terça-feira, 25 de novembro de 2014

O MAIS CORAJOSO DISCURSO JAMAIS FEITO SOBRE A MÍDIA, NO SENADO!

REQUIÃO DEFENDE REGULAMENTAÇÃO DA MÍDIA

Requião defende regulação da mídia e fim do monopólio da comunicação

Da Redação e Da Rádio Senado | 24/11/2014
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) lamentou a interpretação que alguns setores fazem dos debates sobre a regulação da mídia ao vincularem o assunto à censura e compará-lo a um atentado à liberdade de imprensa ou cerceamento da liberdade de expressão.
Para ele, chama a atenção o fato de os empresários de comunicação e os contrários à regulação da mídia defenderem a liberdade de expressão e de imprensa, mas desrespeitarem o direito à informação e adotarem a parcialidade em jornais, revistas, televisões e rádios.
— A regulação da mídia é condição inescusável para se garantir a soberania nacional. E eu não estou falando em cerceamento da liberdade de expressão. Estou falando em impedimento do estabelecimento do monopólio midiático — disse o senador, afirmando que o grupos que monopolizam a mídia são entreguistas e historicamente se opõem aos interesses nacionais.
Requião lembrou que é muito comum no Brasil a propriedade  cruzada, em que um mesmo grupo econômico controla diversos veículos de comunicação em vários meios — fato que, ressaltou, não ocorre em países com democracia estável, como os Estados Unidos e a Inglaterra.
Segundo o parlamentar, a concentração da mídia brasileira nas mãos de, no máximo, sete famílias faz com que haja um controle do que deve ou não ser divulgado e de como deve ser publicada determinada notícia.
O senador citou como exemplo a cobertura das eleições deste ano, em que, para ele, ficou evidente a predileção da grande mídia por um candidato de oposição e a má-vontade com a candidatura da presidente da República Dilma Rousseff.
Requião disse que a manobra ficou clara, ainda, quando a mídia limitou ao PT e ao PMDB as denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras e as empreiteiras. Ele destacou que as empresas favorecidas em licitações na estatal também contribuíram para campanhas eleitorais de outros partidos.
O parlamentar lembrou que a concentração dos meios de comunicação também empobrece a diversidade cultural do país porque centraliza a produção do que vai ser divulgado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

domingo, 23 de novembro de 2014

SOBRE KÁTIA ABREU, UMA REFLEXÃO POLITICAMENTE LÚCIDA

Por Thomas de Toledo de Facebook
Concordo com todas as críticas que têm sido manifestas sobre a presença de Kátia Abreu no ministério e compartilho da opinião de que seria melhor que Dilma escolhesse outra pessoa. Sem dúvidas que o agronegócio tal como está estabelecido no Brasil não é saudável ao país, pois se baseia na superexploração do trabalho, na devastação da natureza, no massacre a índios e pequenos camponeses, na monocultura do latifúndio e no uso indiscriminado do agrotóxico. No entanto, acho que antes de demonizar a presidente ou chamá-la de traidora, é preciso levar em consideração alguns fatores.
Em primeiro lugar, basta ler qualquer livro de história para saber que este modelo primário-exportador foi o “sentido da colonização” do Brasil, a razão de existência da República Velha e mesmo depois da industrialização, continuou sendo a maior pauta exportadora no Brasil. Por pior que seja o modelo de agronegócio no Brasil, ele teve um efeito positivo na crise de 2008/2009: graças a este setor, o país conseguiu manter superávits comerciais e não se contaminou com os choques externos. Portanto, este é um setor que tem peso determinante na economia do país, gostemos ou não. O desafio de hoje e de amanhã continua sendo a busca por um modelo sustentável e moderno de um de nossos principais ativos que é a extensa área agriculturável.
Segundo que, desde o governo Lula, a política agrícola do país foi dividida em dois ministérios: de um lado o da Agricultura (MA) cuida do agronegócio e de outro, o do Desenvolvimento Agrário (MDA) trata da agricultura familiar. Por mais que hoje a CNA e os ruralistas aparelhem o MA, é fato que muitas lideranças do MST e outros movimentos sociais ocupam postos-chave no MDA. A presença de Kátia Abreu no MA, portanto, não muda o caráter do ministério, tampouco a política que vinha sendo desenvolvida desde Lula. A diferença com Aécio e Marina é que provavelmente o MDA seria extinto e não haveria a presença de movimentos sociais no governo como há com Dilma. Simplesmente bater de frente com o MA sem apresentar alternativas será inócuo pela força deste setor na economia e na política nacional. Mais uma vez, se somos a favor da Reforma Agrária e de um novo modelo agrícola para o país, devemos trabalhar pelo fortalecimento do MDA como alternativa.
Terceiro, o agronegócio tem opinião política clara. Já no primeiro turno, as lideranças do agronegócio manifestaram abertamente seu apoio a Aécio Neves e as multinacionais como a Monsanto apostaram em Marina, indicando inclusive seu vice. Assim, este setor atuou nas eleições não apenas financiando campanhas de seus correligionários, como influindo na pauta e agenda. Vale ressaltar que nas eleições de 2014, a bancada ruralista elegeu cerca de 273 deputados, ou seja, 54% da câmara. Repito, 54% dos deputados são RURALISTAS. Não são sem-terra, não são ambientalistas e não são lamentadores de redes sociais: são RURALISTAS, latifundiários e monocultores. Fosse quem fosse eleito dependeria desses voto ou ao menos de parte deles para governar, pois hoje o Brasil vive sob uma república presidencialista de coalizão. Para mudar isto, é preciso uma Reforma Política que priorize o fim do financiamento empresarial para campanhas.
katia-Marcelo-Donizetti-e-Dilma-Rousseff
Quarto e último: a atual crise política. Não dá para negar que o resultado das eleições deixou o país em uma situação política extremante complexa. Além de pedidos de intervenção militar a golpes institucionais, o governo precisa lidar com um fato concreto: a esquerda de diminui. Somando PT, PCdoB e PSOL, totalizam-se 84 deputados na nova legislatura, pouco mais de 16% do Congresso Nacional ou 1/4 do tamanho da bancada ruralista. Como Marina abandonou o discurso ambientalista para defender o interesse dos bancos, há poucos defensores da natureza na nova legislatura. Sem contar o crescimento da bancada evangélica, do bife, da bala e a eleição de fascistas como mais bem votados em Estados importantes. Se alguém achava que o governo Dilma seria mais à esquerda, pode esquecer pelos dados concretos da realidade concreta. Isto sem contar essa “Operação Lava Jato” que obriga Dilma a enfrentar 24 horas por dia de manipulação midiática e pressões golpistas.
Por pior que seja a figura de Kátia Abreu e de tudo o que ela representa, na atual conjuntura é melhor que ela seja ministra de Dilma do que de Aécio ou de um governo golpista. Se Kátia Abreu é reconhecida como liderança dos 273 ruralistas eleitos, seu apoio não será apenas necessário, mas vital para que este governo sobreviva. O segundo governo de Dilma já começa a mostrar que terá dificuldades em avançar, mas na atual correlação de forças, só de não retroceder será um avanço. Triste constatar, mas esta é a realidade.
Por fim, é muito fácil culpar a presidente por todos os problemas do país e por decisões impopulares, mas perdoem-me a sinceridade: aqueles que negligenciam voto para deputados, seja votando nulo ou não ajudando na eleição de uma bancada comprometida com o Brasil, são os maiores responsáveis pela situação atual. O pior é que estes não reconhecem o que significa estar presidindo um país sob ameaça de golpe, com um congresso ultra-reacionário e com um sistema político que se baseia no financiamento empresarial de campanhas. Portanto, se Dilma completar seu mandato em 2018 com aprovação terá sido uma das maiores façanhas na história republicana do Brasil. E tudo o que desejamos é que ela tenha sabedoria para no meio deste turbilhão apontar para as perspectivas do Brasil que rejeitou o PSDB pela quarta vez consecutiva e apostou no desenvolvimento com distribuição de renda.
http://www.ligiadeslandes.com.br/23/11/2014/sobre-katia-abreu-no-ministerio-da-agricultura/#comment-5601

GOVERNO CONTINUA PÉSSIMO EM COMUNICAÇÃO, E O PIG DEITA E ROLA

O estilo Dilma de escolher o novo ministério

Autor: Miguel do Rosário

O ministério pode ser novo, mas o estilo do governo continua o mesmo.
Comunicação zero.
Os novos nomes estão sendo vazados para a mídia à seco, sem que o governo dê uma palavrinha sobre os planos subjacentes às respectivas pastas.
Fazenda?
Joaquim Levy. Ponto final.
Não aparece um porta-voz (até porque não existe), nem secretário de imprensa (que também não existe), para dizer aos brasileiros que, independente do nome, o ministro vai seguir as diretrizes A ou B.
Agricultura?
Katia Abreu. Ponto final.
A informação vem seca e dura para engolirmos, sem que o governo tenha gentileza de vir à público explicar que a sua política de apoio à agricultura familiar vai continuar firme, ou mesmo se expandir, e que há planos para aprofundar a reforma agrária.
O anúncio de Katia Abreu na Agricultura tinha de vir acompanhado do nome do ministro para o Desenvolvimento Agrário, que é a pasta ocupada pelo representante da agricultura familiar, dos sem terra, e, geralmente, o maior defensor da reforma agrária dentro do governo.
Com isso, as acusações (justas) de conservadorismo, exacerbadas quando se lembram as posições tolamente antibolivarianas de Katia Abreu, seriam compensadas com elogios à ousadia nas áreas mais fundamentais para a esquerda que pensa a agricultura: o meio ambiente, as condições dos trabalhadores rurais e a questão fundiária.
O blog Diario do Centro do Mundo republicou, há pouco, trechos de um artigo de Katia Abreu para a Folha, sobre o bolivarianismo.
É um amontoado de exageros, e busca fazer festinha com o eleitorado de direita.
Mais uma razão para o governo entrar em ação, com um porta-voz explicando que o pensamento de Katia Abreu não reflete o pensamento do governo. E externar, então, o que o governo pensa sobre o tema.
Transparência, transparência, transparência.
Somente a transparência nos salvará.
Até nos EUA, pátria do direitismo, os dois principais partidos adotam extrema cautela para não ferir as suscetibilidades do eleitorado de esquerda, que é muito grande na terra do tio Sam.
Na última edição da New Yorker, um articulista lista os possíveis pré-candidatos dos Democratas que podem fazer frente à Hillary Clinton, considerada centrista demais, nas eleições presidenciais de 2018.
Outros nomes democratas ensaiam discursos mais progressistas, para seduzir um eleitorado desencantado com Obama.
O próprio Obama, ao lançar a medida que ajudará 5 milhões de ilegais, acena para a esquerda e sua imensa base social, com a qual deverá contar para enfrentar um congresso agora dominado por republicanos conservadores.
Ao mesmo tempo, o governo brasileiro poderia fazer política, ou seja, explicar a seus correligionários que o agronegócio não pode ser demonizado, e que o governo precisa de um nome forte do PMDB para aumentar a influência sobre a escolha do novo presidente da Câmara, e aprovar reformas democráticas.
Nas entrelinhas, ficaria subentendido que o governo já começou a lutar para derrubar Eduardo Cunha de uma possível presidência da Câmara.
Enfim, política se faz com ideias, com persuasão, com informação, e, sobretudo, com comunicação direta e constante entre o representante e o público.
É disso que Fabiano Santos falava, em entrevista à TV Brasil, quando dizia que “política transforma”.
O governo precisa entender que a escolha de ministros transmite uma mensagem à sociedade, inclusive na maneira como a informação é vazada.
Por isso mesmo, o processo de escolha dos novos ministros, que inclui as inevitáveis fofocas, tinha de vir acompanhado de entrevistas, depoimentos e esclarecimentos constantes por parte do governo.
Custa tanto assim contratar gente da área de comunicação e política?
Com todo o respeito aos ascensoristas e garçons, o Planalto não poderia mandar embora alguns servidores e ampliar a sua área de comunicação e política?
Não se trata de algo exatamente para beneficiar o governo, mas um gesto de respeito para com a população.
Recebi, há pouco, um longo email do presidente dos EUA, Obama, explicando a sua nova medida em apoio aos imigrantes ilegais.
Comunicação direta entre o presidente da república e o povo.
Dilma não pode fazer o mesmo?
Não pode mandar um email para todos os brasileiros, que se cadastrarem em algum site, explicando porque escolheu este ou aquele ministro, debelando assim as inevitáveis crises que surgirão, vide que será impossível agradar a todos?
Seria “bolivarianismo”?
Será que passaremos mais quatro anos abominando a comunicação do governo, que não existe?
É claro que, sem fazer nada, relegada à inércia total, a comunicação governamental só tende a se deteriorar, porque só se aprende fazendo.
Fazendo, errando, fazendo, acertando.
Comunicação é uma necessidade para uma governo democrático, e trata-se, repito, de um gesto de respeito para com o povo brasileiro, que não merece ouvir falar do governo apenas através da nossa mídia, cujos defeitos conhecemos muito bem.
http://tijolaco.com.br/blog/?p=23205

EMPRESÁRIO TUCANO PROTESTA CONTRA CINISMO DOS NOVOS "ÉTICOS"

A sinceridade de Ricardo Semler versus a hipocrisia de FHC


Um artigo do empresário tucano Ricardo Semler publicado hoje na Folha repercute intensamente nas redes sociais.
Semler recrimina a “santa hipocrisia” com que tantos comentam o caso Petrobras.
Para ele, o que ocorrendo agora é motivo de celebração – nomear e punir empresas e executivos que há décadas corrompem, impunemente, a política nacional.
Semler refere-se com desgosto aos “envergonhados”, que fingem que os problemas da Petrobras só aconteceram depois que o PT chegou ao poder.
Ele não citou, mas ficou claro que ele falava de FHC, que afirmou sentir vergonha ao ver o que se passa na Petrobras.
Vergonha é uma pessoa dizer que sente vergonha de algo de que ela mesma se beneficiou. A este tipo de coisa, indignação simulada, você dá o nome de demagogia.
FHC, que começou tão bem na política, como um renovador de esquerda depois da ditadura, vai encerrando sua carreira como um demagogo, um hipócrita, um mistificador.
Que os petistas o detestem, é previsível: os anos trouxeram uma rivalidade destrutiva entre FHC e Lula.
Mas quando tucanos como Semler não seguram a irritação é porque algum limite foi rompido.
FHC virou uma paródia de si mesmo.
Ele parece ter perdido a noção das coisas. Poucos dias atrás, ele disse que não falava dos “amigos” quando lhe pediram uma palavra sobre a mídia.
FHC insultou, involuntariamente, a si próprio e aos “amigos”.
Um dos maiores editores de todos os tempos, se não o maior, o americano Joseph Pulitzer, dizia que a regra número 1 do jornalista é não ter amigos.
Não porque o bom jornalista deva ser misantropo, mas porque amizades interferem na maneira como você pratica o jornalismo.
O jornalista que tem amigos vai tratar de protegê-los.
Para que você tenha uma ideia da importância do mandamento de Pulitzer, foi exatamente graças aos “amigos” que FHC escapou incólume no escândalo da compra de votos no Congresso para a emenda da sua reeleição, no final da década de 1990.
A imprensa engavetou o assunto, e poupou o “amigo”.
A que preço? Publicidade governamental portentosa, financiamentos em bancos públicos a juros maternais, compras maciças de livros das empresas jornalísticas, vistas grossas para malandragens fiscais – tudo aquilo, enfim, que foi dar nas imensas fortunas pessoais dos donos da mídia.
Os “amigos” também jamais questionaram decisões nepotistas como a de entregar a estratégica Agência Nacional de Petróleo a seu genro, demitido tão logo acabou o casamento.
O papel de FHC na história foi-se apequenando miseravelmente.
Mesmo a estabilização – a todo momento citada por seguidores como sua grande contribuição ao país – é questionada em sua paternidade. Qual o papel de Itamar Franco no Plano Real? É tão insignificante quanto afirma FHC, ou houve uma usurpação de autoria aí?
A inflação, já que falamos nela, acabou quando a sociedade decidiu que já não a suportava mais. O resto foi consequência desse despertar.
O que aconteceu com a inflação parece estar prestes a ocorrer com FHC, como sugere a manifestação de Ricardo Semler.
Ninguém aguenta mais.
http://www.diariodocentrodomundo.com.br/ricardo-semler-e-a-santa-hipocrisia-de-fhc/

VEJA IGNORA OS FATOS E ENGANA LEITORES (DE NOVO)

Da Presidência da República: 


NOTA À IMPRENSA


A reportagem de capa da revista Veja de hoje é mais um episódio de manipulação jornalística que marca a publicação nos últimos anos.


Depois de tentar interferir no resultado das eleições presidenciais, numa operação condenada pela Justiça eleitoral, Veja tenta enganar seus leitores ao insinuar que, em 2009, já se sabia dos desvios praticados pelo senhor Paulo Roberto Costa, diretor da Petrobras demitido em março de 2012 pelo governo da presidenta Dilma.


As práticas ilegais do senhor Paulo Roberto Costa só vieram a público em 2014, graças às investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.


Aos fatos:


Em 6 de novembro de 2014, Veja procurou a Secretaria de Imprensa da Presidência da República informando que iria publicar notícia, “baseada em provas factuais”, de que a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, recebeu mensagem eletrônica do senhor Paulo Roberto Costa, então diretor da Petrobras, sobre irregularidades detectadas em 2009 pelo Tribunal de Contas da União nas obras da refinaria Abreu e Lima. O repórter indagava que medidas e providências foram adotadas diante do acórdão do TCU. A revista não enviou cópia do e-mail.


No dia 7 de novembro, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República encaminhou a seguinte nota para a revista:


“Em 2009, a Casa Civil era responsável pela coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Assim, relatórios e acórdãos do TCU relativos às obras deste programa eram sistematicamente enviados pelo próprio tribunal para conhecimento da Casa Civil.


Após receber do Congresso Nacional (em agosto de 2009), do TCU (em 29 de setembro de 2009) e da Petrobras (em 29 de setembro de 2009), as informações sobre eventuais problemas nas obras da refinaria Abreu e Lima, a Casa Civil tomou as seguintes medidas:


a. Encaminhamento da matéria à Controladoria Geral da União, em setembro de 2009, para as providências cabíveis;


b. Determinação para que o grupo de acompanhamento do PAC procedesse ao exame do relatório, em conjunto com o Ministério de Minas e Energia e a Petrobras;


c. Participação em reunião de trabalho entre representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento, Petrobras e MME, após a inclusão da determinação de suspensão das obras da refinaria Abreu e Lima no Orçamento de 2010, aprovado pelo Congresso.


Nesta reunião, realizada em 20 de janeiro de 2010, “houve consenso sobre a viabilidade da regularização das pendências identificadas pelo TCU” nas obras da refinaria Abreu e Lima (conforme razões de veto de 26 de janeiro de 2009). Foi decidido, também, o acompanhamento da solução destas pendências, por meio de reuniões regulares entre o MME, o TCU e a Petrobras.


A partir daí, o Presidente da República decidiu pelo veto da proposta de paralisação da obra, com base nos seguintes elementos:


1) a avaliação de que as pendências levantados pelo TCU seriam regularizáveis;


2) as informações prestadas em nota técnica do MME que evidencia os prejuízos decorrentes da paralisação; e


3) o pedido formal de veto por parte do então Governador de Pernambuco, Eduardo Campos.


Este veto foi apreciado pelo Congresso Nacional, sendo mantido.


A partir de 2011, o Congresso Nacional, reconhecendo os avanços no trabalho conjunto entre MME, Petrobras e TCU, não incluiu as obras da refinaria Abreu e Lima no conjunto daquelas que deveriam ser paralisadas.


E a partir de 2013, tendo em vista as providências tomadas pela Petrobras, o TCU modificou o seu posicionamento sobre a necessidade de paralisação das obras da refinaria Abreu e Lima”.


A inconsistência da reportagem de Veja é evidente. As pendências apontadas pelo TCU nas obras da refinaria Abreu e Lima já haviam sido comunicadas, em agosto, à Casa Civil pelo Congresso e foram repassadas ao órgão  competente, a CGU.


Como fica evidente na nota, representantes do TCU, Comissão Mista de Orçamento do Congresso, Petrobras e do Ministério de Minas e Energia discutiram a solução das pendências e, posteriormente, o Congresso Nacional concordou com o prosseguimento das obras na refinaria.


Mais uma vez, Veja desinforma seus leitores e tenta  manipular a realidade dos fatos. Mais uma vez, irá fracassar.




quinta-feira, 20 de novembro de 2014

PF DO PARANÁ ABUSA E FAVORECE OS VERDADEIROS CORRUPTOS.