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terça-feira, 9 de setembro de 2014

DILMA JAMAIS FOI PROCESSADA OU SUSPEITA DE NADA. DIFERENTE DE OUTROS...

DILMA: “EU NUNCA TIVE UM PROCESSO POR IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA”

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, destacou que em toda sua carreira nunca sofreu nenhum processo por improbidade administrativa. “Eu fui secretária municipal da Fazenda, depois eu fui secretária de Minas e Energia e Comunicação, depois fui outra vez secretária de Minas e Comunicação – uma do governo Colares e outra do governo Olívio (Dutra) – depois fui ministra de Minas e Energia, depois fui chefe da Casa Civil e hoje sou presidente, e não tenho nenhum processo contra mim”.
Em coletiva no Palácio do Alvorada, em Brasília (DF), na tarde desta segunda-feira (8), Dilma reforçou que uma das principais características de seu governo é investigar todas as acusações contra ele. “A Polícia Federal, no meu governo, não teve as limitações que teve em governos anteriores (para investigar), porque eu e o Lula fortalecemos a Polícia Federal. Nós acabamos com aquela história em que o ‘Engavetador Geral da República’ engavetava em suas gavetas os processos que, de alguma forma pudessem atingir alguém que não devia ser atingido. No meu governo, não! Doa a quem doer nós vamos investigar”.
A presidenta reafirma que no que depender dela, tudo tem que ser investigado. “Acho que tudo tem que ser investigado. Quando depende de mim eu investigo tudo”. Dilma ainda reforça que além da autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para investigações, seu governo ainda criou mecanismos como a Lei Anticorrupção, a Lei da Ficha Limpa e a Lei de Acesso à Informação, para possibilitar mais clareza nas atividades do governo.
‘Ninguém faz política externa baseada em ideologia’
A presidenta Dilma explicou que a base de uma política externa é tratar sobre temas comuns entre os países. “Eu quero falar uma coisa: ninguém vai fazer política externa com base em ideologia. Eu não posso sentar com nenhum país e colocar as coisas que me separam deles. Assim não é possível fazer acordos”.
Dilma ainda comentou que uma das metas de seu governo, para a próxima gestão é impedir que o Brasil volte as costas para a América Latina e comercialize apenas com a Europa e destacou que uma das conquistas de sua atual gestão é a ampliação do comércio com países de outros continentes.
“Nós ampliamos o nosso comércio para onde não tinha comércio fundamental. América Latina, Ásia e África”. Atualmente, o Brasil mantém exportações, principalmente no setor agropecuário com países desses continentes.
http://www.saladeimprensadilma.com.br/2014/09/08/dilma-eu-nunca-tive-um-processo-por-improbidade-administrativa/

quinta-feira, 5 de junho de 2014

REVISTA FÓRUM DESAFIA "ISTOÉ" A MOSTRAR QUANTO GANHOU DE AÉCIO E DO PSDB

Calúnia tem acento

Por Renato Rovai em 03/06/2014 na edição 801
A revista IstoÉ desta semana traz uma suposta reportagem associando a revista Fórum a um bunker petista financiado pela prefeitura de Guarulhos para caluniar e difamar o senador Aécio Neves. A matéria pode ser lida aqui. Começa com um erro crasso de português no título. O jornalismo da revista escreveu “calunia”. Assim mesmo, sem acento. Talvez num ato falho, já que a matéria assinada por Josie Jeronimo e Raul Montenegro é de ponta a ponta caluniosa e difamatória. Uma peça feita sob medida e com dois objetivos claros.
O primeiro, intimidar os anunciantes da Fórum porque a enxerga como uma ameaça. IstoÉ não é hoje nem uma sombra do que foi no passado. Trata-se de uma revista em decadência que, segundo o Alexa, um dos sites que mensura audiência na internet, está simplesmente 12 mil posições atrás da Fórum no ranking global. Ou seja, já faz tempo que IstoÉ não tem prestígio, mas agora também não tem leitores. E por isso mesmo não deveria ter anúncios, mas eles ainda pululam em suas páginas, como o do Banco do Brasil, que joga dinheiro fora ao ter um banner patrocinando, por exemplo, a matéria que atacou a Fórum. Ou seja, com essa matéria, a IstoÉ se associa a O Globo que ligou para todos os nossos anunciantes fazendo perguntas intimidatórias há pouco mais de um mês. O segundo objetivo é criar uma peça jornalística que leve o Ministério Público a investigar as relações da Fórum com a prefeitura de Guarulhos.
Em relação ao primeiro objetivo, como editor e responsável pela publicação, não poderei ajudar o time do Alzugaray. Eles vão ter de se virar sozinhos. Continuaremos fazendo jornalismo relevante e respeitado e por este motivo nossa audiência tende a continuar crescendo. E isso provavelmente nos levará a cada dia a ter mais leitores do que IstoÉ, que certo dia já foi a segunda maior revista do Brasil. Aliás, a única informação correta da matéria da IstoÉ é a de que a Fórum tem aproximadamente 300 mil page views ao dia. É isso mesmo, são de 5 a 6 milhões de page views e mais de 2 milhões de leitores por mês. Algo que Isto É vai ter que comer muita arroz e feijão para ter.
Em relação ao segundo objetivo da família Alzugaray, serei generoso. Na segunda-feira, o departamento jurídico da Fórum vai ser acionado para ir ao Ministério Público, localizar se de fato há algum promotor nos investigando e, se houver, vamos entregar a ele o contrato de inserção publicitária com a Prefeitura de Guarulhos. O promotor não terá o trabalho de nos intimar. Mas vamos fazer mais. Fórum desafia publicamente IstoÉ a mostrar todos os contratos que a revista tem e teve nos últimos 11 anos com o governo de Minas Gerais (tempos de gestão tucana) e nós apresentaremos todos os contratos que Fórum teve nos últimos 14 anos (tempo de gestão petista) na prefeitura de Guarulhos. Simples assim.
IstoÉnão procurou ninguém da Fórum
Na matéria assinada por Josie Jeronimo e Raul Montenegro há o seguinte trecho: “ISTOÉ entrou em contato com o blogueiro (Eduardo Guimarães), com a revista “Fórum” e com a prefeitura questionando o montante pago em publicidade, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição”. Não posso responder pela Prefeitura nem por Eduardo Guimarães, mas Fórum não foi procurada pelos repórteres. Seria interessante que em nome da credibilidade que imagino eles devem querer resguardar, que apresentem provas de que me ligaram, enviaram e-mail ou que tentaram me acessar, por exemplo, pelo Facebook.
A revista também diz que Fórum ”replicou a opinião de um blogueiro que insinua envolvimento do senador do PSDB com entorpecentes”. O artigo que IstoÉ faz menção é este de Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM). Não há nele nenhuma insinuação ao uso de drogas por Aécio Neves. Quem insinuou isso foi boa parte do Mineirão no jogo Brasil e Argentina, em 2008. E talvez também por isso a jornalista Letícia Duarte, do Zero Hora, tenha tratado do tema numa entrevista coletiva. O artigo de Kiko só faz uma reflexão sobre a oportunidade de se tratar deste tipo de assunto. E diz que perguntas como essa já foram feitas a Obama que as teria respondido de forma civilizada.
Não tem essa de quanto é…
Aécio já resolveu todos os problemas que tinha com a mídia tradicional e sabe que nada mais que lhe atinja será publicado nos jornalões. Mas ele também sabe que não terá espaço para fazer acordo de qualquer espécie com publicações como a revista Fórum. E por isso vai tentar nos calar inflando reportagens caluniosas e difamatórias como a da Isto É e ao mesmo tempo judicializando tudo que estiver ao seu alcance. Aviso ao senador, vai ter trabalho.
Fórum nasceu em 2001, antes de Lula se eleger presidente da República. E viveu duríssimos momentos em sua existência. Mas nem por isso deixou de fazer o jornalismo que acredita e julga necessário. E não será a prática coronelista de quem gosta de uma imprensa sabuja e aos seus pés, como é quase que totalidade da mídia mineira, que vai nos intimidar. Fórum e nem o seu editor tem medo de Aécio Neves. Ao mesmo tempo ele não será atacado (como nunca foi) de forma leviana em nosso veículo. Será criticado pelas suas posições políticas. E pelas ideias e práticas políticas que consideramos um atraso para o país. Entre estas práticas, e esta reportagem da IstoÉ já deixa claro, é a da intimidação a veículos de imprensa que não lhe batem continência. Senador, não nos conhecemos pessoalmente, mas provavelmente na cobertura desta eleição venhamos a nos trombar. Serei respeitoso como sou com todos aqueles que entrevisto. Mas é bom que o senhor saiba que a Fórum não faz jornalismo na base das negociatas. Até por isso ninguém trata a nossa revista no mercado pelo sugestivo apelido de Quanto é. Com a Fórum, senador, o buraco é mais em cima.
***
Renato Rovai é jornalista

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed801_calunia_tem_acento

quinta-feira, 24 de abril de 2014

PROMOTORA ALEGA DENÚNCIA ANÔNIMA PARA ESPIONAR O PLANALTO!

Dirceu aponta atentado contra estado de direito

A defesa do ex-ministro José Dirceu, preso há quase seis meses em regime fechado, embora condenado ao semiaberto, bateu duro na justificativa apresentada pela procuradora Márcia Milhomens para o pedido de quebra de sigilos telefônicos até do Palácio do Planalto, apresentada aos juízes Bruno Ribeiro e Joaquim Barbosa, que negam a ele o direito ao trabalho externo. "Quase dois meses depois de pedir a quebra de sigilo do Palácio do Planalto, a promotora tenta justificar sua ilegalidade, alegando que possui uma denúncia anônima informal. Essa assustadora denúncia fantasma consegue a proeza de agregar os vícios do anonimato com a inconsistência da informalidade. Alguém denunciou não se sabe exatamente o que, não se sabe quando, nem como, nem onde. Pedir uma quebra de sigilo com base nessa leviandade é um atentado ao estado democrático de direito", diz o advogado Rodrigo Dall´Acqua.
Segundo Dall´Acqua, a justificativa apresentada pela promotora, que alega ter recebido denúncia informal e anônima, cria apenas uma cortina de fumaça para que ela se defenda junto ao Conselho Nacional do Ministério Público. "Curiosamente, esta denúncia invisível era mantida oculta pela promotora, que nunca mencionou sua existência para o juiz da Vara de Execuções Penais, para a defesa ou para o STF. Só veio a aparecer depois que o Conselho Nacional do Ministério Público afirmou que iria investigar o pedido de quebra de sigilo do Planalto. Inevitavelmente surgirá a dúvida: esta denúncia fantasma existia mesmo ou foi criada para que a promotora se defenda perante o CNMP?"
O advogado lembra ainda que a posição da promotora contraria o próprio procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que defende que o caso seja encerrado, com a concessão do beneficio do trabalho externo a Dirceu, uma vez que a sindicância interna do sistema prisional do Distrito Federal já demonstrou que ele não falou ao celular. Janot afirmou ainda que nenhuma providência adicional é necessária. "A promotora vai contra a recente manifestação do procurador-geral da República, que deu o episódio do celular como caso encerrado e pediu o trabalho externo para José Dirceu. A emenda oferecida pela promotora é mais um ato para prolongar a insustentável injustiça que sofre José Dirceu", diz Dall´Acqua.
http://www.mobilizacaobr.com.br/profiles/blogs/dirceu-aponta-atentado-contra-estado-de-direito

domingo, 13 de abril de 2014

PRÁ QUE A PROMOTORA QUIS ESPIONAR A DILMA? PRÁ VENDER?

MP – DF COPIA OBAMA
E GRAMPEIA A DILMA !

É a mesma turma que condenou o Dirceu à prisão perpetua !

OS PASSOS DE OBAMA


Esperava-se que Barack Obama fizesse escola, conforme a regra histórica de que maus usos 
do poder encontram seguidores com mais facilidade do que os bons. Esperava-se, mas não 
que fosse aqui, nem, muito menos, que o poder da Promotoria do Distrito Federal fosse o 
criador do novo ardil para xeretar as comunicações da Presidência da República, incluída 
a da própria presidente Dilma Rousseff.

O fato é que, não fosse a argúcia do advogado José Luis Oliveira Lima, que providenciou 
um laudo técnico para localizar os dois pontos indicados pelas coordenadas geográficas, 
nada faz crer que as comunicações de celulares da Presidência escapassem da violação. 
Um jogo de coordenadas contrabandeava o Planalto na quebra de sigilo e o outro referia-se 
à Papuda, também citada por coordenadas para manter a lógica do disfarce. Mas o pedido 
estava em nome da promotora Márcia Milhomens Sirotheau Corrêa, e isso basta para 
presumir-se o despacho do juiz ou do ministro: ela é a promotora que se ocupa das 
alegações de regalias, privilégios, telefonema, churrascos e o demais que mantém há 
cinco meses o regime fechado de prisão de José Dirceu, condenado ao semiaberto.

(…)

O conceito de Justiça terminará pagando mais essa conta.
Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/04/13/mp-df-copia-obama-e-grampeia-a-dilma/

sábado, 12 de abril de 2014

JORNALISTA REVELA MARACUTAIAS DE JOFFRE NETO EM S. LUIZ DO PARAITINGA!

Do excelente blog de Irani Lima, que Joffre Neto chamou, certa vez, de "jornalista no ostracismo"....rsrsrs

CÂMARA E MP DE SÃO LUIZ INVESTIGAM
CONTRATAÇÃO DE JOFFRE NETO EM 2009

O vereador Joffre Neto (PSB), aqui chamado de Catão da Vila São Geraldo, é um ser repugnante, um homem vil, mesquinho, ganancioso, finório, escroque.

Demonstraremos nesta matéria, com documentos oficiais, porque o vereador desnecessário é merecedor dos adjetivos acima e muitos outros que escapam aos meus parcos conhecimentos.

Seu nome, Joaquim Marcelino Joffre Neto, ficará inscrito nos anais da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga e, talvez, nos registros do Ministério Público “ad perpetuam rei memoriam” para que jamais se esqueça da vigarice perpetrada pelo desprezível cidadão.

Joffre Neto: sob investigação em São Luiz do Paraitinga
2009

Os vereadores eleitos em 2008 assumiram seus assentos na Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga e elegeram a vereadora Edilene Alves Pereira (PT) sua presidente.

O orçamento anual da Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga, naquele ano, era modesto: R$ 60 mil, isto mesmo,sessenta mil reais.

Desempregado, o Catão da Vila São Geraldo, convenceu a presidência da Câmara Municipal a contratá-lo sem licitação, por notório saber, mesmo expediente que havia usado com sucesso em Taubaté.

O poder de persuasão de Joffre Neto, dono de uma inteligência que utiliza muito bempara praticar o mal, fez a vereadora empenhar 40% (quarenta por cento) do orçamento anual da Câmara para pagar o sabichão.

Para deixar bem claro: Edilene Alves Pereira empenhou R$ 24.200,00, de um modesto orçamento de R$ 60 mil, somente para pagar o que fora contratado com Joffre Neto.

A planilha de 2 de fevereiro de 2009 demonstra que R$ 23.471,32 já havia sido empenhado anteriormente. A soma deste valor com o emprenhado para pagar o Catão da Vila São Geraldo significa que a Câmara Municipal de São Luiz do Paraitinga ficou com míseros R$ 12.328,68 para “torrar” nos 10 meses seguintes.

O primeiro pagamento efetivo pelo “serviço de apoio administrativo” de Joffre Neto à Câmara de São Luiz do Paraitinga data de 31 de março de 2009, no valor de R$ 4 mil (quatro mil reais).

O Catão da Vila São Geraldo recebeu R$ 3.226,23 líquidos.

Abaixo, em sequência, as planilhas de empenho de 02/02/09, de 31/03/09 e a nota fiscal emitida por Joffre Neto.

Obseve que a NF é nº 001, ou seja, o talão foi confeccionado às pressa para que Joaquim Marcelino Joffre Neto recebesse a paga.

Esta e outras denúncias foram oferecidas ao MP de São Luiz, que abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na contratação e na prestação de serviços que não se sabe se o Catão da Vila São Geraldo cumpriu.

A Câmara Municipal faz a sua investigação e pode instalar este mês uma comissão especial de inquérito.

E agora, Catão?



http://www.iranilima.com/2014/04/camara-e-mp-de-sao-luiz-investigam.html

sábado, 22 de março de 2014

É EVIDENTE A PERSEGUIÇÃO JUDICIAL AO ZÉ DIRCEU!

O paradigma José Dirceu

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O Supremo Tribunal Federal fez a opção de se televisionar para o povo nas tais quartas feiras nobres. Chama isso de transparência. Pode até ser. Sempre há quem acredite em tudo. O processo da AP 470 apelidado de ‘mensalão’ virou bafafá society. Foi apropriado mundanamente como partidas de futebol em botequins, entre uma linguicinha e um chop. Isto sem se falar nas futricas ministeriais oficialíssimas mantidas na imprensa. Foi pernada para tudo que é lado. Para ajudar, Joaquim Barbosa assinou ponto em roda de samba. É o Supremo-Pop.
Ao largo de tudo isso, um detalhe continua a chamar atenção, não cala. Por que a perseguição, mês após mês, com José Dirceu? Será  que o Ministério Público e o Judiciário se acham tão acima da lei que pensam que nenhuma imagem negativa pode lhes afetar?
Independentemente de quem tenha sido ou seja José Dirceu, o fato concreto é que ele foi condenado judicialmente a regime semi aberto. E a pergunta que não cala: por que está há meses em regime fechado, tendo se apresentado espontaneamente?
Haver um (1) equívoco burocrático no processo é uma coisa, totalmente compreensível. Mas passarem-se meses e um ‘erro’ que piora a condição humana de um condenado ser mantido e repetido autoriza a construção de que há, sim, uma vontade de perseguição a este sentenciado.
A ‘perseguição’ judicial ou a parcialidade são, tecnicamente, o pior insulto que se pode fazer a um magistrado. É nível de xingamento profissional pior de o que xingar a mãe. O juiz perde credibilidade. É a infâmia – ou desgraça- profissional máxima.
Profissionais do Direito, juristas seniores e mesmo jornalistas tarimbados relutaram em carimbar perseguição judicial ao caso de José Dirceu. Mas os fatos, a leniência processual na execução penal, a manutenção da piora no tratamento prisional de Dirceu por parte do Judiciário é das coisas mais suspeitas que há.
Se há um princípio in dubio pro reu, ligado à forma de julgar, no sentido de que quando haja dúvida entre condenar e absolver se deve absolver, isso se aplica ao tratamento penitenciário. Principalmente com o princípio da Dignidade da Pessoa Humana, imposto pela Constituição da República de 1988, chegando a toda estrutura legal e judicial. Qualquer preso ou condenado, que fique bem claro, que não puder estar classificado fisicamente em seu regime prisional correto por defeito do Estado, merece tratamento mais favorável. Simples assim.
Não há como se manter num regime piorado um preso que tem direito a um regime mais brando. Se querem ver erro, agora, na pena de Dirceu, que vejam na sentença condenatória. O fato é que ele foi condenado em regime mais brando. Ou que se busque o erro na própria lei que estipulou o regime prisional que foi aplicado.
Não é possível que pessoas de bem do Ministério Público e do Judiciário não estejam incomodadas com isso.
E que fique bem claro, o problema não recai apenas em Dirceu, mas em toda a população carcerária que é composta dos 3 Ps: preto, pobre e prostituta. Estas indignações deveriam ganhar as ruas. Mas quem se importa?
Enquanto a sociedade brasileira não perceber que a visão reacionária e vingativa sobre o condenado em geral, seja ele quem for, não contribui em nada para uma ressocialização fraterna do sistema, não se construirá uma sociedade amplamente respeitosa.
O caso José Dirceu poderia virar um ótimo paradigma para se rever o sistema prisional brasileiro, até porque o preso é ilustre. Inúmeros presos passam pela mesma mazela e não têm a potência de mídia de Dirceu. Um amplo diálogo precisa ser aberto. OBSERVATÓRIO GERAL.
[Matéria publicada no BRASIL 247; a íntegra será publicada nos jornais O DIA SP e O ANÁPOLIS, GO]
http://observatoriogeral.com/2014/03/20/o-paradigma-jose-dirceu/

sábado, 8 de março de 2014

ISTO É MOSTRA A CORRUPÇÃO GIGANTE DE SERRA E PSDB!!!

Por que Serra está na mira do MP

Conheça as investigações do Ministério Público que apontam o envolvimento do ex-governador tucano com a máfia dos trilhos em São Paulo. Depoimentos revelam que José Serra fez pressão para beneficiar empresas do cartel

Pedro Marcondes de Moura (pedro.marcondes@istoe.com.br)
Apesar das evidências do envolvimento do ex-governador José Serra (PSDB) com o cartel de trens e o propinoduto em São Paulo, desde o surgimento das primeiras denúncias em junho do ano passado o tucano tem procurado se desvincular do escândalo. Com verdadeiras ginásticas verbais, Serra tenta explicar o inexplicável. “Qualquer manual anticartel nos daria razão. Ganharíamos a medalha anticartel”, declarou Serra na última semana, sem levar em conta que foram as próprias empresas integrantes do cartel que confessaram a prática criminosa e lesiva aos cofres públicos paulistas durante os governos do PSDB, apontando inclusive a participação de políticos e agentes públicos no esquema. Agora, sobre a mesa do procurador-geral de São Paulo, Álvaro Augusto Fonseca, há dois procedimentos investigatórios sobre o envolvimento do tucano com a máfia dos trilhos. O primeiro refere-se à pressão exercida por Serra para que a empresa espanhola CAF vencesse uma licitação de fornecimento de trens para a CPTM durante sua gestão como governador (2007 e 2010). O outro apura a omissão do tucano diante das fraudes cometidas pelo cartel, já que ele, também na condição de governador, recebeu uma série de alertas do Tribunal de Contas, Ministério Público e até do Banco Mundial. Em paralelo, as autoridades ainda investigam contratos celebrados durante a administração de Serra que foram considerados lesivos ao erário. Entre eles, a bilionária modernização de trens do Metrô e a implementação do sistema CBTC. A obra encontra-se até hoje incompleta.
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IRREGULARIDADES
Para promotor do Ministério Público de São Paulo, licitações que
compreendem o período do governo Serra foram baseadas em atos ilícitos
Em ofício, o promotor Marcelo Milani diz haver indícios da ligação de Serra em licitações investigadas por fraudes na CPTM. “Segundo os delatores (executivos da Siemens), era realizada toda sorte de falcatruas e combinações para a conquista de contratos”, escreveu Milani. “Ficou claro que todas as licitações de determinado período (que compreende o governo Serra) foram baseadas em atos ilícitos”, complementou. Ao apurar o pagamento de propina e outras irregularidades em um acordo firmado entre a Alstom e a CPTM para manutenção de trens da série 7000, o MP chegou a um depoimento revelador dado à Polícia Federal. Nele, Nelson Branco Marchetti, ex-dirigente da Siemens, diz ter sido pressionado pelo próprio governador José Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. A CAF não atendia a exigência mínima de capital social pedida no edital de licitação, em que a Siemens ficou na segunda colocação. Mesmo assim, Serra insistiu para que a Siemens não recorresse e, assim, beneficiasse a CAF. “Releva notar que o delator diz ter participado de tratativas, na Holanda, com agentes do governo do Estado de São Paulo. Especialmente o então governador José Serra”, diz o promotor. Ainda chamou a atenção das autoridades a proposta nada republicana oferecida pela cúpula do governo Serra para pôr fim ao imbróglio: que as empresas se acertassem entre si e a Siemens fosse subcontratada para tocar um terço do projeto. Para Milani, ao agir dessa maneira, o Estado, durante o governo Serra, acabou por incentivar a formação do cartel. Ao final, a sugestão não foi acatada e a CAF forneceu sozinha os trens, ou seja, aconteceu o que Serra almejava desde o início.
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PODE?
Autorizadas por José Serra, reformas de trens com mais de quatro
décadas de funcionamento custaram mais do que a aquisição de veículos novos
Em outro depoimento, desta vez ao Ministério Público, Marchetti narrou um insólito caso que demonstra a inequívoca ligação de Serra com as empresas do cartel de trens em São Paulo. Segundo Marchetti, durante o governo do tucano, tanto ele como executivos da Alstom foram convidados a um encontro por dirigentes do Metrô e da secretaria de Transportes Metropolitanos. Na reunião, os agentes públicos incentivaram as duas companhias a se associarem para vencer a licitação do sistema de sinalização dos trens das linhas 1, 2 e 3 do Metrô. Os executivos ainda sugeriram que a estatal licitasse a sinalização linha por linha, triplicando a concorrência. Mas integrantes do governo Serra sinalizaram que queriam a vitória de um consórcio formado pelas duas empresas para as três linhas. A Alstom acabou ganhando sozinha o contrato para o fornecimento do CBTC. O sistema até agora não foi plenamente instalado, gerando inúmeros problemas aos usuários e levando ao bloqueio de pagamentos pelo Metrô, na gestão do governador Geraldo Alckmin. A companhia francesa alega que foi decidido fazer a “implementação operacional em fases”.
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OPERAÇÃO CARTEL
Em depoimento ao promotor Marcelo Milani, delator disse que Serra atuou
em favor da CAF, empresa integrante do cartel de trens em São Paulo
Na gestão Serra, concentraram-se também os controversos contratos de reformas de trens com mais de quatro décadas de funcionamento. Em outros metrôs pelo mundo, as locomotivas estariam aposentadas. Não à toa, os veículos entregues apresentam problemas de operação. Na versão oficial, a modernização dos 98 veículos das linhas 1 e 3 do Metrô paulista trariam uma economia de 40%. No entanto, investigações do MP apuraram que as reformas custaram mais do que vagões novos vendidos pelas mesmas empresas em outros locais. A constatação veio com o depoimento de um ex-diretor do Metrô, Sérgio Correa. Ele revelou que a estatal não previa no orçamento “o chamado truque, bem como a caixa que importariam em 40% do custo final”. Mas esses e outros itens foram licitados e trocados. A falta de concorrência na disputa dos quatro lotes da “modernização” também fez com que os acordos fossem fechados a valores acima dos previstos em tomadas de preços com as próprias vencedoras dos certames. A reforma, que se encontra suspensa, foi alvo, segundo o MP, de superfaturamento de aproximadamente R$ 800 milhões. As autoridades tentam agora obter a devolução do dinheiro. A Alstom admite que está “enfrentando acusações”, mas ressalta que implementa regras “de conformidade e ética”. Autora de denúncia do cartel, a Siemens diz colaborar para que “as autoridades competentes possam prosseguir com suas investigações”. Procurados, a CAF e o ex-governador José Serra não responderam os questionamentos feitos por ISTOÉ.
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Outra investigação em curso pelo Ministério Público apura a prática do crime de improbidade administrativa pelo ex-governador do PSDB. O MP quer saber a razão de o tucano ter mantido a execução de contratos firmados por empresas do cartel com a CPTM e o Metrô, apesar de seguidos alertas dados pelos promotores e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) dizendo que eles eram prejudiciais aos cofres públicos. A informação sobre os alertas, encaminhados a presidentes das estatais e publicados no “Diário Oficial”, foi revelada, em agosto, por ISTOÉ. Em fevereiro de 2009, por exemplo, o TCE constatou desvios e direcionamentos em licitações da CPTM. Ao analisar um recurso, o conselheiro Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, realizada em 1995, para comprar 12 novos trens mais de uma década depois. Citadini revelou à ISTOÉ que o governo foi avisado inúmeras vezes das evidências de falcatruas.
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TRATATIVAS ALÉM-MAR
O secretário de Transportes do governo Serra, José Eduardo Portella, participou
de reuniões na Holanda com diretor da Siemens, que confessou ter adotado práticas ilícitas
O Ministério Público também disparou vários avisos de irregularidades, que Serra preferiu ignorar. Ao apurar um acordo do Metrô com a CMW Equipamentos S.A, o órgão declarou: “A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados”. Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela Alstom. Os promotores também apontaram para fraudes numa série de contratos firmados com outras companhias. Ainda assim, Serra insiste em se dizer merecedor de uma medalha.
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Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MP INDICIA MILITARES POR TERRORISMO NO RIOCENTRO

Procuradores denunciam 6 envolvidos no caso Riocentro


Thaise Constancio | Agência Estado

Três procuradores federais do grupo Justiça de Transição denunciaram seis envolvidos na
explosão de uma bomba no estacionamento do Riocentro, em Jacarepaguá, zona oeste do
Rio, na noite de 30 de abril de 1981. O atentado foi durante um show pelo Dia do Trabalho,
que reunia cerca de 20 mil pessoas, a maioria jovens. As provas foram reunidas em 38
volumes de documentos e 36 horas de gravações de depoimentos em áudio e vídeo, de
acordo com o jornal O Globo.
Entre os seis denunciados pelos procuradores Antonio Cabral, Andrey Mendonça e Marlon
Weichert, surgem os nomes de quatro suspeitos que nunca haviam aparecido. Foram
apontados os generais reformados Nilton Cerqueira, então comandante da Polícia Militar
do Rio, e Edson Sá Rocha, que era chefe da Seção de Operações do Destacamento de
Operações de Informações (DOI).
Também aparecem na lista de denunciados o ex-delegado capixaba Cláudio Antônio Guerra,
que trabalhava no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), e o major reformado
Divany Carvalho Barros, que pertencia ao DOI do 1º Exército (DOI-1). Em depoimento,
Barros assumiu que foi ao estacionamento destruir provas que incriminassem os militares.
O general reformado, Newton Cruz, que era chefe da Agência Central do Serviço Nacional
de Informações (SNI), já tinha sido indiciado no inquérito de reabertura do caso, em 1999.
Outro nome que reaparece é o do então capitão Wilson Luiz Chaves Machado, dono do
carro onde a bomba explodiu e parceiro do sargento Guilherme Pereira do Rosário, único
morto no atentado. Hoje coronel reformado, Machado já tinha sido denunciado outras
quatro vezes, mas as provas foram desqualificadas pelo Superior Tribunal Militar (STM).
De acordo com a denúncia, o grupo agia em duas frentes: planejamento e operacional.
Todos são acusados de tentativa de homicídio doloso, explosão, transporte de explosivos,
formação de quadrilha, favorecimento pessoal e fraude processual. Passados 33 anos do
atentado, os procuradores alegam que o crime é imprescritível porque foi praticado contra
o País.
Além disso, não estariam cobertos pela Lei de Anistia, válida de 1961 a 1979. Além dos seis,
outros nove nomes foram identificados, mas todos já falecidos. O atentado provocou a morte
imediata do sargento Rosário, lotado no DOI-1 e que carregava a bomba.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1569390-procuradores-denunciam-6-
envolvidos-no-caso-riocentro

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

GRAVÍSSIMAS DENÚNCIAS DO "NOVOJORNAL" A AÉCIO NEVES

“Overdoses de Aécio” e a “Morte de Modelo”
geram retaliação
Matéria sobre a omissão na apuração das overdoses de Aécio e reabertura
do caso da morte da modelo une Polícia Civil e MPMG contra Novojornal

Era previsível a retaliação por parte de integrantes do MPMG e da Polícia Civil, que 
após a tramitação irregular de uma denúncia apócrifa, tenta envolver o Portal jorna-
lístico por defender o denunciante da Lista de Furnas e do Mensalão, Nilton Monteiro. 
Tudo ocorreu após a recusa pelo diretor responsável doNovojornal a um interlocu-
tor do Governo de Minas em retirar de pauta duas matérias envolvendo três ex-go-
vernadores, um ex-vice-governador de Minas e o presidente da CEMIG.
Sabe-se hoje que a retaliação contra o Portal jornalístico foi conduzida pelo Procu-
rador André Estevão Ubaldino Pereira, chefe do Centro de Apoio Operacional das 
Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de Investigação Crimi-
nal (CAO Crimo) e Coordenadorias Regionais de Combate às Organizações Crimino-
sas (CRCOCs), todos os órgãos ligados ao MPMG. 
A primeira matéria ainda não publicada narrará o que vem ocorrendo na Coordena-
doria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, mais conhecida 
como Coordenadoria Antidrogas, que além de sua inércia em apurar, desapareceu 
com o procedimento instaurado em função das overdoses que quase levaram a óbi-
to Aécio Neves, quando o mesmo exercia o Governo de Minas Gerais.
 
É necessário destacar que tais overdoses ocorreram dentro do Palácio das Manga-
beiras, residência oficial do governador de Minas guarnecido pela Polícia Militar, 
24 horas por dia. Corporação Militar que cumpriu sua obrigação entregando através 
de seu serviço reservado um detalhado relato do ocorrido a Coordenadoria Anti-
drogas, inclusive, sobre a transferência de Aécio Neves em helicóptero operado 
pela Polícia Militar para o Hospital Mater Dei em Belo Horizonte.
 
A matéria do Novojornal não tem como destaque o fato de Aécio Neves ser um 
dependente químico, pois além de não ser novidade, trata-se de uma doença tra-
tável. O objetivo é demonstrar que em função de seu vício, houve a tomada do 
Poder por setores da área criminal do MPMG, assim como, ligada à defesa na jus-
tiça de grandes traficantes, culminando com a nomeação do ex-secretário de De-
fesa Social o advogado Mauricio Campos. 
 
Refém de seu vício, o ex-governador Aécio Neves viu-se envolvido, mesmo que 
para alguns involuntariamente, na defesa de um afrouxamento por parte das auto-
ridades públicas na repressão e combate ao tráfico de drogas, com a justificativa 
da introdução de uma política pública no Estado visando à descriminalização das 
drogas, mesmo antes da aprovação de leis neste sentido.
 
A matéria mostrará ainda que tal política pública visava manter uma Apartheid do 
vício. Enquanto para as classes sociais mais elevadas, onde o preço da droga che-
ga a ser três vezes maior, o consumo é considerado “recreativo”, nas classes me-
nos favorecidas, onde predomina a droga de baixo custo desta maneira com pe-
queno lucro, é tratado com prisão. Evidente que independente do mérito da lega-
lização ou não das drogas, o que será abordado é a necessidade de combate a 
quem fornece a droga, o traficante e as organizações criminosas a que pertencem. 
 
Mostraremos que nos últimos 10 anos não houve em Minas Gerais através da Coor-
denadoria de Combate e Repressão ao Tráfico Ilícito de Entorpecentes, qualquer 
operação de destaque com a desarticulação de grandes quadrilhas e apreensão 
proporcional, fruto de um trabalho de inteligência que merecesse o mesmo cuida-
do obtido no combate a crimes fiscais. 
 
O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime 
Organizado e de Investigação Criminal, foi transformado em um braço auxiliar e 
arrecadatório do Executivo através da Secretaria da Fazenda, que mesmo ao arre-
pio da Lei, forneceu e mantém os equipamentos de escuta telefônica e outras tec-
nologias utilizadas de maneira irregular, conforme denunciado por Novojornal na 
Fato reconhecido em relatório pelo CNMP- Conselho Nacional do Ministério Público.
 
A segunda matéria, esta já publicada, foi; “Juíza do “Mensalão Mineiro” manda in-
vestigar morte de modelo” diz respeito à morte da modelo Cristiane Aparecida 
Ferreira. Após sua publicação acompanhada dos documentos exibidos na reporta-
gem do “Mensalão Tucano” comprovando que modelo assassinada recebera 
R$ 1.800.000,00 de Walfrido dos Mares Guia, obrigou a Juíza Neide da Silva Mar-
tins e o Promotor João de Medeiro à abrirem nova linha de investigações para ana-
lisar nova vertente criminal. 
 
Depoimentos informam que Cristiane Aparecida Ferreira atuou transportando valo-
res milionários a serviço do esquema do “Mensalão Tucano”.
 
No entender de diversos criminalistas que se dedicam ao caso, a morte da modelo 
não foi um crime passional em relação ao seu namorado, Cristiane estaria jurada 
de morte por esposas de diversos figurões da sociedade mineira. Segundo um dos 
criminalistas que atua no caso, o assassinato da modelo realmente foi cometido por 
Reinaldo Pacífico, conforme sua condenação, porém, provas e evidências demons-
tram que houve um ou mais mandantes, porque Cristiane tornara-se “perigosa”, pa-
ra o esquema, pois além de conhecer toda operação mantinha relação amorosa 
com os principais operadores do esquema, desta forma, no entendimento destes 
criminalistas, a morte da modelo foi uma queima de arquivo. 
 
Como narrado anteriormente, diante das provas existentes nos autos, a Juíza da 
9ª Vara Criminal de Belo Horizonte determinou a abertura de um novo inquérito 
para apurar exclusivamente a participação de Cristiane no esquema conhecido co-
mo “Mensalão Tucano”. 
 
O processo tramita em Belo Horizonte por decisão do ministro Joaquim Barbosa. 
Segundo os criminalistas, comprovadamente Cristiane mantinha um caso amoroso 
com o atual presidente da Cemig Dijalma Moraes, com o ex-ministro e ex-vice-go-
vernador Walfrido dos Mares Guia e com o ex-governador Newton Cardoso e Ita-
mar Franco. 
 
“Com a abertura deste novo inquérito, quebra-se a resistência do Centro de Apoio 
Operacional das Promotorias de Justiça de Combate ao Crime Organizado e de In-
vestigação Criminal dirigido pelo Procurador Andre Estevão Ubaldino Pereira, que 
recusava reabrir o caso da morte da modelo”, conclui um dos criminalistas ouvidos 
por Novojornal. 
 
A matéria noticiava ainda que o inquérito que apurou o crime ocorrido no San Fran-
cisco Flat, um aparte hotel de luxo da capital mineira, teve várias de suas páginas 
arrancadas se transformando em ação penal com a condenação do despachante Rei-
naldo Pacifico, que até hoje continua solto sem qualquer explicação das diversas 
autoridades envolvidas. 
 
Infelizmente, fazer jornalismo em Minas Gerais onde o Estado foi capitulado pelo 
pior lado da classe política do Ministério Público e da Polícia Civil, tornou-se profis-
são de alto risco. A matéria relativa às overdoses de Aécio Neves será publicada 
simultaneamente com o lançamento de um livro que abordará seu comportamento 
desde que veio para Belo Horizonte em 1983 da Cidade do Rio de Janeiro até sua 
gestão frente o Governo de Minas Gerais.  
 
A reportagem do Novojornal procurou em Janeiro de 2013 o ex-governador e atual 
senador Aécio Neves e o Hospital Mater Dei por duas vezes e os mesmos recusaram-
se a comentar as internações ocorridas. O Procurador Andre Estevão Ubaldino Pe-
reira, chefe do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Comba-
te ao Crime Organizado e de Investigação Criminal (CAO Crimo), foi consultado so-
bre possíveis ocorrências de overdose do ex-governador e até o fechamento desta 
matéria nada respondeu. 
 
Documentos citados na matéria: