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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

S. PAULO FICA MAIS CIVILIZADA COM ÔNIBUS MAIS RÁPIDOS

Velocidade média em faixas exclusivas implantadas este ano 

tem ganho médio de 68,7% para o transporte coletivo

CET concluiu a medição em 66 trechos de faixas exclusivas, 
num universo de 59,3 Km.
 A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) acaba de concluir uma nova amostragem a respeito da velocidade média praticada pelos ônibus nas faixas exclusivas. Neste novo cenário, a pesquisa foi feita em 66 trechos de faixas exclusivas inauguradas entre o dia 13 de janeiro e 25 de agosto de 2014, que representam 59,3 Km aproximadamente. A amostragem revela um crescimento de 68,7% na velocidade média desempenhada pelos ônibus, com aumento de 12,4 Km /h para 20,8 Km/h.
 O trabalho foi feito pela equipe de operação da Companhia e as velocidades foram medidas através de cronômetro.
 Em cada uma das faixas pesquisadas a medição foi feita uma semana antes da implantação da faixa exclusiva e ao longo da primeira semana de ativação do trecho. No arquivo anexo está a tabela com as medições realizadas.
 O melhor resultado entre todas as faixas inauguradas este ano pôde ser observado na ativação da Ponte do Jaguaré, com melhora de 317,3% na velocidade média dos coletivos. Antes da implantação, a velocidade média no trecho era de 10,8 Km/h. Após a segregação de pista, a velocidade média subiu para 44,9 Km/h.
 A faixa da Ponte do Jaguaré foi inaugurada no dia 31 de março. Pelo local, no trecho onde a faixa foi implantada,circulam 12 linhas de ônibus municipais no sentido Centro, transportando 50.508 passageiros por dia útil.A frequência média é de 52 ônibus/hora pico. Já no sentido Bairro, passam 12 linhas de ônibus, levando 51.202 passageiros, numa freqüência média de 49 ônibus/hora pico. 
 As faixas exclusivas implantadas na Região da Vila Mariana também apresentaram bons resultados no desempenho dos coletivos. Na Avenida Lins de Vasconcelos, por exemplo, no trecho entre a Avenida Lacerda Franco e a Rua Coronel Diogo, o aumento foi de mais de 140% - a velocidade média subiu de 12,1 para 29,3 Km/h.
http://www.cetsp.com.br/cet.aspx

segunda-feira, 26 de maio de 2014

GREVE DE ÔNIBUS EM SP FOI OBRA DE DELINQUENTES

Do peleguismo à delinquência

Por Alberto Dines em 24/05/2014 na edição 799
O Brasil ofereceu na terça-feira (20/5), em São Paulo, importante contribuição para o descrédito do sindicalismo como instrumento de defesa dos direitos dos trabalhadores, quando uma facção da agremiação que reúne motoristas e cobradores de ônibus urbanos, numa operação de guerrilha, organizou uma greve-surpresa, trancou o trânsito na hora do rush e durante os dois dias seguintes estabeleceu o caos na maior metrópole do país.
A operação comprometeu seriamente a imagem de um sindicato (cujo histórico não é dos mais decentes) e que, na véspera, fechara um acordo com o patronato. Afetou drasticamente a vida de um milhão de trabalhadores de outros sindicatos impedidos de cumprir suas obrigações e prejudicou a sociedade ao descumprir a lei que determina que nas paralisações no serviço público seja garantido um funcionamento mínimo à população.
Mais grave: confirmou as suspeitas de infiltração da grande delinquência nas manifestações promovidas pelos movimentos sociais. Os agitadores retiraram as chaves dos ônibus nas garagens impedindo sua utilização, abandonaram alguns com pneus furados em importantes cruzamentos no perímetro central e depredaram mais de cem coletivos.
As autoridades atônitas denunciam a sabotagem, mas na véspera de um evento mundial com as dimensões da Copa do Mundo acautelam-se e procuram evitar um aumento das tensões com a entrada em cena das grandes centrais ávidas para incrementar a sua influência política. As polícias, por sua vez, mantêm a tática de minimizar a infiltração das facções criminosas imaginando com esse faz-de-conta que podem ocultar da população o poder crescente do crime organizado na vida nacional.
Indícios preocupantes
O sindicalismo moderno tem as suas origens na Revolução Industrial, no final do século 18, e suas primeiras ações dirigiram-se contra as máquinas que ofereciam aos patrões a oportunidade de diminuir postos de trabalho e impor baixa remuneração. Marx e Engels lembraram em meados do século 19 que o proletariado deveria unir-se para obter melhores condições: o inimigo não era a máquina, mas aqueles que as empregavam para fomentar a desunião.
Nos anos 20 e 30 do século passado, o fascista Benito Mussolini adotou a “Carta del Lavoro” que serviu de inspiração a inúmeros governos autoritários, inclusive o Estado Novo implantado por Getúlio Vargas em 1937. Os sindicatos mudaram meta e táticas: o objetivo passou a ser o fortalecimento do Estado e não a melhoria das condições de vida e trabalho. O sindicalismo chapa-branca, estimulado por Vargas e apelidado de “pelego” (a pesada manta colocada entre os arreios e a pele dos cavalos para amenizar os efeitos do trote), foi igualmente utilizado na ditadura militar para oferecer uma base de apoio popular a um governo discricionário.
Quem liquidou o peleguismo foi o líder Luiz Inácio Lula da Silva a partir das greves no ABC, em São Paulo, nos fins dos anos 1970, com o saneamento dos sindicatos, especialmente os de metalúrgicos, reconduzidos ao caminho original de lutar por melhores condições sociais e políticas.
Três décadas depois, é preciso que os seguidores de Lula não permitam a substituição dos pelegos por malfeitores. Há indícios de que alguns militantes estão deixando os escrúpulos de lado para obter apoios em esferas próximas ao crime organizado. A proximidade das eleições justificaria a jogada. É insanidade.
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/do_peleguismo_a_delinquencia

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

LINDAS FOTOS DO METRÔ DE SÃO PAULO

Estamos tão habituados a passar correndo pelas estações do Metrô de São Paulo que raramente notamos a beleza e a limpeza daquele serviço. Conheço metrôs em várias cidades da Europa e da América Latina, a acho que o nosso deve nos orgulhar.
É pena que suas ampliações sejam tão lentas, permeadas de alta corrupção. Saturada de automóveis, São Paulo precisa urgentemente de melhor transporte público: mais metrô, mais ônibus, táxis mais baratos (aqui eles custam pelo menos o dobro de Buenos Aires). Mesmo Curitiba, Porto Alegre e Salvador têm ônibus mais baratos que São Paulo, e creio que o combustível custa o mesmo.
Vejam essas lindas fotos no blog da holandesa Marianne Lemmen, cujo olhar é mais generoso que o nosso:

http://marylemm.blogspot.com/2012/01/when-it-rains-in-sao-paulo.html?showComment=1326716418390#c3385743963761851499