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terça-feira, 18 de agosto de 2015

INTELECTUAIS NÃO DARÃO ENTREVISTAS À VEJA, PORQUE ELA MENTE

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Para: Professores, Professoras, alunos e alunas do ensino superior
Diante das inúmeras notícias de imprecisões jornalísticas praticadas pela Revista Veja nos últimos 
anos, os/as Professoras, Professores e intelectuais abaixo-assinadas/os pedem à comunidade 
acadêmica brasileira e internacional e se comprometem pessoalmente a não servirem de fonte para 
a Revista Veja, recusando-se a falar para seus repórteres e profissionais, e a não manterem colunas 
ou blogues ligados a esta publicação para evitar conferir credibilidade intelectual a uma publicação 
que abandonou as práticas jornalísticas do contraditório e da investigação profunda e imparcial.
Os/as abaixo assinados/as também pedem a todos os/as Professores, Professoras, alunos e alunas 
de graduação e pós-graduação que, ao assinarem este documento, se comprometam a não utilizara 
Revista Veja como fonte de informação em qualquer trabalho, dissertação ou tese, a menos que 
esta publicação seja seu objeto de estudo.
Alessando Martins Prado – Professor da UEMS
Dimitri Dimoulis – Professor da Escola de Direito de São Paulo da FGV
Fabiana Severi – Professora de Direito da USP de Ribeirão Preto/SP
Fábio Balestro Floriano – Professor de Direito e Relações Internacionais
Fernando Costa Mattos – Professor de Filosofia na Universidade Federal do ABC/SP
Gisele Araújo – Doutora em Sociologia, Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
José Carlos Moreira da Silva Filho – Professor no Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais 
e na Faculdade de Direito da PUC-RS e Vice-Presidente da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça
Sergio Graziano – Doutor em Direito, Professor da Universidade de Caxias do Sul (RS), do Programa 
de Pós Graduação em Direito (Mestrado). Advogado Criminalista em Santa Catarina.
José Heder Benatti – Doutor em Ciência e Desenvolvimento Sustentável, Professor de Direito 
Agroambiental da Universidade Federal do Pará.
João Ricardo W. Dornelles – Professor PUC-Rio. Coordenador-Geral Núcleo Direitos Humanos 
PUC-Rio, Membro Comissao Estadual Verdade do Rio de Janeiro
José Rodrigo Rodriguez – Doutor em Filosofia pela UNICAMP. Professor do PPG da UNISINOS/RS 
e Pesquisador do CEBRAP – Núcleo Direito e Democracia/SP.
José Soares Filho – Juiz do Trabalho do TRT da 19ª. Região, Aposentado. Professor Universitário.
Katya Kozicki – Professora da UFPR e PUCPR
Marcella Beraldo de Oliveira – Doutora em Ciências Sociais – UNICAMP, Professora Adjunta de 
Antropologia na Universidade Federal de Juiz de Fora
Marcelo Cattoni – Professor da UFMG
Márcio Gontijo – Advogado em Brasília
Maria Cristina Cardoso Pereira- Profa. Adjunta do curso de direito da Universidade Federal de Goiás – 
CAJ
Marta Rodrigues Assis Machado – Professora Escola de Direito de São Paulo da FGV
Rogerio Dultra dos Santos -Doutor em Ciência Política, Professor da Faculdade de Direito da 
Universidade Federal Fluminense
Taysa Schiocchet – Professora do PPG da UNISINOS/RS
Uirá Menezes de Azevêdo – Professor de Direito da Univ. do Estado da Bahia (UNEB)
Vera Karam de Chueiri – Professora da UFPRssine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
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terça-feira, 7 de julho de 2015

FINALMENTE, DILMA DÁ NOME AOS GOLPISTAS. E ENFRENTA RADICAIS

PHA: DILMA DEVERIA USAR REDE NACIONAL E NÃO A FOLHA GOLPISTA

Entrevista à Fel-lha
foi um erro. Falta a da Veja

Por que legitimar o PiG ? Por que não falar ao POVO ?​


A Presidenta Dilma Dilma deu uma entrevista à Fel-lha (ver no ABC do C Af), onde disse: “a oposição é golpista”.

Uma acusação forte, direta ao coração da convenção do PSDB, aquela que pregou o Golpe (só de) branco.

A Fel-lha, como seria previsível, preferiu outra frase presidencial, menos relevante, como manchete da primeira página: “eu não vou cair”.

Mas, a escolha tem uma lógica: mantém acesa a chama do Golpe…

A entrevista à Fel-lha foi um desses desastres ferroviários, como diz o Mino Carta.

Deve ser coisa de petista de São Paulo.

Como o Mercadante, o General Assis Oliva (também no ABC do C Af), que entrou nas caminhonetes do DOI-CODI para dizer que a Fel-lhe foi um baluarte na defesa da Democracia.

Por que, amigo navegante, foi um desastre ferroviário a entrevista dela à Fel-lha ?

Primeiro, porque não terá a menor repercussão.

O número de leitores da Fel-lha é decadente, de forma acelerada, e essa edição, especialmente, pode entrar num buraco de fechadura, de tão fina.

É uma entrevista que, como diz o Lula, não chegará a São Caetano, porque a Fel-lha não passa de Santa Cecilia.

Segundo, a entrevista legitima a Fel-lha e o PiG.

A Fel-lha é personagem secundário – a Globo tem a liderança – , mas incansável, na batalha do Golpe.

E não é de hoje: desde sempre, desde que o “seu” Frias aderiu à Guerra da Secessão de 1932 e, depois, engordou a artilharia golberiana do IPES.

Ao dar uma entrevista exclusiva à Fel-lha, a Presidenta diz: a Fel-lha existe, é importante, relevante, logo, a Globo é mais ainda e a Veja também.

“Eu levo a sério esses detritos de maré baixa”, é o que essa entrevista significa.

O que deveria ter feito o petista de São Paulo que teve a ideia de jerico ?

Mandar a Presidenta para uma rede nacional de televisão, dentro do horário nobre.

Dentro da Babilônia, para alavancar a também decadente audiência do jornal nacional.

Entrar em rede nacional.

Falar com TODOS !

Com o POVO brasileiro !

E dizer: o PSDB, a Globo, a Fel-lha, o TCU do Nardes, o TSE do Gilmar e o Moro querem dar um Golpe para me derrubar !

Mas, eu não vou cair.

Podem confiar em mim, porque, eu, como o Lula que me elegeu, estamos aqui para te defender.

O petista de São Paulo que teve a ideia de jerico deveria se inspirar no Obama.

O Obama, logo no início do primeiro mandato, decidiu que não dava entrevista à Fox News do Murdoch, que vai murdochizar a Globo.

Porque considera que a Fox News não é uma emissora de televisão, mas um agente do Golpe.

E mais: na coletiva com a Dilma ao lado, quando desmoralizou aquela globinha, ele disse que, se a assessoria deixasse, ele dava uma coletiva TODO DIA !

Aqui, não !

A Presidente prefere dar entrevista aos minguados leitores de um instrumento do Golpe contra ela !

Mas, quando o amigo navegante pensa que chegou ao fundo do poço a relação da Presidenta com o POVO, a coisa pode piorar.

Um desses petistas de São Paulo ainda pode levar o filho do Robert(o) Civita para almoçar com a Presidenta e conceder uma entrevista às páginas amarelas do detrito sólido de maré.

Como fazem, na Veja, o Bernardo plim-plim e o zé da Justiça, a Presidenta, então, poderá falar mal do PT.

Viva o Brasil !
http://www.conversaafiada.com.br/pig/2015/07/07/entrevista-a-fel-lha-foi-um-erro-falta-a-da-veja/

sábado, 25 de outubro de 2014

TV TUCANA SUSPENDE ENTREVISTA COM MEDO DE CRÍTICAS AO GOLPE DO PIG

Rui Falcão, presidente nacional do PT, certamente iria falar sobre a intensa e criminosa campanha que a velha mídia (inclusive a Tv Cultura dos tucanos paulistas) fez contra Dilma. Na verdade, nem foi contra a candidata vitoriosa, mas contra o processo eleitoral democrático e contra o direito do cidadão-eleitor informar-se. 
Com medo de transmitir certas verdades que o PIG censura do povo, a TV cancelou a prometida entrevista. Veja a Nota Oficial do PT a respeito de mais esta censura: 
NOTA OFICIAL
O Partido dos Trabalhadores estranha e lamenta o cancelamento da entrevista do seu presidente nacional, Rui Falcão, no programa Roda Viva da próxima segunda-feira, dia 27. No dia 14 de outubro, a coordenação do programa entrou em contato com a Assessoria de Imprensa do partido para convidar o presidente para a entrevista. O convite foi aceito. A entrevista se realizaria apenas se a presidenta Dilma Rousseff vencesse o segundo turno das eleições. Ainda segundo a coordenação do programa, caso o candidato Aécio Neves vencesse, haveria uma entrevista com um representante do PSDB. No convite, a coordenação do programa destacou que essa entrevista é uma “tradição” da TV Cultura de São Paulo.
Hoje, sexta-feira (dia 24), no final da tarde, o editor do programa comunicou à assessoria do PT que a entrevista foi cancelada e que, no seu lugar, irá ao ar um debate entre jornalistas sobre o cenário pós-eleições.
O cancelamento ocorreu após a emissora já ter, inclusive, convidado e confirmado a participação dos jornalistas que comporiam a bancada de entrevistadores do programa. Entre eles estavam representantes dos jornais O Globo, Valor Econômico, Folha de S.Paulo e Estado de S.Paulo, além da rede internacional CNN.
Assessoria de Imprensa do PT Nacional

terça-feira, 14 de outubro de 2014

DILMA NÃO DEIXA NADA SEM RESPOSTA

Dilma: não dou sinal ao
mercado. Isso é coisa do outro

“Onde estão os envolvidos em escândalos como o Sivam e a Pasta Rosa ? Estão todos soltos !”
A Presidenta Dilma Rousseff fez duros comentários sobre a Operação Lava-jato ao comparar as investigações feitas nos governos do PT com as do PSDB, período em que Fernando Henrique Cardoso presidiu o país. “(As denúncias) Não são um ponto fora da curva. É que antes não se investigava. Quem não investiga, não acha”, declarou a candidata à reeleição em coletiva no Palácio da Alvorada nesta segunda-feira (13).

“Onde estão todos aqueles envolvidos em escândalos anteriores como Sivam e o da Pasta Rosa?  Estão todos soltos”, continuou Dilma para quem a Lava-jato “tem que ser aberta, pois tudo deverá ser investigado”.

No inicio do mandato do turcano, denúncias de corrupção e tráfico de influências em um contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) chegaram a derrubar um ministro e dois assessores presidenciais. Logo depois, a Procuradoria-Geral da República arquivou  os processos da chamada “pasta rosa”. Era uma alusão à pasta com documentos citando doações ilegais de banqueiros para campanhas eleitorais de políticos da base de sustentação do governo. 

Confrontada com a intenção de Aécio Neves (PSDB) de acabar com a reeleição, Dilma enfatizou: “Quem propõe o fim da reeleição foi quem criou, em um processo que não houve investigação. Hoje, estão todos soltos. Quero saber que negociação é esta que está por trás da proposta. É uma negociação dos tucanos? Essa é uma proposta que deve vir à mesa de forma clara. Não existe uma proposta teórica sobre reeleição. Tem que ter uma proposta muito concreta. Ninguém consegue fazer um governo efetivo em quatro anos.”

A presidenta participou na tarde de hoje de um ato de mobilização pela reforma política, bandeira do partido após as manifestações de junho de 2013. “Concordo com o fim do financiamento empresarial de campanha, o financiamento deve ser de pessoas físicas. É muito relevante o fim das coligações proporcionais. O mais relevante é o fato que não é possível reforma política sem apoio popular”, defendeu a petista para completar: “Considero que a reforma política é a condição para um efetivo combate à corrupção”.

“Não posso me posicionar sobre uma Assembleia Constituinte porque represento uma coligação, tenho que consultá-la. O centro pra mim é um plebiscito. Quem tem que votar é o povo brasileiro”, ponderou Dilma.

Questionada sobre a declaração de Marina Silva (PSB), que comparou Aécio Neves a Lula, quando o Presidente assinou a Carta aos Brasileiros, Dilma opinou: “A comparação  é infeliz, seja pela trajetória, seja pelo que realizaram. O que Lula fez pelo Brasil foi crescer, empregar. O que Aécio fez foi deixar uma dívida monstruosa no Estado. Lula fez uma revolução. Aécio deixou um estado endividado, sem investir 7 bilhões na saúde e R$ 8 bilhões na educação”, disse.

Dilma também foi perguntada sobre uma carta, que ela enviou a Fernando Henrique Cardoso, em 2011. “Eu mandei mesmo uma carta ao Fernando Henrique Cardoso. A estabilização da moeda é um ganho, mas não significou estabilização da economia. Estabilizar a moeda não é estabilizar a economia. Eles quebraram o país três vezes. Ele deixou o país com desemprego elevado. Vamos separar os cumprimentos, não foi pelo mandato geral dele. Eu não concordo em proibir escolas públicas federais. Os tucanos proibiram”, esclareceu a Presidenta.

Por fim, Dilma afirmou que não divulgará sua equipe econômica do segundo mandato e comentou a atual conjuntura no setor. “Eu não tenho que dar sinal para o mercado, como fez o Aécio, eu tenho que dar sinal para o povo. Nós teremos uma política duríssima contra a inflação, como já tivemos e vamos ter ainda mais. Não tem mágica a fazer. Querer que a gente tenha como impedir que haja flutuação de preços está descartado”, encerrou.


A seguir, outras frases da Presidenta:



Eu concordo com financiamento público de campanha

Não haverá reforma política sem o povo pressionando

Tenho interesse em receber manifestação das diferentes entidades

O Lula tentou três eu tentei uma (vez passar a reforma). É difícil porque essa é uma estão q divide. Só quem pode decidir isso é o povo.

Em parte, o que garante que o brasileiro possa colocar carne, ovo, leite na mesa é que nós criamos empregos

Eles sempre desempregaram. No meu governo foram criados 5 milhões de empregos

É importante lembrar como era antes: a fila dobrava o quarteirão por uma vaga de emprego

Antes de Lula passou por um momento em que as crianças não tinham o que comer

A campanha em questão era composta pelo PSB e pela Rede. O PSB não apóia totalmente uma ou outra. O Coutinho está com a gente

A eleição é algo democrático. Todo mundo tem direito de escolher quem vai apoiar

Todos os debates são importantes para dar uma métrica e esclarecer o eleito

Só tem um jeito de saber quem teve mais apoio, é no dia 26 de outubro

Eu não tenho nenhuma manifestação sobre pesquisa. Não é papel de presidente da república se manifestar sobre isso

Acho que pesquisa é importante. Mas todo mundo que conhece estatística sabe que varia

Eu já cumprimentei o Evo Morales e vou falar com ele amanhã. Ele é um grande presidente

tem muita demagogia em eleição. A imprensa é muito compreensiva com a crise de abastecimento de água de SP

Havendo seca, afeta o preço dos alimentos aqui, nos EUA, em todos os lugares. É temporário. E não tem mágica
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2014/10/13/dilma-nao-dou-sinal-ao-mercado-isso-e-coisa-do-outro/

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

DILMA É ENTREVISTADA HOJE POR BLOGUEIROS INDEPENDENTES

Dilma concede amanhã sua primeira entrevista a blogueiros

Por Renato Rovaisetembro 25, 2014 19:27
A presidenta Dilma Roussef vai conceder  amanhã, às 15h, no Palácio do Planalto, sua primeira entrevista a blogueiros. Estarão presentes oito blogues da chamada blogosfera progressista, popularmente conhecida como suja. Apelido gentilmente concedido pelo ex-candidato a presidência da República, José Serra, em 2010, no auge daquela campanha eleitoral.
A entrevista foi solicitada há dois meses pelo Barão de Itararé e pela Altercom. Na semana passada, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) retornou informando que a presidenta havia concordado em realizá-la e a data foi acertada.
Vão participar da coletiva Altamiro Borges (Blog do Miro), Conceição Oliveira (Blog da Maria Frô), Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania), Conceição Lemes (Viomundo), Miguel do Rosário (Cafezinho), Paulo Moreira Leite (247), Kiko Nogueira (Diário do Centro do Mundo) e Renato Rovai, este que vos escreve, representando a Revista Fórum.
É a primeira vez que um presidente da República concede entrevista a blogueiros no período  do processo eleitoral. O presidente Lula foi o primeiro a ser sabatinado pela blogosfera, mas isso aconteceu após a eleição de Dilma.
Este blogueiro já está pensando em algumas perguntas, mas gostaria muito de receber sugestões. Fique à vontade para depositá-las na caixa de comentários.
E amanhã antes e depois do encontro, vamos realizar pela Revista Fórum uma cobertura diferente. Fique atento.
http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/09/25/dilma-concede-amanha-sua-primeira-entrevista-blogueiros/

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

DILMA DESMONTOU O MASSACRE DO BOM DIA BRASIL, NA GLOBO

J. Carlos de Assis: Dilma reverte, na Globo, o massacre que iria sofrer

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

RAFAEL PATTO ANALISA A ENTREVISTA DE DILMA AO JORNAL NACIONAL

Domingo passado, eu estava em Camagüey, Cuba, e de lá assisti pela teleSUR o "Voces de Cambio", comandado pelo Victor Hugo Moráles.
Um quadro inteiro do programa foi dedicado à disputa presidencial no Brasil. A Telesur apresentou uma análise tão analítica (com o perdão do pleonasmo) que dificilmente verei uma tevê brasileira se dar ao trabalho de fazer algo no mesmo nível e com a mesma qualidade.
O maior mérito da matéria, a meu ver, foi o trabalho metalinguístico que se fez em torno da postura dos principais veículos de comunicação do Brasil na cobertura dessas eleições.
Ao mencionar a entrevista que a presidenta Dilma, candidata à reeleição, concedeu ao jornal nacional, o apresentador Victor Hugo enfatizou o fato de que, dos 14 minutos que representavam o tempo total da entrevista, dois foram consumidos apenas numa única e irritante pergunta feita pelo willian bonner. Além de muito longa, a pergunta continha uma vasta enumeração de órgãos do governo federal que foram alvo de denúncias de corrupção no noticiário brasileiro ao longo dos quatro anos de governo da presidenta Dilma (como se o simples fato de a imprensa denunciar significasse que a corrupção de fato existiu...).
Para tornar a pergunta mais cansativa e irritante para quem iria responder, Willian bonner fez questão de citar ministério por ministério, a tal ponto que, depois da exibição deste trecho da entrevista, o apresentador Victor Hugo Moráles soltou um "ufa!" e emendou: "a pergunta que eu me faço é como que a presidenta do Brasil conseguiu se manter serena durante esses infindáveis dois minutos de uma pergunta que foi elaborada de uma forma que não se justifica do ponto de vista do jornalismo..."
Eu acrescento: os tais "escândalos de corrupção do governo federal" que a imprensa golpista alardeia são balas de festim. Boa parte dos "escândalos" que a imprensa "denuncia", depois de apurados, revelam-se verdadeiras não-notícias ou notícias sobre nada, falsas denúncias. E os "denunciantes" sequer se dão o trabalho de restabelecer os elos e repor a verdade, desfazendo a impressão equivocada que produziram junto ao público. Deixam os resíduos, as meias-verdades, que vão sendo depositados na memória do telespectador e oportunamente são evocados - como nessa pergunta do willian bonner que não foi sobre casos concretos de corrupção (investigados, confirmados e punidos), mas sobre essa massa enorme de manchetes falsas sobre o mesmo assunto.
Por que o willian bonner não perguntou ao Aébrio NEVER sobre os escândalos de corrupção na secretaria de meio ambiente, na secretaria de planejamento, na secretaria de educação, na secretaria de saúde, na secretaria de governo etc. etc. etc. do estado de Minas??? Simplesmente porque esses escândalos não foram nem são denunciados pela imprensa: é como se não tivessem existido. Aébrio NEVER teria muito a esclarecer sobre malfeitos e desvios no governo de Minas, só que jamais será confrontado porque não existe jornalismo isento no Brasil. A imprensa golpista brasileira é um verdadeiro poleiro de tucanos.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

GLOBO ENTREVISTA DILMA, MAS NÃO A DEIXA FALAR!!!

Bonnner quis falar mais que Dilma na entrevista do Jornal Nacional

Por Renato Rovai



Uma das primeiras lições num curso de jornalismo é que entrevistador não deve falar muito. Deve ser direto nas perguntas e buscar ser o mais objetivo possível. Não significa que deva ser leniente e bondoso com o entrevistado. Pode interrompê-lo, cortá-lo etc, mas não deve fazer discursos.
Willian Bonner não é um jornalista habituado a fazer entrevistas. É um apresentador. E mais do que nunca sua falta de qualidade para realizar um dos fundamentos básicos da atividade ficou evidente na noite de hoje. Em vários momentos ele foi absolutamente circular nas suas falas e até pouco educado. Lembrou Henry Maksoud nos tempos em que fazia um programa na Gazeta, cujo nome era Henry Maksoud e Você. Mas que era apelidado de Henry Maksoud e Eu. Porque só o entrevistador falava.
Isso compromete não só o desempenho do entrevistado, como da entrevista. Dilma não foi mal no Jornal Nacional. Foi razoável e dificilmente ganhou ou perdeu algo. Saiu, como se diz no popular, no zero a zero. Mas ficou evidente em alguns momentos que foi prejudicada não pela falta de condições de responder, mas pela confusão criada pelo entrevistador que fazia um monte de questões num longo tempo e queria respostas rápidas.
Dilma, por exemplo, respondeu que não falaria sobre o julgamento do Supremo. Bonner começou dizendo que “houve corrupção em várias áreas do governo” e citou vários casos. E as duas CPIs da Petrobras. Dilma respondeu que “os governos que mais estruturaram os mecanismos de combate a corrupção” foram os dela e o de Lula. Que a PF ganhou autonomia, que há relação respeitosa com o MP, que nenhum Procurador Geral da República foi chamado de engavetador etc. A resposta estava dada, mas aí Bonner apelou para o mensalão e soltou uma frase de efeito no meio de um monte de considerações. “Seu partido teve um grupo de elite comprovadamente corrupto”. Dilma respondeu que não faria julgamento de uma decisão do Supremo Tribunal. Neste momento o entrevistador só faltou pular da mesa e exigir que ela respondesse o que lhe parecia mais adequado.
Foram aproximadamente dois minutos da entrevista nesta querela. E ali havia clara intenção do apresentador em fazer discurso, não de fazer perguntas.
Nas outras questões, Dilma também foi apertada. Como, aliás, outros candidatos também foram. E se saiu bem. Explicou que na saúde ainda há muitos problemas a enfrentar, mas que acha que já houve melhoras significativas. “Contratamos  mais 14.562  médicos e ampliamos a nossa de atendimento para mais de 50 milhões de brasileiros”, afirmou. E quando Bonner, tentou interrompê-la logo no começo de uma resposta falando que precisavam falar de economia, a presidenta deu-lhe uma resposta bolada: “Tenho maior prazer de falar da economia, Bonner”.
E foi muito bem ao falar de como o Brasil está enfrentando a crise econômica. “Não desempregando, não arrochando salários, não aumentando impostos. Qual era o padrão anterior?” Esse foi certamente seu melhor momento. Bonner falou de inflação alta e a presidenta teve de lhe informar o que todos os jornais têm registrado, que a inflação dos últimos meses é de 0%.
Ao final, a presidenta dialogou com a frase dita por Eduardo Campos e disse: “eu acredito no Brasil”.
Foi uma entrevista meio atarracada e Dilma sai do mesmo tamanho. Sem se ferir. O que para quem está em primeiro lugar, recuperando a imagem do seu governo e que terá o maior tempo de TV é uma boa notícia.

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/08/18/bonnner-quis-falar-mais-que-dilma-na-entrevista-jornal-nacional/