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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MORTALIDADE INFANTIL CONTINUA CAINDO NO BRASIL

Taxa de mortalidade infantil no Brasil cai para 15 a cada mil nascimentos


O Brasil conseguiu nova redução na taxa de mortalidade infantil na passagem de 2012 para 2013, segundo os dados das Tábuas Completas de Mortalidade do Brasil de 2013, divulgadas nesta segunda-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa de mortalidade infantil, até 1 ano de idade, ficou em 15 para cada mil nascidos vivos em 2013. Em 2012, essa proporção era de 15,7 óbitos de menores de um ano para cada mil nascidos vivos.A maior taxa no ano passado foi observada no Maranhão, de 24,7 bebês a cada mil nascidos vivos. O menor resultado foi de Santa Catarina, 10,1 bebês por mil nascidos vivos.

Já a taxa de mortalidade na infância no país, que considera crianças até os 5 anos de idade, foi de 17,4 por mil nascidos vivos em 2013. A mortalidade na infância também é maior no Maranhão, 28,2 crianças por mil nascidas vivas, e menor em Santa Catarina, 11,8 a cada mil.

Entre 2012 e 2013, o Brasil teve aumento na expectativa de vida em todas as idades, principalmente nas faixas iniciais da distribuição, com ênfase nos menores de 1 ano e com maior intensidade na população masculina.

No entanto, o IBGE destaca que, no Japão, a mortalidade infantil é de apenas dois óbitos por mil nascidos vivos, enquanto a mortalidade na infância é de três a cada mil. - Agência Estado
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

MÉDICOS ANTI-DILMA VINGAM-SE NOS PACIENTES. CADÊ A ÉTICA?

Médicos que pediram “castração química” de petistas atacam de novo

Após o lançamento do programa Mais Médicos e a consequente chegada de médicos cubanos ao Brasil, a classe médica brasileira vem promovendo um show de horrores. Há menos de um mês, o portal IG fez uma denúncia estarrecedora:
A denúncia do IG espalhou-se como fogo e por certo fez ver a boa parte dos formadores de opinião o movimento nazista que se aglutinou em torno da candidatura Aécio Neves. Para entendimento dos fatos que serão narrados mais adiante, vale rever trecho daquela matéria.
Sobre a comunidade do Facebook “Dignidade Médica”, que propôs “holocausto” e “castrações químicas” contra eleitores do PT, sobretudo nordestinos, para que “não se reproduzam” tem como uma das organizadoras a senhora Patricia Sicchar, que se declara médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus em perfil da rede social.
Confira, abaixo, trecho de outra matéria do IG sob o título “Médica de grupo anti-PT minimiza holocausto a nordestinos: ‘é revolução do agir’”.
Como se vê, uma das médicas organizadoras do tal “holocausto” médico contra nordestinos eleitores do PT é servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, sob responsabilidade do prefeito tucano Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM), líder do PSDB no Senado de 2003 a 2010.
Agora, os médicos manuenses voltam à ribalta com um movimento que pretendem espalhar pelo país. Chegou ao Blog uma denúncia séria contra médicos daquela capital. E o pior: a denúncia sugere que abuso desses médicos contaria com a conivência dos hospitais em que trabalham.
O denunciante enviou ao Blog link de perfil no Facebook de um médico manuense chamado Lano Macedo, que se diz funcionário do Hospital Beneficente Português do Amazonas, que já se envolveu em polêmicas como desrespeitar a “Lei do acompanhante no parto”, conforme denúncia do médico psiquiatra Rogélio Casado.
O tal médico Lano Macedo lidera um movimento de médicos manauenses no Facebook que propõe que a classe médica – e, consequentemente, os hospitais onde aqueles médicos trabalham – boicotem os laboratórios que doaram recursos à campanha da presidente Dilma Rousseff
A confissão dos médicos de que irão deixar de recomendar fabricantes de medicamentos sob razões político-partidárias e ideológicas é um escândalo. E se aquele laboratório tiver medicamento mais conveniente para os pacientes, seja em termos de preço, qualidade ou outro?
Após o episódio “holocausto e castração química”, produzido a partir de organização de médicos de Manaus como o tal Lano Macedo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu nota condenando os autores daquela barbaridade.
Resta saber o que o CFM tem a dizer sobre essa atitude de médicos de Manaus. E, aliás, deveria investigar – talvez até com participação do Ministério Público – se médicos de outras regiões também estão adotando uma conduta profissional inadequada não só por se misturar com os interesses político-partidários deles, mas por prejudicar seus pacientes.
Por fim, resta saber, também, que atitude o prefeito tucano Arthur Virgílio tomou contra a servidora pública  Patricia Sicchar, que se declarou médica da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus e organizou o movimento propondo “castração química” de eleitores do PT.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/11/medicos-que-pediram-castracao-quimica-de-petistas-atacam-de-novo/

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

EM TAUBATÉ, JORNALISTAS QUE DENUNCIARAM CORRUPÇÃO SÃO PROCESSADOS PELA PRÓPRIA JUÍZA

JUÍZA INSISTE EM PROCESSAR DOIS JORNALISTAS

Antonio Barbosa Filho

A juíza eleitoral de Taubaté, dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani pediu a instauração de processo criminal contra mim e o jornalista Irani Lima, por sentir-se ofendida pelas críticas que publicamos no Diário de Taubaté e no Blog do Irani. As críticas foram todas documentadas, e tratam de uma suposta troca de favores entre ela e o então réu José Bernardo Ortiz Monteiro Júnior, cujo de mandato de prefeito ela acabou cassando.
Jamais ofendemos a magistrada, pela qual sempre tive particular admiração. Apenas descobrimos que enquanto ela protelava, por razões certamente justificáveis, sua decisão sobre um processo prioritário (segundo as normas do Tribunal Superior Eleitoral) uma sua filha ganhava uma vaga extraordinária no curso de Medicina da Unitau, cujo reitor é nomeado pelo mesmo prefeito-réu.
Ora, isso irritou a vaidade da dra. Sueli Zeraik de Oliveira Armani,  jamais criticada como servidora pública que é, representante de um Poder elementar para nosso regime democrático. Pelas leis em vigor no Brasil, nenhuma autoridade está isenta, imune, a críticas. E a lentidão do Poder Judiciário é condenada diariamente por todas as entidades que representam os operadores do Direito, dos magistrados aos advogados, dos promotores-públicos aos funcionários.
Jornalista comete crime quando se omite, quando viola seu código de Ética, quando presencia crimes e não os denuncia pelo seu veículo de Comunicação. Por atuar com honestidade, dentro das normais legais, informando a seus leitores, nenhuma Jornalista ou cidadão jamais será condenado no Brasil democrático em que vivemos. Os humores de uma magistrada não calarão as vozes de jornalistas como Irani Gomes de Lima ou a minha. 
Sem medo de ameaças terríveis, iremos à audiência marcada para este dia 25 de agosto, para que se inicie o processo que definirá, ao final de nossas robustas defesas (uma de minhas testemunhas será o ministro Celso de Melo, do STF) se temos ou não liberdade de Expressão neste país no século 21. E sobre isso, todos os comunicadores do Brasil iremos discutir muito, dando à juíza censora uma notoriedade que da qual ela nem precisaria, brilhante como é.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

TEM QUE SER MUITO INSENSÍVEL PARA NEGAR O "MAIS MÉDICOS"

No agreste, pacientes agradecem médicos cubanos de joelhos


DANIEL CARVALHO

ENVIADO ESPECIAL AO INTERIOR DE PERNAMBUCO
A demanda de médicos no interior do país é gigantesca e a cubana Teresa 
Rosales, 47, se surpreendeu com a recepção de seus pacientes em Brejo 
da Madre de Deus, no agreste pernambucano.
"Eles [pacientes] ficam de joelhos no chão, agradecendo a Deus. Dão bei-
jos", afirma a médica, que atendeu 231 pessoas neste primeiro mês de tra-
balho dos profissionais que vieram para o Brasil pelo programa Mais Médi-
cos, do governo federal.
O posto de saúde em que Teresa trabalha fica no distrito de São Domingos, 
região pobre e castigada pela seca.
Durante os últimos quatro anos, o posto não tinha o básico: médicos. Até 
o final de setembro, quando Teresa chegou ao distrito, quem andava quilô-
metros de estrada de barro até chegar à unidade de saúde sempre voltava 
para casa sem atendimento.
A situação se repetia a algumas ruas de lá, no posto onde o marido de Te-
resa, Alberto Vicente, 43, começou a trabalhar em outubro.
Daniel Carvalho/Folhapress
O médico cubano Nelson Lopez em Frei Miguelinho (PE)
O médico cubano Nelson Lopez em Frei Miguelinho (PE)
"Foi Deus quem mandou esse 
homem. Era uma dificuldade, 
chegou a fechar o posto por
falta de médico", disse a apo-
sentada Isabel Rocha, 80, que 
agora controla o diabetes sob 
orientação médica.
Alberto e Teresa integram um 
grupo de 400 cubanos que che-
garam pelo Mais Médicos na pri-
meira etapa do programa. Ou-
tros 2.000 dos seus conterrâ-
neos começaram a trabalhar no 
dia 4 de novembro, 76 deles em 
São Paulo.
Uma terceira leva de 3.000 médicos da ilha chegou esta semana a cinco capi-
tais. A previsão é que eles comecem a trabalhar em dezembro.
Eles têm alimentação e moradia fornecidas pelas prefeituras e recebem por 
mês entre R$ 800 e R$ 900 do governo federal. O restante da bolsa de 
R$ 10 mil mensais é distribuído entre parentes dos médicos e o governo cu-
bano.
ATENDIMENTO
Alheia à polêmica salarial, a população lota os postos que há um mês estavam 
vazios, já que não havia médicos.
A agricultora Maria Inácia Silva, 69, havia visto um médico pela última vez em 
2005.
Ela se disse impressionada pela forma como foi atendida pelo cubano Nelson 
Lopez, 44, novo médico do povoado de Capivara, em Frei Miguelinho (PE).
A diferença no atendimento está desde a organização dos móveis: a cadeira do 
paciente fica ao lado da mesa do médico, para que o móvel não seja uma bar-
reira entre eles.
"Gostamos de examinar o paciente, dedicar um tempo a ele, considerá-lo gen-
te", disse Lopez.
As filas e as consultas são longas. Ainda estava escuro quando Maria Inácia Sil-
va chegou ao posto e ela só foi atendida na hora do almoço.
Passou cerca de meia hora no consultório e finalmente soube que as dores que 
sente se devem ao reumatismo.
"Ele é ótimo médico, apesar de estrangeiro. Em 69 anos, nunca vi um médico 
tão bom", disse Maria Inácia.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

CUBA TEM MENOR TAXA DE TUBERCULOSE NA AMÉRICA LATINA!



Alcanza Cuba tasa más baja de tuberculosis en Latinoamérica



La Habana, 1 nov (RHC) Con una tasa de 4,8 casos por cada 100 mil habitantes, Cuba posee la menor prevalencia de tuberculosis en Latinoamérica, declaró a la AIN la doctora en Ciencias Médicas Lourdes Suárez, especialista del Programa Nacional contra esa enfermedad.

La Organización Mundial de la Salud (OMS) ubicó a Cuba en el cuarto escaño entre los de menor incidencia. Lugar que ha mantenido durante largo tiempo con indicadores similares a los de EE.UU., Canadá y la mayor parte de Europa, explicó Suárez.

 En el caso de la tuberculosis, es lógico que actualmente no se pueda eliminar, porque las personas más propensas a infectarse son las inmunodeprimidas -en particular quienes sufren de sida, alcoholismo- o quienes padecen desnutrición o diabetes, problemas muy frecuentes en el mundo de hoy, puntualizó.

 La doctora subrayó que el sistema de salud cubano ha logrado una baja prevalencia del sida y la desnutrición, pero por otra parte aumenta el número de diabéticos y de ancianos, quienes también son un grupo de alto riesgo por el debilitamiento natural del sistema inmunológico después de los 65 años de edad.

 Sensibilizar respecto a este mal resulta necesario porque es una enfermedad reemergente, o sea, que se creía erradicada, pero resurgió en las últimas décadas, comentó.

 La doctora destacó que para prevenir la tuberculosis es necesario llevar una dieta sana, cubrirse la boca al toser, no ingerir alcohol en exceso y ventilar adecuadamente las viviendas.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PLANOS DE SAÚDE SÃO BONS QUANDO VOCÊ ESTÁ SÃO...

Mário Scheffer: Câncer e doenças do coração, os tratamentos que planos de saúde mais negam

por Conceição Lemes
Quase todo mundo tem familiar, amigo, vizinho ou colega de trabalho que teve tratamento ou exame negado por plano ou seguro de saúde. Uma parte dos casos, porém, vai parar na Justiça.
Mário Scheffer, doutor em ciências e pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, acaba de divulgar um estudo justamente sobre a judicialização da assistência médica suplementar.
Ele analisou 782 decisões judiciais relacionadas à exclusão de cobertura, julgadas em segunda instância pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) em 2009 e 2010. Aqui, existem 489 empresas de planos de saúde e 18,3 milhões de usuários; 44,5% da população do estado e 59% da capital têm plano privado.
“Das 782 decisões judiciais analisadas, 88% foram favoráveis ao usuário, obrigando o plano de saúde a arcar com a cobertura negada; em 4% dos casos concedeu parte da cobertura solicitada”, revela Mário Scheffer. “Em 7,5% das decisões, o juiz acatou o argumento do plano de saúde.”
“Os principais motivos dessas ações são as negativas de tratamento de câncer e de doenças do coração”, informa Mário Scheffer. “Já entre os procedimentos médicos mais excluídos destacam-se quimioterapia, radioterapia e cirurgias diversas. Os insumos mais negados são órteses e próteses, principalmente stents, marcapassos e próteses ortopédicas (quadril, joelho),  exames diagnósticos e medicamentos de alto custo.”
ESMIUÇANDO
Os tratamentos negados para os diversos tipos de câncer (leucemia, linfomas, mama, próstata, colo de útero etc)  representam 36,57% das ações judiciais. Em segundo lugar estão as doenças do aparelho circulatório, incluindo acidente vascular cerebral (AVC, mais conhecido como derrame), infarto do miocárdio e outros problemas cardíacos, com 116 ações judiciais (19,46%).
Os dois grupos de doenças mais citados – câncer e cardiopatias – referem-se (em ordem inversa) às duas principais causas de adoecimento e morte no Estado de São Paulo. Em comum com as demais exclusões citadas nas ações, os tratamentos dessas doenças são onerosos.
Quimioterapia e radioterapia para tratamento do câncer são os procedimentos mais negados: correspondem a 33% das ações judiciais que mencionam procedimentos médicos excluídos pelos planos de saúde. Em seguida, as cirurgias (mastectomia, cirurgias cardíacas e bariátricas, aneurisma, vesícula etc);  sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e reabiltações; hemodiálise; transplantes, dentre outros procedimentos.
“Isso reforça a tese de que os planos excluem os tratamentos caros”, acrescenta Scheffer. “Em estudo que fiz sobre as ações julgadas pelo TJSP de 1999 a 2004, o tratamento de aids aparecia em terceiro lugar. Já como hoje ele é 100% garantido  pelo SUS, os pacientes adoecem e internam muito menos, resta aos planos cobrir poucos exames e consultas. A surpresa é o aumento da negação de atendimento em casos de obesidade mórbida, sob a alegação de que se trata de cirurgia estética, quando não é.”
O QUE OS PLANOS DE SAÚDE ALEGAM PARA DIZER “NÃO”
Entre os motivos usados pelos planos e seguros de saúde para negar o atendimento da demanda, destacam-se:
* O procedimento não consta no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
* O contrato possui cláusula que exclui a cobertura solicitada (comum nos planos antigos, assinados antes da lei 9656, de 1998, e que não fizeram a migração).
* A doença é preexistente.
* Prazo de carência não foi cumprido.
* Hospital ou serviço utilizado não é credenciado do plano de saúde.
* O tratamento médico não foi indicado corretamente, está fora de diretriz clínica ou da “bula”, segundo auditoria do plano de saúde.
* Não é obrigação do plano de saúde cobrir medicamentos, sobretudo de uso ambulatorial, domiciliar e oral.
* A finalidade do procedimento é estética (mesmo em casos de reconstrução de mama devido ao câncer e redução de estômago para tratar obesidade mórbida).
* O plano de saúde é coletivo (pessoa jurídica, associação etc), logo prevalece o contrato entre as partes e não se aplica o Código de Defesa do Consumidor. A garantia irrestrita à saúde é dever do Estado e não do plano de saúde.
“Na verdade, o que chega à Justiça é a ponta do problema. Antes, muitos já tentaram solução junto ao plano de saúde, ANS  e Procon.  Como são casos urgentes, diante da negativa o mais comum é o usuário arcar com os  custos particulares ou buscar socorro na rede pública, o que sobrecarrega e onera o SUS.”
“Treze anos depois de aprovada a lei 9656, dos planos de saúde, o estudo mostra falhas na legislação e omissão da ANS”, avalia Scheffer. “Infelizmente, a ANS não cumpre com rigor o seu papel de regulação e fiscalização.”
15 DICAS PARA VOCÊ E SEUS FAMILIARES NÃO SEREM VÍTIMAS
O que fazer para que você não ter atendimento negado pelos planos e seguros de saúde?
Baseado nas suas pesquisas e na sua experiência de trinta anos anos como ativista na área de saúde, Mário Scheffer dá estas dicas:
1. Você tem direito a informações claras e adequadas, com especificação correta sobre a qualidade do plano de saúde, o que inclui redação com destaque, nos contratos, das cláusulas que possam limitar direitos.
2. Verifique se a empresa está registrada na ANS. Caso esteja sob direção fiscal ou técnica, isso significa que ela tem problemas (www.ans.gov.br e 0800 701 9656).
3. Leia atentamente o contrato antes de assinar, exija uma cópia.  As informações e “promessas” do corretor obrigam a operadora a cumpri-las, pois ele representa a empresa. Peça que o corretor entregue por escrito os benefícios prometidos.
4. Se você tem um contrato “novo” (assim chamado os contratos assinados a partir de 1999), verifique se o atendimento negado consta no rol de procedimentos da ANS. Esse rol define uma lista de consultas, exames e tratamentos que os planos de saúde são obrigados a oferecer. Se o seu contrato é “antigo”, você pode se valer do Código de Defesa do Consumidor para discutir a exclusão de cobertura.
5. O preço da mensalidade e as coberturas ofertadas têm a ver com: tipo de plano contratado, abrangência  (municipal, estadual ou nacional) e tamanho, extensão e qualidade da rede credenciada.
6. Leia atentamente a descrição da rede oferecida (médicos, laboratórios e hospitais), que deve fazer parte do contrato. Quanto mais restrita a rede, mais dificuldades você poderá ter para o atendimento.
7. O contrato pode impor carências (24 horas para urgências e emergências, dois anos, no caso de doenças preexistentes; 300 dias em caso de parto; 180 dias para os demais casos).
8. Se o seu plano é antigo (anterior a 1999) e tem cláusulas restritivas, veja se a empresa oferece a migração e se isso compensa financeiramente.
9. Muitos planos anunciam a “compra” ou redução de prazos de carências para você mudar de plano. Exija esse compromisso por escrito.
10. Atente ao que o plano oferece e exige para pessoas que já têm alguma doença, idosos, mulheres em idade fértil e outras necessidades de saúde especiais.
11.  Desconfie de mensalidades muito baixas de planos de saúde. Você pode estar caindo em alguma “arapuca”; por exemplo, ter dificuldade para agendar consultas, exames e cirurgias (em razão da reduzida rede credenciada) ou ver a empresa “quebrar” após longos meses pagando mensalidades.
12. Cuidado com os “cartões de desconto”, que oferecem consultas e exames mais baratos, mas não são planos de saúde e não dão nenhuma garantia de atendimento.
13. Cuidado com os “falsos” planos coletivos. São planos para duas, três ou mais pessoas em que você tem de apresentar o CNPJ de uma empresa para assinar o contrato. Os reajustes não são controlados pela ANS e as operadoras entendem que podem cancelar o contrato a qualquer momento (prática que, felizmente, vem sendo rejeitada pela Justiça).
14. Se o seu plano é da empresa onde você trabalha, informe ao setor de recursos humanos ou a seu chefe sempre que tiver um atendimento negado. Se o seu plano é individual ou familiar, tente primeiro uma solução com a operadora. Se não resolver, denuncie à ANS e ao Procon. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) tem em seu site ( www.idec.org.br) modelos de cartas para formalizar a reclamação.
15. Se decidir entrar na justiça, você tem que ajuizar uma ação por meio de advogado. É comum o juiz de primeira instância, na qual o processo é iniciado, conceder a liminar ou a tutela antecipada.
O plano de saúde é, então, obrigado a atender a imposição judicial; aí, ele recorre da decisão nas instâncias superiores. Na maioria das vezes, a Justiça tem dado ganho de causa ao paciente, mas há também decisões favoráveis aos planos de saúde. Muitas ações contra planos de saúde passaram a ser movidas junto aos juizados especiais cíveis (JECs), mais ágeis na tentativa de conciliar as partes litigantes – quando o valor envolvido vai até 40 salários mínimos. Nos JECs, se a causa for até 20 salários mínimos não é necessária a presença de advogado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

CONTRA TORCIDA DO ATRASO, LULA DEVE SARAR LOGO

Lula: chances de cura são boas, e ele deve voltar à vida normal logo

Por ordem do ex-presidente, que quer caso tratado com 'transparência' e sem 'palpiteiros', médicos dão entrevista para explicar situação. Câncer na laringe tem tamanho e agressividade 'médios', e diagnóstico precoce favorece cura. Lula passará por três sessões de quimioterapia até dezembro e radioterapia em janeiro. Terapia custará queda de cabelo mas deve afastar cirurgia. Dilma visita antecessor.

BRASÍLIA – O câncer na laringe do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi descoberto em estágio relativamente inicial, está circunscrito à região (não se alastrou), é do tipo mais comum, tem agressividade média e tamanho intermediário. Por causa destas características, as chances de cura são boas e as de cirurgia, remotas. 

A tendência é que Lula supere a doença com pouca ou nenhuma sequela e volte a levar uma vida normal em breve, talvez a partir de fevereiro, quando o tratamento terminar. 

As informações sobre o quadro clínico de Lula foram dadas à imprensa a pedido dele, nesta segunda-feira (31), em entrevista coletiva da equipe médica que cuidará do ex-presidente no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. 

Segundo os médicos, Lula quer o caso tratado com “transparência”, para evitar que informações imprecisas se espalhem por ação de “palpiteiros”, atitude semelhante à que teve a presidenta Dilma Rousseff quando passou pelo mesmo problema. O áudio da entrevista está disponível na internet na página do Instituto Cidadania, do qual o ex-presidente é patrono.

Os médicos disseram que só voltarão a dar entrevista se acontecer algo (de bom ou ruim) 
durante o tratamento que justifique. E que vão prestar informações novas apenas por meio de boletins médicos.

O tratamento de Lula contra o tumor começou nesta segunda-feira, com a primeira sessão de quimioterapia. Serão três sessões ao todo, com intervalo de 21 dias entre uma e outra. Depois da segunda, já será possível avaliar como o paciente está reagindo. Em janeiro, com a quimioterapia encerrada, Lula vai se submeter a radioterapia, de forma complementar.

A quimioterapia é um tratamento “agressivo” e provocará queda de cabelo, motivo de curiosidade inicial do ex-presidente, segundo os médicos, quando ele soube que teria de enfrentá-la. O impacto sobre a voz deverá ser mínimo ou nulo, mas, mesmo assim, o ex-presidente terá apoio de uma fonoaudióloga durante o tratamento. 

Lula vai passar esta primeira noite no hospital, onde recebeu visita da presidenta Dilma Rousseff, que foi a São Paulo participar da festa anual de premiação de empresas admiradas promovida pela revista Carta Capital. Ela estava acompanhada de dois ministros que são antigos colaboradores de Lula desde antes da Presidência, Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Guido Mantega (Fazenda).

Na saída do hospital, Dilma disse a jornalistas que Lula está bem, alegre e quis conversar sobre a crise econômica mundial. "Saio certa que nós vamos em janeiro ver o presidente desfilando na Gaviões da Fiel", afirmou Dilma. Lula é tema do samba enredo 2012 da escola de samba mencionada.

O tumor de Lula foi detectado a partir de exames feitos sexta-feira (28) e de uma biópsia no sábado (29). Ele vinha se queixando de dor e incômodo na garganta e comentou com o médico particular, Roberto Kalil, na quinta (27) à noite, enquanto comemorava o aniversário de 66 anos numa pequena festa reservada.

De acordo com os médicos, as causas prováveis para o surgimento do câncer foi o consumo de cigarro e álcool. “O diagnóstico foi feito em estágio relativamente inicial (…). Pela localização e pela extensão do tumor, ele tem uma chance muito boa de não precisar de cirurgia”, disse o médico Luiz Paulo Kowalski. “Acreditamos que ele não tenha nenhuma dificuldade em retornar a uma vida absolutamente normal muito em breve”, afirmou o médico Artur Katz.

Caso o tratamento inicialmente prescrito seja bem sucedido e surta o efeito esperado, Lula terá condições de voltar a viajar e participar de agendas a partir de fevereiro. Mas terá que continuar tendo de receber acompanhamento médico para avaliar sua evolução clínica. A equipe diz que o risco de o câncer voltar é maior nos dois primeiros anos mas vai caindo até o quinto, quando então o paciente pode ser considerado curado de vez.

Segundo Kowalski, o tipo de câncer que atingiu Lula tem duas vezes mais chances de acontecer em São Paulo do que no resto do mundo. 
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=18870&editoria_id=4

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

É PRECISO AGIR PARA SALVAR A SAÚDE PÚBLICA


Conferências de saúde? Para quê?ImprimirE-mail
ESCRITO POR DANIEL CHUTORIANSCY   
QUARTA, 26 DE OUTUBRO DE 2011


Em primeiro lugar, o que são as Conferências de Saúde? As municipais, que deveriam ser realizadas em todos os municípios do país; as estaduais, em todos os estados; e a nacional. Todas acontecem a cada quatro anos, há aproximadamente cinqüenta anos, com três segmentos: os profissionais de Saúde, os trabalhadores de Saúde e a população, sendo os delegados eleitos paritariamente ao final de cada Conferência, da municipal para a estadual e desta para a nacional.

Mas conferenciar sobre o quê? A cada Conferência que se segue, é cada vez mais complicado e difícil o acesso e a divulgação; a cada Conferência faz-se uma listagem imensa de reivindicações justas, que geralmente não são atendidas pelos gestores ou pelos governos municipal, estadual e federal, gerando uma imensa frustração a cada quatro anos, ou seja, o que se reivindicou virou de “cabeça para baixo”. É o mal-estar causado pela Saúde que a população deseja, contra a ganância dos lucros através da Doença.

Não vejo mais sentido sobre o que conferenciar, basta do diálogo unilateral e ultrapassado de antigas e justas reivindicações que nunca acontecem, ou melhor, acontecem justamente no sentido inverso: a privatização e extinção do Serviço Público com as famigeradas OSS (Organizações Sociais(?) de Saúde), que nada mais são do que empresas privadas.

Não vejo mais sentido sobre o que conferenciar quanto à crescente falta de verbas para a Saúde, a Educação, a Cultura etc. etc., com a antiqüíssima justificativa “não temos recursos”, porém, com o pagamento de mais de 50% do PIB (aquilo que todo o país produz) para os banqueiros e multinacionais. Para isso, nunca faltam recursos e o pagamento é feito sempre no prazo certo.

Conferenciar sobre o quê? A corrupção desenfreada na área da Saúde, o mar de lama e esgoto, de desvios astronômicos, sem nenhuma punição? Como se fosse a coisa mais normal do mundo desviar recursos da Saúde, sem a menor fiscalização? Será isso por acaso? A população que reivindica atenção primária, secundária e terciária nas Conferências continua sendo aviltada, massacrada, com o que resta das instituições públicas, totalmente decadentes, “caindo aos pedaços”, além dos salários indignos dos funcionários. A imensa corrupção não deixa chegar na “ponta” (as Unidades de Saúde) o mínimo: gaze, esparadrapo, filme de raio-x...

Como o mais votado delegado no setor Trabalhadores de Saúde na última Conferência Municipal de Saúde de Niterói-RJ, fui eleito para a Conferência Estadual, no momento em que o governo do estado do Rio de Janeiro e a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro aprovaram leis que privatizam os serviços de Saúde, o que vai desencadear uma cascata de leis de igual teor e terror nos demais estados brasileiros, desembocando no Governo Federal. Mídias adestradas, câmaras de vereadores e deputados obedientes só facilitam esse processo de adoecimento das instituições e da população.

Conferenciar sobre o quê, se as administrações dos hospitais e Unidades de Saúde serão privatizadas e terão “duas entradas, duas portas” – uma para quem possui recursos, outra para o “povão”?

Não é preciso conferenciar para saber o que vai acontecer... Não é preciso conferenciar para entender que o hospital público funcionando adequadamente fecha qualquer instituição privada a sua volta. Portanto, para o modelo capitalista-neoliberal, adoecer e “cancerizar” a instituição pública é necessidade vital.

Chega de enganação, de ficar “ganhando tempo”. A minha posição pode parecer radical, respeito as demais, mas não faz sentido ir a mais uma Conferência. Nego-me a ir.

Conferenciar, dialogar com quem? Com aquele que necessita da doença, da barbárie, da dor, da perversidade, do lucro, da ganância, pressupondo nossa alienação, pressupondo nossa total ou parcial perda de consciência, em um país onde há a mais alta taxa de juros do planeta, salários aviltantes, justiça precaríssima, doenças crônicas e sócio-sanitárias em escalas assustadoras, falta de informação, prevenção, medicamentos, equipamentos?

País campeão mundial em acidente vascular cerebral, em consumo de agrotóxicos, mas que para as elites proporciona cada vez mais conforto, recursos, boa educação, bons laboratórios, medicamentos, equipamentos... Um outro mundo?

Chega de Conferências, queremos “pular a cerca”, derrubá-la, romper o arame farpado que nos separa da Saúde. A minha forma de protestar pode não ser a da maioria, que respeito, é assumir e resguardar as nossas Unidades de Saúde antes que nos sejam tomadas definitivamente. Não é conferenciando com alguém “invisível”, que nunca nos deu atenção, nem vai dar, e que só quer ganhar tempo e nos desgastar, nos “adoecer”.

A nossa saúde clínica e social depende da posição que tomarmos. Vamos à luta. O que perderemos? Poderemos perder se ficarmos paralisados. Aí, sim, estaremos perdidos. Ir à luta nas ruas, nas unidades de saúde, repetindo o papel de mil cidades no mundo, que protestaram e assumiram sua posição contra a opressão do capitalismo selvagem que barbariza este planeta.

Não será conferenciando eternamente com o inimigo que se vai resolver a questão. Ninguém quer adoecer, mas esse inimigo perverso e cruel precisa e quer nos adoecer.

A população brasileira quer, ou melhor, exige que as unidades de saúde públicas funcionem como devem, com bons serviços, voltadas para a justiça social, para a democracia, excluindo os “chupadores de sangue”, gananciosos e sedentos de lucros.

A população brasileira quer, ou melhor, exige que seja cumprido o primeiro princípio do Direito: a vida. Vida é Saúde, Saúde é transformação social e as transformações exigem sacrifícios.

Já conferenciamos demais. Agora, é hora das ações.