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quinta-feira, 30 de julho de 2015

ALCKMIN COMPRA A JOVEM PAN E A CBN, MAS NÃO O CHARLIE HEBDO...

Charlie Hebdo aborda tema tabu da mídia brasileira


(do site da ABRAJI, reproduzido no GGN, de Luis Nassif)9
Charlie Hebdo publica reportagem ilustrada sobre crise da água em São Paulo 


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O cartunista Riss, diretor do Charlie Hebdo, fez um pedido aos organizadores do 10º Congresso da Abraji: durante sua passagem pelo Brasil, queria cobrir a escassez de água em São Paulo e entender como os 11 milhões de moradores estavam se adaptando à estiagem.
A equipe da Abraji acompanhou o jornalista em visitas a comércios e residências na zona Oeste da cidade e articulou uma excursão à represa de Atibainha, parte do Sistema Cantareira. A viagem de 150 km foi feita em viaturas blindadas da Polícia Federal e em companhia do grafiteiro Thiago Mundano, um dos artistas que têm acompanhado e retratado a crise de abastecimento. É dele o famoso grafite que dá as boas-vindas ao "deserto da Cantareira".
Riss pretendia visitar uma favela para saber exatamente como a crise de abastecimento tem afetado a população mais pobre da cidade. Por segurança, os agentes da Polícia Federal excluíram essa possibilidade.
A reportagem em quadrinhos, publicada na edição nº 1.200 do jornal, descreve técnicas usadas por moradores para reaproveitar água, menciona o uso de copos descartáveis em lanchonetes e nota que, com as torneiras secas, São Paulo é cortada por grandes rios – transformados em esgoto a céu aberto.
O cartunista também menciona que a Sabesp tem papéis negociados na bolsa de Nova York e pergunta, observando o famoso relógio de água do Shopping Iguatemi, se a água será em breve um produto de luxo.
Riss esteve no Brasil para participar do 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, realizado pela Abraji no começo do mês.
Abaixo, a reprodução da reportagem em quadrinhos. Clique neste link para fazer o download da imagem em tamanho grande:

quarta-feira, 15 de julho de 2015

VERGONHA - JOVEM PAN RECEBE $$$ PARA FAZER POLÍTICA FASCISTA!

Nos últimos anos, sinto vergonha de lembrar que trabalhei na rádio Jovem Pan. Ela transformou-se numa emissora particular da direita política mais atrasada e cheia de ódio. Sua "linha editorial" é o golpe de Estado, defendido abertamente por gente como Sheherazade, Reinaldo Azevedo e Marco Antonio Villa. Todas as pessoas entrevistadas têm que criticar a Dilma, o Lula, o PT ou o Haddad - ou a entrevista não vai ao ar. Isso chama-se censura, e é proibido no Brasil, por lei. Agora surge a revelação comprovada de que a rádio recebe "por fora" para fazer sua campanha golpista e fascista, e que até repórteres ganham uma "caixinha" quando fazem matérias contra o PT. Além de protegerem tudo que seja do PSDB, começando pelo governo Alckmin e sua falta d'água. Uma vergonha!

O jabá e o “jornalismo” da Jovem Pan. 

Por Kiko Nogueira




Ela
Ela

A Piauí conta que a Jovem Pan veicula propaganda do governo Alckmin disfarçada de reportagem. O ouvinte é premiado com “publieditoriais” sem qualquer aviso. O Metrô, lê-se na revista, investiu 235 mil reais na Pan neste ano. Em 2014, esse valor chegou a um milhão de reais.
O valor pago pela Sabesp não é revelado. Mas a emissora cobre a crise de falta d’água em São Paulo de uma maneira original: só boas notícias, como se pode verificar no site oficial da rádio.
Em abril, o jornalista Luiz Antonio Cintra publicou no Viomundo um relato didático de como as coisas funcionam. Cintra estava ajudando a dar sustentação aos comentários do publicitário Mauro Motoryn (mais conhecido por servir de escada para Marco Antonio Villa num programa em que os dois debatem).
Ele lembra que Motoryn acatou uma sugestão de falar dos problemas no Sistema Cantareira. Não foi muito longe. Um “supervisor” da Pan entrou no estúdio. “Mauro, aí não… aí não, Mauro. desse jeito fica ruim pra gente… Melhor não falar de água por enquanto, a Sabesp está colocando uma grana na rádio. Não tem outro assunto, não?”, disse o funcionário, de acordo com Cintra.
Providenciou-se outro assunto.
A Piauí cita também um dinheiro desembolsado pelo então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, atual ministro das Cidades. Durante sua gestão, jornalistas recebiam até 10 mil reais a mais por “matérias” favoráveis.
Uma fonte do DCM que trabalhou na Câmara Municipal na época me diz que Kassab dava aos vereadores da base aliada um “mensalinho” para bancar programas radiofônicos. Além da Pan, Tupi e Capital também entravam no bolo.
Quem conhece um pouco a Jovem Pan pode tudo, menos se surpreender. Isso é o clássico jabá, uma especialidade do meio que a empresa de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o “Tutinha”, elevou ao estatuto de arte.
Jabá é, pura e simplesmente, um suborno. No mundo do FM, serve para gravadoras promoverem artistas. Ou se paga, ou a música não toca.
Tutinha sempre carregou a fama nacional de “jabazeiro”. Numa entrevista à Playboy, ele declarou que não se importava com o rótulo e que fazia, na verdade, “acordos comerciais”.
“Hoje chegam 30 artistas novos por dia. Por que eu vou tocar? Eu seleciono dez, mas não tenho espaço para tocar os dez. Aí eu vou nas gravadoras e para aquela que me dá alguma vantagem eu dou preferência”, disse. “Eu tocava, mas queria alguma coisa. Promoção, dinheiro.”
O “extra” para o reportariado elogiar o governo também é uma prática antiga. André Midani, ex-presidente da extinta CBS e da Warner, responsável por lançar boa parte das bandas dos anos 80, explicou o mecanismo para a Folha. 
“O que aconteceu é que os funcionários de rádio não ganhavam e não ganham muito dinheiro. São salários modestos. Então no início o disc-jóquei encontrou nessa manobra um meio de ganhar um pouco mais”, disse. Os donos, prossegue Midani, “ficavam contentes, pois não tinham que aumentar os salários. Mas, na medida em que a soma de dinheiro foi ficando maior, começaram a pensar: ‘E eu nessa história?’”.
Para Midani, Tutinha fazia isso de “forma profissional”. “Armava-se quase uma operação de marketing genuína”, definiu.
Não existe quase genuíno, como não existe semi virgem. O modus operandi da emissora de Tutinha no jornalismo é o mesmo da música — área em que acumulou know how ao longo de décadas. Foi ali que Tutinha, filho do fundador, cresceu. Entre suas criações está o Pânico. Na Wikipedia, ficamos sabendo que ele “lançou do anonimato à fama os apresentadores Luciano Huck e Adriane Galisteu”. Desde junho de 2014, é o presidente do grupo.
Com a derrocada da indústria fonográfica, Tutinha e sua Jovem Pan tiveram de buscar outras fontes de receita, mas o método não difere. Ele já chegou a falar que queria “ser menos dinheirista” à revista Trip. “Parece demagogia, mas é verdade”, disse. “Caceta, que é que eu tô fazendo pros outros? Grande merda tudo dar certo e não fazer nada pros outros!”.
Bem, o que ele fez pelos outros é uma usina de ódio partidário, em que propaganda é travestida de jornalismo. O jabá a serviço do combate à corrupção.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-jaba-e-o-jornalismo-da-jovem-pan-por-kiko-nogueira/

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CONCESSÃO PÚBLICA, JOVEM PAN VIROU APARELHO GOLPISTA!

A Jovem Pan se transformou numa célula de propaganda da direita raivosa


A Jovem Pan deixou de ser uma rádio. É, hoje, um centro de propaganda de ideias terrivelmente reacionárias.
Os ouvintes são bombardeados com comentários de extrema direita produzidos por Joseval Peixoto, Reinaldo Azevedo, Rachel Sheherazade e José Neumanne, para citar alguns.
Por trás disso está o dono, um eterno adolescente conhecido como Tutinha, ao qual se atribui a autoria da infame foto em que um herdeiro do Estadão, numa passeata pró-Aécio, erguia uma placa na qual mandava a Venezuela “se foder”. Se agiram em dupla, Debi e Loide não fariam coisa melhor.
Rádio é uma concessão pública, assim como tevê. Mas ao longo dos anos, no Brasil, emissoras de rádio e tevê foram sendo usadas para defender as ideias, e sobretudo os interesses econômicos, de seus donos, como é o caso da Jovem Pan.
Quando falo em concessão pública, entenda: o negócio caiu no colo de amigos do poder. Ganharam de graça a concessão, e com ela anúncios, financiamentos – tudo aquilo, enfim, que deriva do dinheiro do contribuinte.
O caso clássico é Roberto Marinho.
Nas memórias da Globo, o atual diretor geral do grupo, Carlos Shroeder, se derrama em bajulações ao companheiro Roberto Marinho. Nas palavras maravilhadas de Schroeder, Marinho construiu a Globo depois dos 60 anos.
Um dia essa história terá que ser contada direito.
Até um macaco faria a Globo, com as mamatas que Roberto Marinho recebeu da ditadura militar em troca de, para usar as palavras dele mesmo, ser o “melhor amigo” dela na imprensa.
Concessão, publicidade federal copiosa, financiamentos a juros maternos, certeza de impunidade em qualquer problema jurídico ou tributário: quem não faria uma emissora nestas condições?
Enquanto não dispôs de privilégios de ditadores, Roberto Marinho foi o que foi realmente: o dono de um jornal secundário no Rio, uma caricatura diante do líder Jornal do Brasil.
De volta à Jovem Pan.
Seus ouvintes são bombardeados por mensagens raivosas ultraconservadoras. Quem anuncia? O dinheiro público marca, como sempre, presença. No site, vi a Sabesp – de bolso raspado para dar água ao paulista, mas com recursos para colocar na Jovem Pan – e a Câmara Municipal de São Paulo.
Imagino que a publicidade da Câmara seja inercial, e tenha vindo dos dias de Serra e Kassab.
Mas hoje o presidente é José Américo, do PT. Ele já viu como o PT é tratado na rádio que ajuda a bancar?
“A gestão de Haddad é uma piada”, peguei ao acaso no site da rádio. O autor é Reinaldo Azevedo.
Joseval Peixoto, aos 78 anos o decano dos arquidireitistas, lamenta num comentário que não se fale no Congresso em impeachment pelo “crime de responsabilidade fiscal” de Dilma.
Foi ele que apresentou, num vídeo, Rachel Sheherazade como o grande reforço do jornalismo da Jovem Pan, em novembro passado.
Sheherazade, na Jovem Pan, logo mostrou a mesma graça que exibia no SBT. Num comentário recente, recriminou os brasileiros por terem perdido a capacidade de se indignar.
Isso porque uma pesquisa do Datafolha dizia que para os entrevistados Dilma é quem mais combate a corrupção entre os presidentes brasileiros.
Querida Rachel, ouso discordar de você.
Foi exatamente pela indignação em massa que Silvio Santos transformou você numa morta viva no SBT depois do histórico apoio aos justiceiros.
Zumbi no SBT, Sheherazade, para suas viúvas, pode ser ouvida agora na Jovem Pan.
Como sempre, sob o patrocínio do dinheiro público – e de donos de concessão que usam o presente que receberam para defender os interesses deles, deles e ainda deles.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-jovem-pan-se-transformou-numa-celula-de-propaganda-da-ultradireita/

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

GOLPE DA VEJA SÓ FOI EVITADO PELOS INTERNAUTAS, DIZ AMADEU



GOLPE MIDIÁTICO

'Sem internet, Aécio teria vencido eleição', diz cientista político

Para Sérgio Amadeu, PSDB adota 'estratégia do cinismo'. Ele considera inaceitável que a bandeira de combate à corrupção seja conduzida por 'forças da corrupção'
por Renato Brandão, especial para RBA publicado 28/10/2014 13:29,
JAILTON GARCIA/RBA
Amadeu
Amadeu defende reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação
São Paulo – Carro-chefe da editora Abril, a revista Veja lançada na última sexta-feira (24) divulgou como matéria de capa uma acusação de que a presidenta reeleita Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ambos do PT, tinham conhecimento de um esquema de corrupção na Petrobras. Sem apresentar qualquer prova, o conteúdo da reportagem era baseado em suposto depoimento do doleiro Alberto Youssef à Polícia Federal, que foi desmentido por seu advogado logo após a publicação.
Considerada a última “bala de prata” da oposição para tentar impedir uma nova vitória petista sobre os tucanos, a reportagem foi contestada duramente pela presidenta durante seu último programa eleitoral na TV na mesma sexta-feira. Ainda naquele dia, a Justiça considerou a publicidade da revista como “propaganda eleitoral” e também concedeu direito de resposta ao PT no site da revista.
Ainda assim, o estrago já estava feito. A campanha e simpatizantes do PSDB distribuíram panfletos com a capa impressa da revista da Abril em várias cidades do Brasil. Já na madrugada de sábado (25) para domingo (26), circulavam boatos de que Alberto Youssef havia sido envenenado, algo que teve de ser desmentido com rapidez pela Polícia Federal.
“Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que ela é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou”, disse o sociólogo Sérgio Amadeu, doutor em Ciência Política pela USP. Comparando o caso à ação midiática que ajudou a decidir o pleito presidencial de 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello, Amadeu acredita que o plano da editora Abril só não se concretizou nas urnas pela existência da internet. “Existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição.”
Para o cientista político, as redes sociais apontaram um acirramento muito grande e deixaram claro que “a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB” é baseada na “estratégia do cinismo”. Amadeu também defendeu uma reforma política para se alcançar uma legislação mais democrática dos meios de comunicação.
Qual foi a influência da capa da revista Veja às vésperas do segundo turno presidencial entre Dilma e Aécio?
A capa da Veja foi feita justamente para influenciar o resultado eleitoral. Ela normalmente está nas bancas no sábado, mas saiu na sexta-feira. E era uma capa para, inclusive, ser impressa, tanto é que a campanha do candidato Aécio Neves (PSDB) imprimiu essa capa justamente para manter aquele clima que eles criaram no Brasil de demonização do outro. O grupo Abril, em particular a revista Veja, já há muito tempo é organização que defende interesses econômicos a partir da gestão da política. Não há como dizer agora o quanto impactou, mas eles influíram claramente na votação de domingo, porque o Aécio conseguiu, a partir desse tipo de ação, crescer e encostar na candidata Dilma Rousseff no segundo turno das eleições.
Como o sr. avalia o papel da internet nessas eleições?
Uma coisa que chama atenção nesse processo é que essa operação já tinha sido feito nas eleições de 1989, com sucesso, mas não teve desta vez. E por quê? Porque desta vez – além das pessoas já conhecerem a manobra de grupos de comunicação misturadas à elite política econômica no caso da vitória do Collor – também existe hoje a internet, que não tinha naquela época. Então, se não houvesse a internet, certamente, o candidato Aécio Neves tinha ganho a eleição, porque era o candidato preferido pelos grupos econômicos, pelos banqueiros, pelo mercado de capitais. Inclusive oscilava a Bolsa e, se você for ver, é muito curioso, quando as pesquisas davam a Dilma crescendo, a Bolsa caía, o que mostra o humor desses especuladores financeiros. A internet foi decisiva para a garantia de um debate que não existiria se fossem apenas os meios de comunicação de massa atuando nessas eleições. Isso é bastante nítido no processo eleitoral que ocorreu em 2014.
E as redes sociais?
As redes sociais, em particular, tiveram um papel grande e mostraram, na verdade, um acirramento muito grande. Deixou claro, e é importante que tudo fica registrado, qual é a linha política e o conteúdo discursivo das forças comandadas pelo PSDB, que é baseada em preconceito, em mentira e numa estratégia que podemos chamar de “estratégia do cinismo”. Eles chegam a afirmar que nenhum corrupto ligado ao PSDB está preso ou foi julgado por incompetência do PT, o que é uma coisa completamente cínica. Esse tipo de ação, as pessoas não têm clareza de como vão lidar com isso. Agora, minha opinião é bastante clara: é preciso mostrar concretamente o que é o PSDB do ponto de vista da corrupção. É inaceitável que a bandeira da corrupção seja tomada por forças da corrupção. É inaceitável.
Não tenho nenhuma dúvida do aparelhamento que (governador de São Paulo) Geraldo Alckmin faz na Sabesp. Isso ficou nítido nas gravações mostrando que eles são capazes de ganhar a eleição, inclusive se for para deixar uma cidade em situação de calamidade. Nós temos que mostrar que eles são uma junção de descompromisso com a democracia, de má gestão de recursos públicos e de corrupção em larga escala, como foi feito em São Paulo. Réus confessos entregaram as provas e o Ministério Público não faz nada. Então, temos que ir para cima disso.
Temos que ir para cima do crime eleitoral cometido pela revista Veja, temos que exigir o julgamento do mensalão mineiro antes que ele prescreva e temos que mostrar toda a ligação que o PSDB tem com crime, com práticas absurdas. Não podemos aceitar. E não vai ser falando “pessoal, o clima de ódio é ruim”. Não. O clima de ódio só vai ser reduzido com argumentos verdadeiros e racionais. Não é pedindo paz e amor, não, mas colocando claramente para as pessoas, insistentemente, as falácias do discurso que eles reproduzem para o Brasil. A gente tem que ser muito claro com isso, porque disso depende a democracia, né?
O sr. acredita que o novo governo possa mudar artigos que dizem respeito à comunicação?
Eu acho que um dos principais pontos da reforma política para o Brasil é a reforma da comunicação. Essa operação da Veja mostra que ela não é um órgão de comunicação, o que ela mostrou claramente é que é uma sala do comitê político do PSDB no Brasil. A revista operou de maneira a desinformar. Ela desinformou. Ela já havia feito isso se ligando a um criminoso chamado Carlos Cachoeira e não aconteceu nada. O cara continua lá na sucursal de Brasília, não foi preso, não foi condenado. Nós precisamos mexer nessas estruturas de concentração econômica de poder, fazer uma reforma da comunicação, uma lei de meios, como a da Argentina. E nós precisamos também de uma reforma política que retire o poder do capital, que retire o financiamento privado de campanha, mas que permita também à gente avançar em questões cruciais da sociedade brasileira. Com uma Constituinte que não possa ser com estes deputados, que tenha que ser exclusiva. O deputado que quiser fazer essa Constituinte só poderá se candidatar para isso, para discutir as ideias e o futuro do país, e não para vir com esquemas que a gente sabe que eles articulam, de grandes corporações, de forças que bancam campanhas milionárias. Precisamos de uma reforma política com uma Constituinte exclusiva e, nesse contexto, uma reforma das comunicações.
Por que os partidos têm tido certa dificuldade em atingir os jovens na internet?
A internet não é contraposta aos partidos, mas é que a velocidade das comunicações e as relações intensas que existem na internet geram muitas dificuldades para os partidos, principalmente para legendas partidárias que são estruturas mais orgânicas. Por exemplo, o PSDB adotou e atuou como estratégia na internet, e não é de agora, de desconstruir seus opositores, no caso o governo federal e o PT.
E os tucanos fazem isso destilando preconceitos e coisas absurdas. Se for ver o que dizem dos nordestinos, dos gays e das opções políticas das pessoas, beira ao fascismo. Agora temos que ver o que os partidos que são propostas democráticas e de esquerda podem refazer utilizando a internet, mas é muito difícil fazer política só pelas estruturas partidárias. Hoje, está muito claro que não é só o partido o elemento que faz política. Há outras formas de se fazer política, inclusive com conexões, grupos e coletivos de ativistas na internet.
http://www.redebrasilatual.com.br/eleicoes-2014/sem-internet-aecio-teria-vencido-eleicao-diz-sociologo-9159.html

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

OBA! FALTA ÁGUA ATÉ EM RESTAURANTES DE SP E ELEITORES FESTEJAM!!!

Falta de água e o crime da imprensa

Por Altamiro Borges

A falta de água em São Paulo já atinge graus extremos, colocando em risco a própria saúde pública. Mesmo assim, a midiazona paulista não faz alarde sobre esta tragédia. A omissão é um verdadeiro estelionato eleitoral, mais um crime da velha imprensa. Ela visa livrar a cara do governador reeleito Geraldo Alckmin, do PSDB e, em especial, do cambaleante Aécio Neves. A Folha tucana publicou neste domingo (12) uma notinha, bem minúscula, informando que as torneiras já secaram até nos restaurantes de Pinheiros, bairro nobre da capital paulista. Vale conferir:

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Falta de água atinge restaurantes de Pinheiros por 8 horas

Restaurantes de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ficaram sem água por ao menos oito horas neste sábado (11), segundo gerentes de estabelecimentos locais. Rogério Santana, do Consulado da Bahia, reclamou que o problema começou às 11h e não tinha sido resolvido até às 19 horas. A Sabesp informou não ter recebido reclamações da região, mas disse que enviou técnicos para vistoriar a rede. Em Campinas, metade do 1,2 milhão de habitantes ficou sem água entre o fim da tarde de sexta (10) e o sábado (11).


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Se a midiazona fosse menos partidarizada e seletiva, os relatos da falta de água já teriam resultado em manchetes nos jornalões e em críticas nos telejornais. Na semana passada, a própria presidente da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp), Dilma Pena, admitiu pela primeira fez que “existe, sim, falta de água”. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal, ela confessou que o problema decorre da queda dos reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Ela só fez essa confissão três dias após a votação do primeiro turno, em mais uma prova do estelionato eleitoral que enganou tantos paulistas.

Num afronta à inteligência dos paulistas, a presidenta da Sabesp ainda tentou justificar a tragédia. Ela disse que “não existe racionamento, mas administração da disponibilidade da água”. Ela “tucanou” a falta de água e garantiu que o problema é pontual. Pesquisa Datafolha realizada em agosto, mas que teve pouco destaque nos jornalões e nas emissoras de rádio e tevê, evidenciou que a crise no setor não tem nada de “pontual”: 46% dos entrevistados relataram ao menos um corte de água nos 30 dias anteriores; em maio, 35% dos paulistas já tinham denunciado problemas.

A presidenta da Sabesp havia sido convocada para depor na CPI em setembro. Mas fugiu para evitar respingos – sem água – nas eleições. A mídia tucana, que adora promover a escandalização da política – mas sempre de forma seletiva –, não fez qualquer pressão sobre o governo Alckmin. Da mesma forma, ela segue evitando dar destaque ao assunto. Possivelmente, só vai tratar do tema com mais responsabilidade, tentando se apresentar como neutra, após o segundo turno das eleições presidenciais. E ainda tem gente que acredita na midiazona. É preciso ser muito tapado! 

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/falta-de-agua-e-o-crime-da-imprensa.html#more

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

PADILHA MOSTRA COMO ALCKMIN TRAIU COMPROMISSO COM SÃO PAULO

Padilha: “Alckmin rompeu o contrato com a sociedade de São Paulo”


Durante entrevista coletiva à imprensa, o candidato a governador de São Paulo, Alexandre Padilha, da Coligação Para Mudar de Verdade (PT-PCdoB-PR) apontou falhas estruturais e afirmou que o governo do estado já aplica um racionamento de água na prática e que o compromisso assumido pela atual gestão há dez anos e que não saiu do papel.

Por Ana Flávia Marx


Ana Flávia Marx
Padilha: O PSDB está cansado em São PauloPadilha: O PSDB está cansado em São Paulo
O compromisso a que se referiu Padilha foi firmado na assinatura da Outorga do Sistema Cantareira, que daqui a cinco dias completa dez anos e que nada que foi prometido e planejado saiu do papel.

“É preciso ter transparência. A cada mês o governador Geraldo Alckmin fala uma coisa e a impressão que eu tenho é que assim que acabar a eleição, ele fará um pacote de maldades sobre o uso da água”, apontou Padilha.

Para o candidato, o principal problema é que existe um cansaço do PSDB que está há 20 anos no governo e não consegue enfrentar os problemas estruturantes. “O PSDB está cansado e é por isso que falta soluções inovadoras, transparência e diálogo com a sociedade”.

Há dez anos, o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) recomendou à gestão de Geraldo Alckmin que preparasse um plano de emergência para deter, na época, uma possível crise do abastecimento da água. A indicação consta na resolução 1213/2004 em que previa 12 meses para apresentar um plano de contingência e 30 meses para planejar medidas que reduzissem a dependência da Capital.

Alexandre Padilha negou qualquer intenção de fazer racionamento de água ou aplicar multa para os consumidores, caso se eleja governador.

“Sou contra a solução do padrão do governo Alckmin. Ele quer jogar na conta do cidadão a responsabilidade do contrato que ele rasgou”.

Programa "Água, dia e noite"

Padilha apresentou o programa “Água, dia e noite”, em que faz ao racionamento em que acontece na região metropolitana de São Paulo no período noturno e que contém as possíveis soluções para que, a curto, médio e longo prazo, o estado de São Paulo possa ter segurança hídrica.

O conjuntos das ações propostas pelo candidato foram orçadas em 5 bilhões de reais, valor menor que o lucro da Sabesp, empresa responsável pelo planejamento e abastecimento de água no estado.

Foram apresentadas propostas de interligação e transposição de bacias, captação água de outras regiões, ampliação da capacidade de tratamento e redução de perdas e desperdícios.

Padilha quer também combater o desperdício de uso da água na área urbana, criar incentivos para programa de reuso da água nas grandes cidades e indústrias e integrar políticas de habitação, saneamento e meio ambiente.


http://www.vermelho.org.br/sp/noticia/246802-39



domingo, 20 de julho de 2014

PSDB PODE DEIXAR ATÉ OS BAIRROS NOBRES SEM ÁGUA!

São Paulo seca, Alckmin emudece

Escrito por  
  •  
A situação é realmente de alerta. O problema “chegou” à atenção – merecida, aliás – 
do Greenpeace. A entidade ambientalista publicou texto em que diz, com todas as 
letras, que São Paulo, sem governo, reza por chuva para não secar. E informa que, 
há um mês, o Greenpeace entregou uma carta ao governador Geraldo Alckmin com 
demandas estratégicas. “As propostas”, explicam, “visam apontar soluções para 
atenuar e resolver a crise da água em São Paulo, cenário que se repete de tempos 
em tempos - sempre com tons mais dramáticos - como resultado da má gestão e da 
falta de planejamento, por parte do governo de SP, sobre os recursos hídricos da 
região”.
O documento lembra, ainda, que a Política Estadual de Mudanças do Clima (PEMC), 
criada em 2009, ainda não saiu do papel e pede que ela seja transformada em 
realidade. A PEMC prioriza a implementação de ações de prevenção e adaptação às 
alterações produzidas pelos impactos das mudanças climáticas.
Desrespeito governamental
No entanto, critica a entidade, não há resposta do governador. “Alckmin perde a 
chance de se mostrar preocupado com a questão, expondo a falta de transparência 
do seu governo e a incompetência em abrir o diálogo com a população. Para piorar, 
a cada dia que passa o governador expõe sua incapacidade em tomar medidas 
concretas, adotando apenas ações paliativas motivadas por cálculos eleitoreiros e, 
portanto, muito aquém do que se espera de um governo responsável. Um exemplo 
é o recuo em taxar quem não economizar água.”
Charge publicada no site do Greenpeace Brasil
Situação
Desde a semana passada, as represas do Sistema Cantareira, que abastece 8,1 milhões 
de habitantes da Grande São Paulo, estão operando em sua reserva técnica, o chamado 
volume morto, nível de água localizado abaixo das comportas das represas. Além do 
impacto do consumo deste volume sobre a ecologia dos reservatórios – é difícil garantir 
que as represas se recuperarão – o perigo de desabastecimento da maior cidade 
brasileira parece cada vez maior. A escassez, por sinal, avança dos bairros periféricos 
da capital (onde o racionamento faz parte da rotina e vem sendo cada vez mais comum) 
para as regiões mais ricas de São Paulo. Cidades do interior paulista, como Itu e Campinas, 
também estão sofrendo com a falta de água.

http://portogente.com.br/noticias/dia-a-dia/sao-paulo-seca-alckmin-emudece-82815

domingo, 8 de junho de 2014

COM FALTA D'ÁGUA, PSDB CRESCE EM S. PAULO? CONTA OUTRA, DATAFOLHA...rsrsrs

Por que Padilha vai vencer Alckmin e o Datafolha.Que se dane o Datafolha sobre a pesquisa para governador de São Paulo. Não abaixem a cabeça, não caiam na armadilha dessa pesquisa feita para esfriar a militância, porque Padilha vai vencer o Alckmin e o Datafolha. 

Não é papo de torcedor. Será suado, em dois turnos, mais vencerá.

Deem uma olhada neste vídeo de um pequeno trecho do discurso de despedida no Ministério da Saúde. Em dois momentos Padilha se emocionou, embargou a voz, e se segurou para não chorar de vez. Um foi quando agradeceu seus pais, que sofreram muito durante a ditadura. Outro momento está neste vídeo, quando se emocionou com a luta para levar mais médicos ao interior, inclusive para cuidar dos povos indígenas.

Ele mesmo, depois de se formar médico nas melhores Universidades de São Paulo, foi cuidar de gente que não tinha médico na amazônia paraense, inclusive da tribo Zoé, que estava a caminho da extinção. É dessas histórias de vida que inspiram. Parece até filme. Imagine na hora que o cidadão paulista ver isto no Horário Eleitoral?

Se Padilha fosse um tucano, esse trecho do vídeo teria ido parar no Jornal Nacional, repetido no Jornal da Globo, no "Bom Dia, Brasil" e no telejornal Hoje. Como ele não é tucano, quanta gente, mesmo petista de carteirinha, viu? Pois está aí para todo mundo ver. E tem que compartilhar senão ninguém fica sabendo.

Mas a gente que é ativista, não pode deixar por conta só de marqueteiros no Horário Eleitoral. Temos que fazer como Lula diz. Temos que ter o argumento na hora de conversar sobre política. Sem ser chato, a gente tem que falar com quem conversa sobre política conosco, tem que explicar porque Padilha é o melhor candidato.

Melhor Ministro da Saúde e melhor candidato.

A confiança na vitória é porque Padilha é o melhor candidato a governador de São Paulo que já apareceu nos últimos tempos. Outros tiveram suas qualidades também, mas Padilha tem um perfil que o favorece em um estado como São Paulo. Só perde se o marketing errar demais ou se a militância abaixar a cabeça.

Padilha fez um trabalho extraordinário no Ministro da Saúde, mesmo com condições adversas, como o problema crônico do subfinanciamento, agravado com o fim da CPMF. E com a descentralização da Saúde nos municípios e estados, que é boa por um lado, mas também ainda traz problemas quando prefeituras e governadores não controlam médicos que não cumprem a carga horária e outras coisas piores. 

Foi o melhor Ministro da Saúde do Brasil desde Oswaldo Cruz, com todo respeito aos outros ex-ministros que também fizeram um bom trabalho, reestruturando a Saúde Pública que havia sido sucateada no governo tucano. No vídeo inteiro de sua despedida ele fez um balanço de muita coisa que a gente não sabe porque nunca sai nos jornais e TVs.

Além disso, Padilha está construindo um programa de governo para São Paulo incomparavelmente superior ao que os tucanos fazem desde 1983 (quando ainda eram do PMDB). É um programa melhor para o interior, melhor para a região metropolitana, melhor para os mais pobres, melhor para a classe média, e melhor até para os mais ricos, porque é desenvolvimentista e pensa grande.

Além de Padilha saber se comunicar bem, ser bom no debate (depenou um por um os jornalistas tucanos no programa Roda Viva), também sabe ouvir, é excelente articulador político e social, e tem uma cabeça aberta para fazer um governaço com ampla participação popular e de transparência.

Já vimos este mesmo filme em 2012, no mesmo Datafolha

Ninguém em sã consciência acredita que Padilha chegará nas urnas com 3% como aponta o Datafolha nesta pesquisa ainda há meses das eleições. Qualquer candidato petista razoável chega com cerca de 30% dos votos úteis. Imagina Padilha que é o candidato dos sonhos que qualquer partido gostaria de ter?

Em 26 de junho de 2012, o Datafolha deu Haddad com 6%. O resultado nas urnas todos sabem qual foi. Deixa os tucanos com salto alto para ver no que vai dar.

Cassetadas do Datafolha

É curioso como o Datafolha faz chover intenção de votos em Alckmin, quanto mais falta água em São Paulo.


Acredite se quiser, mas na região metropolitana de São Paulo, depois que começou a faltar água por falta de investimentos do governo Alckmin, as intenções de votos do tucano subiram de 35% para 38%. Ah... essas pesquisas!


http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2014/06/porque-padilha-vai-vencer-alckmin-e-o.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

LULA CONDENA PRESSÃO DA GLOBO SOBRE BLOGUEIROS

Lula responde a O Globo: "Dou entrevista para quem eu quiser"

Jornal GGN – Na manhã desta sexta (16), durante o Encontro Entre Blogueiros e Ativistas Digitais, em São Paulo, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), respondeu à investida de O Globo contra blogueiros que participaram de uma entrevista exclusiva com ele no início de abril.
Lula disse que ficou muito “chateado” com a ação do jornal, que abordou todos os jornalistas para saber por que eles foram convidados para a coletiva de imprensa que não contou com participação de nenhum veículo de comunicação tradicional. Para o petista, a imprensa ficou "indignada" com sua postura.
“Fiquei muito chateado com a violência com que alguns setores de comunicação trataram a entrevista que dei aos blogueiros. Sobretudo, a procura posterior com perguntas ofensivas, quase que indignados. ‘Por que o Lula deu entrevista para aquela tal de Conceição’? É porque eu não tenho nenhum cargo público e me dou o direito de dar entrevistas para quem eu quero e na hora que eu quero", disparou o ex-presidente.
Na fala, Lula se refere à repórter Conceição Lemes, do blog Viomundo. A jornalista, também abordada pela equipe de O Globo, compôs a mesa de debate com Lula ao lado de Ênio Barroso. O ex-presidente discursou por volta de uma hora, na presença do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e do candidato do PT ao governo do Estado, Alexandre Padilha, entre outras lideranças.
Lula falou inicialmente sobre a aprovação do Marco Civil da Internet, agradecendo “a pressão” exercida pela militância para garantir que o projeto virasse lei. Ele ressaltou que o ponto mais importante na norma é a neutralidade na rede, e disse que a mídia brasileira precisa de um marco regulatório das comunicações que garanta a mesma coisa entre todos os veículos: neutralidade.
"Todo mundo acha que eu sou contra a imprensa, mas eu não sou. Eu defendo a liberdade de expressão. Mas mais do que antes, hoje eu tenho consciência da importância de regulamentarmos os meios de comunicação. Em todos os discursos que eu puder fazer daqui para frente, eu vou defender isso", pontuou.
Durante o encontro, Lula reforçou os avanços de seu governo no que tange as políticas econômicas e sociais. Comentou as manifestações contrárias à Copa do Mundo sustentando que o PT não tem medo de passeatas e protestos, mas classificou a lei antiterrorismo pretendida pelo governo Dilma Rousseff como desnecessária. "A sociedade só precisa ficar mais atenta contra o vandalismo."
Ainda sobre mídia, Lula disse que o PT não deve "chorar" pelo "tratamento diferenciado" que a imprensa costuma dar ao partido. Ele lembrou que desde a fundação da legenda, a comunicação é feita no contato direto com a população, e frisou que o advento da internet trouxe novos instrumentos de trabalho à política. 
Falta de água em São Paulo
O ex-presidente falou ainda da cobertura que a grande mídia deu à inauguração da obra da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo) para captar o volume morto do Sistema Cantareira, diante da escassez de água para suprir a demanda da Região Metropolitana de São Paulo. Lula apontou que a falta de planejamento do governo do Estado, capitaneado por Geraldo Alckmin (PSDB), não foi citada em reportagens. 
"Ah, se fosse da tua responsabilidade, Haddad, o que teria acontecido com você? Se eles [governo estadual] têm capacidade de ressuscitar o tal do volume morto do Cantareira, por que não fizeram isso antes? Eu visitei o Cantareira há 40 anos. De lá para cá, a cidade cresceu uma barbaridade. Será que ninguém foi lá fazer mais um poço? Ou será que eles pensam que nordestino que vem morar aqui não bebe água? Poderiam ter cuidado melhor. Cadê o choque de gestão?", indagou Lula, em alusão à marca do presidenciável Aécio Neves (PSDB) para falar da administração de Minas Gerais.

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