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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

CARROS NOVOS PARA A TURMA DE BARBOSA CUSTAM UM MILHÃO...

STF compra carros de R$ 130,7 mil para ministros

6 de janeiro de 2014 
Dyelle Menezes e Thaís Betat
No último dia de 2013 o Supremo Tribunal Federal (STF) preocupou-se com o conforto dos minis-
tros. No apagar das luzes do ano passado, o Tribunal empenhou R$ 914,9 mil para a compra de se-
te carros do modelo Azera, da marca Hyundai. Cada veículo custará R$ 130,7 mil aos cofres públi-
cos. Os automóveis irão atender os ministros em deslocamentos em Brasília.
STFSegundo a assessoria de impren-
sa do STF, a aquisição dos veículos seria para a renovação parcial da frota, realizada rotineiramen-
te com base em análise de custos. “Quando os veículos atingem um determinado tempo de uso a manutenção fica mais cara e a renovação é alternativa mais eficiente”, explica. A resposta obtida 
pelo Contas Abertas não informou o ano e a quilometragem da frota antiga de veículos do STF.
Os carros são do tipo sedan grande e possuem capacidade para cinco passageiros, incluindo o mo-
torista. Os modelos são de quatro portas e da cor preta. Os bancos dos veículos são de couro na 
cor preta ou cinza, com regulagem eletrônica de altura, ar condicionado, controle eletrônico de tem-
peratura, visor digital, airbags e câmbio automático.
Os detalhes mais luxuosos dos automóvies ficam por conta da central multimídia integrada em pai-
nel touch screen, em que disponibiliza navegador GPS, bluetooth com viva voz para telefone celu-
lar, além de entradas USB. A novas aquisições do STF possuem garantia de três anos.
Confira aqui as notas de empenho
Ao todo, o STF é composto por 11 ministros. Em 2013, as decisões dos ministros em relação ao julgamento do caso do mensalão foram acompanhadas de perto pela sociedade. Dentre as princi-
pais atribuições da Corte está a de julgar a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato nor-
mativo federal ou estadual, a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo fe-
deral, a argüição de descumprimento de preceito fundamental decorrente da própria Constituição 
e a extradição solicitada por Estado estrangeiro.
Outros carros
A renovação da frota de veículos do STF parece ter sido recorrente no ano passado. Como o 
Contas Abertas noticiou na época, no final de outubro o Tribunal reservou R$ 600 mil para a aqui-
sição de 14 automóveis. Segundo a assessoria da Corte, a compra se deveu à necessidade de re-
novação periódica da frota para transporte de servidores e materiais em razão de conveniência de 
serviço.
O veículo mais caro adquirido à época foi o modelo 408 Allure, da Peugeot, ao custo unitário de 
R$ 60 mil. O carro possui quatro portas, motor 2.0 e é do tipo Sedan. Serão comprados três des-
ses automóveis, no valor total de R$ 180 mil. Outros R$ 210 mil foram destinados a aquisição de 
cinco veículos do modelo Spin LT, da Chevrolet. Os carros possuem motor 1.8 flex e já são do 
ano 2014. Cada veículo custou R$ 42 mil aos cofres públicos.
http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/7423

sábado, 22 de outubro de 2011

BERNARDO ORTIZ COMPRA A MÍDIA PARA ALCKMIN


NaMariaNews: Por que a FDE só compra Veja, Época e IstoÉ?

No dia 13 de setembro passado, o NaMariaNews publicou em primeira mão o texto Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da ‘Proba Imprensa Gloriosa’ sobre as novas compras de revistas (Veja, Isto É,Época) e jornais (Folha de SP, Estado de SP) pela Secretaria de Estado da Educação, precisamente através da Fundação para o Desenvolvimento da Educação – FDE. Os contratos assinados pelo atual presidente da FDE, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro, chegam ao total de R$9.074.936,00.
No mesmo texto foi salientado que, como de costume, não foram assinados contratos com a revistaCartaCapital. Embutido nisso a pergunta fatal: e por que não?
No dia 16 de setembro, Mino Carta publicou on-line seu editorial “A mão que lava a outra” (versão impressa: n. 664, 21/setembro, pág. 21) e muito nos enobreceu com o seguinte parágrafo:
“Neste exato instante, recebemos a informação de que, na esteira do ex-governador José Serra e do seu ex-secretário da Educação Paulo Renato, o atual presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), José Bernardo Ortiz Monteiro, acaba de renovar contratos para o fornecimento de assinaturas com as revistas Época, IstoÉ e Veja, e os jornais Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo pelo valor total de 9 milhões de reais e alguns quebrados. Não houve licitação, está claro, assim como está que CartaCapital foi excluída mais uma vez”.
Pois não é que neste exato instante recebemos a informação de que a CartaCapital está pedindo oficialmente à presidência da FDE explicações sobre tais compras? Sim, está.
Agora, CartaCapital pergunta o que o blog NaMariaNews sempre quis saber em uma porção de textos publicados desde o seu nascimento, em junho de 2009.
* Por que comprar para as escolas públicas de SP somente a Veja, IstoÉ e Época?
* Não há outras publicações similares ou melhores no mercado?
* Qual é a justificativa “pedagógica” e/ou legal para tais compras sem licitação?
* Com qual dos orçamentos da Secretaria de Educação a FDE executa tais compras? Já que a FDE não tem orçamento próprio e o que ela executa é a mando da Secretaria, em especial aquelas do campo pedagógico. Ou seja: alguém dentro da SEE é responsável pelo negócio das assinaturas. Quem seria e como se fundamentaram as aquisições?
Justificando o injustificável
Não é a primeira vez que compras dessa natureza são questionadas legalmente. Por exemplo, em 2009 a ONG Ação Educativa encaminhou ofício à presidência da FDE e obteve, após insistência, cópia de todo processo do contrato 15/1165/08/04 (Diário Oficial 1/10/2008 e 25/out/2008) referente à compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, ligada à Abril, da Veja – no valor de R$3.700.000,00. Tudo sem licitação, usando a lei 8.666.
A partir da análise dos dados, a Ação Educativa obteve um avanço histórico:
“Em 26 de maio [2009], o Ministério Público de São Paulo então propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.
“A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa e ainda tramita na Justiça Estadual”.
Trata-se do processo 0018196-44.2009.8.26.0053 (053.09.018196-7), que pode ser acompanhado no site do Tribunal de Justiça de São Paulo (ver aqui).
O pedido da Ação Educativa é muito semelhante ao que a CartaCapital faz agora. Os documentos entregues pela FDE à ONG podem ser lidos aqui. Entre eles, uma “pérola”, assinada por Inácio Antonio Ovigli, então supervisor da Diretoria de Projetos Especiais, cujo conteúdo muito interessa aoNaMariaNews e à CartaCapital, a justificativa dos compradores – no caso, a SEE por meio da FDE. Alguns trechos:
“Para o atendimento das Diretrizes para o Ensino de Língua Portuguesa (Leitura, Escrita e Comunicação Oral) e Matemática, e na busca de superar mais essa condição problemática para a aprendizagem dos alunos, a SEE/SP vai implantar um programa de distribuição de materiais de apoio didático-pedagógico para alunos e professores, composto de livros, revistas, fascículos e outros suportes da escrita, destacando-se, entre essas publicações, a Revista “Nova Escola”.
“Tem uma pauta editorial que privilegia matérias de orientação e elaboração de planos de aulas, além de uma variedade de temas sobre a atualidade de interesse da área educacional, abordados em reportagens, entrevistas, resenhas, depoimento de professores e alunos.
“Na pesquisa de mercado realizada no período de seleção da obra a ser adquirida, não foi localizada obra similar com as mesmas características da Revista Nova Escola. Por essa razão, foram solicitadas notas fiscais à responsável pela sua publicação, com a finalidade de comprovar que o preço a ser pago pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação é compatível com o preço cobrado pela editora às outras instituições que adquiriram essa obra.
“Desse modo, solicitamos as providências necessárias junto à editora para a aquisição do título Nova Escola, publicada com exclusividade pela Fundação Victor Civita”.
Evidentemente a Ação Educativa contestou esses e outros argumentos da FDE. No mínimo três pontos merecem destaque. Mas o terceiro, sem dúvida, é uma “perolona”, que desvenda muito mais do que se pode imaginar sobre o fabuloso mundo dos projetos dito educacionais. Atentem bem – os grifos em negrito são da Ação Educativa, o vermelho é do NaMariaNews:
1º) A lei federal 8.666 de 21 de junho de 1993 (que “estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios”, incluindo a inexigibilidade de licitação) foi desacatada em seu artigo 25, que deixa claro ser vedada “a preferência de marca, que ocorreu explicitamente neste caso, uma vez que outras editoras não foram sequer consultadas”.
2º) A revista Nova Escola não tem exclusividade temática. “É importante mencionar ao menos duas outras revistas que poderiam ser escolhidas para cumprir as mesmas funções da Revista Nova Escola, tais como as descritas em seu processo de compra: a Carta na Escola, Editora Confiança Ltda, e a Revista Educação, da Editora Segmento Ltda”.
3º) “De acordo com os documentos (fls. 4-12 do processo FDE n. 15/1165/08/04), a motivação inicial para a elaboração do contrato foi uma carta encaminhada em 1/9/2008 pela Fundação Victor Civita à então Secretária de Educação Maria Helena Guimarães de Castro, propondo parceria, com descrição da proposta pedagógica da Nova Escola, preços e condições, além de cronograma de postagem. Ora, o contrato não partiu de uma necessidade da Secretaria de Estado, mas sim de uma oferta realizada pela Fundação e aceita pela Secretaria, que viabilizou seus termos sem consulta a outras editoras ou, principalmente, aos destinatários diretos da compra – os docentes”.(Fonte – Ação Educativa)
O que mais precisa ser dito?
Aguardemos a justificativas que apresentarão à CartaCapital às compras das revistas e jornais nesta nova administração da Educação e da FDE. Talvez fosse de bom alvitre pedir-lhes que mostrem não apenas o atual contrato, mas os anteriores também.
Em entrevista dada à Conceição Lemes, do Viomundo (em 14/outubro/2010), o NaMariaNewsmostrou a dinheirama que o ex-governador José Serra (via o finado ex-secretário de Educação Paulo Renato Costa Souza, o então presidente da FDE Fabio Bonini Simões de Lima, a diretora de Projetos Especiais da FDE Cláudia Rosenberg Aratangy, o supervisor de Projetos Especiais Inácio Antonio Ovigli) pagou à imprensa e certas editoras, a título de execução de “projetos pedagógicos”: mais de R$250 milhões, quase absolutamente tudo sem licitação.
Daquele total (parcial), comprovados com dados do Diário Oficial, “para a Editora Abril/Fundação Victor Civita [de 2005 a 2010] foram entregues R$52.014.101,20 para comprar milhares de exemplares de diferentes publicações”, entre elas a Revista Nova Escola, além da Veja, Almanaque do Estudante,Revista Recreio e Atlas da National Geographic.
Para arrematar, quero repetir o que disse naquela entrevista à Conceição Lemes: “com esse dinheiro, poderiam ser construídas quase 13 escolas ou 152 salas de aula novinhas, com capacidade para mais de 15 mil alunos nos três períodos – considerando que uma escola com 12 salas custe R$4,1 milhões, e cada sala custe cerca de R$340 mil”.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

PROTESTO CONTRA AUMENTO ABUSIVO PARA POLÍTICOS

Estamos reunindo material sobre o aumento imoral dos salários de deputados, senadores, magistrados - que logo será estendido aos deputados estaduais e vereadores de todo o Brasil. Surge um Movimento Contra as Mordomias Parlamentares, que deverá tornar-se uma organização civil para pressionar o Congresso pela aprovação do Projeto de Lei 55/2011, que prevê referendo popular sobre os subsídios dos políticos.
Saiba mais em:

http://povosoberano.zip.net/

sábado, 5 de fevereiro de 2011

INSTITUTO DE FERNANDO HENRIQUE DÁ CALOTE DE MILHÕES


Os dados foram divulgados pelo blog Os amigos do Presidente Lula. Mostram que os  caciques tucanos pregam economia e corte de gastos, mas adoram usar o Estado para seus empreendimentos privados. É dinheiro público, ou seja, nosso, que está em jogo, sustentando projetos inexistentes do Instituto criado por Fernando Henrique, e que recebe também doações estrangeiras, como da fundação do Bill Clinton.


iFHC dá calote pela 4ª vez no Ministério da Cultura. Valor envolve R$ 5,7 milhões.




O Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) está inadimplente, ou seja, em situação de calote, junto ao Ministério da Cultura, novamente.

A ONG do ex-presidente tucano tinha a obrigação assumida de acabar o projeto de digitalização do acervo do ex-presidente, com dinheiro público (PRONAC n. 045808) que se arrasta há 6 anos, e entregar a prestação de contas até 31/01/2011.

Mas não cumpriu o prazo pela quarta vez, apesar de ter captado a verba necessária, de R$ 5,7 milhões, através do abatimento no imposto de renda das empresas (Lei Rouanet), inclusive da SABESP do governo demo-tucano de São Paulo, e da Cutrale Citrosuco, envolvida com disputa de terras públicas com a União e com o MST.

O primeiro calote foi em 2006, demandando a prorrogação do prazo de 2006 para 2007.

O segundo calote foi em 2007, com a segunda prorrogação para 31/12/2009.

O terceiro calote foi em 2009, com a terceira prorrogação para 31/01/2011.

E nada do serviço ficar pronto, passados 6 anos.

O caso já desperta preocupação com o possível sumiço do dinheiro. A persistir o calote, é imprescindível uma auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) e o acompanhamento do Ministério Público Federal, afinal são R$ 5,7 milhões subtraídos do Tesouro Nacional.

Acervo oculta vídeo do vexame de FHC em Florença, quando tomou um sermão de Bill Clinton.

O acervo do iFHC não disponibilizou na internet o vídeo do vexame de FHC em Florença, ao levar um sermão de Bill Clinton, apesar do vídeo cobrir um evento oficial da Presidência da República em 1999.

Nosso blog precisou requisitar em arquivos internacionais, para disponibilizar ao público o resgate histórico, para que vexames como este não se repitam.

Ministério da Cultura não deveria ter aprovado segundo projeto do iFHC

Nossos protestos contra a aprovação de um segundo projeto (PRONAC 091546): “Tratamento técnico e difusão dos acervos Presidente Fernando Henrique Cardoso e Antropóloga Ruth Cardoso”, no valor de R$ 6,58 milhões.

O segundo projeto é para fazer coisa muito semelhante ao primeiro (a diferença aparente é que incluiu o acervo de Ruth Cardoso no meio).