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quarta-feira, 7 de outubro de 2015
É HORA DO BRASIL DEVOLVER DOCUMENTOS HISTÓRICOS DO PARAGUAI
Alguns dirão que o assunto está superado, mas eu ouso discordar, em nome da integração e amizade que deve predominar em todas as Américas. O Brasil pode e deveria devolver ao Paraguai os documentos que nossas tropas roubaram na dramática guerra de 1864-70.
Os paraguaios lamentam até hoje que alguns dos papéis históricos daquele país encontrem-se em mueseus e arquivos brasileiros. De alguns, eles têm as cópias, já concedidas pelo Estado brasileiro. Mas é um direito dos nosso irmãos paraguaios terem os originais, que incluem comunicações internas do Exército brasileiro e, principalmente, das tropas guaranis. Nada que interesse ao Brasil, mais de cem anos depois. Nós podemos perfeitamente mantermos cópias para acesso de historiadores, e devolvermos os originais a um país que tem tido excelentes relações conosco por mais de um século.
Um gesto como este, tão simples, seria altamente positivo para demonstrar nossa amizade com o bravo povo do Paraguai, e estaria plenamente afinado com a tradição generosa do Itamaraty e do Exército de Caxias. Lembremo-nos que Caxias era implacável com o inimigo, mas coibia energicamente qualquer desrespeito ao inimigo dominado. Caxias nunca admitiu a tortura, como, lamentavelmente, fizeram alguns de seus sucessores.
domingo, 13 de setembro de 2015
GOLPE JOGARIA O BRASIL NUMA GUERRA SANGRENTA
O que aconteceria em caso de impeachment?
Por Paulo Nogueira, no blogDiário do Centro do Mundo:
É hora de defender vigorosamente a permanência de Dilma até o final de seu mandato.
Sobretudo nas ruas, mas não só nelas: as redes sociais são hoje um importante polo formador de opiniões.
Não se trata de defender Dilma em si e muito menos o PT: é a defesa da democracia, da justiça, da Constituição.
E, mais que tudo, é a defesa da decência.
O pequeno grupo que fez o Brasil ser a sociedade abjetamente desigual que é tenta, com métodos grotescos e argumentos sórdidos, cassar 54 milhões de votos.
Desde o momento em que a derrota de Aécio foi confirmada, iniciou-se uma louca cavalgada pelo golpe.
Da suspeição absurda sobre as urnas eletrônicas até o dinheiro de doações que irrigaram tanto a campanha de Dilma quanto a de Aécio, sucedem-se argumentos aos quais cabe um adjetivo: criminosos.
A direita brasileira, inflada pela imprensa, já provou que não é mais civilizada que a direita venezuelana, ou a equatoriana, ou a argentina.
Todas essas direitas fazem, neste momento, a mesma coisa: sabotam a democracia. Tratam seus países como republiquetas, passíveis de serem ludibriadas para a perpetuação de privilégios e mamatas ancestrais. E para a manutenção e ampliação do maior câncer da região: a desigualdade social.
O país seria atirado a um abismo com um impeachment, a uma noite longa e escura.
O maior erro é confundir Dilma com Collor. Collor não tinha sustentação nenhuma. Ninguém iria chorar a morte de sua presidência, sabia-se, e ninguém chorou exceto ele mesmo.
Mesmo com o desgaste de todos estes anos de poder, o PT tem uma base forte, a começar pela CUT e pelo MST.
Outros movimentos sociais haveriam certamente de se insurgir contra um golpe. Guilherme Boulos, do MST, já disse que é vital a união dos progressistas contra as manobras dos golpistas.
O Brasil, num caso de impeachment claramente forçado como este ora tramado, ficaria simplesmente ingovernável.
Para reprimir os que se manifestarem contra o golpe, a polícia vai ter que bater pesado. Seremos um enorme Paraná.
Ecos da ditadura ressurgirão na repressão aos protestos. Sangue de brasileiros correrá, como aconteceu num passado ainda recente.
É uma distopia, e é também um cenário altamente provável no caso de um golpe.
Tenho para mim que, no fundo, os sabotadores sabem disso. E estão, essencialmente, promovendo um terror contínuo para manter Dilma imobilizada e para sangrar o PT até 2018.
A hipótese de que eles acham mesmo que poderiam roubar a presidência é simplesmente tétrica.
Eles teriam que ser muito cegos e muito canalhas para imaginar que um golpe seria engolido com docilidade pelos brasileiros.
É hora de defender vigorosamente a permanência de Dilma até o final de seu mandato.
Sobretudo nas ruas, mas não só nelas: as redes sociais são hoje um importante polo formador de opiniões.
Não se trata de defender Dilma em si e muito menos o PT: é a defesa da democracia, da justiça, da Constituição.
E, mais que tudo, é a defesa da decência.
O pequeno grupo que fez o Brasil ser a sociedade abjetamente desigual que é tenta, com métodos grotescos e argumentos sórdidos, cassar 54 milhões de votos.
Desde o momento em que a derrota de Aécio foi confirmada, iniciou-se uma louca cavalgada pelo golpe.
Da suspeição absurda sobre as urnas eletrônicas até o dinheiro de doações que irrigaram tanto a campanha de Dilma quanto a de Aécio, sucedem-se argumentos aos quais cabe um adjetivo: criminosos.
A direita brasileira, inflada pela imprensa, já provou que não é mais civilizada que a direita venezuelana, ou a equatoriana, ou a argentina.
Todas essas direitas fazem, neste momento, a mesma coisa: sabotam a democracia. Tratam seus países como republiquetas, passíveis de serem ludibriadas para a perpetuação de privilégios e mamatas ancestrais. E para a manutenção e ampliação do maior câncer da região: a desigualdade social.
O país seria atirado a um abismo com um impeachment, a uma noite longa e escura.
O maior erro é confundir Dilma com Collor. Collor não tinha sustentação nenhuma. Ninguém iria chorar a morte de sua presidência, sabia-se, e ninguém chorou exceto ele mesmo.
Mesmo com o desgaste de todos estes anos de poder, o PT tem uma base forte, a começar pela CUT e pelo MST.
Outros movimentos sociais haveriam certamente de se insurgir contra um golpe. Guilherme Boulos, do MST, já disse que é vital a união dos progressistas contra as manobras dos golpistas.
O Brasil, num caso de impeachment claramente forçado como este ora tramado, ficaria simplesmente ingovernável.
Para reprimir os que se manifestarem contra o golpe, a polícia vai ter que bater pesado. Seremos um enorme Paraná.
Ecos da ditadura ressurgirão na repressão aos protestos. Sangue de brasileiros correrá, como aconteceu num passado ainda recente.
É uma distopia, e é também um cenário altamente provável no caso de um golpe.
Tenho para mim que, no fundo, os sabotadores sabem disso. E estão, essencialmente, promovendo um terror contínuo para manter Dilma imobilizada e para sangrar o PT até 2018.
A hipótese de que eles acham mesmo que poderiam roubar a presidência é simplesmente tétrica.
Eles teriam que ser muito cegos e muito canalhas para imaginar que um golpe seria engolido com docilidade pelos brasileiros.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2015/09/o-que-aconteceria-em-caso-de
-impeachment.html#more
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
PARTE DOS CAÇAS DA FAB SERÃO FABRICADOS NO BRASIL!
Brasil finaliza compra de 36 caças suecos
por Agência Brasil — publicado 25/08/2015
Segundo o Ministério da Defesa, os caças atenderão às necessidades da Força Aérea Brasileira pelos próximos trinta anos
Saab Group
Os governos brasileiro e sueco assinaram nesta terça-feira 25, em Londres, na Embaixada do Brasil na Inglaterra, o contrato de financiamento no valor de US$ 5,4 bilhões para a compra de 36 caças Gripen NG, da empresa sueca Saab. Essa era a última etapa para o início da fabricação dos aviões-caça. Desse valor, US$ 245,3 milhões serão para compra de armamentos e 39,882 bilhões de coroas suecas para a aquisição das aeronaves.
De acordo com o Ministério da Defesa, a primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e a última, em 2024. Segundo a Defesa, os caças atenderão às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) nos próximos 30 anos. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, modelo criado para a FAB.
Anunciado em dezembro de 2013, o contrato comercial com a Saab inclui acompra das aeronaves de combate, suporte logístico e aquisição de armamentos necessários à operação dos aparelhos. O contrato assinado prevê a transferência de tecnologia entre os dois países, o que possibilitará ao Brasil, segundo o Ministério da Defesa, deixar de ser comprador para se tornar fornecedor de aeronaves de combate de última geração.
No final de julho, após três dias de negociações, o governo brasileiro conseguiu a reduzir da taxa de juros do financiamento para 2,19%, o que ocasionou uma economia de até R$ 600 milhões ao governo do Brasil. A formalização do contrato financeiro foi realizada na Inglaterra, uma vez que o contrato de financiamento será regido pela lei inglesa, para imparcialidade do acordo.
“A assinatura do contrato financeiro do Gripen NG é de fundamental importância, já que encerra a fase negocial e inicia a fase de execução do contrato comercial, com aquisição e desenvolvimentos dos caças, concretizando, assim, uma aliança estratégica entre Brasil e Suécia”, disse, em nota, o ministro da Defesa, Jaques Wagner.
De acordo com a nota divulgada pela assessoria do Ministério da Defesa, o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave, previsto para 2024. Segundo a pasta, a participação brasileira no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica nacional acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. “O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração dehardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, além do intercâmbio de conhecimento, com mais de 350 brasileiros indo a Suécia para treinamento”, informou o Ministério da Defesa.
Por Ivan Richard
http://www.cartacapital.com.br/internacional/brasil-firma-acordo-de-financiamento-e-finaliza-compra-de-36-cacas-suecos-2468.html
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terça-feira, 18 de novembro de 2014
CORRUPTOS TUCANOS VIRAM "MAIS ALGUNS", NO MP E NO PIG...
PSDB TEM NOVO NOME NA JUSTIÇA:
"MAIS ALGUNS"
Ao reportar o depoimento de Ildefonso Filho, presidente
da empreiteira Queiroz Galvão, à Justiça Federal, o
jornal Estado de S. Paulo informa que a construtora fez doações ao PT, PMDB, PP e "mais alguns"; embora
exista certo interesse em confinar o escândalo aos
partidos da base aliada, Ildefonso Filho foi quem
negociou o pagamento de US$ 10 milhões ao ex-
presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, para que
uma CPI sobre a Petrobras fosse colocada em fogo
brando; então, fica combinado: PSDB, a partir de
agora, se chama "mais alguns"; detalhe: o
empreiteiro não foi questionado sobre o pagamento
a Sergio Guerra.
18 DE NOVEMBRO DE 2014 ÀS 09:00
247 - Uma reportagem do jornal Estado de S. Paulo sobre o depoimento de Ildefonso Filho, presidente da Queiroz Galvão, à Justiça Federal, informa que a construtora fez doações a "PT, PMDB, PP e mais alguns" (leia aqui).
"Mais alguns" é a nova nomenclatura para o principal partido de oposição: o PSDB. Foi o mesmo executivo, Ildefonso Filho, quem, segundo o doleiro Alberto Youssef, pagou uma propina de US$ 10 milhões a Sergio Guerra, ex-presidente nacional do PSDB, para que uma CPI sobre a Petrobras fosse colocada em fogo brando no Congresso Nacional (leia aqui reportagem do Diário
do Poder a respeito).
Em seu depoimento, Ildefonso Filho foi questionado sobre o
critério para as contribuições. “O primeiro critério era o limite,
sempre aquém do permitido. A gente dava para aqueles partidos
que mais se caracterizam com as características da empresa,
ligados ao crescimento da infraestrutura.”
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/160824/PSDB-tem-novo-
nome-na-Justi%C3%A7a-mais-alguns.htm
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
QUEDA DE AECINHO DESANIMA SEUS APOIADORES
Tucanos já procuram os culpados para a derrota no próximo domingo (26)
Data: quarta-feira, 22 de outubro de 2014 | Horário: 18:13
A colunista Julia Duailibi do Estadão publicou um texto falando sobre o momento tenso que vive a campanha de Aécio Neves (PSDB) que está em desvantagem e não tem demostrado poder de reação. Confira o texto:
A culpa é sempre do marqueteiro.
Depois das últimas pesquisas Datafolha, Paulo Vasconcelos tornou-se o alvo preferido dos tucanos.
Coisa mais comum em campanha é o marqueteiro virar alvo dos políticos quando algo começa a não se sair tão bem num comitê. Nos bastidores, o marqueteiro de Aécio Neves (PSDB), Paulo Vasconcelos, tornou-se por ora o alvo preferido dos tucanos, na esteira das duas pesquisas Datafolha que colocam Dilma Rousseff (PT) numericamente na frente do tucano.
Embora, no geral, os aliados políticos de Aécio questionem as pesquisas (eles afirmam que os levantamentos internos mostram outro cenário – tracking concluído ontem à noite seria de 52 a 48 para o candidato tucano), eles aproveitam para atacar os programas de rádio e TV, algo que só acontecesse quando o sinal amarelo é aceso numa campanha.
Os tucanos querem mais agressividade por parte de Aécio, a despeito de toda a polêmica do debate do SBT, na semana passada, quando o tucano e a petista praticamente se engalfinharam na frente das câmeras. Conforme comentado no post anterior, a subida de tom trouxe efeitos colaterais para Aécio, que, depois de intenso trabalho do PT, ficou com a imagem de truculento perante parte do eleitorado. Neste momento da campanha, porém, João Santana é visto como gênio, e Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Minas que fez outras campanhas de Aécio no Estado, como pouco experiente para a missão. É claro que essa avaliação tende a mudar a depender do resultado das urnas ou das próximas pesquisas.
Integrantes do partido acham que a campanha tem que subir o tom nesta reta final para aumentar a rejeição de Dilma e evitar que votos indecisos ou os voláteis que estão com o tucano migrem para a petista. Acham que a TV e o rádio deveriam relacionar mais Dilma com os mensaleiros, por exemplo. "A campanha está 'sangue nos olhos' na rua, e no rádio e na TV parece que você assiste à sessão da tarde", afirmou um aliado de Aécio. Datafolha mostrou que o eleitor acha que a campanha de Aécio é mais agressiva que a de Dilma. Outra reclamação é em relação à qualidade técnica do programa, que seria inferior à do PT.
Apesar dos políticos, no QG de Aécio a ideia é continuar com as críticas a Dilma, principalmente na questão da corrupção, mas a avaliação é que não adianta aumentar muito os decibéis porque isso acaba afastando esse eleitor indeciso que Aécio tenta cativar. O novo entendimento do TSE, que proíbe ataques entre os candidatos, também diminui a margem de ação da campanha.
Em 2010, a equipe de marketing de José Serra foi alvo de um fogo amigo parecido, porém mais forte. O presidente do PSDB à época, Sergio Guerra, chegou a contratar um marqueteiro paralelo para fazer filmes extraoficiais, nos quais o PT era atacado. Num deles, os petistas eram comparados a rottweilers. Assim como agora, os políticos também queriam mais "sangue".
Fonte: Estadão
Depois das últimas pesquisas Datafolha, Paulo Vasconcelos tornou-se o alvo preferido dos tucanos.
Coisa mais comum em campanha é o marqueteiro virar alvo dos políticos quando algo começa a não se sair tão bem num comitê. Nos bastidores, o marqueteiro de Aécio Neves (PSDB), Paulo Vasconcelos, tornou-se por ora o alvo preferido dos tucanos, na esteira das duas pesquisas Datafolha que colocam Dilma Rousseff (PT) numericamente na frente do tucano.
Embora, no geral, os aliados políticos de Aécio questionem as pesquisas (eles afirmam que os levantamentos internos mostram outro cenário – tracking concluído ontem à noite seria de 52 a 48 para o candidato tucano), eles aproveitam para atacar os programas de rádio e TV, algo que só acontecesse quando o sinal amarelo é aceso numa campanha.
Os tucanos querem mais agressividade por parte de Aécio, a despeito de toda a polêmica do debate do SBT, na semana passada, quando o tucano e a petista praticamente se engalfinharam na frente das câmeras. Conforme comentado no post anterior, a subida de tom trouxe efeitos colaterais para Aécio, que, depois de intenso trabalho do PT, ficou com a imagem de truculento perante parte do eleitorado. Neste momento da campanha, porém, João Santana é visto como gênio, e Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Minas que fez outras campanhas de Aécio no Estado, como pouco experiente para a missão. É claro que essa avaliação tende a mudar a depender do resultado das urnas ou das próximas pesquisas.
Integrantes do partido acham que a campanha tem que subir o tom nesta reta final para aumentar a rejeição de Dilma e evitar que votos indecisos ou os voláteis que estão com o tucano migrem para a petista. Acham que a TV e o rádio deveriam relacionar mais Dilma com os mensaleiros, por exemplo. "A campanha está 'sangue nos olhos' na rua, e no rádio e na TV parece que você assiste à sessão da tarde", afirmou um aliado de Aécio. Datafolha mostrou que o eleitor acha que a campanha de Aécio é mais agressiva que a de Dilma. Outra reclamação é em relação à qualidade técnica do programa, que seria inferior à do PT.
Apesar dos políticos, no QG de Aécio a ideia é continuar com as críticas a Dilma, principalmente na questão da corrupção, mas a avaliação é que não adianta aumentar muito os decibéis porque isso acaba afastando esse eleitor indeciso que Aécio tenta cativar. O novo entendimento do TSE, que proíbe ataques entre os candidatos, também diminui a margem de ação da campanha.
Em 2010, a equipe de marketing de José Serra foi alvo de um fogo amigo parecido, porém mais forte. O presidente do PSDB à época, Sergio Guerra, chegou a contratar um marqueteiro paralelo para fazer filmes extraoficiais, nos quais o PT era atacado. Num deles, os petistas eram comparados a rottweilers. Assim como agora, os políticos também queriam mais "sangue".
Fonte: Estadão
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
QUEREM ABAFAR QUE O PSDB ROUBOU A PETROBRÁS
Ex-diretor afirma que tucano extorquiu Petrobrás e recebeu propina de R$ 10 milhões
REDAÇÃO
16 Outubro 2014 | 18:37
Costa diz em delação que ex-presidente do PSDB levou dinheiro para enterrar CPI no Senado em 2009; construtora é suspeita de fazer pagamento
Por Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010.
Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações.
A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef.
A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho.
Segundo o delator, o dinheiro foi pago pela Construtora Queiroz Galvão, citada no caso de superfaturamento e desvios da Abreu e Lima. A obra foi iniciada em 2008, está inconclusa e com superfaturamento comprovado, segundo o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal.
A Queiroz Galvão faz parte do Consórcio C II Ipojuca Interligações, contratado por R$ 2,7 bilhões para uma etapa da Abreu e Lima.
É a primeira vez que um nome do PSDB aparece no escândalo de corrupção na Petrobrás. Parlamentares do PT, do PMDB e do PP também foram citados por Costa.
Segundo ação penal da Lava Jato, que tramita na Justiça Federal, em Curitiba, os três partidos da base do governo Dilma Rousseff (PT) cotizaram as diretorias da Petrobrás entre 2004 e 2014 para cobrar propina de até 3% sobre os grandes contratos.
O dinheiro era desviado por contratos superfaturados, notas frias e contas no exterior e abastecia o caixa 2 dos partidos.
Quem operava as lavanderias para o esquema eram o doleiro Alberto Youssef (no caso do PP), o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (para os petistas) e Fernando Soares (para o PMDB). O doleiro já confessou o esquema e os outros dois negam envolvimento.
O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador”.
Guerra teria sugerido a ele que “tivesse uma conversa” com Armando Ramos Tripodi, que ocupava o cargo de chefe de gabinete do então presidente da Petrobrás, José Sergio Gabrielli.
Atualmente Tripodi ocupa a gerência executiva de Responsabilidade Social da estatal. Fonte é deputado reeleito e aliado do PSB. Ele é diretamente ligado a Paulo Roberto Costa e foi assessor do ex-senador Severino Cavalcanti (PP-PE). Fonte é próximo do senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP.
O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.
A CPI – primeira tentativa de investigar a Petrobrás, agora alvo da CPMI – foi encerrada no dia 17 de dezembro de 2009, com o relatório final do senador Romero Jucá (PMDB-RR) sem conclusões concretas.
Comando. Costa, na época da suposta extorsão, era diretor de Abastecimento da Petrobrás e presidente do Conselho de Administração da Refinaria Abreu e Lima. Sob seu comando, o conselho aprovou R$ 201 milhões em oito aditivos contratuais para empresas investigadas na Operação Lava Jato.
Uma das beneficiadas foi a Queiroz Galvão, por meio do Consórcio C II Ipojuca Interligações, que recebeu R$ 200 milhões em uma antecipação de pagamento.
O ex-diretor, que fez delação premiada perante a força tarefa do Ministério Público Federal e agora cumpre prisão em regime domiciliar.
http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/ex-diretor-da-petrobras-diz-que-pagou-propina-para-ex-presidente-do-psdb/
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014
SENADOR REPUBLICANO DOS EUA É MENOS DIREITISTA QUE OS NOSSOS!!!
Os amigos podem estranhar que eu coloque no blog um vídeo com um conservador norte-americano como o senador Ron Paul, ex-pré-candidato a presidente dos EUA pelo Partido Republicano. Sem dúvida, ele é um reacionário, defensor aguerrido do Capitalismo e da Economia de mercado.
Não concordo com 90% do que ele diz, mas é interessante fazer a comparação: perto da direitona-burra (e sem votos) brasileira, até Ron Paul parece um cara de centro-esquerda! Na sua campanha, que acompanhei de perto, ele sempre se disse contra as intervenções dos EUA pelo mundo em dezenas de guerras desde 1945, algumas de rara crueldade, matando milhões de pessoas inocentes, patrocinando golpes de Estado (como no Brasil) e apoiando elites corruptas em cada país.
Isso, para a direitona brasileira, é uma heresia. Em 2005 mesmo, cansei de ler e ouvir "intelectuais" e jornalistas da direita pregando que o Brasil deveria invadir a Bolívia, devido à divergências com o governo Evo Morales sobre a Petrobrás naquele país-irmão. Os golpes em Honduras e no Paraguai, assim como o golpe contra Hugo Chávez em 2002, foram aplaudidos freneticamente pelos fascistas brasileiros, como Reinaldo Azevedo, Olavdo de Carvalho e a turma do Instituto Millenium. Para esses todos, Ron Paul é um traidor dos interesses dos EUA, que esses caras que nasceram no Brasil consideram os únicos interesses do mundo a serem defendidos a ferro e fogo...
Ron Paul também defende o fim do bloqueio norte-americano a Cuba. É claro que ele acha que isso iria conquistar o povo cubano para o lado dos EUA - eu, que estive em Cuba por quase um mês, em várias regiões, sei que isso não aconteceria. Mas coincidimos num ponto óbvio: o bloqueio pune a população, e é uma medida de guerra de elevada burrice. Tanto que a maioria dos países do mundo ignora as ameaças dos EUA e negocia e investe em Cuba.
Enfim, não aplaudo Ron Paul, mas creio que numa Democracia, sua corrente de pensamento deve ter seu espaço, e ser combatida por nós com idéias e realizações de nossos governos de Esquerda.
A direitona-burra (e sem votos) no Brasil ainda acha que os EUA deveriam matar os irmãos Castro e todos os comunistas em Cuba e no mundo, inclusive no Brasil! Ou seja, estão ainda na Guerra Fria e mesmo antes, nos tempos do macartismo.
Com Ron Paul dá prá debater; com a direitona-burra brasileira, não. Faltam-lhe idéias, um mínimo de patriotismo e de honestidade intelectual. São pessoas de mente colonizada, mais pró-EUA do que os estadunidenses.
Se o caro leitor ou leitora quiser discutir a minha visão, sua opinião será aceita com todo respeito. Somos de Esquerda, ou seja, somos Democratas de verdade.
Não concordo com 90% do que ele diz, mas é interessante fazer a comparação: perto da direitona-burra (e sem votos) brasileira, até Ron Paul parece um cara de centro-esquerda! Na sua campanha, que acompanhei de perto, ele sempre se disse contra as intervenções dos EUA pelo mundo em dezenas de guerras desde 1945, algumas de rara crueldade, matando milhões de pessoas inocentes, patrocinando golpes de Estado (como no Brasil) e apoiando elites corruptas em cada país.
Isso, para a direitona brasileira, é uma heresia. Em 2005 mesmo, cansei de ler e ouvir "intelectuais" e jornalistas da direita pregando que o Brasil deveria invadir a Bolívia, devido à divergências com o governo Evo Morales sobre a Petrobrás naquele país-irmão. Os golpes em Honduras e no Paraguai, assim como o golpe contra Hugo Chávez em 2002, foram aplaudidos freneticamente pelos fascistas brasileiros, como Reinaldo Azevedo, Olavdo de Carvalho e a turma do Instituto Millenium. Para esses todos, Ron Paul é um traidor dos interesses dos EUA, que esses caras que nasceram no Brasil consideram os únicos interesses do mundo a serem defendidos a ferro e fogo...
Ron Paul também defende o fim do bloqueio norte-americano a Cuba. É claro que ele acha que isso iria conquistar o povo cubano para o lado dos EUA - eu, que estive em Cuba por quase um mês, em várias regiões, sei que isso não aconteceria. Mas coincidimos num ponto óbvio: o bloqueio pune a população, e é uma medida de guerra de elevada burrice. Tanto que a maioria dos países do mundo ignora as ameaças dos EUA e negocia e investe em Cuba.
Enfim, não aplaudo Ron Paul, mas creio que numa Democracia, sua corrente de pensamento deve ter seu espaço, e ser combatida por nós com idéias e realizações de nossos governos de Esquerda.
A direitona-burra (e sem votos) no Brasil ainda acha que os EUA deveriam matar os irmãos Castro e todos os comunistas em Cuba e no mundo, inclusive no Brasil! Ou seja, estão ainda na Guerra Fria e mesmo antes, nos tempos do macartismo.
Com Ron Paul dá prá debater; com a direitona-burra brasileira, não. Faltam-lhe idéias, um mínimo de patriotismo e de honestidade intelectual. São pessoas de mente colonizada, mais pró-EUA do que os estadunidenses.
Se o caro leitor ou leitora quiser discutir a minha visão, sua opinião será aceita com todo respeito. Somos de Esquerda, ou seja, somos Democratas de verdade.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
"DEMOCRÁTICO", ISRAEL IMPEDE CRÍTICAS DA MÍDIA AOS MASSACRES EM GAZA
ISRAEL & PALESTINA
Mídia israelense abre pouco espaço aos críticos da guerra
Por Bettina Marx em 29/07/2014 na edição 809
Reproduzido da Deutsche Welle, 22/7/2014
Em Israel, quem se opõe à ofensiva militar do país à Faixa de Gaza tem dificuldades na mídia local. De modo geral, não se pode sequer terminar uma frase antes de ser interrompido. Em debates televisivos, as animosidades não vêm apenas dos demais participantes. Os próprios moderadores não costumam tolerar opiniões que fujam do consenso. Ao tentar expressar seu ponto de vista, as vozes divergentes são imediatamente caladas.
Num estúdio de televisão, Yeshuda Shaul – da Breaking the Silence, organização de ex-soldados contrários à ocupação militar de Gaza – sentava-se entre um jornalista e o apresentador de rádio Sharon Gal. Ao anunciar uma manifestação contra a ofensiva militar marcada para aquele dia, ele logo recebeu duras críticas do radialista. “Você é judeu e deveria se envergonhar. Deveria vestir seu uniforme e ir à Faixa de Gaza, ao invés de ficar sentado em estúdios de televisão e organizando protestos”, disparou Gal.
Quem também participava do debate era o parlamentar da Knesset – o Parlamento israelense – Muhammad Barakeh. De origem árabe, ele também acabou se transformando em alvo da ira do radialista. “O senhor é um mentiroso, um criminoso, e não deviam ter deixado que falasse aqui. Vá aparecer na televisão do Hamas. O senhor apoia o Hamas!”, disse Gal.
Nervos à flor da pele
Assim é Israel nos dias de hoje. O clima de crise toma conta de todo o país. Os três canais de televisão – um público e dois privados – estão no ar 24 horas. “Um Estado sob fogo”, dizem as chamadas sensacionalistas.
Nos últimos dias, o jornalista Gideon Levy acabou se tornando a figura central de uma grande controvérsia. Num artigo no jornal israelense Haaretz, ele criticou os pilotos da Força Aérea por suas missões sobre a Faixa de Gaza. “Vocês nunca viram uma aeronave inimiga. A última batalha da Força Aérea israelense aconteceu antes de vocês nascerem. Vocês nunca viram o branco dos olhos de seus inimigos, tampouco o vermelho do sangue de suas vítimas. Vocês são heróis que lutam contra os mais fracos e desamparados, aqueles que sequer possuem uma Força Aérea ou defesa antiaérea e que mal sabem empinar uma pipa.”
O texto provocou uma enxurrada de reações. Os pilotos da Força Aérea são tidos em Israel como heróis intocáveis. Apenas os melhores dos melhores conseguem sobreviver ao árduo e extenso treinamento para piloto de combate e são a elite da sociedade militar do país. O artigo de Levy, escrito após a morte de 21 membros da família do chefe de polícia de Gaza num ataque aéreo, foi tido por muitos como um sacrilégio imperdoável.
O jornalista tentou explicar sua opinião em talk-shows e programas de entrevistas. “A maioria dos israelenses não tem acesso às imagens de Gaza e não sabe o que está acontecendo lá”, afirmou. Para Levy, as mortes e a destruição vêm ocorrendo numa extensão terrível, e alguém é responsável por isso. “Os pilotos não são os únicos, mas também são responsáveis. Devemos nos perguntar se ninguém está assumindo a responsabilidade moral”, protestou o jornalista.
Quase linchado
Levy pronunciou essas palavras em Ashkelon, uma das cidades mais atingidas pelos foguetes de Gaza nas últimas semanas. Ele estava em frente a um centro comercial, e sua entrevista era transmitida ao vivo para o estúdio de televisão. Mas o jornalista mal começava a falar e já era interrompido. “Você é um traidor. Chama nossos pilotos de assassinos. Não tem vergonha? Aqui você não pode falar”, protestaram os passantes.
O apresentador no estúdio teve que interromper a conversa, porque cada vez mais pessoas se juntavam no local para insultar Levy. Mais tarde, o jornalista contou em outro artigo no Haaretz que por pouco não havia sido linchado. “Meus melhores amigos pediram que eu deixasse o país até que a situação se acalme, que tomasse cuidado ou que ao menos ficasse em casa”, escreveu.
Levy não seguiu os conselhos. Ele preferiu enfrentar as perguntas dos apresentadores de talk-shows, e lutar por suas convicções. “Eu lhes pergunto: se existe um coro tão forte e unificado na mídia, por que uma única voz isolada, um simples eco divergente incomoda? Por que essa voz causa tamanha tempestade? Por quê?”, questiona o jornalista. (Edição: Luisa Frey)http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed809_midia_israelense_abre_pouco_espaco_aos_criticos_da_guerra
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domingo, 27 de julho de 2014
SEM EUA, ISRAEL ESTARIA NUM TRIBUNAL DE GUERRA, UM NOVO NUREMBEG
BRASIL, ISRAEL E OS ANÕES MORAIS
Israel tem hoje um grande inimigo, com armas de
destruição em massa. É um inimigo interno, com
potencial para destruir seu próprio estado. Seu nome é Benjamin
Netanyahu. Sim, desde a Alemanha nazista, ninguém tem
promovido o antissemitismo que se alastra ao redor do
mundo quanto o primeiro-ministro israelense, que ocupa o
cargo desde 2009 e, desde então, tem ampliado a segregação
do povo palestino e ignorado todo e qualquer esforço pela paz.
Na mais recente escalada de violência, Netanyahu liderou
atrocidades que, tivessem sido cometidas por qualquer outro
líder mundial, o colocariam na lata de lixo da história e nos
tribunais penais internacionais por crimes de guerra. Em seu
incessante banho de sangue da operação “Margem Protetora”,
Netanyahu foi capaz de bombardear um hospital e até mesmo
uma escola da Organização das Nações Unidas que abrigava
refugiados na Faixa de Gaza. Atitudes que deixaram o
secretário-geral Ban-Ki-Moon “estarrecido” e que devem
motivar uma investigação aprofundada das Nações Unidas
por crimes de guerra.
O apoio incondicional de aliados como Estados Unidos e
Inglaterra ao “direito de Israel de se defender” alimentou a
ilusão, em Netanyahu, de que ele teria salvo-conduto para
assassinar civis impunemente, incluindo mulheres e crianças.
Ocorre que o apoio a Israel é cada vez mais pesado em
sociedades abertas e democráticas. Haverá um dia em que
será tão insustentável quanto o apoio que os mesmos
americanos e ingleses, com a ajuda de Israel, concederam
ao apartheid na África do Sul – aliás, apartheid é uma palavra
até moderada para definir o que os israelenses fazem em
relação aos palestinos.
Foi exatamente nesse contexto que a diplomacia brasileira,
responsável pelo primeiro voto para a criação do Estado de
Israel, mas sempre fiel às questões humanitárias, se levantou
contra a barbárie liderada por Netanyahu. A nota, que
condena a desproporcionalidade da reação ao Hamas, veio
em boa hora e deve servir de alerta ao mundo civilizado com
uma mensagem clara de que não há mais espaço, no século
XXI, para genocídios.
Patética foi apenas a reação do governo de Israel, por meio
do porta-voz Yigal Palmor, que chamou o Brasil de “anão
diplomático” e ironizou a derrota da seleção brasileira por
7 a 1 na Copa do Mundo, que seria “desproporcional”. Comparar
um jogo de futebol à matança de mulheres e crianças revela
apenas que, a Israel, faltam argumentos e que suas lideranças
decidiram jogar no time dos anões morais.
http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/148037/
Brasil-Israel-e-os-an%C3%B5es-morais.htm
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sábado, 26 de julho de 2014
BRASIL RESPONDE À ALTURA AS OFENSAS DO GOVERNO DE ISRAEL
CHANCELER REBATE ISRAEL: "SE HÁ ANÃO,
NÃO É O BRASIL"
Ministro Luiz Alberto Figueiredo rebate comentário feito pela
chancelaria de Israel de que o Brasil é um "anão diplomático";
"Somos um dos 11 países do mundo que têm relações
diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um
histórico de cooperação pela paz e ação pela paz internacional.
Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles",
afirmou; com o comentário, Israel rebatia gesto diplomático
do Brasil contra ataques que já mataram 700 palestinos em
Gaza, a maioria civis; nesta quinta-feira, disparo contra uma
escola da ONU deixou 15 mortos, inclusive crianças; dentre
elas, um bebê de um ano
24 DE JULHO DE 2014 ÀS 15:34
SÃO PAULO (Reuters) - O ministro das Relações Exteriores,
Luiz Alberto Figueiredo, rebateu nesta quinta-feira as
declarações do porta-voz da chancelaria de Israel que teria
chamado o Brasil de "anão diplomático" ao criticar a decisão
do país de chamar para consultas seu embaixador em Tel Aviv
por causa do conflito na Faixa de Gaza.
Em evento em São Paulo, o ministro também rebateu nota da
chancelaria israelense que afirmou que a decisão brasileira
ignorava o direito de Israel de se defender.
"Somos um dos 11 países do mundo que têm relações
diplomáticas com todos os membros da ONU e temos um
histórico de cooperação pela paz e ação pela paz internacional.
Se há algum anão diplomático, o Brasil não é um deles", disse
o ministro a jornalistas.
"Mas não contestamos o direito de Israel de se defender,
jamais contestamos isso. O que contestamos é a
desproporcionalidade das coisas", acrescentou.
Na noite de quarta-feira, o Itamaraty divulgou nota em que
considera "inaceitável" a escalada da violência em Gaza e
condena "energicamente o uso desproporcional da força por
Israel" no conflito, que já matou 747 palestinos. Na mesma
nota, o Brasil anunciou que chamou seu embaixador em Tel
Aviv para consultas.
O Ministério das Relações Exteriores israelense reagiu em
nota, declarando-se "desapontado" com a decisão do governo
brasileiro que, segundo o órgão, "não reflete o nível das
relações entre os dois países e ignora o direito de Israel se
defender".
O documento afirma ainda que a atitude brasileira não
contribui para promover "a calma e a estabilidade" no Oriente
Médio e que dá "vento favorável" ao terrorismo, além de
"naturalmente afetar a capacidade do Brasil de exercer influência".
"Israel espera apoio de seus amigos em sua luta contra o
Hamas, que é reconhecido como uma organização terrorista
por muitos países ao redor do mundo", afirma o documento
divulgado no site do Ministério de Relações Exteriores de Israel.
Além da nota da chancelaria, o porta-voz do Ministério das
Relações Exteriores de Israel, Yigal Palmor, disse, segundo a
imprensa israelense, que a decisão do Brasil de chamar seu
embaixador para consultas é uma demonstração das razões
que levam o Brasil, apesar de ser "um gigante econômico e
cultural, permanecer um anão diplomático".
(Por Eduardo Simões; Edição de Maria Pia Palermo)
http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/147837/Chanceler-rebate-Israel-se-h%C3%A1
-an%C3%A3o-n%C3%A3o-%C3%A9-o-Brasil.htm
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