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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

DIOCESE AMERICANA PAGA MAIOR ACORDO SOBRE PEDOFILIA

Nova denúncia de abuso sexual abala Arquidiocese de Los Angeles


No mesmo dia em que representantes legais de 17 litigantes e da arquidiocese anunciavam um acordo para resolver os últimos processos de abusos sexuais cometidos por sacerdotes e membros da Igreja Católica no passado, um pai anunciou nesta quarta-feira (19) a apresentação de outra demanda por abuso contra sua filha.
O episódio ocorre quando a Arquidiocese de Los Angeles dava por encerrado o capítulo de processos judiciais por abuso sexual com um acordo de US$ 13 milhões. Herminio Ortiz e seu advogado, Luis Carrillo, anunciaram a apresentação de uma queixa legal por abuso contra a menor por parte de um treinador voluntário que ajudava em uma equipe da Escola Elementar San Diego ("St. Didacus").
Ortiz afirmou que o responsável pelo abuso é Epifanio Nevárez, que já foi condenado por atos lascivos com um menor em setembro de 2013. "Especificamente, ele esteve em contato com esta menina e a levou da escola para sua casa para fazê-la participar de brincadeiras sexuais", alega o processo.
A arquidiocese esclareceu através de um comunicado que suas políticas "não permitem que ninguém com uma denúncia crível de abuso de menores trabalhe ou atue como voluntário em nenhum Ministério".
"A segurança e proteção das crianças é nossa mais absoluta prioridade", assegurou a entidade católica e também pediu que qualquer pessoa que saiba ou suspeite de algum abuso busque as autoridades ou a própria arquidiocese.
Além disso, afirmou que "Epifanio Nevárez era um representante, designado pelos pais, para seus netos, que eram estudantes da Escola San Diego".
Em julho de 2007, a arquidiocese assinou um acordo diante do juiz Haley Fromholtz da Suprema Corte de Los Angeles, pelo valor total de US$ 660 milhões, pondo fim a mais de cinco anos de negociações por casos de processos por abusos sexuais.
A regra incluiu mais de 500 supostas vítimas de abusos sexuais por parte de membros do clero e da arquidiocese e consistiu na quantia mais alta paga por qualquer diocese nos Estados Unidos. Como parte do acordo, a arquidiocese se comprometeu a não bloquear os pedidos de divulgar os registros sobre denúncias de abuso sexual em seus arquivos.
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2014/02/20/nova-denuncia-de-abuso-sexual-abala-arquidiocese-de-los-angeles.htm

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MAIS UM CASO DE PEDOFILIA ENVOLVE RELIGIOSO

Depois de fazer uma campanha moralista e difamatória contra Dilma Roussef, dizendo que ela seria favorável ao aborto (pela estridência, parece que ela iria tornar o aborto obrigatório) a Igreja Católica precisa ser mais cobrada na sua coerência.

Por exemplo: Mônica Serra disse, numa discussão religiosa na campanha, que Dilma "é a favor de matar criancinhas". Até hoje não pediu desculpas. 
Logo depois, uma sua ex-aluna de dança denunciou que a própria Mônica confessara às alunas que praticara o aborto há anos, no Chile. Também sobre isso o casal Serra fez silêncio total, não desmentiu a informação, que foi confirmada por outras alunas da ex-primeira-dama de São Paulo. 
O que a Igreja tem a ver com isso? É simples: ela dizia para o povo não votar em quem fosse favorável ao aborto. Como explicar que ignorasse o fato de que dos dois candidatos, UM realizou aborto em sua própria casa (presumo que o marido Serra autorizou e apoiou sua mulher a abortar)? Como os padres deram comunhão a Serra e sua mulher, em cenas públicas de campanha, sem que ele se confessasse? 
Pelo Código de Direito Canônico, quem pratica ou apóia o aborto é automaticamente excomungado, independentemente de processo ou decisão de bispos ou do Papa. Serra, portanto, não pertence à Igreja Católica. Por que a Igreja brasileira o trata como um cristão merecedor do voto dos católicos?

* * *

Religioso detido ao sair de motel com adolescente de 16 anos já foi solto.

Segundo advogado do frei, não houve crime.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Centro América
Frei suspeito de pedofilia em MT (Foto: Kelly Martins/TVCA)Frei suspeito de pedofilia em Mato Grosso
(Foto: Kelly Martins/TVCA)
O frei Erivan Messias da Silva, que foi preso ao sair de um motel com uma adolescente de 16 anos em Várzea Grande (MT), afirmou em entrevista ao site da TV Centro América que mantinha um relacionamento amoroso com a jovem há seis meses.
O religioso foi detido ao sair do motel na segunda-feira (31) por suspeita de estupro de vulnerável e permaneceu na prisão até sexta-feira (4). Segundo a delegada Juliana Palhares, responsável pelo caso, ele vai aguardar a conclusão da investigação policial em liberdade. O inquérito do caso ainda não foi concluído.
O frei trabalhava em duas paróquias de Cuiabá, mas foi afastado das funções. A decisão foi divulgada pela Arquidiocese de Cuiabá no dia 1º de fevereiro.
Na entrevista, ele explica que escondeu o relacionamento com a adolescente por medo do escândalo. Ele também pediu perdão aos fiéis e à Igreja.
De acordo com a delegada, o frei usava o carro da paróquia para ir ao motel com a menor. Ele confirmou o fato e disse que sempre teve um veículo à disposição para uso pessoal. O religioso afirmou que tinha permissão da família para sair com a jovem.
Segundo Anderson Nunes de Figueiredo, advogado de defesa do religioso, a Justiça acolheu o questionamento da defesa sobre a hipótese de estupro de vulnerável. “A juíza entendeu que a prisão era ilegal porque, em tese, não estava caracterizado nenhum crime. Para caracterizar o crime de estupro de vulnerável a vítima deve ser menor de 14 anos, ter algum tipo de deficiência ou ser impedida de se defender, o que não era o caso. Houve o consentimento da adolescente. Em todo o momento ela afirmou à polícia que sabia o que estava fazendo”, diz.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PAPA MANDA "APAGAR" DA HISTÓRIA UM PEDÓFILO DE BATINA


Fotos como esta estão proibidas nos seminários católicos.


O Vaticano determinou que os seminários e outras instalações católicas no mundo eliminem as fotografias, pinturas e outras recordações do padre Marcial Marcel, condenado por vários crimes de pedofilia e pai de vários filhos em diferentes países. Ele havia sido considerado pelo Papa João Paulo II um "modelo e guia da juventude", e chegou a ser cogitada sua canonização. Maciel morreu há dois anos, aos 88 de idade, depois de expulso de suas funções pelo Vaticano e enviado de volta a seu México natal.
Sua congregação, os "Legionários de Cristo", entretanto, não foi punida pelos crimes do fundador. Juan G. Bedoya, em matéria para "El País" de 24 e 25 de dezembro de 2010, afirma: "Protegido por João Paulo II e admirado por cardeais da Cúria vaticana por sua capacidade de mobilização e porque lhes aportava bastante dinheiro, o fundador legionário foi expulso de Roma a caminho de seu México natal tão logo tomou posse o sucessor do Papa polonês, Bento XVI. Foi o único castigo que recebeu em vida o carismático fundador".
O comissário pontifício que assinou o decreto punitivo proíbe que os seguidores de Maciel festejem as datas de seu nascimento, batismo, ordenação sacerdotal. Somente a data de sua morte, o 30 de janeiro de 2008, será "dia dedicado à oração". Entre as fotos agora proibidas estão especialmente aquelas em que Maciel aparece ao lado do Papa anterior, sempre recebendo gestos de afeição. Também estão proibidas as referência públicas ao padre-fundador, que não pode mais ser chamado de "nosso Pai", como ocorria, mas apenas citado como "fundador da Legião de Cristo". Os escritos de Maciel não mais estarão à venda.
Apesar de tudo, reconhece-se a "liberdade pessoal" daqueles que queiram conservar "de maneira privada alguma fotografia do fundador, ler seus escritos ou escutar suas conferências gravadas".
A congregação reúne dezenas de milhares de fiéis pelo mundo, inclusive 800 padres, 61 dos quais ordenados na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, no Natal passado.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ESCÂNDALO: BISPO PROGRESSISTA CONFESSA ASSÉDIO A MENOR

A Igreja Católica na Bélgica já estava nas manchetes durante todo o ano de 2010 pela sucessão de escândalos de pedofilia envolvendo sacerdotes. Agora, porém, o caso atinge até a ala mais progressista da Igreja, ou melhor, o bispo François Houtart, o "Bispo Vermelho", um dos fundadores do Fórum Social Mundial de Porto Alegre e que chegou a ser indicado para o prêmio Nobel da Paz.
Conhecido como o "Papa Anti-globalização", Houtart reconheceu haver molestado um garoto de oito anos, em cuja casa estava hospedado, há quatro décadas. O sacerdote diz que ao passar pelo quarto do menino "tocou suas partes íntimas, e ele acordou e assustou-se. Foi um ato imprudente e irresponsável". Em sua defesa, afirma que procurou o pai da criança, seu amigo e dispôs-se a abandonar o sacerdócio e assumir todas as consequências. Procurou um professore psicólogo do Seminário de Liège, a quem confessou o fato e foi orientado a prosseguir seus estudos.
O bispo Houtart é sociólogo marxista, muito ligado aos pobres, e tornou-se um símbolo da Igreja solidária. Tem profundos laços com a América Latina e, só em 2010, esteve seis vezes no Equador, de onde concedeu entrevista sobre as acusações agora publicadas pelo jornal Le Soir. As práticas de pedofilia por membros da Igreja Católica belga escandalizam o país, pelos sofrimentos das vítimas durante anos de silêncio - 13 delas suicidaram-se ao longo das últimas décadas.