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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

QUEM PEDE JUSTIÇA PARA DEMÓSTENES? CADÊ OS "ÉTICOS"?

Demóstenes da Veja vai para a cadeia?


Por Altamiro Borges

Finalmente, o Tribunal de Justiça de Goiás decidiu analisar e julgar as denúncias sobre a ligação do ex-senador Demóstenes Torres com o mafioso Carlinhos Cachoeira. O escândalo envolvendo o “mosqueteiro da ética” da revista Veja e o “empresário dos jogos de azar”, como a mídia insiste em tratar o mafioso, veio à tona em 2012 com a “Operação Monte Carlo” da Polícia Federal. Segundo a apuração do Ministério Público, o demo travestido de moralista, que chegou a ser apontado como presidenciável do DEM, recebeu vantagens indevidas, como bebidas importadas, eletrodomésticos de luxo e mais de R$ 5 milhões, para favorecer Carlinhos Cachoeira em vários negócios ilícitos.

O Ministério Público também denunciou a participação do ex-senador em negociatas favoráveis à construtora Delta. Diante do risco de cassação, Demóstenes Torres renunciou ao seu mandato em 2012. A manobra fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhasse o caso para o Tribunal de Justiça de Goiás, sob a alegação de perda da prerrogativa de foro. Passado todo este tempo, agora o tribunal goiano decide analisar o escândalo. Neste longo período, o ex-senador continuou recebendo seus altos proventos como procurador da Justiça e pode passear pela Itália e fazer compras em boutiques de luxo. Além disso, ele continuou atuando para limpar a sua barra, inclusive com o uso de violência.

Na sexta-feira (24), o Estadão informou que o advogado Neilton Cruvinel “registrou boletim de ocorrência na polícia de Goiás no qual diz que o ex-senador prometeu degolá-lo”. A ameaça de morte teria ocorrido durante encontro no próprio apartamento de Demóstenes Torres em dezembro passado, que teve também a presença de Carlinhos Cachoeira e do empresário Maurício Sampaio. “Na versão de Cruvinel, Demóstenes passou a xingá-lo, a dizer que tinha feito intrigas, e a acusá-lo de haver dito para várias pessoas que o escritório de advocacia de ambos seria também de Cachoeira. Cruvinel declarou que Demóstenes tentou agredi-lo, mas foi contido por Sampaio e por Cachoeira”.

Ainda segundo o jornal, o advogado registrou no boletim de ocorrência que “só conseguiu sair do apartamento porque o ex-senador era contido pelo empresário, mas Demóstenes se desvencilhou e segurou a porta do elevador para dizer que iria ‘matá-lo, degolá-lo e que iria acabar com sua vida’. Cruvinel afirmou ainda que ‘não tinha como deixar de relatar essa ameaça porque sabe que ela é real, que Demóstenes planeja atentar contra sua vida’”. Procurado pela equipe do Estadão, Demóstenes Torres preferiu não se manifestar sobre a “suposta ameaça”. Será que agora o “cavaleiro da ética” da Veja, que se projetou por sua postura midiática contra os “mensaleiros petistas”, vai para a cadeia? A conferir!
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/demostenes-da-veja-vai-para-cadeia.html#more

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

DOAÇÃO DE DILMA À VEJA: NÃO SOU O ÚNICO REVOLTADO...

Lelê Teles: Sobre mercadores e mercadantes

publicado em 10 de janeiro de 2014 às 21:03
O polvo gasta um monte de dinheiro público com a revista lida por aqueles que o odeiam e querem eliminá-lo da face da terra. Esse polvo!
SOBRE MERCADORES E MERCADANTES
por Lelê Teles, via e-mail
Volta e meia alguém usa a metáfora da Síndrome de Estocolmo para tentar explicar a inexplicável relação entre o PT, a editora Abril e congêneres.
Faz um certo sentido. Pensemos, a revistaveja mete o pau no Governo Federal e diz que ele nada faz ou que faz tudo errado. Aí o governo entope a revista de anúncios para dizer ao “povo” que está fazendo muita coisa e está fazendo tudo certo.
Na edição seguinte, a revistaveja faz uma “denúncia” contra uma estatal. Aí o diretor de marketing da estatal convence a todos de que está na hora de contra-atacar, e despejam dinheiro em anúncios, na mesma revista, para tentar limpar a sua imagem.
O diabo é que a revistaveja diz, o tempo inteiro, e é ventriloquada por políticos de direita, que o PT só é bom mesmo de marketing e que ao invés de trabalhar pelo povo prefere engabelá-lo com propagandas mentirosas.
Ou seja, a revistaveja desqualifica o trabalho do governo e ainda desqualifica suas propagandas. E o governo qualifica a revista, porque superestima o seu poder de influência mostrando que se importa, e muito, com o que ela diz.
Perguntar não ofende, com quem o Governo pensa que está falando quando anuncia na revistaveja?
Como se trata de uma empresa sectária e que prega o ódio ao Partido dos Trabalhadores, seus leitores/eleitores compram a revista porque “compram” as ideias nela contidas.
Tudo indica que o clássico leitor da revistaveja nem dá bola para os anúncios das estatais do governo e que considera toda a propaganda sobre os programas sociais um desperdício de dinheiro porque, com mil diabos, eles não aprovam os programas sociais do governo.
Ao invés dessa engabelação de share, target e mídia técnica, por que não se faz uma pesquisinha básica e se pergunta aos leitores da revistaveja o que eles acham dos anúncios governamentais?
Tudo indica que quanto mais a Globo, a Veja e a Folha sujarem a imagem do governo, mais o governo despejará verba nessas publicações para limpar a sua barra.
Assim, torna-se refém, por conta própria, de fofoqueiros e achincalhadores e, ao mesmo tempo, ajudam a pagar o salário deles para que continuem fazendo o seu trabalho sujo.
É preciso compreender que a desinformação, para estes senhores, é uma mercadoria. São mercadores do caos, do ódio e da guerra psicológica. Mas, pelas barbas de Bin Laden, essa revista lê quem quer e paga por ela quem não tem juízo.
E por falar em juízo, o nosso bom Mercadante, no apagar das luzes de 2013, tratou de garantir o champanhe de Reinaldos e Constantinos.
Por meio do Fundo Nacional De Desenvolvimento da Educação, assinou um contrato de mais de dois milhões e meio de reais, sem licitação, com a Fundação Victor Civita, veja você, para a confecção da revista Nova Escola, para atendimento ao Programa Nacional Biblioteca da Escola.
O sonho de todo bom mercador é encontrar um bom Mercadante.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Editora de Veja denunciada por racismo no RJ!


Abril é denunciada por racismo

Da Revista Fórum
Alunos da Escola Estadual Guilherme Briggs, em Santa Rosa, Zona Sul de Niterói, sentiram na pele, na tarde da última segunda-feira, a dor do preconceito racial, que supostamente para muitos não ocorreria mais em nosso país, muito menos nas dependências de uma feira literária, onde nossa cultura é expressada das mais variadas formas, nas páginas publicadas por inúmeras editoras. Preconceito e injúria racial são crimes passíveis de prisão, no artigo 9º da Lei 7716/89.
De acordo com a diretora da escola, Alcinéia de Souza, o fato entristeceu e chocou os alunos da unidade, uma das mais conhecidas do município, foi registrado ontem da Delegacia Legal de Icaraí (77ª DP), e formalmente encaminhado à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos.
De acordo com a diretora do estabelecimento de ensino, na tarde de segunda-feira ela levou um grupo de 45 alunos que cursam o Ensino Médio da escola até a Bienal do Livro 2011, que se realiza no pavilhão do Riocentro, na Zona Oeste do Rio. No local, entusiasmados os alunos, com idades entre 15 e 17 anos, se espalharam para apreciar os vários estandes. Segundo os alunos e a diretora, num deles da Editora Abril ocorria uma promoção, onde eram distribuídos uma espécie de senha para que os jovens prestigiassem a tarde de autógrafos do ator e apresentador Rodrigo Faro. Entusiasmadas, duas alunas do colégio, de 16 e 17 anos, se dirigiram até um dos promotores, inicialmente identificado apenas como “Pedro” ou “Roger” – no intuito de conseguir uma das senhas. Do promotor as alunas ouviram (incrédulas) insultos do tipo: “Não vamos dar a senha porque vocês são pretas do cabelo duro”, e também “não gosto de mulheres negras, por isso não darei senhas para vocês”. Segundo uma das alunas, indignada com a ofensa ainda tentou argumentar com o promotor – “isso é um tipo de bullying, e pode te trazer problemas”. Com resposta o promotor rebateu, afirmando que isso não daria problema nenhum para ele”.
Como o grupo estava espalhado pelo pavilhão de exposições, a diretora da escola afirmou que só tomou conhecimento do fato quando os alunos já estavam deixando o evento. Revoltada, Alcinéia retornou ao estende da Editora Abril, à procura do responsável pela representação da empresa, que de acordo com ela pediu-lhe desculpas (omitindo a identificação do promotor) e alegando que tomaria providências. “Sentindo-se humilhada, uma das alunas disse que sequer conseguiu dormir de segunda para terça-feira”, explicou Alcinéia, que no início da tarde de ontem, acompanhada dos alunos, pais, e de um advogado (que também é professor da unidade), José Carlos de Araújo, registrou queixa de crime de Injúria e Preconceito Racial na 77ª DP. A distrital encaminhou o procedimento para a Delegacia Legal do Recreio dos Bandeirantes (42ª DP).
“Ensinamos os princípios da cidadania para os alunos, explicando inclusive que independe de quem sejam, e agora ele passam por uma experiência terrível dessas ? Os alunos da escola estão chocados com o que aconteceu. Fiz questão de comparecer junto com os pais desses estudantes na DP para relatar esse triste fato. Esses estudantes são como filhos pra mim”, disse Alcinéia. “Em pleno século XXI isso ainda acontece em nosso país. Esse fato não se esgota na esfera criminal. Não desejamos isso para nosso país”, disse José Carlos de Araujo, que junto com a diretora, os alunos, e com a cópia do registro levou também ontem o fato ao conhecimento da Secretaria Estadual de Assistência Social de Direitos Humanos para que providências sejam tomadas.
Representantes da Editora Abril não retornaram as ligações da redação.
Fonte: A Tribuna RJ