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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

EM 82, VEJA DEFENDIA TORTURADORES E CHAMAVA PMDB DE REVANCHISTA!

Já quase ao final da ditadura civil-militar, em 1982, a revista Veja erguia-se contra as críticas de Ulysses Guimarães, presidente do PMDB, ao regime que torturava e matava oposicionistas. O MDB perdeu inúmeros parlamentares, que tiveram seus mandatos cassados, e que nunca aderiram à luta armada. O deputado Rubens Paiva, por exemplo, foi assassinado e nem de longe poderia ser chamado de guerrilheiro ou "terrorista". Nada disso importava à revista da famiglia Civita, que defendia o sistema ilegal, corrupto e violento implantado em 1964. 
Portanto, o fato de hoje abrigar um ninho de extremistas de direita, alguns notoriamente fascistas, como Reinaldo Azevedo, e os discípulos do astrólogo Olavo de Carvalho, Lobão e Rodrigo Constantino, não constitui nenhuma novidade. Veja sempre foi anti-democrática, com exceção de seus primeiros anos, quando tinha como editor-chefe o jornalista Mino Carta. 
Clique para ampliar e comprovar a virulência do panfleto de extrema-direita: 


sábado, 4 de janeiro de 2014

GOLPISTAS NA INTERNET TÊM QUE SER DESMORALIZADOS

terça-feira, 1 de novembro de 2011

EUA MOSTRAM SEU RADICALISMO E ATRASO

Deu agorinha na Reuters:
Os Estados Unidos informaram nesta segunda-feira que interromperam seu financiamento para a Unesco, agência cultural da Organização das Nações Unidas, após a aprovação dos palestinos como novo membro pleno da entidade.
A porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Victoria Nuland disse a repórteres que os EUA não tinham escolha a não ser suspender os financiamentos por causa da lei norte-americana, dizendo que Washington não faria a transferência de 60 milhões de dólares planejada para novembro.
A Unesco é a primeira entidade da ONU à qual os palestinos buscaram adesão como membro pleno desde que o presidente Mahmoud Abbas fez o pedido à ONU para ser um Estado-membro completo da organização, em 23 de setembro.
Estados Unidos, Canadá e Alemanha votaram contra o pedido dos palestinos na Unesco. Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul e França votaram a favor. A Grã-Bretanha se absteve da votação.
É inacreditável que a comunidade internacional tenha que conviver com isso. Um país que se diz campeão das liberdades castigar programas internacionais de educação por conta de suas alianças políticas de natureza discriminatória.
Mas contra isso, infelizmente, não haverá reações indignadas.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ÚLTIMAS(?) BOBAGENS DE LE PEN

No congresso do seu partido, Frente Nacional, que se encerrou ontem em Tour, França, o líder da extrema-direita Jean Marie Le Pen, de 83 anos, despediu-se da vida política num discurso bem ao seu estilo: racista e aterrorizante para seu eleitorado. Sua filha, Marine, assume agora a liderança do partido fascista e deve ser candidata a presidente da República em 2012.
O velho começou criticando a dupla nacionalidade de que gozam milhares de cidadãos: "Sempre que há um delinqüente, é franco-algo: francoperuano, francoargelino..."
Atribuiu a queda do nível da Educação francesa a "esses meninos saídos dessa imigração cada vêz maior, cujos pais não falam francês e que repercutem pesadamente na qualidade do ensino". Falou com saudade da França de quarenta anos atrás, que segundo ele era segura, justa, quitativa e próspera, entre outros adjetivos, e lamentou que hoje o país seja dirigido por uma elite que se reproduz no poder e que trata os delinqüentes mais como vítimas do que como culpado.
Claro, denunciou a "corrupção generalizada", e disse que a França é hoje um "criado dos Estados Unidos, um império já em decadência". Acusou a imprensa de tirar de contexto muitas de suas frases. Acuou a classe política pelo que considera "as horas mais sombrias de nossa História". E, logicamente, fez vários ataques ao islã, palavra que provocava vaias na platéia.
"A Frente Nacional é a única força subversiva que pode servir para tirar a França disso em que ela se converteu: uma república babaneira! Preparai-vos para a batalha decisiva das eleições de 2012!"

NA EUROPA
Marine Le Pen começa a aparecer bem nas pesquisas - seu pai foi ao segundo turno em 2002. Em outros países da Europa a direita também vem avançando na participação nos parlamentos e em alguns governos, sempre com um discurso anti-imigração e agressivamente anti-Islã, que confunde os migrantes de países muçulmanos com suspeitos ou simpatizantes de terrorismo.
Aqui na Holanda a direita é liderada por Geert Wilders, de 47 anos, do Partido pela Liberdade (PVV). Ele propôs um imposto sobre o véu islâmico, e até a proibição do Alcorão, que ele compara com o livro "Mein Kampf" (Minha Luta), de Adolf Hitler!
Naa eleições de 6 de junho passado seu partido obteve 24 cadeiras no Parlamento de 150, foi a terceira força eleitoral, e agora participa do governo do primeiro-ministro liberal Mark Rutte.
Na Suiça, a "União Democrática de Centro" é o maior partido desde 2003. Venceu duas iniciativas populares importantes: a proibição da construção de minaretes, em 2009, e a deportação automática de estrangeiros que cometam algum crime, em 2010.
Na Suécia, os "Democratas da Suécia"(SD) entraram para o Parlamento com 5,7% dos votos; são herdeiros de uma agremiação neonazista e combatem a imigração e a islamização. Na Dinamarca o Partido do Povo Dinamarquês é a terceira força, com 14,6% dos votos e também participa do governo liberal-conservador.
Mas o partido mais extremista da direita europeu é o Jobbik (Movimento por uma Hungria melhor", que em abril último conseguiu 16,71% dos votos. Tem um discurso muito agressivo contra os ciganos e os imigrantes em geral, é homofóbico e, ao contrário de outros partidos de direita, apóia os árabes contra Israel (seus membros às vezes usam lenços palestinos).
Grupos mais radicais fora dos partidos sentem-se estimulados por eles, e atos de violência, pixações e panfletagens neonazistas ocrrem em todos os países da Europa. A crise econômica, o desemprego elevado, e a falta de perspectivas para muitos jovens formam o campo de atração desses partidos e grupos.