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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

RECORDAÇÃO DE JOHN HERBERT

Nos anos 80, fui ao Hotel Gávea de Taubaté para entrevistar John Herbert, que iria apresentar-se naquela noite no então Teatro São João (antigo e saudoso Cine Urupês). Não me recordo agora qual era a peça, mas sei que era uma comédia.
Uma hora antes do espetáculo, ele pediu-me que o guiasse até o teatro, e lá fui eu, no seu carro, na curta viagem até o meu antigo cinema de infância. Estacionamos na rua lateral, e entramos pela porta de acesso dos artistas. Lembro-me que ele usava uma calça larga e folgada, listrada, que mais parecia um pijama. O público que entrava na platéia o reconheceu, e eu fui visto como parte do grupo (os demais atores vieram em outros automóveis).
Depois do espetáculo, fomos todos jantar, creio que na Toscana, que então funcionava na Rua Visconde do Rio Branco, e onde eu costumava levar artistas e políticos que visitavam a cidade, sempre que eu funcionava como uma espécie de guia.
Enfim, foi um breve contato com o ator falecido esta semana, aos 81 anos, com mais de 50 novelas no currículo, além de dezenas de filmes e montagens teatrais. Eu já havia encontrado John Herbert em São Paulo, e o veria novamente, inclusive em convenções do PMDB, com sua então mulher Eva Wilma, apoiadora do partido - ela continuou frequentando as convenções partidárias depois que se casal com Carlos Zara, outro saudoso ator que conheci de vários encontros e entrevistas.
Mas minhas lembranças mais antigas de John Herbert são de minha infância, quando, na minha casa ou na casa de meu padrinho de batismo, pedro Siervi, a família toda assitia "Alô Doçura", um seriado de muito sucesso na TV Tupi (em preto e branco, claro...) onde fazia par com Eva Wilma, ambos jovens e muito bonitos.
Eles se casaram em 1955. Separados, ele tornou a casar-se com a fisioterapeuta e também atriz Cláudia Librach.


sábado, 22 de janeiro de 2011

AS OBRAS MAIS CARAS NOS LEILÕES DE 2010




Depois da queda de negócios de Arte resultante da crise de 2008/2009, o ano passado terminou com sinais de recuperação. A novidade no mercado foi o crescimento da China como grande investidora (também) em objetos de arte, colocando o país em segundo lugar, atrás somente dos Estados Unidos.
Nos EUA foram negociados 285,5 milhões de dólares; na China, 178,8 milhões; e no Reino Unido, US$ 157,5 milhões. Depois vem a França, num distante terceiro lugar com US$ 22,2, seguida de Singapura, com US$ 10,6 milhões.
As peças que alcançaram maior valor em leilões foram a tela "Nú,

folhas verdes e busto", de Pablo Picasso, bendida por 106,4 milhões de dólares, superando a obra que estava em primeiro lugar, a escultura "Homem andando", de Alberto Giacometti (de quem já vi duas grandes exposições, uma em Paris e outra na Holanda), vendida em março de 2010 por US$ 104 milhões.
O quadro de Picasso é um retrato de sua amante Marie-Therèse Walter, concluído em 8 de março de 1932, e mede 162 por 130 centímetros. Pertencia a uma colecionadora norte-americana que faleceu. A escultura de Giacometti é de 1960.
Os preços atingidos em leilões não superaram o valor da obra de arte mais cara do mundo negociada diretamente entre particulares, um quadro de Jackson Pollock que vale US$ 140 milhões.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

MAIS GERRIT DOU




Alguns trabalhos de Gerrit Dou, artista sobre o qual falo em posts abaixo. Encantado com o seu cachorro (vão entender se lerem mais abaixo), comecei a pesquisar e estou surpreso com a qualidade deste aluno de Rembrandt.
Na verdade, estou reconhecendo telas que já vi em museus aqui da Holanda e de outros países que visitei. Mas confesso que não ligava as obras ao autor.
O que marca nos seus trabalhos é o realismo das figuras humanas e o detalhismo dos objetos. Ele não economizava nas cores, e por isso vemos todos os pormenores. Observem a luz, o brilho nos metais ou superfícies molhadas: é de uma vida incrível!
Acabo de ver que um seu "Velho barbudo" está à venda na Inglaterra: 440 mil euros, pouco mais de um milhão de reais. Algum museu brasileiro interessado?

O DONO DO CACHORRO...

Depois de publicar o post abaixo, sobre a mostra em Haia e o "Cachorro repusando", fiquei curioso sobre Gerrit Dou, autor do quadro.
Encontrei este seu auto-retrato sem data, e fiquei sabendo que ele nasceu e morreu em Leiden (cidade natal de Rembrandt, que foi seu mestre por seis anos, provavelmente). Começou como vitralista, arte que aprendeu com seu pai. Depois estudou com Rembrandt, cuja influência abandonou aos poucos.
Era conhecido por pintar objetos de uso doméstico com pormenores, e usando uma rica paleta de cores. Fez também retratos de santos e cenas bíblicas.
Marianne já me disse que ele é realmente muito famoso (eu já havia lido o nome, mas não me lembrava de nenhum de seus trabalhos). Vou procurar pesquisar mais a respeito deste artista, e trarei pros amigos o que encontrar de interessante. Que o seu "Cachorro repousando" é sensacional, isso é.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALGUMAS OBRAS EXPOSTAS EM ROTERDÃ - MUNCH

"Desejamos algo mais do que a mera cópia da natureza. Não é nosso caso pintar belas telas para as paredes de salas de estar. Nós devemos tentar, ainda que sem conseguir, para estabelecer as bases de uma arte capaz de dar algo à Humanidade. Arte que toma e dá. Arte criada com o sangue do nosso coração" (E. Munch, 1890)




"As mãos" (1893/1894), óleo s/ tela, 91 x 94 cms.


"Três moças na ponte"


"Ciúmes", 1895, óleo s/ tela, 67 x 100 cms.


Retrato de Edvard Munch

EXPOSIÇÃO DE MUNCH, EM ROTERDÃ



Fomos ontem (dia 6 de janeiro) a uma bela exposição do pintor Edvard Much, na Kunsthal, de Roterdã. O artista norueguês, que viveu de 1863 a 1944, foi pioneiro num novo estilo de arte. Suas primeiras obras-primas, criadas entre 1885 e 1900, marcam temática e formalmente "o fim de uma velha e o nascimento de uma nova ápoca", segundo o historiador de Arte Joseph Beuys.
Influenciado pelo Naturalismo, Impressionismo e Art Nouveau, Much desenvolveu uma variante nórdica da pintura moderna, na qual o intenso emocionalismo abriu caminho para o Expressionismo. Muitas de suas obras são comparadas, em importância e inovação, às de van Gogh e Cézanne.
(Esta foto é de Marianne Lemmn)




quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

TESOUROS DE ARTE ROUBADOS


Não é só no Brasil que ocorrem furtos de obras de arte, algumas delas do acervo de importantes museus. A brigada de buscas da polícia espanhola tem um catálogo de 8.000 obras desaparecidas em todo o mundo, algumas há mais de vinte anos, e outras há poucos meses.
Desde 1989, por exemplo, procura-se a "Mão e retrato de dama desconhecida", de Velazquez, que foi roubada do Palácio real espanhol. Do Museu de Arte Moderna de Paris (!) sumiram há pouco tempo a tela "Le pigeon aux petits pois", de Picasso, e "La pastorale", de Matisse. O museu Amsolean, de Oxford, Grã-Bretanha, deixou que roubassem "Auvers sur Oise", de Paul Cézanne, que vale sòzinha uns 4,8 milhões de euros.
Mas o pior roubo de arte até hoje ocorreu nos Estados Unidos, há dez anos. Foi no museu Gardner, em Boston, de onde desapareceram várias peças, com um valor somado de uns 250 milhões de euros. Entre elas está a maravilhosa "Tempestade no Mar da Galiléia", do genial mestre holandês Rembrandt.
Como andará a segurança dos museus brasileiros? Sabemos que o MASP, depois de vários roubos extremanente fáceis para os ladrões, adotou sistemas modernos de vigilância e alarme. E os outros?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DA PINTURA A ÓLEO

Somente após um ano de concluída, uma obra poderá ser envernizada. Para isso, a pintura deverá ser previamente limpa com um pano macio umedecido em essência de terebintina e depois que estiver bem seco, aplica-se uma camada fina de Verniz Cristal diluído em cerca de 20% de essência de terebintina.

(Esta e outras dicas muito interessantes estão no site www.pinturaemtela.com.br.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

ESPAÇO PARA AS ARTES

Esta página vai reunir os posts e comentários sobre as Artes em geral, especialmente Pintura, teatro, Música e Literatura, minhas favoritas. Mas toda expressão artística terá espaço, enriquecendo nosso conhecimento.
Sensibilidade, já!

AS DUAS MAJAS DE GOYA


Abaixo, duas das mais famosas telas do espanhol Francisco Goya (1746-1828), a "Maja Desnuda" e a "Maja Vestida". Duscute-se ainda hoje se a mesma modelo posou para ambos os quadros, ou se o pintor imaginou partes de várias modelos para compor a figura.
Normalmente as duas obras são expostas lado a lado, no Museu do Prado, em Madri, onde se encontram desde 1910.
Curiosidade: em 1930 a Espanha lançou duas séries de selos postais com as Majas - os EUA acharam o selo obsceno, e devolviam todas as cartas postadas com ele...