters - de Bogotá

O vídeo no qual Zuluaga fala com um hacker, acusado de interceptar comunicações para sabotar o processo de paz
O vídeo no qual Zuluaga fala com um hacker, acusado de interceptar comunicações para sabotar o processo de paz
A divulgação de um vídeo de denúncia contra Oscar Iván Zuluaga,candidato de direita, que segundo as pesquisas de intenção de voto, disputará palmo a palmo nas urnas com o atual presidente Juan Manuel Santos dentro de uma semana, terminou a campanha pelas eleições presidenciais da Colômbia neste domingo em clima quente.
O vídeo no qual Zuluaga fala com um hacker, acusado de interceptar comunicações para sabotar o processo de paz entre o governo da Colômbia e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), marcou o fim da jornada da campanha presidencial.
Zuluaga, em uma declaração, saiu em defesa de sua integridade; enquanto isso, Santos insistiu que os ataques à negociação de paz com a guerrilha não o desviarão de seu caminho para pôr fim ao conflito que já dura cinco décadas.
Outros candidatos com menos possibilidade de ganhar condenaram o escândalo, e Enrique Peñalosa, candidato da Aliança Verde, pediu a renúncia de Zuluaga, na última intenção de ganhar espaço dentro de uma campanha movida mais por escândalos do que pelas propostas e debates políticos.
O vídeo, publicado pela revista Semana em sua página na Internet, mostra o hacker acusado, Andrés Sepúlveda, atualmente preso, dizendo a Zuluaga que tinha acesso a informações militares confidenciais.
- Esse vídeo vazado à revista Semana faz parte de uma vulgar montagem que foi preparada para manchar nossa campanha – disse Zuluaga a jornalistas. “A montagem é uma farsa e não por acaso foi publicada quando ganho pontos nas pesquisas e o presidente candidato cai”, acrescentou.
Zuluaga, impulsionado pelo apoio do ex-presidente Álvaro Uribe, por seu discurso linha-dura contra a guerrilha, pelas críticas ao processo de paz e por uma agressiva campanha de publicidade, ganhou terreno nas pesquisas de intenção de voto.
O candidato de direita reconheceu depois da prisão do hacker que ele havia prestado serviços no gerenciamento de redes sociais de sua campanha e que em uma ocasião se reunira brevemente com ele para cumprimentá-lo, mas negou qualquer relação com suas supostas atividades ilícitas de espionagem.
Santos chega fortalecido à eleição por um acordo sobre drogas alcançado na sexta-feira com as Farc na negociação para acabar com um conflito que já deixou mais de 200 mil mortos, e também pela decisão das Farc e do grupo guerrilheiro Exército da Liberação Nacional (ELN) de declarar uma trégua.
Santos tratou indiretamente sobre o tema do vídeo. “Tenham a segurança de que esses ataques, esses métodos distorcidos não vão me desviar do objetivo de que a Colômbia quer a busca da paz”, afirmou o mandatário em uma solenidade de campanha.
Quase 33 milhões de colombianos estão habilitados para ir às urnas no próximo domingo. As pesquisas indicam empate técnico entre Santos e Zuluaga, que teriam que se enfrentar em um segundo turno em 15 de junho caso nenhum deles consiga mais de 50 por cento dos votos na primeira etapa.
http://correiodobrasil.com.br/destaque-do-dia/escandalo-abala-candidato-direitista-na-colombia/705010/?utm_source=

sexta-feira, 4 de abril de 2014

É DEMOCRÁTICO DAR AS COSTAS AOS FASCISTAS COMO BOLSONARO

Dar as costas ao golpismo cafajeste de 

Bolsonaro é uma vitória da democracia 

que ele tenta destruir

Postado em 01 Apr 2014



Jair Bolsonaro é, ele mesmo, tudo o que aponta de errado no Brasil.
Seu discurso na Câmara em defesa da ditadura foi recebido de costas por deputados e manifestantes, que cantaram o Hino Nacional. Só teve tempo de dizer que os presentes “seriam torturados com algumas verdades”. Amir Lando, do PMDB de Rondônia, que presidia a sessão, interrompeu-a por falta de decoro. Lando chegou a reclamar que aquilo não era democracia.
Como não?
A humilhação de Bolsonaro é fruto da democracia que ele repudia em seu fascismo primitivista. E Bolsonaro só existe por causa dela. Só por causa dela, democracia, ele é livre para ofender e enxovalhar os inimigos que enxerga em sua paranóia.
Na saída do plenário, ainda brindou uma repórter da RedeTV com sua truculência. Ao ser questionado se houve golpe militar, xingou-a de idiota, analfabeta, ignorante e mandou-a entrevistar Luiza Erundina.
O discurso que Bolsonaro não proferiu cospe sobre torturados, mortos e suas famílias. “Foram 20 anos de pleno emprego, segurança e respeito aos humanos direitos”, diz a certa altura (a nota taquigráfica está em seu site).
Para seu eleitorado, que vive do medo como ele, passa por corajoso. Na verdade, é um covarde e um ex-terrorista — acusações que ele faz a torto e a direito. Em 1987, quando capitão, ficou famoso ao preparar um plano para explodir bombas em quarteis e outros locais no Rio de Janeiro. Um de seus alvos era a Adutora de Guandu, que abastece o estado.
Sempre falastrão, contou a uma repórter da Veja, na ocasião, que faria aquilo para “mostrar a insatisfação com os salários e criar problemas para o ministro Leônidas” [Pires Gonçalves, titular da pasta do Exército à época].
Chamado a dar explicações, negou tudo. Mas tinha deixado um croqui do tal plano com a jornalista. O que aconteceu? Nada. Foi absolvido, contra todas as provas. (Um ano antes, passara quinze dias em detenção por liderar uma manifestação por melhoria dos soldos sem a autorização de seus superiores. Também foi absolvido.)
Platão dizia que a ditadura surge da democracia e as piores formas de tirania e escravidão vêm da mais plena liberdade. Virar as costas para Jair Bolsonaro não é nada perto do que um golpista cafajeste e psicótico como ele seria capaz se tivesse os meios — mas é uma vitória para qualquer democrata.
Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/dar-as-costas-ao-golpismo-cafajeste-de-bolsonaro-e-uma-vitoria-da-democracia-que-ele-tenta-destruir/

segunda-feira, 4 de abril de 2011

EXCELENTE DOCUMENTÁRIO, HOJE, NA TV BRASIL!

s que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série “O Dia que durou 21 anos”, que a TV Brasil exibe nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22h.
Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.
A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy,  Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.
O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.
No primeiro episódio, as ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas. O discurso do presidente João Goulart, pregando reformas sociais, é interpretado como uma ameaça e provocação pelos militares. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.
O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.