quarta-feira, 29 de julho de 2015

EMPRESÁRIOS IGNORAM A MÍDIA E INVESTEM NO BRASIL

GM ignora crise e investe R$ 13 bi no Brasil para trocar toda linha

André Deliberato
Do UOL, em São Paulo (SP)
  • André Deliberato/UOL
    Cúpula da GM anunciou planos para fazer uma nova família de carros no Brasil
    Cúpula da GM anunciou planos para fazer uma nova família de carros no Brasil
A GM anunciou nesta terça-feira (28) um investimento de R$ 6,5 bilhões no Brasil até 2019 para a produção de uma nova família global de veículos, que será fabricada no Brasil e em outros países emergentes a partir de 2019. A marca almeja produzir 2,5 milhões de unidades no mundo por ano, a partir de 2020.
Estes R$ 6,5 bilhões divulgados agora complementam outros R$ 6,5 bi anunciados em agosto do ano passado (totalizando os R$ 13 bilhões), que fazem parte do planejamento da marca para a construção de veículos compactos para mercados emergentes em acordo com a chinesa Saic. Sabe-se, por enquanto, que o sucessor do Celta será derivado visualmente da nova geração do Spark.

terça-feira, 28 de julho de 2015

SEM PROPOSTAS E ISOLADO NO PSDB, AÉCIO PEGA CARONA NOS REVOLTADOS

aecio Aécio reaparece em cena pronto para a guerra
Mais para Carlos Sampaio, o Bolsonaro do PSDB, do que para seu avô Tancredo, o conciliador, Aécio Neves reapareceu em cena na segunda-feira com a corda toda, dando apoio às manifestações de rua contra o governo marcadas para o próximo dia 16.
"Aqueles que estiverem indignados ou até mesmo arrependidos mas, principalmente, cansados, devem se movimentar, ir às ruas", disse Aécio, ao anunciar que o PSDB vai usar suas inserções no rádio e na TV, a partir da próxima semana, para convocar a população a participar dos protestos que pedirão o impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Com receio de perder o protagonismo da oposição para Eduardo Cunha, depois de passar alguns dias sumido, o presidente do PSDB voltou à cena antes do final do recesso julino, pronto para deflagrar a grande ofensiva contra o governo prevista para agosto, o mês do cachorro louco, de tão tristes lembranças na vida política brasileira. "Se simplesmente desconsiderarmos que as manifestações existem, acho que estamos fugindo da realidade. A cobrança dos nossos eleitores é enorme", justificou.
Aécio só não decidiu ainda se, desta vez, vai sair às ruas para participar dos protestos. "Meu cuidado maior é que, a partir do momento em que eu disser que vou, isso dá uma impressão de que é um movimento do partido. Não é. Se eu decidir ir, vou como cidadão".
Ou seja, o PSDB vai apoiar, mas deixar a organização por conta de grupos como Revoltados On Line, Movimento Brasil Livre e Vem pra Rua. É como aquele sujeito que fica batendo palmas para ver louco dançar. Se tudo der certo, os tucanos faturam; se não, a responsabilidade não foi deles.
O grande perigo para Aécio e os tucanos em geral, sem paciência para esperar 2018, é esticar demais a corda e entregar o poder de bandeja para o PMDB, que tem o vice-presidente, caso os protestos ganhem grandes dimensões e Eduardo Cunha cumpra suas ameaças de infernizar a vida do governo com a ajuda dos tribunais e da mídia hegemônica.
Com a palavra de ordem "Não vamos pagar a conta do PT", os protestos dos movimentos de oposição vão centrar suas críticas na política econômica do governo, mas o presidente do PSDB não apresentou até agora nenhuma proposta alternativa para melhorar a vida dos brasileiros neste momento de crise.
Desde a quarta derrota seguida nas eleições presidenciais, o PSDB limita-se a tentar um terceiro turno com ataques ao governo. Aécio quer que a presidente Dilma admita ter mentido durante a campanha eleitoral, ao negar a necessidade de se fazer um ajuste fiscal e, por isso, vive "uma grave crise de confiança".
O governo e o PT, por sua vez, em seu programa de rádio e TV, marcado para o dia 6 de agosto, vão reconhecer as dificuldades pelas quais os brasileiros estão passando neste momento, mas Dilma e Lula dirão que antes, no governo tucano, era pior. No caso dos petistas, o perigo é provocarem um novo panelaço, que possa servir de estímulo às manifestações de rua previstas para apenas dez dias depois.
Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come. Estamos numa situação em que essa mesma ameaça vale tanto para o governo como para a oposição. Ninguém a esta altura sabe ao certo qual direção tomar. E a população, perplexa, perdeu as referências, já parece não acreditar em mais ninguém.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2015/07/28/aecio-reaparece-em-cena-pronto-pra-a-guerra/

POLICIAIS TUCANOS ESCONDEM SERRA NO CELULAR DE ODEBRECHT!

Polícia Federal esconde o nome de Serra no celular de Marcelo Odebrecht

Jornal GGN  - As ligações do senador José Serra com a equipe da Lava Jato foram escancaradas no relatório divulgado hoje, sobre as mensagens capturadas no celular do presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht.
O relatório da PF identifica as iniciais do vice-presidente Michel Temer, do governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Mas coloca uma tarja preta na identificação da sigla JS.
Como o nome de Serra constava no relatório inicial da perícia, conclui-se que os filtros da Lava Jato criaram uma blindagem ampla para o senador.
Do Estadão
Análise do celular do maior empreiteiro do País revela seu esforço em utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações
Por Mateus Coutinho,  Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba e Fausto Macedo
Relatório da Polícia Federal sobre o celular de Marcelo Bahia Odebrecht apreendido na 14ª fase da Lava Jato revelam o amplo leque de políticos, da base do governo e da oposição, com os quais Marcelo Odebrecht tinha algum contato, sua preocupação com a operação da Polícia Federal e, sobretudo, seu esforço para utilizar siglas e mensagens codificadas para se referir a políticos e registrar algumas transações.
O maior empreiteiro do País utilizava em seu aparelho e siglas como GA (referência ao governador Geraldo Alckmin), MT (Michel Temer), GM (Guido Mantega), JS (neste caso a Polícia Federal utilizou uma tarja preta para não identificar o contato), FP (a PF usou também uma tarja preta para não identificar o contato) e algumas mais óbvias como ECunha, em referência ao presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

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Há também referência direta ao ex-presidente Lula e a outros apelidos como “Dida”, para se referir a Aldemir Bendine, presidente da Petrobrás, e “Beto”, em referência ao secretário nacional de Justiça Beto Ferreira Martins. Na análise de 31 páginas,  a Polícia Federal limita-se a transcrever as anotações da agenda do empreiteiro.

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Registros do telefone de Marcelo Odebrecht em que aparecem reuniões com Geraldo Alckmin e Michel Temer
Em duas ocasiões, como revela a análise do material apreendido na residência de Marcelo Odebrecht, há registros na agenda do celular de encontros com políticos. Ele teria se reunido com Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo, em outubro de 2014, e com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), em 21 de novembro do ano passado, já depois da Juízo Final, etapa da Lava Jato que levou à prisão outros executivos de grandes empreiteiras do País. O detalhamento do encontro com o vice-presidente, contudo, aparece coberto por uma tarja preta no relatório.
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Algumas anotações do dia 9 de janeiro de 2013 chamaram a atenção dos investigadores, como o tópico “Créditos”.
CONFIRA O TÓPICO CRÉDITOS NO CELULAR DE MARCELO ODEBRECHT:
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Mais abaixo, há ainda o tópico “notas antigas”, no qual há referência “adiantar 15 p/JS” e em seguida a anotação “IPI até dez e pis/Cofins até jan”. Ainda relacionado a este tópico há o título “Contribuição”, a partir do qual surgem várias referências de valores seguidas de siglas que a Polícia Federal ainda não conseguiu identificar claramente.
COM A PALAVRA, A ODEBRECHT
“Embora sem fundamento sólido, o indiciamento do executivo  e ex-executivos da Odebrecht já era esperado. As defesas aguardarão a oportunidade de exercer plenamente o contraditório e o direito de defesa. Em relação à Marcelo Odebrecht, o relatório da Polícia Federal traz novamente  interpretações distorcidas, descontextualizadas e sem nenhuma lógica temporal  de suas anotações pessoais. A mais grave é a tentativa de atribuir a Marcelo Odebrecht a responsabilidade pelos ilícitos gravíssimos que estão sendo apurados e envolveriam a cúpula da Polícia Federal do Paraná, como a questão da instalação de escutas em celas dentre outras.”

http://jornalggn.com.br/noticia/policia-federal-esconde-o-nome-de-serra-no-celular-de-marcelo-odebrecht

OUTRA ADVERTÊNCIA CONTRA O TERRORISMO FASCISTA EM VOGA

As advertências feitas neste texto pelo Fábio são as mesmas que faço no meu novo livro "O Brasil na 'era dos imbecis'- o discurso de ódio da Direita" (https://www.clubedeautores.com.br/book/188020--O_Brasil_na_era_dos_imbecis#.Vbd-oPlVhBc). Grupelhos como o MBL, obviamente financiados por gente poderosa de dentro e de fora do País, são potencialmente terroristas. É urgente que os órgãos de segurança observem essas organizações fascistas, dentro das normas democráticas. Não é possível que se espere ações violentas, já anunciadas, para então se correr atrás de quem prega abertamente a violência e a discriminação das minorias que, ao final, são a maioria da população.


Dilma Rousseff e o terrorismo

Fábio de Oliveira Ribeiro


Aqui mesmo no GGN escrevi algumas linhas sobre o anti-petismo, movimento descentralizado que abriga desde militares e policiais aposentados comprometidos com a violência política e os ideais criminosos da Ditadura finda em 1988 até moleques autoritários do Movimento Brasil Livre. Hoje colocarei o foco neste grupellho proto-fascista que nasceu na internet e se expande para o mundo fenomenico.
Em seu manifesto o MBL diz o seguinte:
“Somos adultos, adolescentes e idosos; somos brancos, negros, pardos, amarelos e até meio rosados; somos empresários, empregados, autônomos, estudantes e funcionários públicos; somos ricos, pobres, classe-média; somos homens e mulheres.
Somos BRASILEIROS.
E nos importamos com os rumos do nosso país. Acreditamos que um governo deve servir para unir o seu povo, e não criar divisões artificiais. Deve tratar as pessoas como cidadãos, e não como súditos ou peças descartáveis de um jogo de tabuleiros a serem manipuladas.
Lutamos e torcemos a favor do Brasil independente de qual seja o governo. Não importa a cor ou sigla do timoneiro, estamos todos no mesmo barco. Mas EXIGIMOS MUDANÇAS. Chega de corrupção, chega de impunidade. Chega de desrespeito às instituições democráticas e ao império da lei.”
Cinco coisas são evidentes neste manifesto. O primeiro é o nacionalismo como categoria política essencial e difusa. O segundo é a idéia de que o Estado brasileiro deve se fundir a nação brasileira tal como esta é concebida pelo movimento. O terceiro é a crença de que o governo eleito pelo povo não é e não será legítimo enquanto o país não se submeter ao comando do MBL, que se coloca acima dos partidos e dos políticos como se fosse a única fonte admissível do verdadeiro nacionalismo. O quarto é a idéia de que a democracia e o império da Lei estarão em perigo enquanto o MBL não destruir as “divisões artificiais” existentes na sociedade. O quinto é o apelo contra a corrupção e o ataque à impunidade.
Todas estas questões foram analisadas de uma maneira ou de outra no texto de Sartre por mim plagiado. O MBL reúne as piores características do anti-semitismo, mas por razões óbvias não faz referência à destruição física dos judeus. Como toda religião nacionalista, o MBL pretende se colocar acima da Lei ou fora do alcance dela para, paradoxalmente, poder restaurar uma ordem ideal. Seus líderes querem ser vistos como se fossem os profetas da purificação. Somente eles são suficientemente puros para julgar quem deve comandar o país e como a nação deve ser governada.
O extremismo do MBL é evidente. Em seu manifesto o movimento diz que "Não importa a cor ou sigla do timoneiro” desde que o mesmo siga a ideologia nacionalista pregada pelo movimento. Um governo que seja rejeitado pelo MBL é, portanto, automaticamente desprovido de qualquer legitimidade mesmo que tenha sido eleito pela maioria da população e empossado pela Justiça Eleitoral.
“Os discursos políticos em geral qualificados como ‘extremistas’ são também os que aparecem, do ponto de vista psicológico, como os mais regressivos. De fato, eles buscam, na matriz do imaginário infantil, os meios para ‘ler’ e interpretar as realidades da crise. Alimentam-se do caos da sociedade, esteja ela ou não em guerra, para dizer: ‘Vejam como temos razão!’ Quanto a isso, as relações entre o imaginário e o real são contraditórias apenas em aparência. Claro, é mesmo nas representações imaginárias do carrasco que, primeiro, se constrói a figura da vítima, da ‘sua’ vítima.” (PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 44/45)
Em discurso proferido na Av. Paulista em abril de 2015, o principal líder do MBL, Kim Kataguiri, disse “Não tem que fazer o PT sangrar, tem que dar um tiro na cabeça do PT.”http://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/kim-kataguiri-do-brasil-livre-tem-que-dar-um-tiro-na-cabeca-do-pt/. No imaginário deste rapaz o uso da violência encontra justificação política. A supremacia do nacionalismo que ele prega e representa é uma necessidade absoluta, inevitável, irresistível e capaz de suspender a validade jurídica do direito à vida atribuído, sem distinção a todos os brasileiros (inclusive aos petistas), pela CF/88. Ele não tem qualquer compromisso com a normalidade democrática e apela para a violência homicida como se a mesma fosse virtuosa. Se chegasse ao poder, Kataguiri mandaria reunir e executar todos os petistas como se eles fossem os judeus reunidos e executados pelos nazistas?
“Indubitavelmente, os indivíduos são tragados pela dinâmica de morte em massa, mas, mesmo assim, eles sem dúvida sabem como tirar proveito. Não lhes faltam oportunismo e cálculo para instrumentalizar seus efeitos em benefício próprio. Por isso, na escala individual, as razões da passagem ao ato são múltiplas. O que é verdadeiro para determinado indivíduo, em preciso momento, não é para outro. E é exatamente essa variabilidade de motivos privados que ajuda a dar ao assassínio a sua dimensão de massa. Os indivíduos entram na dinâmica assassina não como autômatos balbuciando um mesmo discurso ideológico estereotipado, mas sim com histórias diferentes e, daí, com expectativas e motivações pessoais. A implicação comum para causar mortes resulta das posturas variadas e equívocas.” (PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 390/391)
Os nazistas acreditavam na inferioridade racial dos judeus. Os novos profetas do nacionalismo de matriz autoritária acreditam na natureza essencialmente corrupta do PT. Kim Kataguiri condena a inferioridade ideológica dos petistas que, segundo ele, provocam divisões na nação e submetem o Brasil a ditaduras como a Argentina https://www.youtube.com/watch?v=mCcd_KDkBh8. O fato de Cristina Kirchner ter sido eleita é irrelevante, pois somente o MBL sabe o que é melhor para os argentinos.  
“Distingamos, enfim, a terceira utilização possível do massacre, principalmente por atores não estatais (ou, pelo menos, assim supostos). Nesse caso, a finalidade é a de agredir em um ponto preciso o grupo visado, para provocar em seu interior um choque traumático intenso, que seja capaz de dobrar a política de seus dirigentes. Como os organizadores do massacre sabem que constituem minoria na sociedade em que agem, o recurso a tal procedimento espetacular lhes permite, já de início, se afirmar na cena pública, chamando a atenção para a sua causa. Quer reivindiquem a responsabilidade ou se mantenham anônimos, eles acham que os efeitos políticos da ação de destruição podem pesar sobre quem decide a política: por exemplo, criando uma crise das instituições ou bloqueando uma evolução política que eles desaprovam.”(PURIFICAR E DESTRUIR, Jacques Sémelin, Difel, 2009, p. 489/490)
Se for levado a sério, o discurso de Kataguiri é preocupante. Após chegar ao poder no Brasil, o MBL certamente será obrigado a declarar guerra aos países vizinhos que não forem governados por princípios semelhantes aos defendidos pelo movimento. A ideologia da revolução internacional socialista permanente, que foi concebida por Leon Trotsky, parece ter sido utilizada como fonte pelos idealizadores do MBL. Afinal, os líderes do mesmo são ao mesmo tempo nacionalistas e internacionalistas. O MBL identifica a nação ao Estado para suprimir a política e excluir o PT e os petistas do processo eleitoral. Kataguiri não descarta a utilização da violência durante o assalto ao poder. Depois de purificar nosso país ele liderará as massas na purificação da Argentina como se fosse um "Che Guevara da direita"?
Há outra teoria perigosa que parece estar presente nesta fixação neurótica do líder do MBL com a Argentina de Cristina Kirchner. Nos anos 1960 o governo dos EUA acreditava na Teoria do Dominó, segundo a qual se o Vietnam do Sul caísse nas mãos dos comunistas todo Sudoeste da Ásia seria conquistada pelo comunismo. Kim Kataguiri parece crer em algo semelhante. Se o Brasil cair nas mãos do MBL todas as ditaduras ligadas ao PT na América Latina serão inevitavelmente destruídas.
Em seu manifesto o MBL cita diversos fatos (a impunidade, a corrupção, a divisão artificial). No discurso proferido por Kataguiri na Av. Paulista outros fatos são referidos (vivemos na ditadura do PT, o país não tem educação, saúde e segurança, o Brasil investe dinheiro em ditaduras como a Argentina).
A impunidade não é uma realidade, pois o MPF investiga e denuncia políticos envolvidos em corrupção e os réus tem sido condenados pelo Judiciário. A estrutura constitucional do país, instituída pela CF/88, garante a legalidade dos partidos e, portanto, preconiza a divisão da nação como uma categoria política essencial à normalidade democrática. O PT foi eleito pelo povo brasileiro e empossado pela Justiça Eleitoral, portanto, não vivemos numa ditadura. Quem define a política externa do Brasil é o Itamaraty e não o MBL. Compete aos Estados e Municípios organizar e gerir os serviços de educação, saúde e segurança. As carências e deficiências nestas três áreas não podem ser creditadas ao governo federal petista. A União repassa aos Estados e Municípios as verbas destinadas a serem usadas nesses serviços e só posteriormente toma conhecimento do não uso ou mau uso das mesmas. Tudo bem pesado, os fatos que informam os discursos do MBL e dos seus líderes não passam de opiniões.
“Fatos e opiniões, embora possam ser mantidos separados, não são antagônicos um ao outro; eles pertencem ao mesmo domínio. Fatos informam opiniões e as opiniões, inspiradas por diferentes interesses e paixões, podem diferir amplamente e ainda serem legítimas no que respeita à sua verdade factual. A liberdade de opinião é uma farsa, a não ser que a informação fatual seja garantida e que os próprios fatos não sejam questionados. Em outras palavras, a verdade fatual informa o pensamento político, exatamente como a verdade racional informa a especulação filosófica.” (ENTRE O PASSADO E O FUTURO, Hannah Arendt, Perspectiva, 2009, p.295/296)
O MBL não se preocupa com a verdade factual. Quer apenas impor sua ideologia. Kim Kataguiri deseja chegar ao poder de qualquer maneira, inclusive mediante a eliminação física dos seus inimigos. Os petistas disputam eleições e aceitam as derrotas eleitorais. A coação não é um instrumento político utilizado pelo PT. Qual destes dois grupos é mais democrático e qual pretende impor uma verdadeira ditadura sanguinária aos brasileiros? Não sou filiado ao PT, mas se for forçado a escolher entre Kataguiri e os petistas, PT saudações.
E já que estamos falando em escolhas, há algo importante a dizer sobre a salvação da unidade nacional pregada pelo MBL. O movimento parte do pressuposto de que nação é e sempre foi unida e que o PT é responsável pela sua divisão sectária. Seus membros ignoram, portanto, que quem criou os conceitos de "classe social" e "luta de classes" não foram os comunistas ou os petistas e sim historiadores como François Guizot, cuja obra citada a seguir foi publicada 1828:
"A Europa da época moderna surgiu da luta entre as diversas classes da sociedade." (Guizot citado por Antoine Prost, "Doze lições sobre história", editora autêntica, 2a. edição, Belo Horizonte, 2012, p. 191).
"O Capital" de Karl Marx foi publicado apenas em 1867, quase quatro décadas depois de Guizot ter utilizado os conceitos de "classe social" e "luta de classes". Os membros do MBL também parecem ignorar que História do Brasil é permeada por lutas de classes desde que os colonos portugueses cá chegaram, ocuparam o território fazendo distinção entre "tribos aliadas" e"índios hostis", entre "homems livres" e "escravos", entre "súditos fiéis a coroa" e "rebeldes"(emboabas, cabanos, malês, balaios, farrapos, etc...).
O próprio MBL produz uma divisão artificial da nação ao opor os "verdadeiros brasileiros" (seguidores do movimento) aos "outros" (os petistas e aqueles que não se sujeitaram à liderança de Kataguiri). A CF/88 confere a nacionalidade brasileira àqueles que nascem no Brasil e aos nascidos no exterior de pai ou mãe brasileira. Os estrangeiros que se naturalizam também são brasileiros. Não há na CF/88 qualquer referência ao poder do MBL de dizer quem é ou não é brasileiro. Vem daí a natureza esquizofrenica deste movimento que, para unir a nação, precisa dividi-la em duas metades antagônicas suprimindo os direitos constitucionais de uma delas. A divisão de classes proposta pelo MBL não é desejada pelo PT. Em nenhum dos seus documentos e comunicações os petistas jamais disseram que Kim Kataguiri e seus escudeiros não são brasileiros.
Ao fazer uma pesquisa na internet, constatei que os líderes do MBL se movimentam pelo Brasil com grande intensidade e desenvoltura. Eles não trabalham? Quem financia as viagens que eles fazem? Quem está pagando o material que eles publicam, as faixas que eles impunham nas passeatas e os cartazes que são colados nas ruas das principais cidades do país por onde passa a Coluna Kim Kataguiri?
A segurança do Estado é um valor importante mesmo numa democracia. Grupos como o MBL, que pregam uma ideologia autoritária, instigam a violência política e podem comprometer o caráter pacífico da política externa brasileira, precisam ser vigiados constantemente pelas autoridades. As finanças do MBL e dos seus líderes devem ser rastreadas até sua origem. Durante as Olimpíadas de 2016 este grupo será infiltrado ou apenas monitorado mais de perto? O desejo de visibilidade internacional levará Kim Kataguiri e seus escudeiros a idealizar e realizar atentados terroristas com a finalidade de denunciar a suposta natureza ditatorial do governo brasileiro? A prevenção e o combate ao terrorismo é uma necessidade. A radicalização do MBL é uma possibilidade. Melhor prevenir que remediar.
http://jornalggn.com.br/blog/fabio-de-oliveira-ribeiro/dilma-rousseff-e-o-terrorismo-por-fabio-de-oliveira-ribeiro

MÍDIA ESCONDE APOIO DE GOVERNADORES A DILMA

Grande imprensa finge não existir apoio ao pacto

por Augusto Diniz

Enquanto a grande imprensa abre espaço ao PSDB para ironizar suposto aceno do governo ao diálogo com seus críticos, ignora atos de governadores eleitos (inclusive da oposição) do Norte-Nordeste pela governabilidade.
É como se posição às conversações pelo pacto se resumisse aos indignados do partido de FHC.
A “Carta de Manaus”, assinada em fórum de governadores da Amazônia Legal, propõe canais imediatos de diálogo com o governo federal em várias frentes para enfrentar a crise. Dias antes, governadores do Nordeste divulgaram um manifesto de apoio ao cumprimento de mandato de Dilma e também pelo diálogo.
São ao todo 18 estados nesse grupo, das regiões Norte-Nordeste e um do Centro-Oeste (MT), de partidos diversos da base aliada e da oposição – somam-se a eles os estados de GO, SC, RJ e MG (este governado pelo PT), cujos governadores têm se manifestado contrários à interrupção de mandato da presidente, sendo um deles pertencente a um partido declaradamente de oposição (o de Goiás, do governador Marconi Perillo, do PSDB).
O pacto com os governadores, se consolidando, tende a desafogar Dilma – e os próprios governadores que precisam tocar seus projetos de campanha (Dilma promete encontro com todos eles nos próximos dias).
A opção definitiva com o velho PSDB paulista crítico ao governo escancara de vez uma imprensa tradicional indiferente aos vários Brasis – e a luta desesperada pelos seus interesses em meio à crise econômica.
Rejeição provável às contas do governo pelo desacreditado TCU, a animosidade do Congresso ao Planalto (ainda sob os últimos atos da era Cunha) e as manifestações previstas a favor do impeachment lideradas pela extrema direita prometem um agosto tenso – e propício às pautas de interesse da mídia, abafando momentaneamente as propostas de pacto já declaradas por boa parte dos governadores recém-eleitos.
No fim, quem perde é a sociedade, que segue desinformada do que pensa os diferentes Brasis, como sempre aconteceu.
http://jornalggn.com.br/blog/augusto-diniz/grande-imprensa-finge-nao-existir-apoio-ao-pacto-por-augusto-diniz

ARMA EM CASA, DEFENDIDA POR OLAVETES, CAUSA NOVA TRAGÉDIA

Criança de 3 anos mata o pai acidentalmente com tiro de espingarda

As informações são de que o pai estava se alimentando quando o menino apareceu com a arma gritou em tom de brincadeira “é a polícia” e atirou acidentalmente...
  • CantagaloAllan Machado 

Uma verdadeira tragédia aconteceu no município de Cantagalo, na região centro do estado do Paraná, no final da tarde de segunda-feira (27). Um homem de 40 anos morreu após ser baleado por um tiro de espingarda calibre 44, disparado acidentalmente pelo próprio filho, um menino de aproximadamente 3 anos de idade.
Aguinaldo Nogueira da Rosa foi atingido no rosto. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu pouco depois de dar entrada no hospital da cidade. O corpo foi recolhido ao IML de Guarapuava.
Conforme a Polícia Civil, as primeiras informações são de que o pai estava se alimentando quando o menino apareceu com a arma gritou em tom de brincadeira “é a polícia” e atirou acidentalmente. A arma teria sido encontrada no almoxarifado de um lavacar de propriedade da família, que fica em anexo a residência.
O fato está sendo apurado pela polícia, que nas próximas horas deve ouvir a mãe do menino e esposa da vítima.
As informações são do portal RBJ.
http://cgn.uol.com.br/noticia/144902/crianca-de-3-anos-mata-o-pai-acidentalmente-com-tiro-de-espingarda

segunda-feira, 27 de julho de 2015

IMPORTANTE ALERTA SOBRE O "EMBRIÃO DO FASCISMO"!

Roberto Amaral: É preciso esmagar o embrião fascista agora

publicado em 26 de julho de 2015 
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Foto Guilherme Santos/Sul21, no lançamento de “A Serpente sem Casca. Da Crise à Frente Popular”, de um dos fundadores do PSB, Roberto Amaral, em Porto Alegre
O ovo da serpente e o embrião fascista
“O ovo da serpente tem uma característica especial: ele não tem casca, mas sim uma película muito fina e transparente que permita que se veja o embrião se desenvolvendo. O que quero dizer com essa metáfora é que nós estamos vendo o desenvolvimento de um embrião fascista no Brasil. Está em nossas mãos a decisão. Podemos deixar esse embrião crescer, sair desse ovo e amanhã picar o nosso calcanhar, ou podemos esmagá-lo agora. O ovo da serpente permite que vejamos à frente. Estou tentando chamar a atenção, não só da esquerda, mas das forças progressistas e democráticas em geral, para a ameaça de um grave retrocesso político e ideológico no País. Esse retrocesso não se mede apenas pela crise dos partidos, em particular pela crise dos partidos de esquerda e, de modo mais particular ainda, pela crise do PT. Tampouco se mede apenas pela crise do governo Dilma. Ele se mede, fundamentalmente, pela ascensão de uma opinião, que já está se tornando orgânica, de retrocesso conservador.”
“Já há um baluarte institucional perigosíssimo desse processo, que é a Câmara dos Deputados. Eduardo Cunha não foi colocado ali pelo acaso, ele representa um núcleo pensante conservador brasileiro. Esse núcleo, na Câmara, está representado pela chamada bancada BBB, ou seja, os grupos do boi, do agronegócio atrasado, da bala e da Bíblia, que reúne os evangélicos primitivos e midiáticos. Isso tudo se juntou”.
Esquerda não levou a sério o tema da comunicação
“Mas é preciso dizer que a grande responsabilidade por isso é da esquerda e dos nossos governos de centro-esquerda. Há mais de 40 anos, eu e outras pessoas – aqui no Rio Grande do Sul havia uma pessoa que lutava muito por isso, o Daniel Herz – viemos alertando sobre o poder dos meios de comunicação de massa no Brasil, sobre o monopólio da informação e a cartelização das empresas. A esquerda nunca acreditou nisso.”
“A primeira eleição do Lula serviu para mascarar esse problema. Nós metemos na cabeça que essa gente não formava mais opinião. Nos descuidamos e ficamos assistindo à construção de um monopólio ideológico, destilando conservadorismo de manhã, de tarde e de noite. Aqui, não estou me referindo apenas à Rede Globo, ao Globo, Estadão e Folha de São Paulo. Pior do que isso talvez sejam as rádios evangélicas, as rádios AM e FM, despejando diariamente xenofobia, racismo, machismo, homofobia e tudo o que é atrasado. Paralelamente a isso, nós não construímos uma imprensa nossa. E nem estou falando de uma imprensa nossa para falar com a sociedade. Não construímos uma imprensa nossa sequer para falar conosco mesmo. Os militantes do movimento sindical e dos partidos se informam das teses de suas lideranças pela grande imprensa. Nem criamos uma imprensa de massa, nem criamos uma imprensa própria.”
“Nos anos 50 e 60, nós tínhamos O Semanário, que circulava no Brasil inteiro defendendo as teses do Petróleo é Nosso e da Petrobras, tínhamos Novos Rumos, do Partido Comunista, a imprensa sindical e circulava também a Última Hora. Havia, então, um esforço para garantir um mínimo de debate. Isso tudo desapareceu e nada foi colocado no seu lugar. Com a chegada de Lula ao governo, os principais quadros do PT foram transferidos da burocracia partidária para a burocracia estatal e o partido acabou se esfacelando. Os principais quadros do movimento sindical também foram transferidos para os gabinetes da Esplanada”.
“A grande dificuldade que temos hoje para promover a defesa do governo Dilma é que perdemos o diálogo com a massa. Eu conversava dias atrás com uma ex-presidente da UNE e ela me dizia: ‘Professor, como é que eu posso entrar em sala e chamar os estudantes para uma passeata quando o governo está reduzindo as verbas para as bolsas de estudo’. Há um paradoxo entre a nossa política e a nossa base social. A Dilma não foi eleita pela base com a qual está governando. Ela atende os interesses dessa base com a qual está governando e não tem o apoio dela. Por outro lado, ela contraria os interesses da base progressista, a qual nós temos dificuldade de mobilizar para defendê-la. Esse paradoxo precisa ser enfrentado.”
“Não devemos nos iludir com os compromissos democráticos da direita”
“Ninguém deve se iludir com os compromissos democráticos e legalistas da direita brasileira. É uma direita que sempre apelou para o golpe e para o desvio democrático. Está aí a história dos anos 50 e 60 repleta de exemplos disso. Ela não tem compromisso com a democracia. Seu único compromisso é com seus interesses de classe. E, lamentavelmente, parece que a burguesia no Brasil tem mais consciência de classe do que muitos setores proletários.”
“Há um segundo paradoxo, que é difícil explicar a não ser que você use aparelhos ideológicos. Nós já sofremos, de fato, dois golpes nos últimos meses. A direita perdeu as eleições, mas ganhou a política. Esta política econômica que está sendo aplicada é a política da direita. O segundo golpe foi a implantação de uma nova forma de parlamentarismo, que vive de subtrair poderes do Executivo. E há ainda um terceiro golpe em curso que consiste em refazer a Constituição sem ter poder originário para tanto, retirando da Carta de 88 conquistas que levamos décadas para aprovar e consolidar”.
Sobre a construção de uma frente ampla, popular e democrática
“Diante deste cenário, precisamos articular a formação de uma frente ampla, de uma frente popular que reúna os setores progressistas e democráticos do País. Eu não estou falando de uma frente de esquerda, pois com isso estaríamos nos encerrando em um casulo, voltando a ser ostra. Precisamos retomar um discurso para a classe média, que perdemos em função dos desvios éticos do PT. Nós não estamos pagando o preço de erros de governo, mas sim dos desvios éticos. Precisamos retomar um discurso que fale para os trabalhadores, para os setores médios, para as forças progressistas, que não são necessariamente de esquerda, falar com a empresa nacional que, neste momento, está sendo destruída neste País. Há uma tentativa de acabar com as principais empresas brasileiras, detentoras de know how, não por uma questão moral, mas para colocar no lugar delas empresas espanholas, chinesas e americanas.”
“Não estou pensando a constituição desta frente com objetivos imediatos e de caráter eleitoral, mas sim na perspectiva da reconstituição das forças progressistas. O ponto de partida para essas forças é construir uma barragem para conter o avanço do pensamento e da ação da direita. Para isso, precisamos voltar às ruas e voltar a debater com a população. Na minha opinião, o modelo no qual devemos nos inspirar não é o da Frente Ampla uruguaia. Esta tem algo que nós temos, partidos. É uma frente de partidos. Nós temos que construir uma frente de movimentos, da sociedade, preparada para receber os partidos e oferecer a eles um novo discurso, uma nova alternativa. Mas não trabalho com a ideia de um modelo pronto e acabado. O que vai decidir isso, como sempre, é o processo histórico”.
A ameaça do impeachment
“Irrita-me o fato de nossas forças estarem acuadas por fantasmas. O nosso governo está acuado, enquanto ele tem o que dizer. Em face disso, como não há espaço vazio, a direita vem avançando e preparando ideologicamente a ideia do impeachment. Precisamos por isso a nu e exigir que a direita assuma publicamente se é golpista ou não. O senhor Fernando Henrique Cardoso tem que ser chamado às favas. O PSB e o PMDB têm que ser questionados a assumir se são golpistas ou não. Creio que a melhor forma de enfrentar a ameaça do impeachment, seja ela pequena ou grande, é dizer que ela existe. Dizer que ela não existe é perigoso. E o objetivo principal nem é mais a Dilma, é o Lula. Querem liquidar o Lula e o PT. Não se iludam. Se isso acontecer, não atingirá só o PT, mas toda a esquerda brasileira. Temos responsabilidades distintas pelo que está acontecendo, mas estamos todos no mesmo barco”.
http://www.viomundo.com.br/entrevistas/roberto-amaral-e-preciso-esmagar-o-embriao-fascista-agora.html