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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

OBA! FALTA ÁGUA ATÉ EM RESTAURANTES DE SP E ELEITORES FESTEJAM!!!

Falta de água e o crime da imprensa

Por Altamiro Borges

A falta de água em São Paulo já atinge graus extremos, colocando em risco a própria saúde pública. Mesmo assim, a midiazona paulista não faz alarde sobre esta tragédia. A omissão é um verdadeiro estelionato eleitoral, mais um crime da velha imprensa. Ela visa livrar a cara do governador reeleito Geraldo Alckmin, do PSDB e, em especial, do cambaleante Aécio Neves. A Folha tucana publicou neste domingo (12) uma notinha, bem minúscula, informando que as torneiras já secaram até nos restaurantes de Pinheiros, bairro nobre da capital paulista. Vale conferir:

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Falta de água atinge restaurantes de Pinheiros por 8 horas

Restaurantes de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, ficaram sem água por ao menos oito horas neste sábado (11), segundo gerentes de estabelecimentos locais. Rogério Santana, do Consulado da Bahia, reclamou que o problema começou às 11h e não tinha sido resolvido até às 19 horas. A Sabesp informou não ter recebido reclamações da região, mas disse que enviou técnicos para vistoriar a rede. Em Campinas, metade do 1,2 milhão de habitantes ficou sem água entre o fim da tarde de sexta (10) e o sábado (11).


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Se a midiazona fosse menos partidarizada e seletiva, os relatos da falta de água já teriam resultado em manchetes nos jornalões e em críticas nos telejornais. Na semana passada, a própria presidente da Companhia de Saneamento Básico (Sabesp), Dilma Pena, admitiu pela primeira fez que “existe, sim, falta de água”. Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal, ela confessou que o problema decorre da queda dos reservatórios do Sistema Cantareira, que abastece 8,8 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo. Ela só fez essa confissão três dias após a votação do primeiro turno, em mais uma prova do estelionato eleitoral que enganou tantos paulistas.

Num afronta à inteligência dos paulistas, a presidenta da Sabesp ainda tentou justificar a tragédia. Ela disse que “não existe racionamento, mas administração da disponibilidade da água”. Ela “tucanou” a falta de água e garantiu que o problema é pontual. Pesquisa Datafolha realizada em agosto, mas que teve pouco destaque nos jornalões e nas emissoras de rádio e tevê, evidenciou que a crise no setor não tem nada de “pontual”: 46% dos entrevistados relataram ao menos um corte de água nos 30 dias anteriores; em maio, 35% dos paulistas já tinham denunciado problemas.

A presidenta da Sabesp havia sido convocada para depor na CPI em setembro. Mas fugiu para evitar respingos – sem água – nas eleições. A mídia tucana, que adora promover a escandalização da política – mas sempre de forma seletiva –, não fez qualquer pressão sobre o governo Alckmin. Da mesma forma, ela segue evitando dar destaque ao assunto. Possivelmente, só vai tratar do tema com mais responsabilidade, tentando se apresentar como neutra, após o segundo turno das eleições presidenciais. E ainda tem gente que acredita na midiazona. É preciso ser muito tapado! 

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/10/falta-de-agua-e-o-crime-da-imprensa.html#more

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

NO MEIO DOS TRABALHADORES, LULA DIZ QUE PESQUISAS NÃO VALEM NADA

LULA A PADILHA: JOGA NO
LIXO O GLOBOPE E A DATAFALHA

Pesquisa no Brasil virou casa de apostas​ (e o jn proclama o resultado- PHA)
O Presidente Lula e  o ex-ministro da Saúde e candidato do PT ao governo de São Paulo, 
Alexandre Padilha, estiveram na tarde desta terça-feira (5) na porta da fábrica da Ford em 
São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Enquanto Padilha se comprometeu a criar um Programa Nacional de Acesso ao 
Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Paulista, Lula criticou as últimas pesquisas 
realizadas para o Governo do Estado.

“Eu acho que quando você vem aqui você v​ê​ que as pesquisas não significam 
absolutamente nada”, disse o Presidente.

“As pesquisas hoje funcionam como casa de apostas. Padilha, quando você sai daqui você 
vai ver que as pesquisas não valem de nada”, concluiu.


​O​utras frases do ​Nunca Dantes​:



“Ir na porta de uma fábrica em época de eleição sempre foi um motivo de muita 
alegria. Faço isso há décadas” 

“Essa peãozada ao longo da história tem sido motivo de orgulho” 

“Ao longo da história ela tem sido motivo de orgulho pra quem faz política como 
eu” 

“Se depender dessa peãozada você receberá o posto de governador de SP” 

“Você aguarde que agora começou o jogo” 

“A gente quer provar que é possível São Paulo ser melhor do que é. Ficam 
preocupados se vai faltar energia em Brasília enquanto aqui não tem água”

“A última empresa que entrou no Sistema Cantareira foi em 1982″

“Por vontade da companheira Dilma o Padilha largou o ministério para ser candidato 
a governador”



Aqui, declarações de Alexandre Padilha:


“Se a gente juntar o Corinthians meu e do Lula, juntar todos os times de São 
Paulo, não dá a militância do PT”

“Vocês trabalhadores poderão contar comigo quando eu for governador de 
São Paulo. Vamos criar o Pronatec paulista” 

“A campanha começa a partir dessa semana e amanhã às 5:30 estaremos em 
Diadema conversando com trabalhadores” 

“Ele (Alckmin) está vivendo em um mundo de propagandas do governo 
estadual, e a Sabesp é uma expressão de falta de sensibilidade”

“Ele talvez não esteja mais senti​n​do as dores do povo”

“Nós enfrentamos o PCC, quero ser governador para enfrentar o PCC, não como 
o governo atual, que não enfrenta o PCC”

” Vou achar estranho quando no PT estiver sobrando dinheiro para campanha”, 
disse. Em contrapartida, ele diz que está “resgatando o velho PT“
Alisson Matos, editor do Conversa Afiada

http://www.conversaafiada.com.br/politica/2014/08/05/lula-a-padilha-joga-
no-lixo-o-globope-e-a-datafalha/

PADILHA MOSTRA COMO ALCKMIN TRAIU COMPROMISSO COM SÃO PAULO

Padilha: “Alckmin rompeu o contrato com a sociedade de São Paulo”


Durante entrevista coletiva à imprensa, o candidato a governador de São Paulo, Alexandre Padilha, da Coligação Para Mudar de Verdade (PT-PCdoB-PR) apontou falhas estruturais e afirmou que o governo do estado já aplica um racionamento de água na prática e que o compromisso assumido pela atual gestão há dez anos e que não saiu do papel.

Por Ana Flávia Marx


Ana Flávia Marx
Padilha: O PSDB está cansado em São PauloPadilha: O PSDB está cansado em São Paulo
O compromisso a que se referiu Padilha foi firmado na assinatura da Outorga do Sistema Cantareira, que daqui a cinco dias completa dez anos e que nada que foi prometido e planejado saiu do papel.

“É preciso ter transparência. A cada mês o governador Geraldo Alckmin fala uma coisa e a impressão que eu tenho é que assim que acabar a eleição, ele fará um pacote de maldades sobre o uso da água”, apontou Padilha.

Para o candidato, o principal problema é que existe um cansaço do PSDB que está há 20 anos no governo e não consegue enfrentar os problemas estruturantes. “O PSDB está cansado e é por isso que falta soluções inovadoras, transparência e diálogo com a sociedade”.

Há dez anos, o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) recomendou à gestão de Geraldo Alckmin que preparasse um plano de emergência para deter, na época, uma possível crise do abastecimento da água. A indicação consta na resolução 1213/2004 em que previa 12 meses para apresentar um plano de contingência e 30 meses para planejar medidas que reduzissem a dependência da Capital.

Alexandre Padilha negou qualquer intenção de fazer racionamento de água ou aplicar multa para os consumidores, caso se eleja governador.

“Sou contra a solução do padrão do governo Alckmin. Ele quer jogar na conta do cidadão a responsabilidade do contrato que ele rasgou”.

Programa "Água, dia e noite"

Padilha apresentou o programa “Água, dia e noite”, em que faz ao racionamento em que acontece na região metropolitana de São Paulo no período noturno e que contém as possíveis soluções para que, a curto, médio e longo prazo, o estado de São Paulo possa ter segurança hídrica.

O conjuntos das ações propostas pelo candidato foram orçadas em 5 bilhões de reais, valor menor que o lucro da Sabesp, empresa responsável pelo planejamento e abastecimento de água no estado.

Foram apresentadas propostas de interligação e transposição de bacias, captação água de outras regiões, ampliação da capacidade de tratamento e redução de perdas e desperdícios.

Padilha quer também combater o desperdício de uso da água na área urbana, criar incentivos para programa de reuso da água nas grandes cidades e indústrias e integrar políticas de habitação, saneamento e meio ambiente.


http://www.vermelho.org.br/sp/noticia/246802-39



terça-feira, 29 de julho de 2014

ALCKMIN PERDE MANOBRA ELEITORAL E TERÁ QUE RACIONAR ÁGUA

MPF MANDA
ALCKMIN RACIONAR ÁGUA

Por que o Cerra e ele não fizeram cisternas ?
Segundo o Globo (enterrado no pé da pág. 6), o Ministério Público Federal de São Paulo 
deu dez dias ao Governador (?) Geraldo Alckmin para racionar o fornecimento 
de água a 8 milhões de consumidores da cidade de São Paulo abastecidos pelo 
Sistema Cantareira, que vive no “volume morto” há muito tempo.

Se não racionar, o MPF pode tomar medidas judiciais.

Estudo da Unicamp revela que a Cantareira, sem racionamento, seca inteiramente em 
cem dias – a tempo de o eleitor mandar os tucanos passear na … Cantareira.

Por que o Padim Pade Cerra que também governou (sic) São Paulo e o Alckmin não construíram cisternas ?
A Dilma construiu cisternas e açudes no Nordeste e ninguém mais morre de sede, 
nem foge para os grandes centros em busca de água e comida.
Se o Eduardo Suplicy fosse menos tucano, na eleição para Senador ele pendurava o 
racionamento nas costas do Cerra também.
Por falar em água e comida: de que vive o Cerra ?



Em tempo: Padilha vem aí de jaleco branco.

Em tempo2: 
a empresa estadual de abastecimento de água, a Sabesp, no tempo do 
Governador (sic) Cerra, era a central de propaganda da campanha – fracassada – à 
Presidência. O amigo navegante se lembra de a Sabesp oferecer cano no Acre. E 
seria a Sabesp a encarregada de construir aquele cano que ia de Sergipe ao Ceará, 
quando o presidente eleito Padim Pade Cerra irrigaria o Nordeste, a partir de São 
Paulo. Um prodíjio (é assim mesmo, revisor. Obrigado) !


Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/07/29/mpf-manda-
alckmin-racionar-agua/

segunda-feira, 28 de julho de 2014

VEJA COMO É POSSÍVEL DERROTAR ALCKMIN E ELEGER PADILHA

Emílio Lopez: Alckmin perde 31% do tempo de TV; 2º turno a caminho?

publicado em 26 de julho de 2014 às 12:59
Alckmin-Skaf-e-Padilha
por Emílio Lopez, especial para o Viomundo
Com base nas pesquisas das últimas semanas, muitos acham que o governador  Geraldo Alckmin (PSDB) será reeleito no primeiro turno.
O cenário eleitoral, porém, caminha para um provável segundo turno.
Estes fatores poderão contribuir para isso:
1) Pela primeira vez, o candidato do PSDB não terá o maior tempo de TV e rádio. Esse benefício ficará com a oposição.  Sem contar os demais candidatos,  Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT), juntos, terão metade do horário eleitoral.
A tabela abaixo compara o tempo de TV e rádio de 2010 com o de 2014.  Alckmin perdeu  31% tempo de TV que tinha em 2010, ou seja, 2 minutos a menos. O candidato do PT ficou estável, já que ganhou 6 segundos. O grande beneficiado foi Skaf: cresceu quase 4 minutos.
tempo de tv-002
Fonte: TRE/SP
2) No plano federal, o tempo de TV e rádio é outro problema para os tucanos. Dilma Rousseff terá 11 min23s, Aécio Neves, 4 min33s e Eduardo Campos, 1 min54 s.
Em relação à eleição de 2010, Dilma terá 47s a mais na TV, Aécio perderá 2min42s e Eduardo ganhará aproximadamente 30 segundos.
As perdas de tempo de TV no Brasil e no Estado de São Paulo não decidem a eleição, mas dificultarão os ataques de Alckmin aos adversários. E o contra ataque pode ser mortal. Se o tempo de Dilma for usado, por exemplo, para lembrar o propinoduto tucano pode ter um efeito importante para equilibrar a discussão da ética, assim como  na disputa paulista.
3) Outro aspecto pouco mencionado é a queda do voto cristalizado, espontâneo, em Alckmin. Segundo a última pesquisa Datafolha, esse voto caiu de 19% para 10%.  A pesquisa em que ele obteve 19%  foi feita no  momento em que ocorriam as inserções publicitárias do PSDB. A mais recente dá 15%. Um sinal que a eleição paulista está em aberto.
Roberto Toledo, articulista do Estadão,  no artigo Frankenstein eleitoral, chama a atenção para um dado interessante: metade dos eleitores petistas ainda vota em Alckmin, mas isso deve se reverter e pode empurrar a eleição para o segundo turno.
4) Outro aspecto importante é o voto em Lula. Representa mais de um quarto dos votos dos paulistas, o que pode, em tese, levar a eleição para segundo turno, já que provavelmente contribuirá para a subida de Padilha.
5) Ainda devemos levar em conta as candidaturas ao Senado. José Serra (PSDB) terá 2 min19 s de TV, Eduardo Suplicy, 2min5s, e Gilberto Kassab, 2min52s. Já para deputado federal os partidos com Skaf terão 6min10s, PT-PCdoB, 3min45s, e PSDB-DEM-PPS, 2min57s.
As pesquisas apontam praticamente empate entre Serra (33%) e Suplicy (29%). Kassab está com 7%, mas terá mais exposição. Provavelmente com maior exposição Kassab deverá subir e tirar votos de Serra, o que pode beneficiar Suplicy, especialmente agora que Marina Silva (Rede) declarou apoio à sua candidatura.
6) Além disso, a coligação de Alckmin perdeu 95 candidatos  a deputado estadual entre 2010 e 2014. Houve redução de 10% nas candidaturas do PSDB, 36%  nas do DEM e 70% do PPS. Mas, mesmo assim, Alckmin terá o apoio de 669 candidatos.
Skaf terá o apoio de 265 candidatos. Um crescimento de 30% frente a 2010, com destaque ao crescimento de 46% do PMDB.
Já Padilha terá apoio de 247 candidatos. Um crescimento de quase 31%, com destaque para o crescimento do PR (+229%), PC do B (+17%)  e PT (6%).
7) Não devemos esquecer também que, em 2010, não houve segundo turno por 50 mil votos e as manipulações das pesquisas ajudaram. Só faltando dois dias para a eleição o Datafolha apontou a possibilidade de segundo turno, quando outras pesquisas já haviam apontado esta possibilidade antes.
8) Outro fator que pode contribuir para a eleição ir para segundo turno são as brigas intestinas do PSDB.Aécio e Alckmin só estão unidos nas fotos, como mostra a jornalista Julia Dualibi. Isso sem falar de Serra, que só pensa nele.
Neste cenário, a campanha do PSDB paulista deverá sofrer um bombardeio oposicionista em dois pontos bem sensíveis: os casos de corrupção, notadamente no Metrô e CPTM, e no setor elétrico com o caso de Robson Marinho; e a falta de água, que poderá se agravar próximo ao auge do período eleitoral, especialmente no interior paulista.
Para complicar ainda mais a situação de Alckmin, a Siemens deverá entregar em agosto ao Ministério Público as provas contra o governo estadual em relação à corrupção no Metrô e na CPTM.
Por tudo isso é muito provável haver segundo turno nas eleições do maior estado da federação.
http://www.viomundo.com.br/politica/alckmin-perde-mais-de-30-tempo-de-tv-segundo-turno-em-sao-paulo.html

domingo, 20 de julho de 2014

PSDB PODE DEIXAR ATÉ OS BAIRROS NOBRES SEM ÁGUA!

São Paulo seca, Alckmin emudece

Escrito por  
  •  
A situação é realmente de alerta. O problema “chegou” à atenção – merecida, aliás – 
do Greenpeace. A entidade ambientalista publicou texto em que diz, com todas as 
letras, que São Paulo, sem governo, reza por chuva para não secar. E informa que, 
há um mês, o Greenpeace entregou uma carta ao governador Geraldo Alckmin com 
demandas estratégicas. “As propostas”, explicam, “visam apontar soluções para 
atenuar e resolver a crise da água em São Paulo, cenário que se repete de tempos 
em tempos - sempre com tons mais dramáticos - como resultado da má gestão e da 
falta de planejamento, por parte do governo de SP, sobre os recursos hídricos da 
região”.
O documento lembra, ainda, que a Política Estadual de Mudanças do Clima (PEMC), 
criada em 2009, ainda não saiu do papel e pede que ela seja transformada em 
realidade. A PEMC prioriza a implementação de ações de prevenção e adaptação às 
alterações produzidas pelos impactos das mudanças climáticas.
Desrespeito governamental
No entanto, critica a entidade, não há resposta do governador. “Alckmin perde a 
chance de se mostrar preocupado com a questão, expondo a falta de transparência 
do seu governo e a incompetência em abrir o diálogo com a população. Para piorar, 
a cada dia que passa o governador expõe sua incapacidade em tomar medidas 
concretas, adotando apenas ações paliativas motivadas por cálculos eleitoreiros e, 
portanto, muito aquém do que se espera de um governo responsável. Um exemplo 
é o recuo em taxar quem não economizar água.”
Charge publicada no site do Greenpeace Brasil
Situação
Desde a semana passada, as represas do Sistema Cantareira, que abastece 8,1 milhões 
de habitantes da Grande São Paulo, estão operando em sua reserva técnica, o chamado 
volume morto, nível de água localizado abaixo das comportas das represas. Além do 
impacto do consumo deste volume sobre a ecologia dos reservatórios – é difícil garantir 
que as represas se recuperarão – o perigo de desabastecimento da maior cidade 
brasileira parece cada vez maior. A escassez, por sinal, avança dos bairros periféricos 
da capital (onde o racionamento faz parte da rotina e vem sendo cada vez mais comum) 
para as regiões mais ricas de São Paulo. Cidades do interior paulista, como Itu e Campinas, 
também estão sofrendo com a falta de água.

http://portogente.com.br/noticias/dia-a-dia/sao-paulo-seca-alckmin-emudece-82815

quarta-feira, 14 de maio de 2014

TUCANO ENTENDE DE PROPINA NA SUIÇA, MAS NADA DE ENGENHARIA...

Apareceu a “gambiarra” hídrica de Alckmin


14 de maio de 2014 | 09:20 Autor: Fernando Brito
gambiarra
Se o Cantareira fosse federal, a manchete da Folha seria assim:
“Bombeamento do Cantareira, atrasado, começa com apenas quatro das 14 bombas instaladas”.
Mas como o Cantareira é tucano, a Folha não se dá ao trabalho de contar, nas fotos que veicula, quantos “mangueirões” estão colocados e quantas bombas estão em seus lugares.
É por isso, e por mais ainda, que o ilustre leitor da Folha e de todos os outros jornais vinha sendo privado de ver, uma única vez sequer, imagens ou cobertura do andamento das obras emergenciais para salvar São Paulo – sabe-se lá até quando – São Paulo da seca.
Porque ninguém imagina que os chefes de reportagem da Folha e dos outros jornais não tenham feito, durante dois meses, a pauta óbvia de acompanhar as obras, que estão sendo mostradas pela primeira vez.
Obras que merecem o nome de “gambiarra”: por conta da pressa, é extremamente mal feita e imprevidente diante das necessidades futuras.
E não é porque nem todas as bombas estão instaladas, até porque o bombeamento vai começar em quantidades menores do que as que serão necessárias no “pico” do esvaziamento do reservatório,
Não foi aberto um canal de derivação e um “lago” para a instalação das tomadas d”água das bombas, de forma que se pudesse, quando chegarem as chuvas e o nível subir, manter íntegras as instalações para novo uso, em caso de necessidade.
E isso é mais do que adequado, uma vez que, com chuvas normais, o nível do reservatório subirá e não sobrará quase nada da estrutura que foi montada.
Portanto, com uma nova (e quase  inevitável, ao menos em 2015) necessidade de bombeamento, vai ter de se esperar a água baixar de novo a níveis dramáticos, porque tudo o que foi feito estará abaixo de água.
Apenas olhando as fotografias, a grosso modo, pois não se divulgaram dados técnicos: como a cota do reservatório ontem era a de 821,5 metros acima do nível do mar, dá para achar que a crista do canal (o topo da barragem de terra)que leva as águas ao túnel de captação está na cota 824 m, 824,5 m com muito boa vontade.
Se o Cantareira, com as chuvas do final do ano, chegasse aos mesmos 24% de volume que tinha em 31 de dezembro, a “obra do século” da Sabesp ficará abaixo de quatro metros de água, pois esse volume corresponde a uma cota de 828,5 metros acima do nível do mar.
Ou seja, se as preces forem atendidas e chover o suficiente encher o reservatório Jaguari-Jacareí com o equivalente a metade de seu volume útil normal,  teríamos pouco mais que  isso de água no final das chuvas de verão ( 50% menos o volume rebaixado pelo bombeamento).
De qualquer forma, basta olhar as fotografias e ver que tudo está executado de maneira tosca e sem nenhuma preocupação com um fato evidente: que o bombeamento seja, na melhor das hipóteses, novamente utilizado em 2015.
Porque o horizonte otimista é de que, pelo menos durante um ou dois anos mais seja necessário usar a “gambiarra” alckimista.
Mas nada disso importa para a turma da “gestão”.
Tendo água até o dia da eleição, está bom demais.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=17420

quinta-feira, 1 de maio de 2014

ALCKMIN CORTA VERBA DA SABESP, MENOS A DA PROPAGANDA!!!

Carlos Neder: Em meio à crise da água, Alckmin foge da propaganda da Sabesp

publicado em 29 de abril de 2014 às 18:36
Sem picuinhas, governador!
(*) por Carlos Neder
Enquanto o apagão da água é uma dura realidade para a população, devido à falta de planejamento do governo estadual do PSDB, no mínimo causa espanto a assinatura, no final de março, dos contratos de publicidade da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Afinal, apesar de ter anunciado um corte de R$ 900 milhões no orçamento desse ano, justamente por conta da crise da falta de água, o órgão manteve intactos R$ 43,7 milhões para gastar com propaganda.
Esse valor pode aumentar ainda mais, chegando a quase R$ 88 milhões em um ano, com a renovação dos contratos das atuais agências de publicidade. Tem mais: a Sabesp já havia assinado outro contrato, de R$ 22 milhões, sem licitação, para divulgar ações de economia de água no verão.
A mais recente ação “estratégica” da administração tucana é o comercial, em horário nobre na TV, com participação de um conhecido apresentador de programa de auditório, cujo cachê nem de longe é dos mais baratos.
Aliás, as campanhas da Sabesp na televisão deixaram, curiosamente, de exibir a marca do governo paulista. No rádio, simplesmente não há mais menção de que a empresa é um órgão estadual.
Tudo para tentar descolar a imagem de Alckmin da instituição, que é controlada pelo Estado, e para disfarçar propaganda de cunho eleitoral pago com dinheiro público.
A falta do que justificar nesse caso fica ainda mais clara quando o governador foge de dar explicações e escala, em seu lugar, a presidente da Sabesp para falar sobre o assunto e rebater todas as críticas, a exemplo do que foi feito em relação à recente campanha do Partido dos Trabalhadores, tendo à frente o ex-ministro Alexandre Padilha.
Ela diz ser mentira o que infelizmente vemos no dia a dia. A incompetência técnica do modelo de gestão do PSDB resultou na situação lamentável em que se encontra o Sistema Cantareira.
Responsável por abastecer 47% da Grande São Paulo, ele está com 11,4% da sua capacidade – um novo recorde, negativo, para o governador.
Enquanto aguarda autorização da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) para aplicar multa a quem aumentar o consumo, Alckmin tenta se isentar da escassez de água.
Alega que não quer fazer “picuinha política” com a crise de abastecimento de água e coloca a presidente da Sabesp para responder sobre o problema por se tratar de uma questão técnica.
Governador Alckmin, a verdade é que o apagão da água não é somente técnico. Ele é também resultado de uma decisão política totalmente errada.
Sem ter o que explicar, prefere fugir da opinião pública pensando meramente no dano eleitoral à sua reeleição. Isso só deixa evidente a falta de um governo que esteja à altura dos paulistas.
Fica aqui o apelo, governador: deixe de picuinhas com a crise da água e tome providências que não penalizem mais a população, que tem sido a única prejudicada até o momento.
(*) O autor é deputado estadual (PT)
http://www.viomundo.com.br/denuncias/carlos-neder-sabesp-corta-orcamento-mas-nao-a-propaganda.html