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quinta-feira, 29 de maio de 2014

EXPOSIÇÃO REAPRESENTA PORTINARI A PARIS

ARTES PLÁSTICAS

Portinari, um ilustre desconhecido em Paris

Por Leneide Duarte-Plon em 27/05/2014 na edição 800
Esta é sua quarta viagem a Paris, mas é a primeira em que as obras o representam. Nas outras três, Cândido Portinari (1903-1962) veio em carne e osso. Em 1929, com bolsa de estudos, em 1946, para uma exposição na galeria Charpentier e, em 1957, para uma grande exposição de 136 obras.
Mas, desde então, Paris não viu mais nenhuma exposição do maior pintor brasileiro do século 20. Agora, os dois painéis monumentais, “Guerra e Paz”, que Portinari realizou para a ONU, de 1952 a 1956, são o centro da magnífica exposição inaugurada com grande pompa dia 6 de maio no Grand Palais, um dos museus mais prestigiosos de Paris.
A mostra foi fruto da vontade de dois presidentes socialistas, François Hollande e Dilma Rousseff, que quiseram, assim, lembrar a mensagem humanista de Portinari. Essa é a primeira vez que essa obra monumental sai da América e atravessa o oceano Atlântico, depois de ter sido exposta com enorme sucesso no Rio e em São Paulo. Os painéis haviam voltado ao Brasil para serem restaurados por uma equipe de restauradores dirigida por Edson Motta Filho e Claudio Valério Teixeira.
Chance única
Portinari aderiu ao Partido Comunista Brasileiro em 1945. Por isso, não pôde entrar nos Estados Unidos para a colocação de seus painéis. O país estava mergulhado na caça às bruxas do macartismo, a patrulha anticomunista vivia seu apogeu. Por ser comunista, o artista nunca viu sua maior obra no local para o qual fora destinada.
O jornal Libération apresentou Portinari como “um dos maiores artistas da América Latina, o Michelangelo brasileiro”, cuja obra é marcada pela luta contra o racismo e a miséria. Mas o brasileiro ainda é um artista pouco conhecido na França, o que lamenta o jornalista Vincent Noce, que fez em sua reportagem uma apaixonada defesa da obra de Portinari, também comparado a Diego Rivera, o grande pintor mexicano, a quem foi dedicada uma grande exposição no ano passado, em Paris.
Se depender do Libé, que dedicou quatro páginas centrais em cores e repletas de fotos dos deslumbrantes painéis e de outras obras do pintor, Portinari já não será mais um ilustre desconhecido dos franceses.
Em outro artigo no mesmo jornal, o curador do Centro Pompidou, Nicolas Liucci-Goutnikov, assinala o caráter mestiço e multicultural da sociedade brasileira, perfeitamente representada na arte do Modernismo, do qual Portinari foi o maior representante na pintura.
O fato de ter sua obra praticamente escondida dos olhos do público explica o precário conhecimento do artista no estrangeiro. Seu filho, João Cândido, informa que 95% da enorme obra de Portinari não é visível por estar em casas de colecionadores. Segundo ele, das 5.100 obras inscritas no catálogo raisonné do artista, apenas 200 estão no estrangeiro.
Agora, é preciso aproveitar a chance rara de ver Portinari no Grand Palais onde, além dos impressionantes e magníficos painéis, outros quadros e dezenas de estudos para “Guerra e Paz” podem ser vistos, além de vídeos que descrevem o processo de restauração e mostram o sucesso das exposições no Rio e em São Paulo.
A exposição de Portinari em Paris termina no dia 9 de junho.
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Leneide Duarte-Plon é jornalista, em Paris
http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed800_portinari_um_ilustre_
desconhecido_em_paris

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

O "NOVO" VAN GOGH DESCOBERTO EM 2013

O Museu Van Gogh, de Amsterdã, recebe anualmente centenas de milhares de visitantes de todo o mundo que desejam conhecer e reverenciar o genial pintos holandês que, em apenas dez anos de atividade, produziu uma obra revolucionária. Embora não reconhecida em seu tempo, a arte de Vincent Van Gogh cresce no respeito dos especialistas, em popularidade e influência sobre artistas que vieram depois dele.
Todos sabem que Vincent só vendeu um quadro enquanto viveu, para seu irmão Theo, que era negociante de Arte em Paris e tentava inutilmente colocar o trabalho do pintor no mercado. Van Gogh viveu e morreu pobre, praticamente sustentado pelo irmão, até suicidar-se aos 37 anos de idade, em 1890. Ironicamente, hoje seus quadros estão entre os mais valorizados do mundo: "Noite Estrelada" está avaliado em 345 milhões de dólares; e "Retrato do Dr. Gachet" foi arrematado em leilão pelo empresário japonês Ryoli Saito, ainda em 1990, por 148,3 milhões de dólares.

"Noite Estrelada", de Van Gogh, 1889.

Mas o tema deste post é o quadro de Van Gogh que acaba de ter confirmada a sua autenticidade, depois de anos de pesquisas e depois de ter ficado abandonado desde 1901, por seu dono na Noruega. O próprio Museu havia negado a autenticidade da obra nos anos 90, mas pesquisadores insistiram numa nova análise com os mais modernos recursos tecnológicos e críticos.

"Por-do-Sol em Montmajour" teve examinadas detalhadamente, no microscópio, a tela e as tintas utilizadas, inclusive o padrão de descoloração, comparados com outros quadros de Van Gogh. O estilo, a técnica e a assinatura também foram comparados com outros trabalhos do mesmo período - na mesma fase de Arles, no sul da França, Van Gogh pintou alguns girassóis, a "Casa Amarela" e outras obras. 

Detalhe das ruínas de uma abadia, em poucas pinceladas, ajudaram a confirmar a localização da paisagem.

A tela é grande para os padrões do pintor - 93,3 por 73,3 centímetros - e foi mencionada em duas cartas de Vincent a seu irmão Theo. Para confirmar os pigmentos utilizados e outros detalhes, os técnicos mais qualificados do Museu van Gogh chegaram a consultar o Museu de Belas Artes de Boston, nos Estados Unidos, e outros que possuem obras do pintor.
Visitei o Museu com amigas brasileiras, e um dos pontos alto da visita, naturalmente, foi ver o quadro exposto pela primeira vez em mais de cem anos como um autêntico Van Gogh. A exposição geral que está instalada tem o tema "Van Gogh no Trabalho", organizada para mostrar as condições e métodos de trabalho do pintor. São cerca de 200 trabalhos, entre pinturas e desenhos (alguns fantásticos, que merecem outro post), cadernos originais, tubos de tinta e a única paleta sobrevivente usada por Van Gogh, vinda do Museu d'Orsay, de Paris.


A tela recém-descoberta de Van Gogh, tal como está exposta em Amsterdã.

(texto: Antonio Barbosa Filho)


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ALGUMAS OBRAS EXPOSTAS EM ROTERDÃ - MUNCH

"Desejamos algo mais do que a mera cópia da natureza. Não é nosso caso pintar belas telas para as paredes de salas de estar. Nós devemos tentar, ainda que sem conseguir, para estabelecer as bases de uma arte capaz de dar algo à Humanidade. Arte que toma e dá. Arte criada com o sangue do nosso coração" (E. Munch, 1890)




"As mãos" (1893/1894), óleo s/ tela, 91 x 94 cms.


"Três moças na ponte"


"Ciúmes", 1895, óleo s/ tela, 67 x 100 cms.


Retrato de Edvard Munch

EXPOSIÇÃO DE MUNCH, EM ROTERDÃ



Fomos ontem (dia 6 de janeiro) a uma bela exposição do pintor Edvard Much, na Kunsthal, de Roterdã. O artista norueguês, que viveu de 1863 a 1944, foi pioneiro num novo estilo de arte. Suas primeiras obras-primas, criadas entre 1885 e 1900, marcam temática e formalmente "o fim de uma velha e o nascimento de uma nova ápoca", segundo o historiador de Arte Joseph Beuys.
Influenciado pelo Naturalismo, Impressionismo e Art Nouveau, Much desenvolveu uma variante nórdica da pintura moderna, na qual o intenso emocionalismo abriu caminho para o Expressionismo. Muitas de suas obras são comparadas, em importância e inovação, às de van Gogh e Cézanne.
(Esta foto é de Marianne Lemmn)




domingo, 2 de janeiro de 2011

2011 será ANO DA HOLANDA NO BRASIL

Propus ao Centro Cultural de Taubaté a realização de uma exposição de fotos da holandesa Marianne Lemmen, que fará parte do calendário oficial do Ano da Holanda no Brasil, comemorado em 2011.
A Embaixada da Holanda aprovou, o Centro Cultural também, e a mostra estará funcionando entre 1 e 30 de abril próximo. Paralelamente, estaremos promovendo um concurso de Redação para alunos do primeiro grau, sob o tema "O que sei e o que imagino sobre a Holanda".
Estamos fazendo os primeiros contatos com eventuais firmas e entidades que possam doar prêmios aos alunos melhor colocados, além daqueles que eu mesmo levarei daqui da Holanda.
Neste blog serão colocadas todas as informações sobre o evento, o regulamento do concurso, e outras notícias que forem surgindo. Além disso, vou postar algum material e links para que os estudantes interessados possam pesquisar mais sobre a Holanda antes de prepararem suas redações. Participem, acompanhem, apóiem esta promoção cultural de Taubaté, com caráter internacional!