Mostrando postagens com marcador mobilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mobilidade. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de dezembro de 2014

ESSE É O CARA QUE VAI "DEFENDER" SÃO PAULO NO SENADO?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

REINALDO AZEVEDO PEDIRÁ DEMISSÃO, POR ÉTICA?

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

TRE-SP ENSINA TUCANO: CICLOVIA VERMELHA NÃO TEM A VER COM COMUNISMO...RSRSRS

TRE entendeu: padrão internacional define cor de ciclovias

Jornal GGN – O TRE negou provimento à representação contra Haddad por propaganda irregular do PT. O caso em questão é a pintura das ciclovias, com o vermelho demarcando o espaço exclusivo dos ciclistas por ruas de São Paulo. E o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, por unanimidade, que não se fala mais nisso, já que é um padrão adotado pelo Conselho Nacional de Trânsito. O TRE votou conforme parece da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE/SP).
A representação contra Fernando Haddad, agora negada, foi apresentada pelo candidato a deputado estadual Joseph Jo Raymond Diwan (PSDB). O candidato alegou que a prefeitura, visando o benefício irregular do partido do Prefeito, o PT, estaria realizando “verdadeira revolução ao pretender criar enormes faixas exclusivas para a circulação de bicicletas (ciclovias e ciclofaixas), as quais serão todas pintadas igualmente em vermelho”.
O candidato do PSDB exigia, com sua representação, além da aplicação de multa ao prefeito, que se suspendesse imediatamente a pintura das ciclovias e ciclofaixas na cor vermelha, e com repintura dos locais já fixados com tinta nesta tonalidade, ao menos até o fim do período eleitoral.
Paulo Thadeu Gomes da Silva, procurador eleitoral auxiliar, citou a resolução do Contran, de 2007, que adota o vermelho como padrão para demarcar ciclovias e ciclofaixas. “A cor vermelha questionada não foi arbitrariamente escolhida (...) em benefício de seu partido e, dessa forma, supostamente com fins espúrios eleitorais, restando, pelo contrário, comprovada sua adequação às normas gerais para a matéria de trânsito correlata em âmbito nacional”, afirmou Gomes da Silva.
Em sustentação oral, o procurador regional eleitoral reiterou que a cor das ciclovias é um padrão internacional para chamar atenção dos motoristas.
Gomes da Silva reiterou em seu parecer que o vermelho das ciclovias não é “algo inovador ou mesmo recém-criado às vésperas da eleição, mas sim, parte da política pública de trânsito delineada e iniciada na gestão anterior a do ora representado, cujo plano de expansão foi por ele apresentado muito antes do atual período eleitoral”.
http://jornalggn.com.br/noticia/tre-entendeu-padrao-internacional-define-cor-de-ciclovias

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

S. PAULO FICA MAIS CIVILIZADA COM ÔNIBUS MAIS RÁPIDOS

Velocidade média em faixas exclusivas implantadas este ano 

tem ganho médio de 68,7% para o transporte coletivo

CET concluiu a medição em 66 trechos de faixas exclusivas, 
num universo de 59,3 Km.
 A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acaba de concluir uma nova amostragem a respeito da velocidade média praticada pelos ônibus nas faixas exclusivas. Neste novo cenário, a pesquisa foi feita em 66 trechos de faixas exclusivas inauguradas entre o dia 13 de janeiro e 25 de agosto de 2014, que representam 59,3 Km aproximadamente. A amostragem revela um crescimento de 68,7% na velocidade média desempenhada pelos ônibus, com aumento de 12,4 Km /h para 20,8 Km/h.
 O trabalho foi feito pela equipe de operação da Companhia e as velocidades foram medidas através de cronômetro.
 Em cada uma das faixas pesquisadas a medição foi feita uma semana antes da implantação da faixa exclusiva e ao longo da primeira semana de ativação do trecho. No arquivo anexo está a tabela com as medições realizadas.
 O melhor resultado entre todas as faixas inauguradas este ano pôde ser observado na ativação da Ponte do Jaguaré, com melhora de 317,3% na velocidade média dos coletivos. Antes da implantação, a velocidade média no trecho era de 10,8 Km/h. Após a segregação de pista, a velocidade média subiu para 44,9 Km/h.
 A faixa da Ponte do Jaguaré foi inaugurada no dia 31 de março. Pelo local, no trecho onde a faixa foi implantada,circulam 12 linhas de ônibus municipais no sentido Centro, transportando 50.508 passageiros por dia útil.A frequência média é de 52 ônibus/hora pico. Já no sentido Bairro, passam 12 linhas de ônibus, levando 51.202 passageiros, numa freqüência média de 49 ônibus/hora pico. 
 As faixas exclusivas implantadas na Região da Vila Mariana também apresentaram bons resultados no desempenho dos coletivos. Na Avenida Lins de Vasconcelos, por exemplo, no trecho entre a Avenida Lacerda Franco e a Rua Coronel Diogo, o aumento foi de mais de 140% - a velocidade média subiu de 12,1 para 29,3 Km/h.
http://www.cetsp.com.br/cet.aspx

quarta-feira, 11 de junho de 2014

FOLHA (!) DESMENTE SETE ANOS DE MENTIRAS SOBRE GASTOS NA COPA!

Quando se cai na real, a conversa sobre a Copa é outra

23 de maio de 2014 | 08:55 Autor: Fernando Brito
graficocopa
Com anos de atraso, a Folha publica hoje um levantamento feito pelos repórteres Gustavo Patu, Dimmi Amora e Filipe Coutinho que, como e diz nas conversas informais, “baixa a bola” dos “gastos absurdos com a Copa do Mundo”.
É o que dá ter raros momentos de jornalismo correto na mídia brasileira, porque não é nenhum “furo”, mas apenas a compilação de dados que são e sempre foram públicos.
A começar pela abertura do texto escrito pelos três:
Mesmo mais altos hoje do que o previsto inicialmente, os investimentos para a Copa representam parcela diminuta dos orçamentos públicos.
Alvos frequentes das manifestações de rua, os gastos e os empréstimos do governo federal, dos Estados e das prefeituras com a Copa somam R$ 25,8 bilhões, segundo as previsões oficiais.
O valor equivale a, por exemplo, 9% das despesas públicas anuais em educação, de R$ 280 bilhões.
Em outras palavras, é o suficiente para custear aproximadamente um mês de gastos públicos com a área.
E eles próprios se encarregam de dizer que nem sequer é assim, porque estes gastos diluíram-se pelos últimos sete anos e, sobretudo, porque uma parte ( a maior parcela, 32%) é feita com financiamentos de bancos públicos (quase toda do BNDES) e vai retornar.
Adiante falarei dela.
Bem, do gráfico publicado, conclui-se que o Governo Federal gastou R$ 5,8 bi diretamente com a Copa: R$ 2,7 bi na modernização e ampliação dos aeroportos, R$ 1,9 em segurança pública – quase tudo equipando, a fundo perdido, as polícias estaduais -, R$ 600 mil em portos, R$ 400 mil em telecomunicações  e R$ 200 milhões em gastos diversos.
Aeroportos e portos, além de serem serviços públicos essenciais ao desenvolvimento econômico, geram receitas de tarifas e concessões.
Nenhum tostão, como você vê, em estádios.
Do dinheiro dos estádios, um total de R$ 8 bilhões, perto da metade veio de financiamentos federais, através do BNDES, de duas formas: debêntures e empréstimos.
Debêntures são “letras” financeiras e, no caso do estádio, seus tomadores pagam 6,2%% de juros mais a inflação do período.
No caso dos empréstimos, os tomadores, além de oferecer garantias, têm de pagar  TJLP (taxa de juros de longo prazo), que de 2009 para cá variou entre 6,25% e 5%, mais  1,4% (taxa  BNDES + intermediação financeira), mais risco de crédito (até 4,18%), além da taxa que o o tomador pagará a o banco operar o crédito. No total, portanto, pagam juros muito semelhantes (em geral um pouco maiores, em alguns momentos frações de centésimo menores) que a taxa de juros com que o Governo capta dinheiro no mercado.
Isso quer dizer que não houve empréstimo subsidiado pelo Governo Federal?
Sim, houve,  maiores. E continuam existindo, independente de Copa.
São os recursos para obras de mobilidade urbana que, só nos empreendimentos ligados à Copa, receberam  R$ 4,4 bilhões.
Como é isso: o BNDES financia contrando TJLP + 2% no caso de o empréstimo ser tomado por Estados e Municípios ou por TJLP + 1% + risco de crédito de até 4,18% no caso do financiamento ser feito por empresa privada.
Convenhamos que  é uma forma muito mais adequada de o banco usar seus recursos em favor da população do que, como fez em 2002, aplicar R$ 281 milhões (R$ 1 bilhão, hoje, corrigidos pela taxa Selic) na Net, então propriedade dos Marinho (a família mais rica do Brasil), que estava enforcada de dívidas.
No caso dos Estados e Municípios, a grande maioria, boa parte dos gastos vem  das contrapartidas locais para obras de mobilidade (R$ 2,4 bi, ou 41%) e os restantes R$ 3,3 bilhões em gastos diretamente com obras dos estádios e com as do seu entorno (ruas, praças, pátios, passarelas).
Os números insuspeitos publicados pela Folha vêm na mesma linha daquilo que ontem se comentou aqui.
Tirando os gastos imprevistos de três governos estaduais (Sérgio Cabral , com o Maracanã, Agnelo Queiroz, com o Mané Garrinha e Aécio Neves-Anastasia como Mineirão, que começou as obras ainda na gestão do atual candidato do PSDB à Presidência), os outros dois estádios que custaram muito mais do que o inicialmente previsto, o Beira-Rio e o Itaquerão, foram  tocados pela iniciativa privada.
Há uma hidrofobia de direita implantada na mídia e em parte da classe média que eclipsa qualquer capacidade de exame racional dos fatos.
Se eu fosse um obtuso irracional, que não reconhecesse o direito de uma categoria profissional essencialíssima , como a dos professores, poderia dizer que se gastou muito mais que aquele “um mês”  de Educação que a Copa custou com as greves e paralisações (em geral, justas) do magistério.
E isso seria uma apelação, porque eu estaria colocando nos direitos dos professores a “culpa” das nossas históricas carências no setor.
Colocar na Copa a “culpa” pelos problemas da educação, da saúde, da assistência social, da habitação é, igualmente, uma estupidez.
Que só tem um fundamento, embora a maioria dos que fazem isso não o percebam: as eleições.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=17602

segunda-feira, 26 de maio de 2014

GREVE DE ÔNIBUS EM SP FOI OBRA DE DELINQUENTES

Do peleguismo à delinquência

Por Alberto Dines em 24/05/2014 na edição 799
O Brasil ofereceu na terça-feira (20/5), em São Paulo, importante contribuição para o descrédito do sindicalismo como instrumento de defesa dos direitos dos trabalhadores, quando uma facção da agremiação que reúne motoristas e cobradores de ônibus urbanos, numa operação de guerrilha, organizou uma greve-surpresa, trancou o trânsito na hora do rush e durante os dois dias seguintes estabeleceu o caos na maior metrópole do país.
A operação comprometeu seriamente a imagem de um sindicato (cujo histórico não é dos mais decentes) e que, na véspera, fechara um acordo com o patronato. Afetou drasticamente a vida de um milhão de trabalhadores de outros sindicatos impedidos de cumprir suas obrigações e prejudicou a sociedade ao descumprir a lei que determina que nas paralisações no serviço público seja garantido um funcionamento mínimo à população.
Mais grave: confirmou as suspeitas de infiltração da grande delinquência nas manifestações promovidas pelos movimentos sociais. Os agitadores retiraram as chaves dos ônibus nas garagens impedindo sua utilização, abandonaram alguns com pneus furados em importantes cruzamentos no perímetro central e depredaram mais de cem coletivos.
As autoridades atônitas denunciam a sabotagem, mas na véspera de um evento mundial com as dimensões da Copa do Mundo acautelam-se e procuram evitar um aumento das tensões com a entrada em cena das grandes centrais ávidas para incrementar a sua influência política. As polícias, por sua vez, mantêm a tática de minimizar a infiltração das facções criminosas imaginando com esse faz-de-conta que podem ocultar da população o poder crescente do crime organizado na vida nacional.
Indícios preocupantes
O sindicalismo moderno tem as suas origens na Revolução Industrial, no final do século 18, e suas primeiras ações dirigiram-se contra as máquinas que ofereciam aos patrões a oportunidade de diminuir postos de trabalho e impor baixa remuneração. Marx e Engels lembraram em meados do século 19 que o proletariado deveria unir-se para obter melhores condições: o inimigo não era a máquina, mas aqueles que as empregavam para fomentar a desunião.
Nos anos 20 e 30 do século passado, o fascista Benito Mussolini adotou a “Carta del Lavoro” que serviu de inspiração a inúmeros governos autoritários, inclusive o Estado Novo implantado por Getúlio Vargas em 1937. Os sindicatos mudaram meta e táticas: o objetivo passou a ser o fortalecimento do Estado e não a melhoria das condições de vida e trabalho. O sindicalismo chapa-branca, estimulado por Vargas e apelidado de “pelego” (a pesada manta colocada entre os arreios e a pele dos cavalos para amenizar os efeitos do trote), foi igualmente utilizado na ditadura militar para oferecer uma base de apoio popular a um governo discricionário.
Quem liquidou o peleguismo foi o líder Luiz Inácio Lula da Silva a partir das greves no ABC, em São Paulo, nos fins dos anos 1970, com o saneamento dos sindicatos, especialmente os de metalúrgicos, reconduzidos ao caminho original de lutar por melhores condições sociais e políticas.
Três décadas depois, é preciso que os seguidores de Lula não permitam a substituição dos pelegos por malfeitores. Há indícios de que alguns militantes estão deixando os escrúpulos de lado para obter apoios em esferas próximas ao crime organizado. A proximidade das eleições justificaria a jogada. É insanidade.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/do_peleguismo_a_delinquencia