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sábado, 6 de dezembro de 2014

ESSE É O CARA QUE VAI "DEFENDER" SÃO PAULO NO SENADO?

quarta-feira, 11 de junho de 2014

FOLHA (!) DESMENTE SETE ANOS DE MENTIRAS SOBRE GASTOS NA COPA!

Quando se cai na real, a conversa sobre a Copa é outra

23 de maio de 2014 | 08:55 Autor: Fernando Brito
graficocopa
Com anos de atraso, a Folha publica hoje um levantamento feito pelos repórteres Gustavo Patu, Dimmi Amora e Filipe Coutinho que, como e diz nas conversas informais, “baixa a bola” dos “gastos absurdos com a Copa do Mundo”.
É o que dá ter raros momentos de jornalismo correto na mídia brasileira, porque não é nenhum “furo”, mas apenas a compilação de dados que são e sempre foram públicos.
A começar pela abertura do texto escrito pelos três:
Mesmo mais altos hoje do que o previsto inicialmente, os investimentos para a Copa representam parcela diminuta dos orçamentos públicos.
Alvos frequentes das manifestações de rua, os gastos e os empréstimos do governo federal, dos Estados e das prefeituras com a Copa somam R$ 25,8 bilhões, segundo as previsões oficiais.
O valor equivale a, por exemplo, 9% das despesas públicas anuais em educação, de R$ 280 bilhões.
Em outras palavras, é o suficiente para custear aproximadamente um mês de gastos públicos com a área.
E eles próprios se encarregam de dizer que nem sequer é assim, porque estes gastos diluíram-se pelos últimos sete anos e, sobretudo, porque uma parte ( a maior parcela, 32%) é feita com financiamentos de bancos públicos (quase toda do BNDES) e vai retornar.
Adiante falarei dela.
Bem, do gráfico publicado, conclui-se que o Governo Federal gastou R$ 5,8 bi diretamente com a Copa: R$ 2,7 bi na modernização e ampliação dos aeroportos, R$ 1,9 em segurança pública – quase tudo equipando, a fundo perdido, as polícias estaduais -, R$ 600 mil em portos, R$ 400 mil em telecomunicações  e R$ 200 milhões em gastos diversos.
Aeroportos e portos, além de serem serviços públicos essenciais ao desenvolvimento econômico, geram receitas de tarifas e concessões.
Nenhum tostão, como você vê, em estádios.
Do dinheiro dos estádios, um total de R$ 8 bilhões, perto da metade veio de financiamentos federais, através do BNDES, de duas formas: debêntures e empréstimos.
Debêntures são “letras” financeiras e, no caso do estádio, seus tomadores pagam 6,2%% de juros mais a inflação do período.
No caso dos empréstimos, os tomadores, além de oferecer garantias, têm de pagar  TJLP (taxa de juros de longo prazo), que de 2009 para cá variou entre 6,25% e 5%, mais  1,4% (taxa  BNDES + intermediação financeira), mais risco de crédito (até 4,18%), além da taxa que o o tomador pagará a o banco operar o crédito. No total, portanto, pagam juros muito semelhantes (em geral um pouco maiores, em alguns momentos frações de centésimo menores) que a taxa de juros com que o Governo capta dinheiro no mercado.
Isso quer dizer que não houve empréstimo subsidiado pelo Governo Federal?
Sim, houve,  maiores. E continuam existindo, independente de Copa.
São os recursos para obras de mobilidade urbana que, só nos empreendimentos ligados à Copa, receberam  R$ 4,4 bilhões.
Como é isso: o BNDES financia contrando TJLP + 2% no caso de o empréstimo ser tomado por Estados e Municípios ou por TJLP + 1% + risco de crédito de até 4,18% no caso do financiamento ser feito por empresa privada.
Convenhamos que  é uma forma muito mais adequada de o banco usar seus recursos em favor da população do que, como fez em 2002, aplicar R$ 281 milhões (R$ 1 bilhão, hoje, corrigidos pela taxa Selic) na Net, então propriedade dos Marinho (a família mais rica do Brasil), que estava enforcada de dívidas.
No caso dos Estados e Municípios, a grande maioria, boa parte dos gastos vem  das contrapartidas locais para obras de mobilidade (R$ 2,4 bi, ou 41%) e os restantes R$ 3,3 bilhões em gastos diretamente com obras dos estádios e com as do seu entorno (ruas, praças, pátios, passarelas).
Os números insuspeitos publicados pela Folha vêm na mesma linha daquilo que ontem se comentou aqui.
Tirando os gastos imprevistos de três governos estaduais (Sérgio Cabral , com o Maracanã, Agnelo Queiroz, com o Mané Garrinha e Aécio Neves-Anastasia como Mineirão, que começou as obras ainda na gestão do atual candidato do PSDB à Presidência), os outros dois estádios que custaram muito mais do que o inicialmente previsto, o Beira-Rio e o Itaquerão, foram  tocados pela iniciativa privada.
Há uma hidrofobia de direita implantada na mídia e em parte da classe média que eclipsa qualquer capacidade de exame racional dos fatos.
Se eu fosse um obtuso irracional, que não reconhecesse o direito de uma categoria profissional essencialíssima , como a dos professores, poderia dizer que se gastou muito mais que aquele “um mês”  de Educação que a Copa custou com as greves e paralisações (em geral, justas) do magistério.
E isso seria uma apelação, porque eu estaria colocando nos direitos dos professores a “culpa” das nossas históricas carências no setor.
Colocar na Copa a “culpa” pelos problemas da educação, da saúde, da assistência social, da habitação é, igualmente, uma estupidez.
Que só tem um fundamento, embora a maioria dos que fazem isso não o percebam: as eleições.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=17602

sexta-feira, 6 de junho de 2014

CRITICAM A FALTA DO TREM-BALA, MAS NÃO ENXERGAM A NORTE-SUL...


Quinta-feira, 22 de maio de 2014 às 10:00

Ferrovia Norte-Sul vai desenvolver todo um nó logístico brasileiro, afirma diretor do Porto Seco


Dilma participa da inauguração de trecho da Ferrovia Norte-Sul. Foto: Guilherme Rosa / Blog do Planalto
A presidenta Dilma Rousseff vai participar, nesta quinta-feira (22), em Anápolis (GO), da inauguração do trecho de 855 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul (FNS) entre a cidade goiana e Porto Nacional (TO). A obra recebeu investimentos de R$ 4,2 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Edson Tavares é diretor superintendente da Porto Seco Centro Oeste, empresa de logística e transporte de cargas que trabalhará na ferrovia. Para ele, a nova opção de escoamento de produção será um grande fator de desenvolvimento do país.
“Essa ferrovia vai desenvolver todo um nó logístico brasileiro. Esse terminal é um dos mais modernos do Brasil, um dos mais inteligentes, e já nasce com viabilidade econômica. Vai permitir que nós levemos carga para o Norte e descer carga para o Sul. A nossa produção agrícola da região, nós vamos poder escoá-la em um volume muito grande na ferrovia. Nós vamos encurtar distâncias”.
Para Edson, a ferrovia também vai beneficiar tanto os empresários quanto o consumidor final.
“Esses atacadistas aqui da região de Goiânia, Anápolis e Aparecida vão poder alimentar o Norte agora com custos mais baratos. Isso significa redução do custo Brasil, preço melhor para o consumidor, para o trabalhador lá na ponta. É redução de custo. Essa ferrovia muda o perfil. Nós temos uma história antes da Ferrovia Norte-Sul e uma história depois da Ferrovia Norte-Sul”, afirmou Edson.
O diretor de operações da Valec, Bento José de Lima, classificou a inauguração do novo trecho como um marco na história do sistema ferroviário brasileiro. Para ele, a Ferrovia Norte-Sul gera outro cenário para o setor econômico brasileiro, onde a competição levará a queda dos preços das tarifas e o incremento da qualidade dos serviços prestados.
“Esse trecho que vai ser colocado em funcionamento é, no meu ponto de vista, um marco na história do sistema ferroviário brasileiro porque é o primeiro passo no sentido de transformar o sistema ferroviário brasileiro num sistema competitivo, onde a Norte-Sul é o eixo que vai possibilitar que portos venham a concorrer com portos, canais de logística venham a concorrer com canais de logística, operadores ferroviários venham a concorrer com operadores ferroviários”, analisou Bento José.

http://blog.planalto.gov.br/ferrovia-norte-sul-vai-desenvolver-todo-um-no-logistico-brasileiro-afirma-diretor-do-porto-seco/