quarta-feira, 17 de setembro de 2014

IBOPE E VELHA MÍDIA TENTAM SALVAR TUCANOS DO VEXAME TOTAL

Ibope tenta salvar Aécio da overdose?

Por Altamiro Borges

O Ibope publicou nesta terça-feira (16) uma nova pesquisa sobre a corrida presidencial. Ela é muito estranha e faz lembrar o apelido dado ao sinistro instituto pelo irreverente blogueiro Paulo Henrique Amorim – ‘Globope’. Aponta queda de três pontos nas intenções de voto para Dilma Rousseff – de 39 para 36%; queda de um ponto para Marina Silva – 31 para 30%; e um milagroso crescimento de Aécio Neves – de 15 para 19%. No mesmo período em que o cambaleante tucano teve uma overdose de péssimas notícias, o Ibope parece tentar tirá-lo da UTI. A direita nativa detesta a atual presidenta e uma parte dela ainda desconfia da ex-verde. Isto explicaria o desespero para salvar o presidenciável do PSDB?

Empolgado, o jornal Estadão festeja: “Aécio melhorou suas taxas de intenção de voto em todas as regiões, com exceção do Nordeste. No Sul, ele chegou a 23% e ficou em situação de empate técnico com Marina, que tem 26%. Dilma só lidera de forma isolada no Nordeste (48%) e Sul (34%). Nas demais regiões, ela aparece empatada tecnicamente com Marina... Dilma colhe resultados melhores no eleitorado mais pobre. No segmento com renda de até um salário mínimo, a petista fica com 46% das preferências”. Não é para menos que o jornalão detesta tanto o “Bolsa Família”. Em editorial no final de semana, o Estadão voltou à carga contra o programa, acusando-o de ser o maior responsável pela força do “lulopetismo”. Só faltou pregar abertamente a sua extinção!

Na mesma linha esperançosa, a Folha tucana registrou que a nova sondagem indica que poderão ocorrer surpresas na disputa presidencial. “A pesquisa Ibope mostra oscilações negativas de Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) e recuperação de Aécio Neves (PSDB), o terceiro na disputa... Com esta recuperação, o cenário fica parecido com o do fim de agosto, na primeira pesquisa Ibope após a morte de Eduardo Campos, substituído por Marina”. A bolsa de aposta, principalmente a que envolve os abutres do mercado financeiro, deverá se agitar nestes próximos dias. O que já era dado como certo, o pior fiasco eleitoral da história do PSDB, sofrerá novas oscilações. Aécio Neves agradece e segue respirando por aparelhos...

A pesquisa Ibope, porém, não deve nutrir falsas esperanças ao combalido mineiro. Até Josias de Souza, o blogueiro da Folha que transita bem no ninho tucano – está pessimista. Ela vaticina que uma “dupla derrota pode fazer de Aécio Neves o fiasco do ano”. “Seria apenas uma derrota se Aécio ficasse de fora do segundo turno da disputa presidencial. Será um malogro ainda mais estridente se o grupo de Aécio perder para o PT o governo de Minas Gerais... Aécio corre o risco de sair de 2014 menor do que entrou. No plano federal, a derrota o devolveria a uma fila que deve ter Geraldo Alckmin no primeiro lugar em 2018. Um fiasco estadual intimaria Aécio a dedicar-se à província”.

Com base na pesquisa do mesmo Ibope sobre a sucessão em Minas Gerais – o petista Fernando Pimentel com 43% e o tucano Pimenta da Veiga com 23% das intenções de voto -, Josias de Souza até dá um conselho para o cambaleante presidenciável tucano para evitar o duplo fiasco. “Aécio talvez devesse considerar a hipótese de passar o resto da campanha falando ‘uai’ e comendo pão de queijo”. Ou seja: nem o Ibope serviu de motivação para o blogueiro da Folha, o que torna ainda mais estranho o resultado da pesquisa desta terça-feira.
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/ibope-tenta-salvar-aecio-da-overdose.html

TRE-SP ENSINA TUCANO: CICLOVIA VERMELHA NÃO TEM A VER COM COMUNISMO...RSRSRS

TRE entendeu: padrão internacional define cor de ciclovias

Jornal GGN – O TRE negou provimento à representação contra Haddad por propaganda irregular do PT. O caso em questão é a pintura das ciclovias, com o vermelho demarcando o espaço exclusivo dos ciclistas por ruas de São Paulo. E o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu, por unanimidade, que não se fala mais nisso, já que é um padrão adotado pelo Conselho Nacional de Trânsito. O TRE votou conforme parece da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE/SP).
A representação contra Fernando Haddad, agora negada, foi apresentada pelo candidato a deputado estadual Joseph Jo Raymond Diwan (PSDB). O candidato alegou que a prefeitura, visando o benefício irregular do partido do Prefeito, o PT, estaria realizando “verdadeira revolução ao pretender criar enormes faixas exclusivas para a circulação de bicicletas (ciclovias e ciclofaixas), as quais serão todas pintadas igualmente em vermelho”.
O candidato do PSDB exigia, com sua representação, além da aplicação de multa ao prefeito, que se suspendesse imediatamente a pintura das ciclovias e ciclofaixas na cor vermelha, e com repintura dos locais já fixados com tinta nesta tonalidade, ao menos até o fim do período eleitoral.
Paulo Thadeu Gomes da Silva, procurador eleitoral auxiliar, citou a resolução do Contran, de 2007, que adota o vermelho como padrão para demarcar ciclovias e ciclofaixas. “A cor vermelha questionada não foi arbitrariamente escolhida (...) em benefício de seu partido e, dessa forma, supostamente com fins espúrios eleitorais, restando, pelo contrário, comprovada sua adequação às normas gerais para a matéria de trânsito correlata em âmbito nacional”, afirmou Gomes da Silva.
Em sustentação oral, o procurador regional eleitoral reiterou que a cor das ciclovias é um padrão internacional para chamar atenção dos motoristas.
Gomes da Silva reiterou em seu parecer que o vermelho das ciclovias não é “algo inovador ou mesmo recém-criado às vésperas da eleição, mas sim, parte da política pública de trânsito delineada e iniciada na gestão anterior a do ora representado, cujo plano de expansão foi por ele apresentado muito antes do atual período eleitoral”.
http://jornalggn.com.br/noticia/tre-entendeu-padrao-internacional-define-cor-de-ciclovias

PROCURADOR CENSURA O PT POR "EMOÇÃO" NA PROPAGANDA!

JANOT TOMOU PARTIDO DE MARINA

17 de setembro de 2014 


Ao apoiar censura à propaganda do PT, PGR diz que ela cria, "artificialmente", reações " emocionais" contra independência do BC. Como ele sabe?
Mais cedo do que se poderia imaginar, mas inevitável como reflexo de suas concepções políticas, agora Marina Silva tenta censurar a propaganda política de Dilma Rousseff. Ela entrou com ação na Justiça Eleitoral para impedir a divulgação de anúncios que criticam sua proposta de independência do Banco Central.
Para Marina, a censura não chega a ser um novidade curricular. Para quem se julga sob proteção divina, é difícil resistir a tentação de negar aos outros aquilo que se quer para si mesmo. Marina acaba de conseguir a retirada do ar do site Muda Mais.
Eu acho — e creio que não é uma opinião pessoal — que é preciso ter um pensamento muito autoritário para, em pleno século XXI, discriminar direitos de homens e mulheres por causa da maneira como fazem sexo.
Mais preocupante, contudo, é o fato de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tenha acolhido o pedido de Marina. Teria sido coerente com leis de um país que realiza eleições livres e proíbe a censura esclarecer que a Justiça não tem por que envolver-se numa questão que é a matéria prima de uma campanha — o confronto de ideias e concepções. Não há calúnia nem difamação no caso.
Não estamos falando da boazuda que vende cerveja.
Em política, você pode achar que as reações de determinadas pessoas são “emocionais ou passionais.” Mas também pode achar que são racionais, em função das consequências conhecidas de uma determinada proposta. No caso da independência do Banco Central, ela permitiu políticas nefastas várias partes do mundo. É natural que provoque indignação e até mais do que isso.
A obra recente de Paul Krugman e Joseph Stiglitz, economistas laureados com o Nobel, insuspeitos de qualquer desvio emotivo em seus estudos, demonstra que a Europa transformou-se num cemitério, depois de 2008, porque o Banco Central Europeu estava no comando de uma equipe de fanáticos do Estado Mínimo. Eles usaram o regime de autonomia para cortar benefícios sociais, aprofundar o desemprego. Derrubaram governos de países mais frágeis, comprometeram a recuperação daqueles que pareciam mais fortes.
Tudo para proteger um sistema financeiro que Stiglitz define, precisamente, como o único cassino do mundo onde o dono nunca perde. Taí, João Santana: faltou pensar na jogatina. Stiglitz autorizava, embora pudesse parecer menos respeitoso ainda do que os gravatões em volta de um computador.
Emocional? Passional?
Indo à raiz da desregulamentação financeira e dos investimentos em derivativos que estão na origem do colapso de Wall Street, é possível encontrar as maquinações de Alan Greenspan, presidente do Federal Reserve, o BC norte-americano, também autônomo. Janot escreve que “a cena criada na propaganda é forte e controvertida, ao promover, de forma dramática, elo entre a proposta de autonomia do Banco Central e o quadro aparente de grande recessão, com graves perdas econômicas para as famílias.”
A ligação entre autonomia do Banco Central e recessão não é invenção de marqueteiros. É sustentada por análises e argumentos, números e pesquisas. É possível discordar — mas aí cabe contrapor uma opinião, outra visão. Não cabe interditar o debate porque Marina não gosta e o PGR não concorda.
Estamos falando de uma questão essencial da eleição. Marina queria que a mensagem chegasse aos banqueiros, na esperança de receber seus votos e suas contribuiçõe$. Mas não quer que seja discutida pelo povão, que pode transformar essa alegria no patamar de cima em festa inútil.
No Brasil, o BC tem liberdade para definir juros, cambio e outras variáveis fundamentais da economia. Mas, antes e depois de cada decisão, seu presidente reúne-se com o presidente da República para explicar as razões e motivos. O presidente da República pode concordar ou não com os argumentos do interlocutor. Caso se verifique uma divergência instransponível, ele pode demitir o presidente do BC. Faz parte de suas atribuições, como autoridade eleita, que representa a vontade da população.
É para isso que se fazem campanhas, não é mesmo?
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/153780/PML-Janot-toma-partido-de-Marina-que-tenta-censura.htm

EM APARECIDA, AECINHO APANHOU ATÉ DA LUCIANA GENRO!!!

Luciana Genro atropela Aécio na CNBB

Por Altamiro Borges

A gaúcha Luciana Genro tornou-se candidata do PSOL no bojo de uma crise interna do seu partido, a partir da inesperada desistência do senador Randolfe Rodrigues. As pesquisas sinalizam que ela não deverá ultrapassar muito a votação do falecido Plínio de Arruda Sampaio, que obteve 0,87% dos votos nas eleições de 2010. Nesta situação, a ex-deputada encontra-se mais a vontade para desfechar os seus ataques. Foi isto que ocorreu no debate organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com os presidenciáveis, que varou a madrugada de quarta-feira (17). Luciana Genro protagonizou as melhores cenas do programa, nocauteando o cambaleante Aécio Neves. O tucano apanhou um bocado!

Após três blocos bem enfadonhos, em função das regras rígidas impostas pela direção da TV Aparecida, o debate pegou fogo. Ironizando, a CNBB virou um inferno. Após o Aécio Neves posar de paladino da ética, atacando a Petrobras, a candidata do PSOL disparou: “O senhor fala como se no governo do PSDB nunca tivesse havido corrupção. Na realidade, nós sabemos que o PSDB foi precursor do mensalão, com seu correligionário e conterrâneo Eduardo Azeredo. O PT deu continuidade a essa prática de aparelhamento do Estado, que o PSDB já havia implementado durante o governo Fernando Henrique... Também foi público e notório o processo de corrupção que ocorreu durante a compra da [emenda] da reeleição. E a corrupção nas empresas públicas que foram privatizadas, num processo que ficou conhecido como privataria tucana”.

Luciana Genro, que tenta se apresentar como expressão da pureza, ainda concluiu: “Então, o senhor, Aécio, falando do PT, é como o sujo falando do mal lavado. Porque o senhor é de um partido que promove a corrupção. As empreiteiras que fizeram o escândalo de corrupção da Petrobras são as mesmas que financiam a sua campanha, a da Marina e a da Dilma”. Meio desnorteado, o tucano até tentou reagir. Acusou a ex-petista de “voltar às suas origens, atuando como linha auxiliar do PT”. O troco foi bem no fígado do cambaleante: “Com todo o respeito, linha auxiliar é uma ova… O senhor não tem resposta para debater comigo a corrupção, até porque foi protagonista de um dos últimos escândalos”.

“O senhor é tão fanático pela corrupção que consegue usar dinheiro público para construir um aeroporto beneficiando exclusivamente a sua família. É realmente escandaloso o que o PSDB faz no Brasil”, concluiu Luciana Genro, num golpe fatal que reduziu Aécio Neves a pó. O debate na CNBB nem precisava mais prosseguir. Dilma Rousseff e Marina Silva, as duas candidatas que lideram as pesquisas, pouco se expuseram e ainda assistiram ao massacre do tucano. Ao final, o cambaleante ainda choramingou: “Política é isso: aquele que se propõe a governar o Brasil tem que ouvir impropérios. E aqueles que são irrelevantes fazem acusações absolutamente irresponsáveis e levianas”. Coitado. Aécio Neves foi atropelado e sem direito a bafômetro!

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/luciana-genro-atropela-aecio-na-cnbb.html#more

MARINA VAI PERDOAR A DÍVIDA DO SEU BANCO ITAÚ?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

NÃO É HORA PRÁ RELAXAR, A VITÓRIA SÓ VIRÁ COM MUITA LUTA!

Vox Populi: Dilma pode levar no 1º turno?

Por Altamiro Borges

O Vox Populi divulgou na noite desta segunda-feira (15) nova pesquisa sobre a corrida presidencial. Ela confirma que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, segue na frente nas intenções de voto; que o "furacão" Marina Silva reduziu a sua intensidade; e que Aécio Neves, coitado, empacou de vez e virou pó! Nem a ajudinha da revista Veja foi suficiente para levantar o cambaleante tucano. Nas próximas horas deve crescer a pressão no PSDB, um ninho com sangrentas bicadas, para que o senador mineiro desista da sua candidatura e anuncie de imediato o apoio a ex-verde.

Segundo o levantamento do Vox Populi, Dilma Rousseff ampliou para nove pontos sua vantagem em relação a Marina Silva. A presidenta agora aparece com 36% das intenções de voto, contra 27% da candidata-carona do PSB e 15% daquele senador mineiro-carioca do "aecioporto" na fazenda do titio-avô e dos bafômetros do Rio de Janeiro. Já na simulação do segundo turno, o instituto registrou um empate técnico entre Marina Silva e Dilma Rousseff - 42% a 41%. Praticamente não houve alteração em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, o que é um dado positivo para a atual ocupante do Palácio do Planalto. O Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas de 147 municípios no final de semana.

Diante deste cenário, as três últimas semanas da batalha eleitoral prometem ser agitadas, com muitas emoções. A mídia oposicionista, o principal partido da direita em atividade no país, fará de tudo para garantir a realização do segundo turno. A ainda improvável vitória de Dilma em 5 de outubro seria um duro baque para a direita partidária e, principalmente, para os barões da mídia. Mostraria, como já apontou o blogueiro Ricardo Kotscho, a irrelevância da imprensa golpista no Brasil. O pior erro neste momento seria subestimar os seus ataques. Qualquer sapato alto pode ser fatal!
http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/09/vox-populi-dilma-pode-levar-no-1-turno.html

NASSIF EXPLICA COMO FUNCIONAM AS JOGADAS DA VELHA MÍDIA

Sobre a posição atual dos grupos de mídia


Entreguei uma placa em homenagem ao amigo Luis Nassif, autor deste texto.

A atuação da mídia como partido foi liderada pelo falecido Roberto Civita, do grupo Abril, inspirado no modelo de atuação de Rupert Murdock nos Estados Unidos.
Sentindo o fim do monopólio virtual do mercado de opinião, com o avanço da Internet, Murdock montou uma frente política com os demais grupos de midia para eleger o seu presidente. Buscou na ultra-direita a retórica mais virulenta, inaugurou os ataques pessoais a políticos e jornalistas "inimigos", inundou o país de boatos e injúrias da pior espécie, disseminando-as pelas redes sociais. E valeu-se de todos os recursos dos grupos de mídia - dramatização da notícia, demonização do inimigo, aceno com o fim dos tempos - para emplacar seu candidato.
Perdeu e a primeira atitude de Barack Obama, eleito, foi convidar os presidentes da Apple, Google e Facebook para visitá-lo na Casa Branca.
Foi a marca das eleições brasileiras de 2006 e, especialmente, de 2010.
O padrão é cansativo, de tão previsível.
Veja saia na frente com seus factoides e o grupo repercutia em seguida. O fórum de orquestração se dava no Instituto Millenium. A um mês das eleições, aumentava-se a dose e tentava-se a bala de prata.
A morte de Civita acelerou o processo de perda de rumo dos grupos de mídia  Pagou-se um preço caro com a orquestração contra a Copa do Mundo, que marcou o fundo do poço da credibilidade da mídia.
Sem a antiga orquestração, os jornalões passaram a agir com o fígado, sem obedecer a uma estratégia concatenada.
De um lado, perceberam que precisariam recuperar credibilidade para dar eficácia às rodadas de ataque que antecederiam as eleições. Aí um jornal levanta o caso do aeroporto de Aécio, os outros vão atrás, na crença de um escândalo menor legitimando os escândalos maiores contra o PT. De repente, o tema sai do controle, e Aécio se queima.
Depois, vêem  Marina subindo, e ajudam na ascensão.
No meio do caminho dão-se conta de uma realidade:
1.    Aécio lhes garante a volta ao controle do Estado.
2.    Com Dilma, nada perdem, mas nada ganham. Dilma mantém a cartelização da publicidade  mas não faz negócios.
3.    Marina é uma incógnita. Seu programa aprofunda o conceito de democracia participativa ao mesmo tempo em que ela se curva às pressões de pastores evangélicos - o grupo que mais cresceu na mídia tradicional, enfrentando inclusive o poder da Globo. A política econômica é mercadista mas seus princípios ambientais são contra a economia real. Ora ela diz sim, ora ela diz não.
Sobre o álibi Veja
Em um segundo turno, entre  ela e Dilma, o ódio ao PT fala mais alto. Embora o Estadão avente a hipótese de que Marina seja braço auxiliar de Lula - o que comprova que  os jornalões estão pretendendo tirar da blogosfera até o monopólio das teorias conspiratórias.
Não mais que de repente, o factoide de Veja traz a esperança de uma respiração boca a boca capaz de ressuscitar a candidatura Aécio,.
O fato em si é simples.
Não se discute a existência do esquema Paulo Roberto Costa. É evidente que controlava uma organização criminosa incrustada na Petrobras e que tinha padrinhos políticos. E é fato que gravou depoimentos, dentro do acordo de delação premiada.
A reportagem da Veja não traz um indício de acesso ao relato. Pode ter enfiado na reportagem o que ela achasse melhor. Ou alguém acredita no respeito da revista pelos fatos?
O que importa é a maneira como os grupos de mídia tratam o escândalo.
Soltam a matéria, dão a repercussão e cobrem as páginas dos jornais com matérias sem fontes, informando que "o comando da campanha de Dilma entrou em pânico", "o PT vai ter que alterar sua estratégia e parar de falar no pré-sal", "fontes do Palácio temem que as revelações derrotem Dilma" e coisas do gênero.
Não há menção a nomes e isso lembra em muito a cobertura brasiliense do Planalto no período Geisel. O primeiro time da mídia ouvia Golbery em off. O segundo time, o Sargento Quinsan, personagem folclórico, espécie de ordenança de um dos secretários de Geisel. Na reportagem, tanto um quanto outro era "fonte do Palácio". Ou não? Aparentemente o fantasma de Quinsan voltou a frequentar o Palácio.
No centro da campanha de Dilma, a capa de Veja foi interpretada como um tiro de festim. E a repercussão da mídia atribuída à falta de experiência política das direções de redação, incapazes de avaliações mais aprofundadas sobre estratégias políticas do noticiário. Não se tem dúvida de que o segundo turno será entre Dilma e Marina.
Se houvesse algum efeito, seria a favor de Dilma. Há 12 anos, os eleitores de Lula e Dilma convivem com denúncias e factoides. Se continuam eleitores, é porque as denúncias não têm mais eficácia.
Já os simpatizantes de Marina, atraídos pela ideia de que ela é diferente, são bombardeados com factoides informando que Marina é igual ao PT.
Provavelmente os leitores aumentarão a convicção de que, com Dilma ou Marina, o jornal será sempre igual.

http://jornalggn.com.br/noticia/para-entender-a-montagem-da-veja#at_pco=cfd-1.0&at_ab=-&at_pos=2&at_tot=5&at_si=541733f0c92423e8