Mostrando postagens com marcador Sesc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sesc. Mostrar todas as postagens

domingo, 26 de julho de 2015

111 FILMES LATINO-AMERICANOS EM SÃO PAULO. E GRÁTIS!

Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo celebra 10ª edicão 

O Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, que acontece de 30 julho a cinco de agosto, celebra a sua 10º edicão este ano, com uma programação que inclui os destaques da produção mais recente feita na região e vários títulos inéditos no Brasil . O Festival vai homenagear os premiados cineastas Hector Babenco e Lírio Ferreira.  


O filme "Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, abre o festival para convidados na quarta-feira (29).  O filme "Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, abre o festival para convidados na quarta-feira (29).  
No total, são aproximadamente 111 filmes, representando 17 países da América Latina e do Caribe. Entre eles estão as pré-estreias nacionais de "Ato, Atalho e Vento”, de Marcelo Masagão, filme que abre o festival para convidados na quarta-feira (29); “Sermão dos Peixes”, novo filme de Cristiano Burlan, com pré-estreia marcada para a quinta-feira (30), às 21h30, no Cinesesc; e "Trago Comigo" de Tata Amaral, que pré-estreia mundial na sexta-feira (31), às 21h, no Memorial.

Também faz parte da programação do festival a exibição de “As Fábulas Negras”, que marca o encontro antológico de quatro dos nomes mais importantes do terror brasileiro: Rodrigo Aragão, Petter Baiestorf, Joel Caetano e José Mojica Marins, o eterno Zé do Caixão, que estreia no sábado (1º /8), às 17h, no Memorial.

O Festival também traz outras obras inéditas no Brasil como “Mar”, coprodução Chile/Argentina selecionada para o Festival de Berlim e dirigida por Dominga Sotomayor; “Videofilia (e Outras Síndromes Virais)”, a primeira produção peruana a vencer o Festival de Roterdã, filme de Joanna Lombardi"; "Ragazzi”, do cineasta argentino Raúl Perrone, “As
Insoladas”, inédito no Brasil, de Gustavo Taretto que também dirigiu "Medianeras. O diretor estará presente no festival.

A programação acontece em vários locais da cidades como Memorial da América Latina, Cinesesc, Cine Olido, Centro Cultural São Paulo (Sala Lima Barreto e Sala Paulo Emílio), Cinusp Maria Antonia, Cinusp Paulo Emílio, Reserva Cultural e Espaço Itaú de Cinema – Frei Caneca, Cinemateca Brasileira e Centro de Pesquisa e Formação - Sesc. Todas as projeções têm entrada franca.


Fonte: www.festlatinosp.com.br  

quarta-feira, 26 de março de 2014

FHC ADMITE: JOÃO GOULART SERIA REELEITO EM 65, SEM O GOLPE

Para ex-presidente FHC, Jango se reelegeria em 1965


Fernando Henrique Cardoso fez a previsão de que o ex-presidente João Goulart, o Jango,  se reelegeria em 1965 (quando haveria eleição presidencial se não tivesse havido o rompimento institucional) ao participar no Sesc Consolação, em São Paulo, de seminário sobre os 50 anos do golpe civil-militar de 1964, promovido pelo CEBRAP, centro que ele fundou em 1975
O ex-presidente da República tucano adiantou não saber se foram realizadas pesquisas de opinião na época, que confirmassem sua previsão. Foram e nós a colocamos aqui, ao final desta nota. A participação do ex-presidente no seminário serviu para ele evocar lembranças pessoais e análise política daquele período.
Brasil dividido
FHC lembrou, por exemplo, que naqueles dias de 1964, a sociedade brasileira estava dividida e incertezas marcaram os dias que antecederam o golpe a 1º de abril. Observou que no dia 13 de março, quando o presidente Jango anunciou seu programa de reformas de base no comício da Central do Brasil, ele passou pela Zona Sul carioca e viu velas acesas em quase todas as janelas. “Sinal das apreensões da classe média”, completou, temerosa quanto ao comunismo e o perigo vermelho tão disseminados então pelos golpistas e pela mídia.
No 13 de março, recordou, ele passou pelo comício – mas não participou -, impressionou-se com a “enorme” multidão reunida em apoio ao presidente Jango e no trem encontrou-se com personalidades da esquerda. A confusão era tanta no país que muitos dos seus interlocutores naquela viagem acreditavam que o golpe seria dado pelo presidente, e não pelos militares. Já em São Paulo, descobriu que vários professores de esquerda da USP (onde ele também lecionava) articulavam um manifesto contra o governo.
FHC reiterou o que disse e a Folha de S.Paulo publicou 2ª pp: nem os militares tinham certeza do sucesso do seu golpe. A posição do general Amaury Kruel (compadre de Jango), comandante do II Exército, era desconhecida e o então chefe do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), Castello Branco, era vista como legalista. O marechal Castelo foi o 1º presidente da ditadura, governando de abril/64 a março de 67.
Proliferavam as avaliações equivocadas
O Partido Comunista Brasiloeiro (PCB) julgava que os industriais se opunham ao capitalismo americano; seu secretário-geral, Luís Carlos Prestes, dissera semanas antes que eles já tinham o governo, faltava o poder; o sociólogo Hélio Jaguaribe, do PSDB.  julgava que o regime tinha como objetivo a desindustrialização; e o economista Celso Furtado (ministro nos governos Jango e Sarney), que o regime só duraria dois anos. De acordo com as reflexões de FHC expostas ontem, demorou-se a entender o que tinha acontecido.
Há poucos dias o blog do Luís Nassif publicou pesquisas IBOPE realizadas até no mês em que ocorreu o golpe. Nesta semana, também a Carta Capital  fala sobre elas, junto com uma entrevista do historiador Luiz Antônio Dias. Estas pesquisas foram doadas pelo Instituto à UNICAMP. O professor tem feitos estudos e publicado trabalhos sobre elas.
Números e índices publicados por Nassif
Transcrevemos, abaixo, o trecho em que o Nassif publicou números e percentuais da pesquisa. como diz ele “os números são impressionantes”:
· Em junho de 1963, Jango era aprovado por 66% da população de São Paulo, desempenho superior ao do governador Adhemar de Barros (59%) e do prefeito Prestes Maia (38%).
· Pesquisa de março de 1964 revela que, caso fosse candidato no ano seguinte, Goulart teria mais da metade das intenções de voto na maioria das capitais pesquisadas. Apenas em Fortaleza e Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek tinha percentuais maiores
· Havia amplo apoio à reforma agrária, com um índice superior a 70% em algumas capitais.
· Pesquisa na semana anterior ao golpe, realizada em São Paulo a pedido da Fecomercio, apontava que 72% da população aprovava o governo Jango.
· Entre os mais pobres a popularidade alcançava 86%.
· 55% dos paulistanos consideravam as medidas anunciadas por Goulart no Comício da Central do Brasil, em 13 de março, como de real interesse para o povo.
· Entre as classes A e B, a rejeição a Goulart era um pouco maior em 1964. Ao menos 27% avaliavam o governo como ruim ou péssimo na capital paulista.”
 http://www.zedirceu.com.br/para-ex-presidente-fhc-jango-se-reelegeria-em-1964/