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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

OS ENDEREÇOS DOS ESPIÕES GRINGOS NO BRASIL, QUE A FOLHA NÃO QUIS VER

Nas cercanias do palácio  


Leandro Fortes  (na revista Carta Capital, link abaixo)

Nesta semana, o debate a respeito da espionagem foi retomado, com reportagens que 
mostram como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) realizou operações de contra-
espionagem em território brasileiro. Entre os diversos alvos estavam, segundo apurou 
a Folha de S.Paulo, salas alugadas pela embaixada dos Estados Unidos em Brasília. Em 
agosto de 2013, CartaCapital publicou a reportagem abaixo, na qual revela que algu-
mas instalações usadas pela Embaixada americana em Brasília continuam ativas. Confira 
a íntegra:
Desde a terça-feira 6 um grupo de assessores brasileiros liderados pelo Ministério das 
Comunicações está em Washington para ouvir as explicações do Departamento de 
Estado americano sobre as denúncias de espionagem contra o País. É um lance para a 
plateia. Nas principais instâncias de inteligência do governo federal e, portanto, no 
Palácio do Planalto, desde sempre se sabe, ou se deveria saber, da movimentação de 
espiões dos Estados Unidos no território nacional sob proteção da Embaixada em 
Brasília.
Manter agentes de inteligência em representações diplomáticas não chega a ser uma 
novidade. Quase todos os países possuem alguma estrutura desse gênero. O problema 
é que os norte-americanos vão além, operam com uma liberdade incomum e extrapolam 
os limites da soberania. Segundo os documentos vazados pelo ex-funcionário da CIA 
Edward Snowden, até 2002 Tio Sam valia-se de 16 instalações em território nacional para 
atividades de “inteligência”. CartaCapital apurou que ao menos parte dessa rede ainda 
continua ativa. E pior: está instalada em Brasília, no coração do poder político do País.
A série de documentos secretos e reservados do governo federal obtidos pela revista, 
vários deles encaminhados a assessores diretos da presidenta Dilma Rousseff, relata o funcionamento de ao menos seis endereços em Brasília utilizados pela Embaixada dos 
EUA 
como centros de operação e análise de inteligência. São quatro imóveis no Lago Sul, área tradicionalmente residencial da cidade, um no Setor de Indústria e Abastecimento e outro 
no Setor de Autarquias Sul, região central da capital, a pouco mais de 1 quilômetro do 
prédio dessa embaixada. Os imóveis, casas e salas comerciais, cobrem com frequências 
de rádio toda a extensão do Plano Piloto de Brasília, a partir de antenas de radiocomu-
nicação e telefonia exclusivas autorizadas pela Agência Nacional de Telecomunicações 
(Anatel), que tem um representante na missão enviada pelo governo aos Estados 
Unidos. A outorga para o uso “limitado-privado” foi concedida à Embaixada dos EUA no 
fim do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1997, e tem 
validade até 20 de julho de 2019. Ao todo, abrange 841 licenças de frequências de rádio 
para uso exclusivo dos americanos em solo brasileiro.
Na sala comercial número 209 do Bloco H da QI 9, no Lago Sul, funcionava a principal 
divisão de segurança das embaixadas e consulados dos Estados Unidos, responsável 
pela movimentação de diversos equipamentos de comunicação. Lá, o Regional Security 
Office (RSO) funcionou por oito anos até se mudar, no fim do ano passado, para a sala 
411 de um movimentado edifício de lojas e escritórios no Setor de Autarquias Sul. No local, 
tanto os funcionários da portaria como a vizinhança do corredor estranham a movimentação constante de servidores da Embaixada, quase sempre no turno da manhã. Muitos 
costumam passar a noite no escritório.
A Embaixada dos EUA mantém ainda um conjugado de salas comerciais de números 311 
e 312 no Conjunto 12-A do Setor de Mansões Dom Bosco, também no Lago Sul. Na sala 
311, segundo os relatórios encaminhados ao Palácio do Planalto, funciona o escritório 
da Drug Enforcement Administration, a DEA, órgão do Departamento de Justiça dos 
Estados Unidos encarregado da repressão e controle de drogas. Como se verá mais 
adiante, a DEA tem uma longa história no Brasil. Nos anos FHC, financiava atividades 
da Polícia Federal e, em troca, tinha carta branca para atuar em território nacional, 
conforme denunciou uma série de reportagens de CartaCapital entre 1999 e 2004.
Na sala 312 fica um contingente do Information Program Center (IPC), responsável pela comunicação de rádio e telefonia da Embaixada norte-americana, principalmente na área 
de inteligência. As duas salas são fortemente gradeadas e permanentemente refrige-
radas. Aparentemente, funciona como uma estação de rádio que opera em diversas 
frequências, a partir das licenças concedidas pela Anatel.
O maior imóvel alugado pela Embaixada americana é uma chácara na QI 5 do Lago Sul. 
No terreno vigiado por câmeras e guaritas foram construídos alojamentos para fuzileiros 
navais e é um dos endereços com licença de funcionamento de radiofrequência da Anatel. 
Em outro terreno menor, ocupado por uma casa no Conjunto 2 da QL 16 do Lago Sul, os americanos montaram aparentemente um bunker rodeado de câmeras de segurança e 
com uma guarita de vidros espelhados. No galpão do CIA, em uma zona afastada do 
Plano Piloto, a antiga movimentação de funcionários e furgões da Embaixada americana 
foi interrompida no início do ano. O imóvel foi esvaziado e, atualmente, há apenas uma 
placa de “aluga-se” na entrada.
Segundo documentos publicados pelo jornal O Globo, outra unidade de espionagem 
funcionou em Brasília, até 2002, controlada pela Agência Nacional de Segurança dos 
Estados Unidos (NSA, em inglês), em conjunto com a CIA. Era parte da rede de 16 bases 
das agências de inteligência dos EUA que coletavam informações em todo o País, a partir 
de satélites de outros países. Embora o Brasil não tenha satélites próprios (o único foi 
repassado à Embratel na privatização de 1997), o governo mantém alugados oito desses. 
Os satélites estão estacionados sobre a Linha do Equador e, por isso, colhem muitas e 
importantes informações sobre a Amazônia, região de grande interesse estratégico e alvo 
de cobiça internacional. Outros documentos, datados de 2010, dão conta da possibilidade 
de os EUA terem grampeado escritórios da Embaixada do Brasil em Washington e da 
missão brasileira nas Nações Unidas, em Nova York. Outros papéis vazados à mídia 
nacional revelam que o então presidente Lula foi monitorado durante a tentativa de 
fechar um acordo com o Irã em 2009.
CartaCapital entrou em contato com a Embaixada dos Estados Unidos na sexta-feira 2 
para saber qual a utilidade dos seis imóveis apontados como bases de espionagem em 
relatórios internos do governo federal. Todas as informações, inclusive os endereços das 
casas e salas comerciais, foram encaminhadas à assessoria de comunicação da Embaixa-
da via e-mail, mas nenhuma resposta foi enviada até o fechamento desta edição.
As informações sobre o megaesquema de espionagem dos Estados Unidos começaram 
a se tornar públicas a partir de 6 de junho, quando o jornal britânico The Guardian iniciou 
a publicação de uma sequência de reportagens do jornalista Glenn Greenwald baseadas 
nos documentos vazados por Snowden. Soube-se assim que a NSA não cuidava apenas 
da segurança interna, mas estendia seus tentáculos a países aliados, inclusive o Brasil. A 
partir de bases espalhadas planeta afora e de uma rede de satélites, os Estados Unidos 
montaram um sistema monstruoso de monitoramento de e-mails e ligações telefônicas 
com a cooperação de empresas de telecomunicações e de gigantes da internet, entre 
eles o Google e o Facebook. Os espiões americanos desenvolveram um programa 
chamado PRISM, dedicado ao monitoramento em tempo real da circulação de informa-
ções na rede mundial de computadores, em tese para prevenir ataques terroristas.

FOLHA CULPA DILMA PELA SUBIDA DO DÓLAR, E ELE CAI!

MANTEGA MORRE DE
RIR DO “CAOS” DA FOLHA

“Caos” é uma chantagem

Saiu na Agência Brasil:

MINISTRO DA FAZENDA SE MOSTRA OTIMISTA COM RESULTADO DA ECONOMIA PARA 2013



Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Dados preliminares do Ministério da Fazenda indicam números melhores para a economia do país no mês do outubro, que podem resultar em superávit próximo ao da meta estabelecida no início do ano para o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social). Os cálculos são do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que garantiu hoje que as contas do setor devem fechar em melhor situação, em 2013.

“Cada mês será melhor que o seguinte no resultado fiscal. Novembro deverá ser melhor do que outubro e dezembro melhor ainda. Deveremos fechar o ano com previsão para o Governo Central próxima daquela que nós estávamos trabalhando, que é um superávit do Governo Central de R$ 73 bilhões”, estima.

O ministro disse também que o governo federal tem total controle dos gastos públicos. Ele admitiu que o ano foi um pouco mais difícil por causa da atividade econômica, que está se recuperando,  mas, segundo ele, ainda sofre os impactos dos resultados de 2012. Além disso, o governo teve que assumir algumas despesas excepcionais em setembro, que não devem mais se repetir.

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2013/11/06/mantega-morre-de-rir-do-caos-da-folha/

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

LINDAS FOTOS DO METRÔ DE SÃO PAULO

Estamos tão habituados a passar correndo pelas estações do Metrô de São Paulo que raramente notamos a beleza e a limpeza daquele serviço. Conheço metrôs em várias cidades da Europa e da América Latina, a acho que o nosso deve nos orgulhar.
É pena que suas ampliações sejam tão lentas, permeadas de alta corrupção. Saturada de automóveis, São Paulo precisa urgentemente de melhor transporte público: mais metrô, mais ônibus, táxis mais baratos (aqui eles custam pelo menos o dobro de Buenos Aires). Mesmo Curitiba, Porto Alegre e Salvador têm ônibus mais baratos que São Paulo, e creio que o combustível custa o mesmo.
Vejam essas lindas fotos no blog da holandesa Marianne Lemmen, cujo olhar é mais generoso que o nosso:

http://marylemm.blogspot.com/2012/01/when-it-rains-in-sao-paulo.html?showComment=1326716418390#c3385743963761851499

sábado, 7 de janeiro de 2012

ESTATÍSTICAS DESMENTEM O GOVERNO DE SÃO PAULO

NÚMERO DE MORTES EM ASSALTOS A BANCO CRESCE 220% e 200% ENTRE 2010 E 2011, EM SP E RJ!

(Folha Online, 05) O número de vítimas fatais em assaltos a bancos cresceu 113,4% em 2011 em relação a 2010. É o que aponta uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e Confederação Nacional dos Vigilantes e divulgada nesta quinta-feira (5).  São Paulo lidera o ranking dos Estados com o maior número de vítimas nos assaltos a bancos. O total de mortes na cidade saltou de cinco para 16, o que representa crescimento de 220% na evolução de 2010 para 2011. Em segundo lugar, aparece o Rio de Janeiro que registrou nove mortes. Em 2010, foram três, o que representa crescimento de 200%.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

COMO OS TUCANOS VENDERAM SÃO PAULO

Privatizações em SP: PSDB de Alckmin e Serra

Posted: 15/09/2010 in Geraldo Alckmin, José Serra, Privatização, São Paulo
Tags:, , 
Vejam o que os Tucanos fizeram com o Patrimônio Paulistacom o programa de Desestatização do Estado de São Paulo ,O PSDB de Geraldo e Serra entregaram quase todo o patrimõnio paulista a preço de banana de 1997 a 2009 vejam a enorme lista de empresas construídas com o trabalho de nossos antepassados sendo entregues,O PSDB de SP arrecador R$ 79.365.454,35 e a dívida do Estado só aumentou
Os governos Covas, Alckmin e Serra venderam de forma contínua o patrimônio público paulista.
A imagem é muito grande: veja-a em tela cheia 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

QUEM REALMENTE CENSURA A EXPRESSÃO NO BRASIL?


Folha censura e depois foge da Justiça

    Publicado em 24/10/2011
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O Conversa Afiada reproduz e-mail que recebeu do deputado Paulo Pimenta:

Folha de S. Paulo recusa ir à audiência na Câmara dos Deputados debater caso de censura imposto ao blog Falha

A Folha de S. Paulo se negou a participar da audiência pública que será realizada na próxima quarta-feira (26) pela Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados para debater o caso de censura imposto pelo jornal paulista ao blog Falha de S. Paulo. Por meio de nota, assinada pelo diretor de redação, Otávio Frias Filho, pelo editor-executivo, Sérgio Dávila, e pelo secretário de redação, Vinicius Mota, a Folha de S. Paulo informa “declinar” do convite por “discordar de seus pressupostos”. Também convocada para representar a Folha, a advogada que assina a ação contra o blog Falha, Tais Gasparin, alegou viagem ao exterior.

Autor do requerimento, o deputado federal Paulo Pimenta afirma que mesmo com a ausência da Folha aos debates a audiência será realizada. “Cada vez que um veículo jornalístico tem sua atuação limitada pela ação do Poder Judiciário, fala-se em censura, e a grande mídia e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) bradam em favor da liberdade de expressão no país. É curioso, nesse caso, que a Folha, ao se sentir atingida, tenha buscado o caminho da justiça para calar a os irmãos Lino e Mário Bochini e, além disso, não se tenha visto qualquer tipo de movimento na imprensa contestando a ação da Folha”, critica o parlamentar.

O deputado Pimenta disse ainda “lamentar” que a Folha tenha se manifestado apenas por meio de uma nota, perdendo a oportunidade de prestar esclarecimentos à sociedade brasileira e promover um debate “qualificado” sobre liberdade de expressão. “Em mais esse episódio, fica revelada a postura contraditória do jornal paulista, ao se negar a dar informações de suas ações, justo a Folha que existe e sobrevive do ato de informar. Um jornal que diz estar a serviço do Brasil, não deveria agir como se estivesse acima dos brasileiros”, avalia o deputado Pimenta.

Para um dos criadores do blog Falha de S. Paulo, Lino Bochini, a atitude da Folha de S. Paulo já era esperada. “A Folha foge desse debate, eles dizem que defendem liberdade de expressão mas não suportaram ser criticados por um blog, como o Falha de S. Paulo. Parece que o autoritarismo ainda faz parte da marca deste jornal, que apoiou a ditadura no Brasil e se sente intimidada quando provocada publicamente”, diz Lino.