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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MARINA APÓIA AÉCIO MAS NÃO LEVA MAIORIA DO SEU PARTIDO-PROVISÓRIO

LIDERANÇAS DO PSB 

APOIAM DILMA 

POR TODO O BRASIL


Por: Equipe Dilma Rousseff -  - Atualizado em 10/10/2014 - 17h09

Lideranças do PSB, por todo o Brasil, mobilizam-se para distanciar-se da candidatura de Aécio Neves. A deputada federal Luiza Erundina (PSB), que foi coordenadora da campanha de Marina no primeiro turno, deixou clara a insatisfação com algumas declarações de seu partido, oriundas da crise que, segunda ela, divide a legenda. "É vexatório declarar voto para uma candidatura conservadora", afirmou.

Por isso, muitas outras lideranças do partido concordam com ela e, por todo o Brasil, fazem questão de expressar seu apoio à candidatura de Dilma. Nesta sexta (10), foi a vez do PSB da Bahia anunciar seu apoio conjunto a Dilma. O mesmo já tinha acontecido com o PSB do Rio de Janeiro. Roberto Amaral, presidente nacional do PSB, declarou: “Eu sou fundador do PSB. Tenho 74 anos. Minha identidade ideológica é com a esquerda. Não tenho mais como mudar”.

O presidente do PSB no Amapá, senador João Capiberibe, contrariou a executiva nacional e votou a favor da aliança com Dilma. Na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho (PSB), que disputa o segundo turno no Estado, também fez questão de subir ao palanque de Dilma e apoiar a reeleição da presidenta.
Marília Arraes, prima de Eduardo Campos e vereadora pelo PSB em Recife, também está com Dilma neste segundo turno. Em um post no Facebook, ela relembrou o histórico de esquerda e de lutas sociais do seu partido e do seu avô, o ex-governador Miguel Arraes. Clique AQUI para ler.

Aliás, dez dos 13 governadores escolhidos pelo povo em primeiro turno também estão com Dilma. Assista aqui ao vídeo de apoio gravado por eles.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

VEREADORA PRIMA DE EDUARDO CAMPOS NEGA APOIO AO PSDB E ESTÁ COM DILMA!



Marília é prima de Eduardo Campos, neta de Miguel Arraes e vereadora pelo PSB, no Recife.

Por Marília Arraes, em sua página do Facebook

Será que querem transformar o “S” do PSB em apenas uma letra?


O partido decidiu apoiar o candidato Aécio Neves para o segundo turno das eleições presidenciais em uma manobra que, ao meu ver, coloca o pragmatismo acima da ideologia e visa apenas à busca do poder pelo poder. Não vejo outra explicação para o fato de a legenda (infelizmente, tenho que chamar assim) aliar-se a um partido de direita, que sempre combatemos e que não representa em nada os nossos ideais progressistas e socialistas.

Como é possível ignorar todos os avanços sociais do projeto político conduzido por Lula e por Dilma? Questiono ainda como um partido de esquerda que teve dentre seus quadros grandes líderes políticos do Brasil, por exemplo, Houaiss, Mangabeira e Arraes, pode se unir a uma legenda ligada aos interesses dos mais conservadores, da parcela mais privilegiada de nossa população?

Ao meu ver, o PSB está perdendo o rumo e enterrando os seus princípios. Escutei Miguel Arraes se referir, algumas vezes, a situações parecidas como “caminho da perdição”.
Assim como Erundina, Capiberibe, Roberto Amaral e outros companheiros, não concordo com o posicionamento do PSB.

Tudo isso, só me faz ter a certeza de que, com meus posicionamentos, me mantive do lado em que sempre estive.
Mantenho o meu empenho na reeleição de Dilma Rousseff.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

UMA SALA DE BRASIL NO MAIOR MUSEU DA HOLANDA!

Paisagem de Olinda, Frans Post, mostrando a antiga catedral, onde hoje está sepultado Dom Helder Câmara.
Todo brasileiro já ouviu falar em Maurício de Nassau, o nobre holandês que governou Pernambuco e parte do Nordeste entre 1637 e 1644, durante a ocupação holandesa daqueles territórios portugueses. Não cabe aqui relembrar o que foi a "Nova Holanda", projeto da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais, pela qual Nassau foi contratado para ser o Governador, Almirante e Comandante-Geral do projeto. 
Maurício andava mal de finanças, endividado com a construção de sua casa-palácio em Haia, onde hoje funciona um dos melhores museus da Europa, o Mauritshuis (Casa de Maurício). Aceitou o emprego por um salário altíssimo, e ainda pela participação em 2% dos lucros que viessem da colônia no Nordeste. 
O que eu quero frisar aqui é a presença com Maurício de Nassau de artistas e cientistas que se tornaram importantes para que o mundo conhecesse algo sobre o Brasil, ainda uma terra remota, que os próprios portugueses mantiveram abandonada durante décadas depois do "Descobrimento". Entre eles estava o jovem pintor Frans Post, primeiro europeu a pintar paisagens das Américas que se tornaram conhecidas e valorizadas. Mesmo depois de seu retorno à Holanda, Post continuou produzindo telas sobre o Brasil, e viveu disso até morrer. 
Nas visitas que fiz ao Rijks Museum, o Museu Real, em Amsterdã, o enorme edifício estava em obras que duraram quase sete anos. Só estava aberta uma pequena parte, com cem obras-primas do acervo. Reaberto em abril, hoje pude finalmente conhecê-lo quase inteiro, enquanto as pernas aguentaram... E vi uma sala inteiramente dedicada ao Brasil! 
São seis quadros de Frans Post, dois deles grandes que eu não conhecia, e um de Albert Eckhout, colega da mesma missão Nassau. 
Trago essas fotos para os amigos e amigas que apreciam Arte e, principalmente, que ficarão felizes de ver o Brasil como uma seção de um dos museus mais importantes do mundo. 
 Quatro paisagens de Frans Post e uma tela maior de Albert Eckhout.
Detalhe da tela de Albert Eckhout, com frutas do Brasil (ele pintou várias sobre o tema). E sem o caipira na frente prá atrapalhar...rsrsrs

Esta "Vista de Itamaracá" é a pintura de paisagem mais antiga das Américas (1637).
 De Frans Post.

Uma tela grande Frans Post, que eu não conhecia antes da reabertura do Rijks Museum 
Sobre a administração de Maurício de Nassau encontrei este resumo na Wikipedia:
"O seu governo está associado ao planejamento urbano do Recife, que o historiador da Arte estadunidense Robert Chester Smith iria considerar "a primeira cidade digna desse nome na América portuguesa", (…) caracterizada pela liberdade de circulação por meio de pontes e de ruas pavimentadas e traçadas geometricamente, mercados e praças bem plantadas. A descrição da vida em Recife nos tempos de Nassau foi feita por cronistas neerlandeses e por frei Manuel Calado que vivia em Alagoas em seu engenho com 25 escravos mas foi chamado por Nassau ao Recife, onde se ligou especialmente a João Fernandes Vieira.
Seus êxitos inegáveis foram a defesa do Brasil holandês contra o ataque da armada luso-espanhola em 1640 e a conquista de Angola, São Tomé e do Maranhão em 1641, graças ao poder naval.2
Para o historiador Charles Boxer foi sobretudo um "administrador de primeira categoria".