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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

LULA E AS BASES ENXERGAM MELHOR QUE OS CARDEAIS DO PT E O GOVERNO

LULA E PT ORGANIZAM A REAÇÃO

por Tereza Cruvinel

Ato em Brasilia na quarta-feira denunciará ofensiva contra PT, Lula e Dilma
Está em curso uma escalada política para sangrar  a presidente Dilma, buscando condições para um eventual impeachment, desconstruir a imagem mítica do ex-presidente Lula, para inviabilizar sua eventual candidatura a presidente em 2018, e ferir de morte o PT.  Estão tentando realizar o que Jorge Bornahusen pregou em 2005, quando disse que era preciso “acabar com esta raça”, tem dito o ex-presidente aos mais próximos.
A rejeição das contas de campanha de Dilma é uma peça importante desta escalada, que contou nos ultimos dias com o uso da delação premiada de um dos executivos presos, Mendonça Neto,  Ele infoirmou ter feito uma doação legal ao PT por orientação do  diretor Duque mas o noticiário omitiu a parte de sua declaração, segundo a qual não informou ao tesoureiro Vacari Neto as motivações de sua doação nem relacionou-a com propinas.  No círculo de Lula, a pesquisa Datafolha, segundo a qual 68% dos entrevistados responsabilizam Dilma pelos ilícitos na Petrobrás, teve o claro intuito de contribuir para sua deslegitimização mas esbarrou num quesido: para a grande maioria, o governo dela foi o que mais combate a corrupção e os que mais puniu corruptos.  Contra Lula, surgiram  nos ultimos denúncias miúdas – relacionadas com palestras, deslocamentos durante a campanha e coisas afins – claramente destinadas a construir em torno dele uma agenda de desmoralização.
Diante de todos os sinais de que a ofensiva de agora tem elementos mais corrosivos dos que os utilizados em 2005, Lula e o comando petista decidiram fazer em Brasilia, na quarta-feira, um ato politico de resposta, de denúncia e mobilização da militância para a conjuntura dificil que está se desenhando.
http://terezacruvinel.com/2014/12/08/lula-e-pt-organizam-reacao/

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

COVARDES DA DIREITONA AGRIDEM CADEIRANTE, MEU AMIGO ÊNIO BARROSO!

Eu, Ênio e amigas num almoço em torno de Ricardo Kotscho, em São Paulo.

PRECISO CONTAR DA AGRESSÃO QUE SOFRI
Quase todos aqui sabem que sou cadeirante devido ser acometido por uma doença degenerativa que me extingue aos poucos a forças musculares. Já praticamente nas as tenho mais.
Terça-feira saí de casa para participar do "Churrascão da Gente Desinformada" na Praça Roosevelt a noite e vesti minha camisa vermelha, paramenteia-a de adesivos pró Dilma acompanhados da minha velha estrelinha de metal do PT que ostento com orgulho e de cabeça erguida desde Fevereiro de 1980, data da fundação do PT.
Saltei na estação República do Metrô e como não havia nenhum elevador funcionando (muitas estações estão assim depois da eleição do 1º turno) funcionários me levaram pela escada rolante e saí pela Rua do Arouche. Estava escuro e ermo como quase todo o centro de São Paulo nas noites de hoje. Nisso um carro (acho que era Pajero) encostou na calçada e seus ocupantes começaram a me xingar pedindo que eu tirasse a camisa. Respondi que não e lhes disse
"- É Dilma !!!"
PRA QUÊ !!! Um deles disse:
"-Te conheço da internet, "petralha do ca...alho" !!! Estamos de olho !!!"
e outro anunciou:
"-Não é porque você é um aleijado comunista que não mereça uma surra pra te endireitar"
VEJAM BEM O TERMO USADO ---> "ENDIREITAR !!!".
Mandei irem à merda e os três brutamontes carecas e bombados (menos o motorista) desceram e começaram a chacoalhar a minha cadeira tentando me derrubar. Gritavam muito e um deles me deu um tapa na cabeça. Pareciam drogados, enfurecidos !!! Não tive medo já que isso não é novidade para mim. Na ditadura militar enfrentava soldados armados por quem fui preso quatro vezes mas NUNCA por civis !!! Muitas pessoas viram mas nada fizeram a não ser uma moça do outro lado da rua que gritou
"Polícia !!!".
Foi aí que eles me deixaram, entraram no carro e seguiram sem pressa.
Evidente que não pude anotar a placa devido as circunstâncias, Só notei dois adesivos no carro "chic", "AÉCIO 45" e aquele conhecido "FORA DILMA e leve o PT junto" mas os rostos dos "elementos" enfurecidos eu não esquecerei jamais !!! 

Ênio, eu e Paulo Henrique Amorim, em São José dos Campos.

Segui meu caminho na direção da Pça. Roosevelt e encontrando uma dupla de PMs contei o ocorrido. 
O PIOR VEM AGORA !!! Um dos PMs disse que como não anotei a placa do veículo nada poderia fazer e me "orientou" a não andar por aí com "esse tipo de estrelinha e esse tipo de adesivo" pois isso nessas épocas "é muito perigoso".
NUNCA ME SENTI TÃO REVOLTADO !!! Tenho certeza que se fosse o contrário e eu sendo um riquinho "bem trajado" e com as cores políticas "certas" a reação dos policiais seria outra.É esse o estado em que se encontra o Estado de São Paulo, uma beligerância !!! Uma guerra tal qual as guerras de torcidas que marcam as camisas de torcedores dos times adversários para lhes cobrirem de porrada se possível até a morte !!!
A nossa sociedade está envenenada e não dividida !!! O veneno sabemos de onde vem, VEM DA MÍDIA COMERCIAL E GOLPISTA !!! Ou acabamos com ela ou ela acaba com a política e com o Brasil !!!
Tem gente que pensa que democracia é só para eles, que liberdade de expressão é só para eles. Tem gente querendo também a "liberdade de espancamento" !!! Nazistas na Alemanha e agentes do Apartheid na África do Sul faziam assim. Deu no que deu.
Não há notícias de agressão partindo de petistas (a não ser uma ou outra bolinha de papel) mas do lado de lá a baba de ódio escorre pela boca como cachoeira !!!
Queria escrever mais mas meu dedo cansou... MAS EU NÃO !!!
É DILMA 13 CADA VEZ MAIS CONVICTO !!!
É MAIS PT NELES !!!
É TRABALHADOR NO PODER !!!
D

terça-feira, 9 de setembro de 2014

TUCANOS PAGAM 2,5 MILHÕES PARA "MILITANTES"...

PSDB paga R$ 2,5 mi por ações de 'militância'

Daniel Bramatti e Pedro Venceslau

O comitê financeiro da campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB) pagou em agosto cerca de R$ 2,5 milhões a uma empresa de eventos por um serviço descrito como "atividades de militância e mobilização de rua".
Com sede no Rio de Janeiro, a Entreter Festas e Eventos "forneceu" para a campanha do tucano 1.112 cabos eleitorais. As candidaturas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) não registraram o mesmo serviço em suas prestações de contas com essa descrição.
Segundo a campanha tucana, as despesas pagas para a Entreter são de serviços de "adesivação de veículos" e o custo total engloba gasto com gasolina, transporte e outros itens, e "não são apenas salários".

Especialistas em legislação eleitoral ouvidos pela reportagem dizem que a contratação de cabos eleitorais não é ilegal, mas as campanhas precisam informar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) os dados de cada um dos funcionários.
"O gasto é lícito desde que a empresa apresente a relação individualizada de todo o pessoal contratado", afirma o advogado Silvio Salata, membro da comissão nacional de direito eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O comitê do tucano não informou, até as 20 horas desta segunda, 8, se indicou os dados de seus cabos eleitorais na prestação de contas que foi enviada. Em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) tem utilizado cabos militantes profissionais para engrossar suas atividades de rua e, ao mesmo tempo, garantir boas imagens para o horário eleitoral gratuito e para os telejornais.
Corte
Em Minas Gerais, o comitê da dobradinha tucana Pimenta da Veiga (candidato a governador)-Aécio Neves promoveu na semana passada um corte em sua equipe de "cabos eleitorais". Pelos menos 200 funcionários designados para atividades de rua foram dispensados da campanha.
A reportagem apurou que o PSDB pagou entre R$ 700 e R$ 1.200 para cada cabo eleitoral atuar em um regime de dedicação exclusiva.
Despesas
Além dos cabos eleitorais terceirizados, a campanha de Aécio Neves também declarou ter gasto R$ 6.805.902,35 com "serviços prestados por terceiros", nos últimos dois meses. Esse foi o segundo principal foco de despesas, só perdendo para a produção do programa de TV, que consumiu R$ 6.984.497,52. Outros R$ 69.176 foram gastos com publicidade e telemarketing. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://atarde.uol.com.br/politica/eleicoes/noticias/psdb-paga-r-25-mi-por-acoes-de-militancia-1621230

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PAULO SCHILLING, QUE CONHECI

Um bravo chamado Paulo Schilling (Rio Pardo, 1925 – São Paulo, 2012)

Assessor de Brizola nos duros dias da Campanha da Legalidade, um dos fundadores do Movimento dos Agricultores sem Terra (Master), uma organização precursora do MST, jornalista e escritor. Enfrentou uma luta particularmente dolorosa pela libertação da filha, Flávia Schilling, ferida à bala e presa no Uruguai, por fazer parte do Movimento Tupamaro. De volta ao Brasil, participou da fundação do PT e da CUT e ficou muito próximo do MST. Paulo Schilling levou uma vida exemplar de militante corajoso e dedicado. O artigo é de Flávio Aguiar.

“Então, Alemão, vamos resistir?” – Foi assim que Leonel Brizola se dirigiu a seu assessor Paulo Schilling, quando este chegou ao Palácio Piratini, em Porto Alegre, naquele 25 de agosto de 1961 em que o presidente Jânio Quadros renunciara e os ministros militares (Odylio Denis, Silvio Heck e Grum Moss) tentavam liderar um golpe desde Brasília para impedir a posse do vice-presidente João Goulart.

“Alemão” era como o governador do Rio Grande do Sul o chamava.

Foi o próprio Paulo que me contou esse começo de diálogo, num dia em que o entrevistei, em São Paulo, no CEDI – Centro Ecumênico de Documentação e Informação – na Avenida Higienópolis. Isso aconteceu em 1983 ou 1984. Eu estava pesquisando sobre a vida e a morte do Coronel Aviador Alfeu de Alcântara Monteiro, assassinado na Base Aérea de Canoas no dia 04 de abril de 1964, por resistir ao golpe militar.

O então Tenente Coronel tivera papel decisivo em impedir o bombardeio da capital gaúcha em 1961, quando o então Chefe do Estados Maior das Forças Armadas, General Orlando Geisel, dera ou transmitira a ordem aos comandantes do 3º Exército (General Machado Lopes) e da 5ª Zona Aérea (Brigadeiro Aureliano Passos), que tem sede em Canoas, para que silenciasse o governador e sua Rede da Legalidade a qualquer custo.

Como ao fim e ao cabo o General Machado Lopes aderira ao Movimento pela Legalidade, a ordem foi reiterada diretamente à 5ª Zona Aérea. “Tudo azul em Cumbica. Boa viagem.”, foi a senha transmitida pelo telégrafo, para que os jatos Globe Meteor levantassem vôo, bombardeassem o Palácio Piratini e as torres de transmissão da Rádio Guaíba, por onde o governador falava, e pousassem depois em São Paulo. 

Alertados pelo Capitão Alfredo Daudt, os sargentos da base aérea se revoltaram e impediram os aviões de levantar vôo. Um certo número de oficiais – entre eles o Comandante e o depois cassado pelo golpe e escritor Oswaldo França Júnior – estavam dispostos a cumprir a ordem de bombardeio. No fim (deste episódio) os golpistas fugiram para São Paulo, sem as bombas, e o então Tem. Cel. Alfeu assumiu o comando da base, ficando por isso marcado para sempre pelos seus colegas de farda golpistas, o que; lhe custaria a vida em 1964.

Tudo isso, e muito mais, Paulo Schilling, com seu jeito calmo, mas firme de falar, me contou naquela tarde em S. Paulo. Evocou os dias de tensão no Palácio, os passos da resistência ao golpe, a euforia popular, sempre manifesta na Praça da Matriz (oficialmente Marechal Deodoro) em frente ao Palácio e pelo resto da cidade. Contou-me também da tremenda decepção de todos com a decisão de João Goulart de aceitar a emenda parlamentarista como solução negociada para a crise. Com sua memória aguçada, contou-me até o detalhe de que Brizola tinha a intenção de deter o avião que levava Tancredo Neves – emissário do Congresso – a Montevidéu para parlamentar com Jango, quando fizesse escala em Porto Alegre, como era praxe. O esperto Tancredo fez o avião dar voltas em torno do Aeroporto Salgado Filho, como se fosse pousar, e mandou tocar direto para a capital uruguaia...

Sobre Brizola, Paulo quase não falou, a não ser sobre a resistência durante a Legalidade. Com ele se desentendera ainda durante o exílio de ambos em Montevidéu, e se afastara.

Paulo se asilou na embaixada do Uruguai, no Rio de Janeiro, no dia 5 de abril de 1964 e seguiu, dois meses depois, para Montevidéu, com outros 20 exilados. Brizola, por sua vez, também se exilara no Uruguai, cerca de um mês depois do golpe, saindo do Brasil num vôo clandestino desde o Rio Grande do Sul. Contou-me Paulo Schilling que Brizola fora, disfarçado de brigadiano (a PM do Rio Grande do Sul se chama Brigada Militar), até uma praia do litoral gaúcho, onde um avião proveniente de Montevidéu deveria apanhá-lo. A senha para o pouso do avião deveria ser de quatro caminhões da Brigada, postos em cruz. Acontece que na hora um deles emperrou ou atolou na areia e não houve jeito de movê-lo para a sua posição na cruz. O avião deu um rasante, como fora combinado, mas sem pousar por causa da falha na senha. 

No segundo rasante (fora combinado que ele daria até três), Brizola tirou o capacete da cabeça e abanou para o aviador, que o reconheceu e só então pousou. Além de tudo, Paulo Schilling era um grande contador de histórias...
Leia a íntegra em: