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segunda-feira, 26 de maio de 2014

ENTENDA PORQUE O CAPITALISMO SERVE APENAS AO 1% MAIS RICO

Artigo de David Harvey, no importante sítio Outras Palavras, traz uma interessante análise sobre o best-seller do momento no mundo das finanças e da política mundiais, "O Capital no Século XXI" , do francês Thomas Piketty. Selecionei apenas três parágrafos, recomendando a leitura da íntegra no link que está ao final: 



"Como Alan Budd, um conselheiro econômico de Margaret Thatcher, confessou num momento em que baixou a guarda: as políticas anti-inflação dos anos 1980 mostraram-se “uma maneira muito boa de aumentar o desemprego, e aumentar o desemprego era um modo extremamente desejável de reduzir a força das classes trabalhadoras… o que foi construído, em termos marxistas, como uma crise do capitalismo que recriava um exército de mão de obra de reserva, possibilitou que os capitalistas lucrassem mais do que nunca.” A disparidade entre a remuneração média dos trabalhadores e dos executivos-chefes era cerca de trinta para um em 1970. Hoje está bem acima de trezentos para um e, no caso do MacDonalds, cerca de 1200 para um."

* * *


"Ali pelo final dos anos 1960, ficou claro para vários capitalistas que eles precisavam fazer alguma coisa a respeito do excessivo poder do trabalho. Por isso, Keynes foi excluído do panteão dos economistas respeitáveis, o pensamento de Milton Friedman deslocou-se para o lado da oferta, e teve início uma cruzada para estabilizar, se não para reduzir a tributação, desconstruir o Estado social e disciplinar as forças do trabalho. Depois de 1980, houve uma queda nas taxas mais altas de imposto e os ganhos do capital – uma grande fonte de renda dos ultra ricos – passaram a ser tributados por taxas muito menores nos EUA, aumentando enormemente o fluxo de capital do 1% do topo da pirâmide."

* * *

 "Mas o resultado foi uma bolha de ativos fadada a estourar, como aconteceu em 2007-2008, levando consigo o banco de investimento Lehman Brothers, juntamente com o sistema de crédito. Entretanto, enquanto tudo e todos se davam mal, depois de 2009 as taxas de lucro, e a consequente concentração de riqueza privada, recuperaram-se muito rapidamente. As taxas de lucro das empresas estão agora tão altas quanto sempre estiveram nos EUA. As empresas estão sentadas sobre grande quantidade de dinheiro e recusam-se a gastá-lo, porque as condições do mercado não estão robustas. A formulação da lei matemática de Piketty camufla, mais do que revela a respeito da classe política envolvida. Como notou Warren Buffett, “claro que há luta de classes, e é a minha classe, a dos ricos, que está lutando, e estamos vencendo.” Uma medida-chave de sua vitória são as crescentes disparidades da riqueza e renda do 1% do topo em relação a todo o resto da população."

http://outraspalavras.net/destaques/david-harvey-leia-piketty-mas-nao-se-esqueca-de-marx/?utm_source=rs

domingo, 15 de janeiro de 2012

GOVERNOS TIRAM DO POVO PARA DOAR AOS BANCOS

CRISE DO CAPITALISMO DESREGULADO!

(Michel Rocard, ex-primeiro ministro francês e Pierre Larrouturou, economista - El País, 06)

1. Recentemente, um juiz norte americano decidiu a favor de jornalistas da Bloomberg, que pediu ao Banco Central dos Estados Unidos que fosse completamente transparente, em relação à ajuda dada ao sistema bancário durante os últimos três anos. Após ter examinado 20.000 páginas de vários documentos,  Bloomberg demonstrou que a Reserva Federal tinha emprestado, secretamente aos bancos em dificuldade, a enorme soma de 1,2 trilhão de dólares a uma taxa incrivelmente baixa de 0,01%.

2. Ao mesmo tempo, em muitos países, as pessoas estão sofrendo planos de austeridade impostos pelos governos aos quais os mercados financeiros não emprestam bilhões a juros inferiores de 6,5% a 9%. Sufocados por esses juros, os governos são "forçados" a congelar as pensões, as prestações familiares ou os salários dos funcionários públicos; a fazer cortes e reduzir os investimentos, o que aumenta o desemprego, o que em breve vai afundar todos em uma recessão extremamente grave.

3. Será normal que em casos de crise, os bancos privados, que tendem a financiar os bancos centrais a taxas de 1%, possam se beneficiar de uma taxa de juros de 0,01%?  Mas porque nas mesmas circunstâncias alguns Estados, ao contrário, devem pagar taxas 600 ou 800 vezes maior?

4. "Ser governado pelo dinheiro organizado é tão perigoso quanto ser governado pelo crime organizado", dizia Roosevelt. Ele estava certo. Estamos vivendo uma crise do capitalismo desregulado que pode ser suicida para nossa civilização. Como dizem Edgar Morin e Stéphane Hesse em seu último livro, nossas sociedades devem escolher: a metamorfose ou a morte.

5. É claro, precisamos de um tratado de convergência social e uma verdadeira governança econômica. Tudo isso é essencial. É urgente enviar um sinal muito claro para os povos: a Europa não está nas mãos de lobbies financeiros. A Europa está a serviço dos cidadãos.

sábado, 15 de outubro de 2011

O NEOLIBERALISMO MORREU HOJE!

A agonia já vinha de longe, de antes mesmo de 2008, quando as bolhas imobiliária e bancária estouraram nos EUA e na Europa. Um sistema que dominou o mundo por mais de três décadas, não poderia sucumbir por "morte súbita": ele esperneia, resiste, mistifica, tenta adiar o fim e congelar a História.
Mas nada adiantou: as manifestações de massa de hoje, 15 de outubro de 2011, em mais de oitenta países de todos os continentes, foram o enterro da doutrina e da prática que se convencionou chamar de Neoliberalismo. Aqui e ali o sistema ainda pode ter algum fôlego desesperado, mas o fato é que o Neoliberalismo perdeu qualquer legitimidade ideológica. Seus defensores ficaram no passado, enquanto a caravana do Futuro passou acelerada e inexorável.
Orgulho-me de ter sido um dos 10 mil fundadores do Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em 2001, e de ter participado de outras quatro realizações do evento, inclusive a de 2010. Aquela iniciativa, nascida no Brasil, reproduziu-se em milhares e milhares de locais do mundo, sem uma coordenação geral e hierárquica - o objetivo era abrir espaço para a livre manifestação e para o intercâmbio entre todos os que acreditam que "Um novo mundo é possível!". Dali nasceram as grandes manifestações de rua que perturbaram o sossego dos "donos" do mundo, em Davos, em Gênova, nos encontros do FMI, do G-7, do G-20, de todas as cúpulas de ricos pelo mundo a fora.
Agora, finalmente, o protesto atingiu o coração simbólico do capitalismo, com a ocupação de Wall Street, que já dura quase um mês. O susto da direita foi tão grande que, no Brasil, seus porta-vozes mais falastrões calaram suas bocas. Reinaldo Azevedo, o covarde Rei do Esgoto, que usa um blog da revista fascista Veja para pregar a opressão, a injustiça social, e para combater tudo que seja social ou em favor do povo e do Brasil, enfiou o rabo entre as pernas. Levou quase um mês fugindo do assunto, e agora publicou umas quinze pífias linhas para dizer que...os protestos são provocados pelo Obama! Esse Reinaldo vendeu a alma, perdeu o senso de ridículo, e realmente acha que seus infelizes leitores são todos idiotas (nem todos o são, só uns 90%, e ele se incumbe de censurar os demais).
A verdade é que a nossa direita-burra (e sem votos) torce para que a crise do Neoliberalismo leve o Brasil à falência, ao caos. Seria a única maneira de seus candidatos (eles ainda acham que Serra é um nome viável!) cheguem ao poder. Na verdade, preferem um golpe do tipo hondurenho, mas como não encontram um militar louco o bastante para tentar uma quartelada, fingem que respeitam o jogo eleitoral.
Vendo as massas hoje reunidas em ruas e praças de todos os continentes, gritando diretamente contra o 1% dos "donos" de todas as riquezas do planeta, naturais e manufaturadas, além dos papéis-quase-moedas, tenho que gargalhar na cara de um covarde como Reinaldo Azevedo. Todo o seu esforço para liderar e insuflar um golpe contra nosso Governo constitucional, contra a Justiça Social que apenas começa a existir no Brasil, contra a inteligência, foram para o lugar devido: o lixo, o esgoto. Reinaldo e suas "idéias" fedem!
Viva o futuro, viva a Humanidade livre e progressista!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

NEW YORK QUER EXPULSAR OS 99%


Ocupa Wall Sreet recebe ordem para sair de praça

O movimento Ocupa Wall Street difundiu quinta-feira (13) um alerta de emergência no qual solicita uma defesa massiva da praça a partir das seis horas da manhã desta sexta-feira, manifestando suspeita sobre os reais motivos da ordem do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, para uma "limpeza da praça". Alguns manifestantes lembraram que essa foi a mesma tática usada para desalojar os manifestantes que ocuparam o Capitólio no estado de Wisconsin e acampamentos dos “indignados” em lugares públicos em Madri e Barcelona. O artigo é de David Brooks.

Há um enfrentamento à vista entre o movimento Ocupa Wall Street e as autoridades de Nova York como resultado de uma ordem da prefeitura para que os manifestantes abandonem “temporariamente” o acampamento para permitir uma limpeza do pequeno parque, algo que os ativistas prometem desafiar com uma defesa não violenta da praça que ocupam desde o dia 17 de setembro. 

Ocupa Wall Street difundiu ontem (13) um alerta de emergência no qual solicita uma defesa massiva da praça a partir das seis horas da manhã desta sexta-feira, manifestando suspeita sobre os reais motivos da ordem do prefeito. Alguns manifestantes lembraram que essa foi a mesma tática usada para desalojar os manifestantes que ocuparam o Capitólio no estado de Wisconsin e acampamentos dos “indignados” em lugares públicos em Madri e Barcelona.

Os ocupantes anunciaram que armarão uma cadeia humana na periferia de sua Praça Liberdade (cujo nome oficial é Parque Zuccotti) com escovas e esfregões e que resistirão de maneira pacífica às ordens da polícia. Além disso, planejaram uma marcha com suas escovas e esfregões na direção de Wall Street com o objetivo de limpar o desastre do setor financeiro.
Bloomberg fez visita surpresa

O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg fez uma visita surpresa à Praça Liberdade na noite de quarta-feira com uma escolta massiva de policiais, mas não disse nada durante sua visita. Alguns manifestantes gritaram: “Você é da turma do 1%” (dos mais ricos, ou seja, os que são acusados pela desigualdade econômica e pela corrupção da democracia).

Na segurança de seu gabinete, mais tarde, Bloomberg divulgou seu anúncio de que era preciso fazer uma limpeza e trabalhos de manutenção na praça. Ele justificou a medida com base em uma solicitação da Brookfield Properties, a empresa dona da praça, que pediu a intervenção da polícia para liberar a área que estaria apresentando problemas de salubridade. O prefeito afirmou que a limpeza seria realizada em etapas e que os manifestantes poderiam retornar às partes da praça já lavadas – dando a entender que não pretendia desocupar todo o parque de uma vez só.

No entanto, seu chefe de polícia, Ray JKelly, confirmou que os manifestantes terão que cumprir novas condições, estabelecidas pela empresa proprietária, para permanecer ali: “depois que a área for limpa, poderão regressar. Mas não poderão retornar com seus equipamentos, barracas, esse tipo de coisa”, declarou.

Os manifestantes afirmam que tudo isso é um pretexto para acabar com a vigília que já dura 28 dias. Grupos locais e nacionais saturaram a prefeitura com telefonemas e mensagens denunciando a ordem, enquanto vários líderes políticos locais e sindicais pediram ao prefeito para que anulasse a ordem, que classificaram como uma notificação de despejo. Alguns advertiram que os olhos do mundo estão de olho no que está acontecendo em Nova York e que isso poderia ter severas consequências políticas para o prefeito, especialmente se houver repressão violenta por parte da polícia.

Outras agrupações liberais e progressistas expressaram sua desaprovação e grupos de direitos civis assinalaram que poderia ser uma violação do direito constitucional à livre expressão. Em sua página no twitter, o escritor Salman Rushdie chamou a ameaça dessa ação de um crime contra a liberdade.

Para o prefeito, tudo isso implica um risco político, o que tem limitado suas opções durante quase um mês com a repercussão obtida pelo movimento e sua multiplicação por várias cidades através do país. Uma pesquisa da Reuters/Ipsos indiciou que 82% dos estadunidenses ouviram falar dos protestos, sendo que 38% manifestaram uma opinião favorável aos mesmos e só 24% foram contra. Ou seja, o movimento de protesto Ocupa é agora quase três vezes mais popular junto à opinião pública que o Congresso dos Estados Unidos.

“O 1% mais rico tomou de controle nossa economia e nosso governo. Somos os 99% que estão prontos para retomar o comando”, essa é a consigna de Ocupa Wall Street, lema que vem encontrando eco de costa a costa e que vem ganhando apoio dos principais sindicatos do país, de organizações sociais e comunitárias de todo tipo, e de personalidades que incluem economistas prêmio Nobel, músicos, cineastas e até alguns dos principais líderes políticos nacionais.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

PROTESTOS NO CORAÇÃO DO CAPITALISMO SELVAGEM


Venham todos ocupar Wall Street, pede Michael Moore

Após visitar os acampados em Wall Street e declarar seu apoio ao movimento de ocupação, o cineasta e ativista Michael Moore publicou uma nota em seu blog chamando pessoas de todo o país para se reunirem aos manifestantes em Nova York. Ele considera o fato histórico: “É a primeira vez que uma multidão de milhares toma as ruas de Wall Street”. A manifestação segue sendo ignorada pela "grande imprensa".



A manifestação “Ocupar Wall Street” chega ao décimo dia ignorada pela grande imprensa e cada vez mais “gritante” na mídia alternativa e blogs. As milhares de pessoas permanecem acampadas no local, enfrentando policiais cada vez mais violentos.

Lawrence O´Donnel, apresentador de uma emissora de TV alternativa, mostra em seu programa “The last World” a cena de um jovem sendo agredido. Ele questiona: “Por que os policiais estão batendo neste rapaz?”

Em seguida, Lawrence reapresenta a mesma cena em câmera lenta e explica: “Os policiais estão batendo no jovem porque ele está armado com uma câmera de vídeo”. Outra cena do programa mostra duas mulheres gritando muito após terem sido atingidas por spray de pimenta. Lawrence condena a brutalidade: “As pessoas são inocentes, pacíficas, não podem ser agredidas nem presas”. 

O que causa espanto ainda maior, acrescenta o jornalista, é a falta de reação de quem assiste ao espetáculo de horror de braços cruzados. “Ninguém faz nada a favor dessas pessoas”, denuncia, afirmando que a violência policial contraria a lei, é crime. Diz ainda que a ação policial tem uma explicação: o governo sabe que a manifestação não terminará enquanto a população nas ruas não for ouvida.

Um internauta posta o programa de Lawrence no Youtube e pede: “Por favor, transformem isto num viral”, explicando que tem poucas linhas para expressar o horror que está ocorrendo nas ruas. Ele assina “moodyblueCDN” na postagem.

Abaixo do vídeo, segue o comentário: “E aqui vamos nós aos bastidores de Matrix”, comparando a bem engendrada política imperialista ao enredo do filme de ficção científica, no qual os personagens têm os destinos traçados por máquinas e só podem romper esse circuito de manipulação quando surgir o salvador.

Outro vídeo da internet mostra os jovens e sua demanda: “quem for honesto nos dará apoio, quem for heróico se juntará a nós”.

Lucas Vazquez está entre os jovens de Wall Street, é um dos organizadores do protesto, segundo um vídeo. Ele dá uma declaração tranqüila, mostrando-se surpreso com a reação dos policiais.

Os dez dias de protestos já deram origem a um documentário, O verão da Mudança (Summer of Change), de Velcrow Ripper. Ripper navega na praia hippie dos anos 1960 ao propor: “Como esta crise global pode se transformar em uma história de amor?”. O documentário foi produzido pelaEvolve Love.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

a imprensa americana diz o que a brasileira esconde:


Revista “esquerdista” fala em guerra de classes mundial

por Luiz Carlos Azenha
Primeiro foi o Nouriel Roubini que, em entrevista ao revolucionário Wall Street Journal, disse que Marx estava certo.
Agora, aquela revista esquerdista chamada Forbes publicou um texto muito disseminado nas redes sociais nos Estados Unidos.
No artigo, Joel Kotkin elenca uma série de números:
* 1 milhão de jovens britânicos estão desempregados
* 50% das crianças de Londres vivem na pobreza
* 20% dos adolescentes americanos estão desempregados, taxa que chega a 50% em Washington
* dois quintos dos americanos que tem 18 e 19 anos de idade estão desempregados ou fora da força de trabalho
* 43% dos americanos brancos  sem diploma universitário avaliam que a vida está piorando.
Ele escreve:
“O endurecimento das divisões de classe tem se acumulado por uma geração, primeiro no Ocidente mas crescentemente em países de rápido desenvolvimento como a China. A crescente divisão de classes tem suas raízes na globalização, que custou empregos aos colarinhos azuis e agora mesmo aos colarinhos brancos; na tecnologia, que permitiu a empresas e indivíduos mais ricos mudar suas operações com velocidade rápida para qualquer lugar; e na secularização da sociedade, que solapou os valores tradicionais do trabalho e da família que eram básicos do capitalismo de raízes desde suas origens.
Todos estes fatores podem ser vistos nos distúrbios britânicos. Relações raciais e com a polícia tiveram um papel, mas entre os amotinados havia mais que gente das minorias ou gangsters. Como o historiador britânico James Heartfield sugeriu, os amotinados refletiram um rompimento mais amplo do “sistema social britânico”, particularmente o “sistema de trabalho e de recompensa”.
Nas primeiras décadas do século 20, jovens da classe trabalhadora poderiam contar com trabalho na vibrante economia industrial do Reino Unido e, mais tarde, no crescente setor público largamente financiado pelos ganhos [financeiros] da City e ao crédito. Hoje, o setor industrial encolheu e está irreconhecível. A crise financeira solapou o crédito e a capacidade do governo de bancar o estado de bem estar social”.
Mais adiante:
“A perspectiva de um crescente conflito de classe existe mesmo na China, onde a desigualdade social é uma das piores do mundo. Não causou surpresa uma pesquisa conduzida pela Academia de Ciências Sociais de Zhejiang mostrando que 96% dos entrevistados sentem “ressentimento contra os ricos”. Enquanto o Tea Party e os esquerdistas nos Estados Unidos acusam o capitalismo entre amigos do regime Bush-Obama-Bernanke, os trabalhadores e os chineses de classe média estão diante de uma classe governante hegemônica que consiste de autoridades e capitalistas ricos. Que isso se dá sob um regime supostamente “marxista-leninista” é ao mesmo tempo irônico e obsceno”.
Diante disso, ele prevê que a onda mundial de distúrbios vai se espalhar e chegará aos Estados Unidos.
Com as bolsas de valores derretendo mais uma vez, é sempre bom ficar de olho nos alertas destas publicações esquerdistas como o Wall Street Journal e a Forbes.