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terça-feira, 1 de abril de 2014

MAIS UM TORTURADOR RECEBE "ESCRACHO" DA JUVENTUDE COM CAUSA

Jovens 'escracham' ex-agente da ditadura em SP

01 de abril de 2014 | 10h 29
Agência Estado
Integrantes do movimento Jovens do Levante Popular da Juventude realizaram um ato no início da manhã desta terça-feira, 1º, em frente à casa do delegado aposentado da Polícia Civil Aparecido Laerte Calandra.
Conhecido como "Capitão Ubirajara", Calandra atuou por quase dez anos no DOI-Codi, centro de repressão e tortura da ditadura militar. O ato, definido pelo grupo como ''escracho'', faz parte de ações para lembrar os 50 anos do golpe que depôs o presidente João Goulart.
"O escracho tem como objetivo não deixar que a juventude brasileira esqueça o dia em que se completa os 50 anos do golpe militar, que submeteu nosso país a uma ditadura de mais de 20 anos e denunciar todos os abusos e violências sofridas pelos militantes", diz o grupo, em nota. Os manifestantes picharam a casa do ex-agente com dizerem como "torturador" e "assassino", e deixaram um tecido pregado ao portão no qual pedem "memória, verdade e justiça".
O Levante Popular da Juventude se apresenta como uma organização de jovens militantes que discute formas de mobilização e transformação social.
Nessa segunda, 31 de março, um ato parecido foi organizado em frente à casa do coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, em um bairro nobre de Brasília. Os participantes da manifestação pregaram cartazes com fotos de pessoas que foram mortas e torturadas nas dependências do temido DOI-CODI, em São Paulo, durante o comando de Ustra, nos anos 1970. 
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,jovens-escracham-ex-agente-da-ditadutra-em-sp,1147720,0.htm

segunda-feira, 31 de março de 2014

MÍDIA ESCONDE SEU PASSADO PRÓ-DITADURA

A imprensa e o golpe de 64


Folha, Globo e outros jornais estão fazendo especiais sobre os 50 anos do Golpe.
É uma tragédia e ao mesmo tempo uma comédia.
Qualquer esforço sério para falar do Golpe tem que tratar do papel crucial da mídia. O que jornais como o Globo, a Folha, o Estadão e tantos outros fizeram, portanto.
Alguma linha sobre o assunto?
Pausa para rir, ou para chorar. Você escolhe.
1964 não teria existido sem a imprensa, este é um fato doído para nós, jornalistas.
Os jornais construíram um Brasil fantasioso – de mentira, sejamos diretos – que chancelaria a ação dos militares.
Como mostrou o jornalista Mário Magalhães em seu blog nestes dias, o presidente João Goulart tinha alta popularidade em março de 1964.
Numa pesquisa do Ibope, não divulgada à época e nem por muitos anos, ele aparecia bem à frente na lista de intenções de voto para as eleições presidenciais de 1965.
Como não seria popular um presidente que tinha uma agenda pró-povo como Jango? Entre outras coisas, em seu governo foi criado o 13.o salário, que o Globo – numa hoje amplamente exposta e debochada primeira página – tratou como calamidade.
Mas o noticiário criava a sensação de que os brasileiros em massa eram contra Jango. O Globo conseguiu dizer que a democracia fora “restaurada” com o golpe que mataria tantas pessoas e faria de seu dono o homem mais rico do país.
Mesmo o grande jornal que mais tarde foi uma trincheira na oposição aos militares – o extinto Correio da Manhã – produziu duas manchetes que entrariam tristemente na história.
Uma delas dizia “Basta!” e a outra “Fora!” Como maus exemplos prosperam, a Veja copiaria o Correio da Manhã na capa em que, décadas depois, anunciou a saída de Collor. (E sonharia por oito anos repetir a cópia na gestão de Lula.)
O apoio da mídia à ditadura se manteria enquanto os militares foram fortes para beneficiar seus donos.
A campanha da Folha pelas eleições diretas só veio quando a ditadura cambaleava: politicamente, a insatisfação galopava, e a economia era um caos insustentável.
Antes, Octavio Frias se comportara de maneira bem diferente. Cedera carros da Folha para a caça a opositores da ditadura, o que o levou a temer ser justiçado como outro empresário que fez o mesmo, Henning Albert Boilesen, da Ultragás.
Frias mostrou também sua combatividade seletiva quando, depois de uma crônica de Lourenço Diaféria que dizia que o povo mijava na estátua do Duque de Caxias, patrono do Exército, recebeu uma ordem de um general para afastar o diretor de redação Claudio Abramo.
Afastou – não um mês, uma semana, um dia depois. Afastou na hora. Covardemente, ainda mandou retirar seu próprio nome – dele, Frias — da primeira página do jornal como “diretor responsável”.
Pôs o de Boris Casoy, escolhido para substituir Claudio por causa de seus notórios vínculos com a ditadura. Boris foi integrante do Comando de Caça aos Comunistas, o CCC. Não sabia escrever, mas isso era um detalhe.
Depois, quando a ditadura desabava, Frias autorizou valentemente a campanha das Diretas Já, tão enaltecida como nascida da grandeza de Frias ainda hoje por jornalistas de renome como Clóvis Rossi.
Não era fácil se jornalista naqueles dias, especialmente se você tivesse convicções.
Meu pai – Emir Macedo Nogueira – era editorialista da Folha em meados dos anos 60, quando eclodiu uma greve de fome entre os presos políticos em São Paulo.
Frias mandou meu pai escrever um editorial que afirmaria não haver presos políticos, só prisioneiros comuns.
Papai se recusou, e foi tirado da posição. Por que Frias não o mandou embora, às vezes me pergunto. Imagino que sejam duas as explicações: a primeira, papai tinha um talento excepcional. A segunda: uma demissão significaria que Frias levara a perseguição política para o interior da Folha.
Prova de quanto era dura a vida na redação, o editorial acabou sendo escrito por Claudio Abramo, um grande jornalista de esquerda, cheio de amigos entre os presos políticos em greve de fome.
Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos
Papai na Folha na década de 70: ele se recusou a escrever um editorial que afirmaria que não havia presos políticos
Você pode imaginar o sofrimento que foi para Claudio escrever o que escreveu naquele dia.
Quando penso no papel desempenhado pela imprensa no golpe, tenho vergonha de ser jornalista. Mas aí me lembro de como o DCM é diferente de tudo aquilo e sigo adiante, para combater o bom combate.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-imprensa-e-o-golpe-de-64/

MAIS PROVAS DAS MENTIRAS DE OLAVO CARVALHO: OS EUA DETRÁS DO GOLPE DE 64

Golpe Militar e Estados Unidos: manipulação e a farsa do “perigo” comunista



O documentário “O dia que durou 21 anos” revela detalhes, documentos e gravações a respeito da efetiva participação do Governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964.
Parece ser um absurdo, mas a recusa de João Goulart em atender exclusivamente aos mandamentos do Governo americano deflagrou uma farsa jamais vivida na história do Brasil.
Em que pese saber que muitos já sabem dessa história, gostaria de retratar importantes passagens dessa trama política, tendo em vista o aniversário de 50 anos do golpe militar e a fim de colaborar para que os jovens não se esqueçam da época mais trágica da história do Brasil.
Em nome do capitalismo estatal de um país só, muito dinheiro foi gasto para alienar a população, destruir serviços públicos como educação, saúde e segurança pública, consolidar oligarquias hereditárias, fechar o Congresso Nacional, cassar mandatos de parlamentares, suspender direitos fundamentais e matar pessoas.
Diante disso, o texto abaixo foi produzido para que os leitores do meu blog compreendam de uma forma sistemática toda a conjuntura retratada em 2 documentários: “O dia que durou 21 anos” e “Dossiê Jango”.
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BRASIL: UM PAÍS QUE CRESCIA
 Naquela época, o Brasil sustentava bons índices de crescimento na economia, na ciência, nos serviços públicos e na tecnologia, tendo tudo para ser uma potência mundial em 30 ou 40 anos.
Apesar da alta inflação, os governos de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e João Goulart foram substanciais para o crescimento econômico e para a busca da distribuição de renda.
Porém, quis o destino que uma enorme avalanche detonasse todos os projetos consolidados de crescimento econômico e justiça social do Brasil: o interesse econômico dos Estados Unidos sob a velha alegação da liberdade, mancomunado com a ganância das oligarquias brasileiras.
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INTERESSE ECONÔMICO DOS ESTADOS UNIDOS PELO BRASIL
João Goulart construía plenas relações capitalistas em todos os lugares do mundo, a exemplo dos países latino-americanos, africanos e asiáticos.
Ainda como vice-presidente, em viagem à China em agosto de 1961, João Goulart já tinha a visão de que a China seria um parceiro econômico forte.
Em discurso naquele país, Goulart festejava: “Viva a amizade cada vez mais estreita entre China e Brasil. Viva a amizade dos povos asiáticos, africanos e latino-americanos”.
O grande problema era que a estupidez dos Estados Unidos não tolerava qualquer política externa do Brasil que não fosse dirigida sob o comando de Washington.
Quando João Goulart assumiu a Presidência, os Estados Unidos exigiam que o Brasil rompesse relações com países socialistas, sendo que não iriam admitir em hipótese alguma qualquer governo na América Latina de caráter socialista, mesmo se tivesse que usar forças bélicas para tanto.
A ousadia dos americanos era tanta que, durante o mandato de Goulart, Robert Kennedy veio com uma lista de ministros civis brasileiros subordinados ao governo americano para que Jango nomeasse. Como mantinha uma política externa independente, o pedido foi recusado.
Nesse contexto, o documentário “O dia que durou 21 anos”, mostra uma gravação em que o então Presidente dos Estados Unidos John Kennedy declara que
“Como Presidente dos Estados Unidos, estou determinado a garantir o sucesso de nosso sistema e vencerei este desafio a qualquer custo”
Relatam os historiadores que, quando Kennedy foi assassinado, estava com uma política hostil ao Brasil, projeto que foi seguido à risca por seu sucessor Lyndon Johnson.
Diante disso, começa a ser consolidado um enorme aparato político, midiático e até religioso para executar o projeto que iria subordinar o Brasil aos interesses econômicos exclusivos dos Estados Unidos.
O documentário ainda mostra um depoimento do deputado Bocayuva Cunha que relata que empresas americanas vinham para o Brasil, multiplicavam seu capital em 200, 300 e até mesmo 1.000% ao ano e não revertiam os dividendos para o Brasil.
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REFORMA AGRÁRIA: A SENHA PARA A CAMPANHA ANTI-COMUNISTA
É visível que atualmente boa parte da classe média e alta não vê com bons olhos qualquer medida governamental a favor de pessoas pobres.
Imaginem isso 50 anos atrás?
Não é de se estranhar, mas, naquela época, movimento organizado de trabalhadores urbanos ou rurais era considerado comunismo e subversão.
Nesse embalo, a Reforma Agrária pretendida por João Goulart era uma verdadeira agressão à sociedade daquela época, que passou a interpretar tal projeto como comunista, deflagrando a oportunidade para que a oposição entrasse em ação.
Portanto, defender a Reforma Agrária como condição de desenvolvimento do país era uma afronta às forças dominantes.
Nesse mister, o leitor pode observar de pronto uma farsa: a Reforma Agrária concedia indenização aos antigos proprietários e fornecia títulos de PROPRIEDADE aos novos assentados, atitudes incompatíveis com qualquer doutrina comunista.
Além disso, Goulart também era proprietário de grandes terras e não há evidência histórica alguma de que havia tratativas comunistas em curso.
Simplesmente, ele não quis seguir a cartilha dos Estados Unidos.
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AMERICANOS BANCAM CAMPANHA DE POLÍTICOS BRASILEIROS NAS ELEIÇÕES DE 1962
Por meio de um instituto de faixada chamado IBADE (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), financiado pela CIA norte-americana e que foi criado para combater políticos populistas como Juscelino Kubitschek, houve direcionamento de capital para financiar os candidatos contrários a João Goulart e anticomunistas em geral, que concorreriam às eleições legislativas e para o Governo de 11 Estados.
Assim, nas eleições de 1962, o governo americano (por meio de sua embaixada) passou a financiar as campanhas eleitorais de deputados federais, estaduais e senadores no Brasil.
Atualmente, a relação nominal de todos os políticos que receberam dinheiro do IBADE parece ser coisa “guardada a sete chaves”.
Em entrevista ao documentário, Plínio de Arruda Sampaio relata que foi abordado por um desses agentes que oferecia dinheiro para a campanha de 1962 em troca de um apoio à democracia. Segundo ele, teria recusado, já que para defender a democracia não precisa de dinheiros dos americanos.
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Segundo jornais da época, o IBAD financiou 250 deputados federais, 8 governadores e 600 deputados estaduais. Houve uma tentava de CPI para investigar o caso, comandada pelo deputado Rubens Paiva que iria morrer tempos depois na prisão. Seu corpo desapareceu.
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CAMPANHA ANTI-COMUNISTA ENGANA A POPULAÇÃO
O Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), fundado em 29 de novembro de 1961, por Augusto Trajano de Azevedo Antunes (ligado à Caemi) e Antônio Gallotti (ligado à Light), serviu como um dos principais catalisadores do pensamento antiGoulart.
O IPES funcionava na avenida Rio Branco no Rio de Janeiro e foi montado como “o ovo da serpente para o golpe militar”, cuja função era montar propagandas políticas, financiando TVs, rádios, revistas e jornais para criticar o Presidente João Goulart e passar uma ideia de conspiração comunista, a fim de criar instabilidade para que a população aceitasse de maneira “racional e bem orientada” o golpe militar.
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O esquema era muito bem orquestrado. Muitas das radionovelas, filmes de cinema e programas de televisão da época, tinham mensagens explícitas e implícitas a favor da absorção pelos brasileiros dos valores estadunidenses.
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LINCOLN GORDON: O EMBAIXADOR E ARTICULADOR DO GOLPE
Lincoln Gordon embaixador dos Estados Unidos do Brasil tornou-se uma das figuras mais importantes da política brasileira.
Ele era economista e tinha exercido sua carreia acadêmica em Harvard escrevendo sobre o Brasil.
Quando foi nomeado para o cargo de Embaixador, seu objetivo era impedir que um governo de esquerda se consolidasse no Brasil.
Em seus telefonemas e relatórios enviados ao Governo americano, Lincoln Gordon convenceu os americanos de que a política de Reforma Agrária implantada por Jango e Brizola iriam levar o Brasil ao comunismo.
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Mesmo quando os funcionários da embaixada americana questionavam Gordon a respeito dessa futurologia equivocada, ele manteve o teor dos relatórios.
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ESTADOS UNIDOS ENVIAM PADRE PARA REZAR COM OS FIÉIS BRASILEIROS PELO ANTI-COMUNISMO
O exemplo mais notório do uso da religião contra o presidente João Goulart foi a manipulação perpetrada pelo Padre Patrick Peyton, pároco estadunidense de origem irlandesa conhecido por sua pregação anticomunista.
Chegando ao Brasil no final de 1963, o Padre Peyton passou a utilizar politicamente o lema “A família que reza unida permanece unida”, promovendo uma série de eventos públicos de massa para os fiéis brasileiros, inclusive a “Missa pela Salvação da Democracia” realizada na Marcha da Família com Deus pela Liberdade, que reuniu meio milhão de pessoas em março de 1964.
Segundo o site Wikipédia, “anos mais tarde, Peyton foi apontado por historiadores norte-americanos como agente da CIA, especialista em levantar as massas católicas contra o comunismo ateu em nome da Virgem Maria”.
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A INVASÃO MILITAR AMERICANA NO BRASIL
Seguindo a risca a famosa “Diplomacia do canhão”, Lincoln Gordon solicita o envio de tropas navais americanas para o Brasil, a fim de apoiar os militares que queriam tirar Goulart do poder.
Essa atitude foi importante para encorajar os militares comandados por Mourão Filho, que ordenou que as tropas da IV Divisão de Infantaria que comandava em Juiz de Fora seguissem para ocupar o Estado da Guanabara, atual cidade do Rio de Janeiro, na madrugada do dia 1º de abril de 1964.
Como não pretendia ver derramamento de sangue com as tropas americanas invadindo o Brasil, João Goulart deixou Brasília e foi para o Rio Grande do Sul.
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ATITUDE SEM PÉ E NEM CABEÇA: OPOSIÇÃO DECLARA NOVO GOVERNO
  Como João Goulart não estava em Brasília, o Presidente do Congresso Nacional Aureo de Moura Andrade, numa atitude contrária à Constituição, no dia 02 de abril de 1964, declarou vaga a Presidência da República, dando posse interina ao deputado Ranieri Mazzilli (Presidente da Câmara dos Deputados), na Presidência da República.
Imediatamente, a embaixada dos Estados Unidos liga para Washington que, de uma forma extremamente rápida, reconhece o novo governo de Mazzili, sem considerar que a transição foi ilegal e que Goulart não havia renunciado à Presidência.
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O NOVO PRESIDENTE DO BRASIL AMAVA OS ESTADOS UNIDOS
Convoca-se eleição indireta para a Presidência do Brasil, oportunidade em que deveria estar no cargo alguém que garantisse que os interesses dos Estados Unidos fossem preservados. Segundo a embaixada dos Estados Unidos, Castelo Branco era a pessoa ideal para ocupar o cargo, já que amava a liberdade e nutria admiração pelos Estados Unidos, conforme se observa em documentação abaixo:
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DESDOBRAMENTOS
 As demais consequências da ditadura militar são bem conhecidas: militares e parlamentares foram cassados, extinguiram partidos políticos, cancelaram a eleição direta para Presidente da República, decretaram o recesso do Congresso Nacional, direitos fundamentais foram suspensos, torturas, mortes etc
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MULTINACIONAIS APOIARAM O AI-5
Multinacionais se alinharam a forças torturadoras do Governo brasileiro para a decretação do AI-5.
A Câmara Americana de Comércio em São Paulo apoiou incondicionalmente o AI-5, sob a alegação de que tais medidas eram extremamente necessárias para garantir a estabilidade econômica e os investimentos das multinacionais.
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GRUPOS DE RESISTÊNCIA PÓS-GOLPE
Lógico que existiam grupos de resistência, e dentre eles, alguns realmente tinham a intenção de implantar o comunismo no Brasil.
Porém, nunca tiveram força política alguma e jamais representariam ameaça real aos ditadores.
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CONCLUSÕES
Nunca houve, por parte do Governo João Goulart, intenção de implantar o comunismo no Brasil.
Realmente existia preocupação dos Estados Unidos com a implantação do comunismo soviético no Brasil, mas isso não estava em sintonia com a realidade dos fatos.
Essa farsa foi montada para justificar o golpe, com apoio de boa parte da oligarquia do Brasil que, no regime militar, enriqueceu como nunca na história.
Assim, o motivo do golpe resume-se em duas palavras muito conhecidas do cidadão brasileiro: PODER e DINHEIRO.

OTHONIEL PINHEIRO NETO
Doutorando em Direito pela Universidade Federal da Bahia
Mestre em Direito pela Universidade Federal de Alagoas
Especialista em Direito Processual, bem como em Direito Eleitoral
Corregedor Geral da Defensoria Pública do Estado de Alagoas
http://reporteralagoas.com.br/novo/?p=75277

quinta-feira, 27 de março de 2014

OLAVO MENTIU: CIA ORGANIZOU MARCHAS PELA DITADURA, EM 64



Frei Betto: CIA financiou Marchas da Família com Deus

Por Redação
CIA utilizava o padre Patrick Peyton para vir ao Brasil e organizar as Marchas da Família com Deus pela Liberdade que preparam todo o caldo golpista de 1964
Por Redação
Em entrevista ao portal UOL, Frei Betto, que foi preso e torturado durante a ditadura, conta que as Marchas da Família com Deus pela Liberdade eram patrocinadas pela CIA. Betto conta que na véspera do golpe militar de 1964 a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estava dividida entre apoiar ou não os militares.
“Em meados de abril de 1964, numa reunião no Rio da qual participei como membro da direção nacional da Ação Católica, houve uma furiosa discussão entre bispos conservadores e progressistas, tendo ganhado o setor conservador. E a CNBB oficialmente apoiou o golpe por ter livrado o Brasil da ameaça comunista”, disse o frei dominicano.
Posteriormente, o religioso revela que o clima de golpe já era alimentado pela CIA a partir do padre Patrick Peyton, “que era o pároco de Hollywood” e que vinha ao Brasil “pago pela CIA para fazer as Marchas da Família com Deus pela Liberdade”. De acordo com Betto, Peyton “promovia grandes mobilizações nesse sentido. Portanto, quando veio o golpe, a igreja agradece a Nossa Senhora da Aparecida ter livrado o Brasil da ameaça comunista”.
Após o AI-5, em 1968, Frei Betto relata que setores da igreja apoiadores do  golpe perderam espaço. “Alguns foram morrendo, outros foram aposentados por razão de idade ou de doença, mas eles foram perdendo a hegemonia da CNBB, que passou para as mãos dos progressistas, que eram críticos contundentes da ditadura e, portanto, defensores dos direitos humanos. Você vê surgir uma igreja progressista, das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), das pastorais populares, assumindo uma posição bastante consequente, contundente, contra a ditadura militar”.
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/03/frei-betto-cia-financiou-marchas-da-familia-com-deus/

quarta-feira, 26 de março de 2014

FHC ADMITE: JOÃO GOULART SERIA REELEITO EM 65, SEM O GOLPE

Para ex-presidente FHC, Jango se reelegeria em 1965


Fernando Henrique Cardoso fez a previsão de que o ex-presidente João Goulart, o Jango,  se reelegeria em 1965 (quando haveria eleição presidencial se não tivesse havido o rompimento institucional) ao participar no Sesc Consolação, em São Paulo, de seminário sobre os 50 anos do golpe civil-militar de 1964, promovido pelo CEBRAP, centro que ele fundou em 1975
O ex-presidente da República tucano adiantou não saber se foram realizadas pesquisas de opinião na época, que confirmassem sua previsão. Foram e nós a colocamos aqui, ao final desta nota. A participação do ex-presidente no seminário serviu para ele evocar lembranças pessoais e análise política daquele período.
Brasil dividido
FHC lembrou, por exemplo, que naqueles dias de 1964, a sociedade brasileira estava dividida e incertezas marcaram os dias que antecederam o golpe a 1º de abril. Observou que no dia 13 de março, quando o presidente Jango anunciou seu programa de reformas de base no comício da Central do Brasil, ele passou pela Zona Sul carioca e viu velas acesas em quase todas as janelas. “Sinal das apreensões da classe média”, completou, temerosa quanto ao comunismo e o perigo vermelho tão disseminados então pelos golpistas e pela mídia.
No 13 de março, recordou, ele passou pelo comício – mas não participou -, impressionou-se com a “enorme” multidão reunida em apoio ao presidente Jango e no trem encontrou-se com personalidades da esquerda. A confusão era tanta no país que muitos dos seus interlocutores naquela viagem acreditavam que o golpe seria dado pelo presidente, e não pelos militares. Já em São Paulo, descobriu que vários professores de esquerda da USP (onde ele também lecionava) articulavam um manifesto contra o governo.
FHC reiterou o que disse e a Folha de S.Paulo publicou 2ª pp: nem os militares tinham certeza do sucesso do seu golpe. A posição do general Amaury Kruel (compadre de Jango), comandante do II Exército, era desconhecida e o então chefe do Estado Maior das Forças Armadas (EMFA), Castello Branco, era vista como legalista. O marechal Castelo foi o 1º presidente da ditadura, governando de abril/64 a março de 67.
Proliferavam as avaliações equivocadas
O Partido Comunista Brasiloeiro (PCB) julgava que os industriais se opunham ao capitalismo americano; seu secretário-geral, Luís Carlos Prestes, dissera semanas antes que eles já tinham o governo, faltava o poder; o sociólogo Hélio Jaguaribe, do PSDB.  julgava que o regime tinha como objetivo a desindustrialização; e o economista Celso Furtado (ministro nos governos Jango e Sarney), que o regime só duraria dois anos. De acordo com as reflexões de FHC expostas ontem, demorou-se a entender o que tinha acontecido.
Há poucos dias o blog do Luís Nassif publicou pesquisas IBOPE realizadas até no mês em que ocorreu o golpe. Nesta semana, também a Carta Capital  fala sobre elas, junto com uma entrevista do historiador Luiz Antônio Dias. Estas pesquisas foram doadas pelo Instituto à UNICAMP. O professor tem feitos estudos e publicado trabalhos sobre elas.
Números e índices publicados por Nassif
Transcrevemos, abaixo, o trecho em que o Nassif publicou números e percentuais da pesquisa. como diz ele “os números são impressionantes”:
· Em junho de 1963, Jango era aprovado por 66% da população de São Paulo, desempenho superior ao do governador Adhemar de Barros (59%) e do prefeito Prestes Maia (38%).
· Pesquisa de março de 1964 revela que, caso fosse candidato no ano seguinte, Goulart teria mais da metade das intenções de voto na maioria das capitais pesquisadas. Apenas em Fortaleza e Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek tinha percentuais maiores
· Havia amplo apoio à reforma agrária, com um índice superior a 70% em algumas capitais.
· Pesquisa na semana anterior ao golpe, realizada em São Paulo a pedido da Fecomercio, apontava que 72% da população aprovava o governo Jango.
· Entre os mais pobres a popularidade alcançava 86%.
· 55% dos paulistanos consideravam as medidas anunciadas por Goulart no Comício da Central do Brasil, em 13 de março, como de real interesse para o povo.
· Entre as classes A e B, a rejeição a Goulart era um pouco maior em 1964. Ao menos 27% avaliavam o governo como ruim ou péssimo na capital paulista.”
 http://www.zedirceu.com.br/para-ex-presidente-fhc-jango-se-reelegeria-em-1964/

MAIS PROVAS DO ENVOLVIMENTO DOS EUA E DA FIESP NA TORTURA

Ivan Seixas: O homem do Consulado 

dos EUA que visitava o DOPS

publicado em 25 de março de 2014 às 20:58
Especial – 50 anos do golpe
Um golpe contra o Brasil
por Ivan Seixas* — publicado 25/03/2014 08:55, última modificação 25/03/2014 09:23
Engana-se quem acha que a ditadura foi implantada, em abril de 1964, com uma quartelada ou alguma ação improvisada de militares furiosos. Foi um golpe de Estado anticomunista, antioperário e antinacional, dentro da histeria da Guerra Fria, em uma agressão escancarada para impor um minucioso projeto econômico e social desenvolvido segundo os interesses do capitalismo estrangeiro e seus aliados nacionais.
Para impor esse projeto econômico e social era necessário impor o arrocho salarial e medidas impopulares sem precedentes. E para que isso se efetivasse era necessário o terrorismo de Estado e a cumplicidade e cooperação do empresariado nacional.
A grande maioria dos sindicatos de trabalhadores sofreu intervenção, que passaram a ser dirigidos por gente de confiança da ditadura e dos patrões. Para garantir a repressão, uma extensa rede de repressão se instala desde os primeiros momentos da ditadura sob o comando do temido SNI — Serviço Nacional de Informações, complementada por agentes de repressão particular dentro das fábricas, contratados pelos empresários. Essa cooperação é prevista no organograma do SISNI – Sistema Nacional de Informações, que destaca as “Comunidades Complementares” com os convênios com “Entidades privadas conveniadas”.
Toda essa rede de arapongas a serviço do empresariado foi detectada pela Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, de São Paulo, com base em documentos oficiais do SNI, guardados no Arquivo Nacional. Do mesmo modo, o Arquivo do Estado de São Paulo guarda documentos que mostram que as empresas entregavam as fichas funcionais de seus empregados ao DOPS – Departamento de Ordem Política e Social para que fossem perseguidos pela temida repressão política e essa perseguição servir de desculpas para demitir e colocar o nome do perseguido nas “listas negras” daqueles que não poderiam conseguir emprego mais. Suas famílias passavam fome e os empresários impunham assim o medo da demissão e a submissão dos trabalhadores dentro do projeto implantado em abril de 1964.
A Comissão Estadual descobriu também os livros de entrada e saída no DOPS. Não o livro de entrada de presos, mas o de visitantes do departamento. Sem nenhuma dúvida, o visitante mais constante era um funcionário da FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Geraldo Resende de Mattos, homem de confiança do chefe da entidade patronal. Suas visitas nem sempre têm registrado o horário de saída. Numa dessas vezes, a entrada foi pouco antes das seis da tarde e sua saída se dá no dia seguinte quase sete horas da manhã. Óbvio que o funcionário da FIESP ia lá organizar a repressão ao movimento sindical já amordaçado, reprimido e duramente perseguido. Mais uma vez o projeto econômico e social implantado em 1964 era garantido pela repressão política da ditadura sem nenhum disfarce, bem longe da civilidade ou legalidade.
Outro que visitava muito aquele órgão de repressão, tortura e extermínio e opositores à ditadura militar era Claris Halliwell, graduado membro do consulado geral dos EUA, que entrava e saía com muita frequência e também não tinha horário de saída registrado ou só saía no dia seguinte. Em geral, sua presença lá coincidia com os dias em que aconteciam terríveis sessões de tortura a membros da resistência ao estado de terror imperante. Sua entrada acontecia junto com conhecidos torturadores do DOI-CODI de São Paulo como o tenebroso Capitão Ênio Pimentel Silveira, notório torturador e assassino de presos políticos. A entrada dos dois indica que participavam das sessões de torturas, como é o caso do dirigente do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), Devanir José de Carvalho, Comandante Henrique, barbarizado por quase três dias seguidos e assassinado ao fim dessa jornada.
Torturas, assassinatos e desaparecimentos de opositores militantes de organizações revolucionárias de luta armada aconteciam no mesmo lugar e com a mesma atenção que a repressão ao movimento sindical e de trabalhadores em geral. A ligação que há entre Mister Halliwell e Geraldo Resende de Mattos é o projeto econômico e social implantado em 1964, com orientação, apoio e acompanhamento do governo americano ao Estado usurpado pelos golpistas civis e militares, que se perpetuaram por longos 21 anos seguidos no poder. Causaram danos em, pelo menos, três gerações de brasileiros e estão impunes até hoje.
Nesse momento em que se marcam os cinquenta anos do assalto ao poder por gente que não tinha compromisso com a democracia e menos ainda com o País, devemos refletir o que se pode fazer para o Brasil continuar e aperfeiçoar suas instituições. Cometeram crimes de lesa-humanidade e também crimes de lesa-pátria, pois causaram danos ao povo trabalhador, aos jovens, à cultura nacional, à economia nacional e às instituições nacionais. E continuam impunes. As mortes são imperdoáveis, mas o que se pode dizer da fome causada aos trabalhadores colocados nas chamadas “listas negras”? Não eram “apenas” os trabalhadores, mas todos os componentes de suas famílias. Danos morais, políticos e econômicos em mulheres, crianças e idosos. Não há como perdoar. Tudo cometido em nome de um maldito projeto econômico e social de uma potência estrangeira.
*Ivan Seixas, ex-militante do Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), foi torturado ao lado do pai, assassinado pelo regime. Hoje Seixas preside o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana. Seu relato faz parte da série de 50 depoimentos coletados para o especial Ecos da Ditadura, sobre os 50 anos do golpe civil-militar de 1964
http://www.viomundo.com.br/denuncias/ivan-seixas-o-homem-do-consulado-dos-eua-que-visitava-o-dops.html?fb_action_ids=

CAI MAIS UMA MENTIRA DO OLAVÃO-PORNÔ - (INÉDITO)

O astrólogo Olavo de Carvalho, que se auto-intitula "filósofo" e prega de seu esconderijo na zona rural dos Estados Unidos um golpe contra a Democracia brasileira, é um mentiroso contumaz. Mente tanto que seria difícil, a não ser no espaço de um livro bem grosso, apontar todas as suas falsidades, números "chutados", e principalmente suas previsões furadas pelos fatos.
Poderíamos começar pela mentira muitas repetidas por Olavo de que era de esquerda e que ajudou a editar o histórico jornal do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo que denunciava o assassinato de Vlado Herzog pela ditadura, em outubro de 1975. Aquela edição do "Unidade" (que tenho em mãos) não menciona seu nome em parte alguma, embora conte com citações a muitos jornalistas que colaboraram para aquele trabalho. Mais que isso: recentemente conversei com dois ex-diretores do Sindicato à época, em cargos importantes, que negaram peremptoriamente que Olavo tenha tido qualquer participação naquele jornal específico. Um deles mal se lembrava de Olavo no Sindicato, dizendo-me que ele frequentava a sede da Rego de Freitas como dezenas de jornalistas, sem qualquer participação na Diretoria ou em função digna de registro. Ao outro ex-dirigente, perguntei por que achava que Olavo havia se transformado neste agitador de extrema-direita que é hoje, e a resposta foi dada em apenas uma palavra: "dinheiro".
Agora, mais uma das muitas mentiras do Olavão-pornô (a quantidade de palavrões que ele usa em seus vídeos e hangouts é indicativa de algum distúrbio, nitidamente) cai por terra definitivamente, ou como ele diria "acima de qualquer possibilidade de dúvida". Ele vive repetindo que os Estados Unidos não tiveram qualquer participação no golpe militar de 1964. Chega ao ponto de dizer que existe apenas um telefonema do embaixador Lincoln Gordon ao presidente Kennedy, informando que o golpe havia sido iniciado, para sua (dele, embaixador) surpresa, e indagando o que a Embaixada deveria fazer.
É claro que já havia documentos, livros e até vídeos provando a intensa participação dos EUA na preparação do golpe, no financiamento aos conspiradores e na sua execução. Posso contar um detalhe pessoal, que mantive inédito até hoje, lamentando não me lembrar do nome da personagem envolvida - que poderei pesquisar caso as olavetes queiram desmentir-me.
Nos anos 70, secretário do então MDB, em Taubaté, eu frequentava diariamente o gabinete do prefeito Milton de Alvarenga Peixoto. Numa tarde, apareceu por lá o cônsul norte-americano para assuntos políticos, que desejava trocar idéias com o prefeito, o que aconteceu, sem nenhum tópico realmente importante. Depois ele pediu para visitar os presidentes dos dois únicos partidos então existentes, o MDB e a Arena. O prefeito solicitou-me que os localizasse, meus amigos Ameleto Marino (MDB) e Luiz Winter de Araújo (Arena), o que fiz em minutos, e que conduzisse o cônsul ao encontro de ambos.
Assim fizemos, eu no carro oficial do consulado, explicando ao cônsul aspectos da política local, sem que ele me perguntasse nada de delicado ou sigiloso - até porque não havia nada de secreto em nossas atividades políticas. Correu tudo normalmente, Marino nos recebeu em sua casa e Luizinho Winter na Câmara Muncipal. Despedi-me do cônsul e a história teria acabado aí.
Só que alguns anos mais tarde, num livro que eu creio ser de Hélio Silva, o historiador (não me recordo ao certo), vejo uma foto do presidente da Câmara dos Deputados em 64, Ranieri Mazzili, subindo umas escadas com outros parlamentares, no dia do golpe. E quem está bem atrás de Mazzili? Sim, o diplomata que eu receberia em Taubaté tempos depois! Ou seja, um agente dos EUA estava ao lado, no meio, ombro a ombro, com o presidente do Legislativo brasileiro que assumiria a Presidência temporariamente, no momento do golpe! Haverá prova maior de participação ativa, por dentro, dos EUA no movimento cívico-militar?
Mas o que motiva este artiguete sobre o fascista e subversivo (em plena Democracia) Olavo de Carvalho, é a publicação de 2.000 documentos de um lote de 10 mil, elaborados pelos americanos antes, durante e depois do golpe de 1964. Trata-se de um projeto conjunto entre uma universidade brasileira e outra norte-americana, que está colocando na internet a íntegra desses documentos até então desconhecidos pela ampla maioria dos brasileiros. Fica provado, mais uma vez, que os EUA atuaram diretamente para instalar e para monitorar e influenciar passo-a-passo a ditadura brasileira.
Demonstra-se, uma vez mais, a desonestidade intelectual de Olavão-pornô que, infelizmente, ainda convence um grupelho de incautos com suas pregações golpistas. Quem quiser continuar acreditando nele, que o faça. Pelo que a direitona-burra (e sem votos) mostrou nas suas "marchas" do dia 22 de março, não passam de uns 700 ou 800 os fascistas brasileiros que pedem a volta do regime de terror, entreguista e corrupto encerrado em 1985. Esse bando não consegue entrar no século 21, de maneira alguma: estacionou na Guerra Fria. A pregação golpista rende o dinheiro que sustenta  Olavo nos EUA, mediante o terror apregoado a empresários medrosos que acabam por mandar-lhe mensalões. É o caso do agora ministro Afif Domingos, que controla há uns 30 anos a Associação Comercial de São Paulo. Esta entidade historicamente ultra-conservadora (antes de Afif era um feudo de Paulo Maluf) possui, por razões inexplicáveis, um jornal em Recife! E é através deste jornal que Olavo recebe a grana com que mantém seu trabalho de sabotagem ao Brasil, pregação do ódio e incentivo a um golpe militar. Para sorte nossa, como vimos em 22 de março, nem o povo nem os militares dão qualquer bola para esse esclerosado falso intelectual. A seita que ele lidera é insignificante politicamente, e só sobrevive graças ao ódio que a mídia tem pelo PT e por qualquer governo democrático, trabalhista ou de centro esquerda em nosso País. Tanto é, que alguns dos mais notórios olavetes estão abrigados no panfleto da famiglia Civita, a mal-cheirosa revista Veja. É o que ainda lhes dá alguma projeção. Povo e votos os fascistas não têm nenhum, e nunca terão. Só pregam o golpe por isso mesmo: são incompetentes para eleger até um vereador...
Eis os links para os documentos que desmascaram Olavo de Carvalho:


https://repository.library.brown.edu/studio/collections/id_644/

http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/03/1430924-site-publica-10-mil-documentos-americanos-sobre-a-ditadura-no-brasil.shtml

CÂMARA CALA A BOCA DO NAZISTA BOLSONARO

Presidente da Câmara barra pedido para 'exaltar' ditadura

Deputado Jair Bolsonaro queria espaço em sessão solene para homenagear Forças Armadas pelos 50 anos do golpe de 1964

  • Fernando Diniz
    Direto de Brasília


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), rejeitou nesta terça-feira o pedido do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) para exaltar o regime militar em uma sessão solene para lembrar os 50 anos do golpe de 1964. Em reunião de líderes partidários, o peemedebista informou que só acatará o requerimento da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) para discutir a data.
"Indeferi o (o pedido do) deputado Bolsonaro, que queria homenagear a revolução de 64. Essa Casa não poderia fazer isso de jeito nenhum porque foi perseguida, brutalmente atingida pela revolução, seus membros foram cassados e essa Casa fechada", disse.  

Em sua conta do Twitter, Alves disse que recebeu o apoio dos líderes partidários. “Líderes apoiaram integralmente a decisão em uma demonstração de que o caminho democrático não tem volta”, disse.No último dia 17, o jornal Folha de S.Paulo informou que a Câmara dos Deputados abriria espaço para os críticos e os defensores da ditadura militar, o que gerou críticas à Casa Legislativa. Com a decisão, Bolsonaro ficará de fora como autor do requerimento para a convocação da sessão solene. O parlamentar do PP, que é militar de reserva, havia destacado em seu site a ideia de homenagear as Forças Armadas no dia 1º de abril. Segundo ele, os militares “salvaram o Brasil do comunismo”.
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/presidente-da-camara-barra-pedido-para-exaltar-ditadura,44f6a48f73bf4410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html