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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

VEJA PROVAS QUE O TRE USOU PARA CASSAR JUNINHO RTIZ

Tucano usou FDE para cotar material


TAUBATÉ
Para os juízes do TRE que votaram a favor da manutenção da cassação do mandato de Ortiz Junior, o cheque de R$ 34 mil emitido por uma pessoa envolvida no suposto esquema para o marqueteiro da campanha do tucano não é a única prova de que houve abuso de poder econômico e político.
Nos votos dos magistrados são citados pelo menos outras duas provas que ligam Ortiz e a sua campanha à FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), entidade ligada ao governo do Estado e que foi presidida entre janeiro de 2011 e março de 2013 pelo seu pai, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz (PSDB).
Uma das provas citadas é o envio a um assessor da FDE do orçamento da prova da cor da 1ªcapa, do plotter das páginas e da proposta para a produção do jornal 'Papo 45', distribuído pelo tucano em sua campanha.
Para o juiz Roberto Maia, a prova "demonstra a utilização do órgão para fins eleitorais".
Outra prova é um memorando interno, assinado pelo mesmo assessor, que trazia agenda de reuniões e de compromissos de Ortiz Junior em nome da Fundação.
Fraude. 
Em seu voto, o relator cita que as provas sustentam os testemunhos e que Bernardo Ortiz foi conivente com o esquema. "Nada justifica ter José Bernardo Ortiz permitido a ingerência, na fundação por ele presidida, de seu filho Ortiz Jr., candidato a prefeito, nem o fato de ignorar as denúncias das graves condutas irregularidades que visavam arrecadar fundos para a sua campanha eleitoral", diz trecho do voto. 
http://www.ovale.com.br/regiao/tucano-usou-fde-para-cotar-material-1.571817

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

EM TAUBATÉ, JORNALISTAS QUE DENUNCIARAM CORRUPÇÃO SÃO PROCESSADOS PELA PRÓPRIA JUÍZA

JUÍZA INSISTE EM PROCESSAR DOIS JORNALISTAS

Antonio Barbosa Filho

A juíza eleitoral de Taubaté, dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani pediu a instauração de processo criminal contra mim e o jornalista Irani Lima, por sentir-se ofendida pelas críticas que publicamos no Diário de Taubaté e no Blog do Irani. As críticas foram todas documentadas, e tratam de uma suposta troca de favores entre ela e o então réu José Bernardo Ortiz Monteiro Júnior, cujo de mandato de prefeito ela acabou cassando.
Jamais ofendemos a magistrada, pela qual sempre tive particular admiração. Apenas descobrimos que enquanto ela protelava, por razões certamente justificáveis, sua decisão sobre um processo prioritário (segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral) uma sua filha ganhava uma vaga extraordinária no curso de Medicina da Unitau, cujo reitor é nomeado pelo mesmo prefeito-réu.
Ora, isso irritou a vaidade da dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani,  jamais criticada como servidora pública que é, representante de um Poder elementar para nosso regime democrático. Pelas leis em vigor no Brasil, nenhuma autoridade está isenta, imune, a críticas. E a lentidão do Poder Judiciário é condenada diariamente por todas as entidades que representam os operadores do Direito, dos magistrados aos advogados, dos promotores-públicos aos funcionários.
Jornalista comete crime quando se omite, quando viola seu código de Ética, quando presencia crimes e não os denuncia pelo seu veículo de Comunicação. Por atuar com honestidade, dentro das normais legais, informando a seus leitores, nenhuma Jornalista ou cidadão jamais será condenado no Brasil democrático em que vivemos. Os humores de uma magistrada não calarão as vozes de jornalistas como Irani Gomes de Lima ou a minha. 
Sem medo de ameaças terríveis, iremos à audiência marcada para este dia 25 de agosto, para que se inicie o processo que definirá, ao final de nossas robustas defesas (uma de minhas testemunhas será o ministro Celso de Melo, do STF) se temos ou não liberdade de Expressão neste país no século 21. E sobre isso, todos os comunicadores do Brasil iremos discutir muito, dando à juíza censora uma notoriedade que da qual ela nem precisaria, brilhante como é.