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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

REFORMAS, SÓ COM GRANDE PRESSÃO POPULAR RESPALDANDO A PRESIDENTA

A Conjuntura se acelera. A direita percebe o que está em jogo e ataca por todos os lados a proposta do Plebiscito de uma Reforma Política. E nós? Vamos assistir à história pela televisão?
A Presidente Dilma, que em sua primeira fala à nação priorizou a Reforma Política e falou do Plebiscito Oficial, deu uma longa entrevista para o Jornal Nacional.
Foi inquirida, com insistência, sobre a proposta de Reforma Política. E reiterou corajosamente a proposta.
O presidente do Senado, Renan Calheiros, já anunciou que é contra o Plebiscito e defende um mero referendo depois do Congresso Nacional pasteurizar uma proposta que chamarão de “Reforma Política”.
A mídia já deflagrou a campanha contra a proposta.
Esta semana estamos ingressando com o Projeto de Decreto Legislativo na Câmara dos Deputados e no Senado, propondo o Plebiscito Oficial com a mesma pergunta do Plebiscito Popular: “Você é a favor da convocação de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?”.
Rui Falcão, presidente do PT, deu entrevista ao Globo, defendendo esta iniciativa. 
A conjuntura se acelera e não podemos abandonar a Presidente Dilma que corajosamente sustenta a proposta construída pelos movimentos sociais.
Precisamos, com urgência, reunir todos que participaram nos comitês do Plebiscito Popular.
Temos que construir atividades que manifestem o apoio ao Plebiscito da Constituinte.
Se demorarmos nesta resposta seremos novamente atropelados pela direita, como ocorreu em junho de 2013.
Na V Plenária Nacional da Campanha da Constituinte, decidimos construir uma grande ação de lutas em março de 2015. Isso é importante.
Mas, neste momento, temos que nos posicionar, pressionar os parlamentares, defender o Plebiscito Oficial Constituinte.
Estamos todos exaustos dessa vitoriosa campanha em que a militância foi decisiva, mas neste momento temos que nos esforçar para enfrentar mais esta batalha decisiva.
Não podemos deixar que sepultem essa proposta como fizeram em junho de 2013.
Agora é o momento de erguer a bandeira do Plebiscito pela Constituinte.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

RAFAEL PATTO ANALISA A ENTREVISTA DE DILMA AO JORNAL NACIONAL

Domingo passado, eu estava em Camagüey, Cuba, e de lá assisti pela teleSUR o "Voces de Cambio", comandado pelo Victor Hugo Moráles.
Um quadro inteiro do programa foi dedicado à disputa presidencial no Brasil. A Telesur apresentou uma análise tão analítica (com o perdão do pleonasmo) que dificilmente verei uma tevê brasileira se dar ao trabalho de fazer algo no mesmo nível e com a mesma qualidade.
O maior mérito da matéria, a meu ver, foi o trabalho metalinguístico que se fez em torno da postura dos principais veículos de comunicação do Brasil na cobertura dessas eleições.
Ao mencionar a entrevista que a presidenta Dilma, candidata à reeleição, concedeu ao jornal nacional, o apresentador Victor Hugo enfatizou o fato de que, dos 14 minutos que representavam o tempo total da entrevista, dois foram consumidos apenas numa única e irritante pergunta feita pelo willian bonner. Além de muito longa, a pergunta continha uma vasta enumeração de órgãos do governo federal que foram alvo de denúncias de corrupção no noticiário brasileiro ao longo dos quatro anos de governo da presidenta Dilma (como se o simples fato de a imprensa denunciar significasse que a corrupção de fato existiu...).
Para tornar a pergunta mais cansativa e irritante para quem iria responder, Willian bonner fez questão de citar ministério por ministério, a tal ponto que, depois da exibição deste trecho da entrevista, o apresentador Victor Hugo Moráles soltou um "ufa!" e emendou: "a pergunta que eu me faço é como que a presidenta do Brasil conseguiu se manter serena durante esses infindáveis dois minutos de uma pergunta que foi elaborada de uma forma que não se justifica do ponto de vista do jornalismo..."
Eu acrescento: os tais "escândalos de corrupção do governo federal" que a imprensa golpista alardeia são balas de festim. Boa parte dos "escândalos" que a imprensa "denuncia", depois de apurados, revelam-se verdadeiras não-notícias ou notícias sobre nada, falsas denúncias. E os "denunciantes" sequer se dão o trabalho de restabelecer os elos e repor a verdade, desfazendo a impressão equivocada que produziram junto ao público. Deixam os resíduos, as meias-verdades, que vão sendo depositados na memória do telespectador e oportunamente são evocados - como nessa pergunta do willian bonner que não foi sobre casos concretos de corrupção (investigados, confirmados e punidos), mas sobre essa massa enorme de manchetes falsas sobre o mesmo assunto.
Por que o willian bonner não perguntou ao Aébrio NEVER sobre os escândalos de corrupção na secretaria de meio ambiente, na secretaria de planejamento, na secretaria de educação, na secretaria de saúde, na secretaria de governo etc. etc. etc. do estado de Minas??? Simplesmente porque esses escândalos não foram nem são denunciados pela imprensa: é como se não tivessem existido. Aébrio NEVER teria muito a esclarecer sobre malfeitos e desvios no governo de Minas, só que jamais será confrontado porque não existe jornalismo isento no Brasil. A imprensa golpista brasileira é um verdadeiro poleiro de tucanos.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

GLOBO ENTREVISTA DILMA, MAS NÃO A DEIXA FALAR!!!

Bonnner quis falar mais que Dilma na entrevista do Jornal Nacional

Por Renato Rovai



Uma das primeiras lições num curso de jornalismo é que entrevistador não deve falar muito. Deve ser direto nas perguntas e buscar ser o mais objetivo possível. Não significa que deva ser leniente e bondoso com o entrevistado. Pode interrompê-lo, cortá-lo etc, mas não deve fazer discursos.
Willian Bonner não é um jornalista habituado a fazer entrevistas. É um apresentador. E mais do que nunca sua falta de qualidade para realizar um dos fundamentos básicos da atividade ficou evidente na noite de hoje. Em vários momentos ele foi absolutamente circular nas suas falas e até pouco educado. Lembrou Henry Maksoud nos tempos em que fazia um programa na Gazeta, cujo nome era Henry Maksoud e Você. Mas que era apelidado de Henry Maksoud e Eu. Porque só o entrevistador falava.
Isso compromete não só o desempenho do entrevistado, como da entrevista. Dilma não foi mal no Jornal Nacional. Foi razoável e dificilmente ganhou ou perdeu algo. Saiu, como se diz no popular, no zero a zero. Mas ficou evidente em alguns momentos que foi prejudicada não pela falta de condições de responder, mas pela confusão criada pelo entrevistador que fazia um monte de questões num longo tempo e queria respostas rápidas.
Dilma, por exemplo, respondeu que não falaria sobre o julgamento do Supremo. Bonner começou dizendo que “houve corrupção em várias áreas do governo” e citou vários casos. E as duas CPIs da Petrobras. Dilma respondeu que “os governos que mais estruturaram os mecanismos de combate a corrupção” foram os dela e o de Lula. Que a PF ganhou autonomia, que há relação respeitosa com o MP, que nenhum Procurador Geral da República foi chamado de engavetador etc. A resposta estava dada, mas aí Bonner apelou para o mensalão e soltou uma frase de efeito no meio de um monte de considerações. “Seu partido teve um grupo de elite comprovadamente corrupto”. Dilma respondeu que não faria julgamento de uma decisão do Supremo Tribunal. Neste momento o entrevistador só faltou pular da mesa e exigir que ela respondesse o que lhe parecia mais adequado.
Foram aproximadamente dois minutos da entrevista nesta querela. E ali havia clara intenção do apresentador em fazer discurso, não de fazer perguntas.
Nas outras questões, Dilma também foi apertada. Como, aliás, outros candidatos também foram. E se saiu bem. Explicou que na saúde ainda há muitos problemas a enfrentar, mas que acha que já houve melhoras significativas. “Contratamos  mais 14.562  médicos e ampliamos a nossa de atendimento para mais de 50 milhões de brasileiros”, afirmou. E quando Bonner, tentou interrompê-la logo no começo de uma resposta falando que precisavam falar de economia, a presidenta deu-lhe uma resposta bolada: “Tenho maior prazer de falar da economia, Bonner”.
E foi muito bem ao falar de como o Brasil está enfrentando a crise econômica. “Não desempregando, não arrochando salários, não aumentando impostos. Qual era o padrão anterior?” Esse foi certamente seu melhor momento. Bonner falou de inflação alta e a presidenta teve de lhe informar o que todos os jornais têm registrado, que a inflação dos últimos meses é de 0%.
Ao final, a presidenta dialogou com a frase dita por Eduardo Campos e disse: “eu acredito no Brasil”.
Foi uma entrevista meio atarracada e Dilma sai do mesmo tamanho. Sem se ferir. O que para quem está em primeiro lugar, recuperando a imagem do seu governo e que terá o maior tempo de TV é uma boa notícia.

http://www.revistaforum.com.br/blogdorovai/2014/08/18/bonnner-quis-falar-mais-que-dilma-na-entrevista-jornal-nacional/

JORNAL NACIONAL TORNA ENTREVISTA UM ATO POLÍTICO-PARTIDÁRIO

Dilma já enfrentou torturadores piores que os do Jornal Nacional

A presidente da República bem que poderia ter incorporado o espírito de Leonel Brizola e, após ter dito tudo que tantos brasileiros têm a dizer sobre a Globo, deixado William Bonner e Patrícia Poeta fazendo suas caras e bocas (de nojo) sozinhos. Se não fosse uma dama, poderia ter dito que recebeu o Jornal Nacional para ser entrevistada, não para ser agredida.
O que se viu na noite de terça-feira, 18 de agosto de 2014, na TV Globo, não foi uma entrevista dura como foram – em alguma medida – aquelas a que foram submetidos Aécio Neves e Eduardo Campos. Foi uma agressão, um desrespeito.
E não só pelo tom dos entrevistadores, mas pelo tempo que gastaram com suas perguntas. Bonner e Poeta gastaram um terço dos 15 minutos que durou a entrevista. Mais especificamente, 4 minutos e 48 segundos. Isso sem contar o tempo das interrupções. Não houve nada igual nas entrevistas com Aécio Neves e Eduardo Campos.
Aqui se poderia questionar o teor das perguntas. No caso da pergunta sobre saúde, por exemplo, com Poeta fazendo caras e bocas (de nojo), opinou que 12 anos seria “tempo demais” para Dilma não consertar problemas que a saúde pública no Brasil ostenta há 500 anos.
Dilma poderia ter respondido isso, que os problemas da saúde do país não têm 12 anos e que não serão solucionados completamente por governante nenhum em um, dois ou três mandatos, mas preferiu se restringir às suas responsabilidades em respeito ao público.
Sobre corrupção, Dilma também poderia ter respondido à pergunta de Bonner com outra. Poderia ter perguntado que governante brasileiro, entre prefeitos e governadores, não tem problemas de corrupção entre seus comandados.
Dilma poderia, por exemplo, ter dito que o escândalo dos trens em São Paulo envolve “módicos” 11 bilhões de reais e que não houve nada sequer parecido em seu governo.
Mas Dilma é uma dama e uma mulher ciente de suas responsabilidades. Não seria uma sessão de tortura psicológica levada a cabo por aprendizes de torturadores que iria fazê-la perder a linha ou esmorecer. Faltou competência ao casal de energúmenos até para exercer o poder dos torturadores.
Mas se Dilma não cedeu nem à tortura física da ditadura, não seriam um mauricinho e uma patricinha de quinta que iriam dobrá-la.
Em 18 de agosto de 2014, com seu casalzinho de torturadores perfumados, a Globo fez lembrar ao país que continua sendo aquela mesma Globo que rastejou aos pés da ditadura para que esta lhe enchesse os bolsos com dólares que os americanos aqui despejaram para destruir a nossa democracia, para seviciar nosso povo durante mais de vinte anos.
A data dessa sessão de tortura midiática entra agora para a história do jornalismo brasileiro como exemplo de falta de compostura profissional. Bonner e Poeta teriam feito papel menos odioso se emulassem os energúmenos que, na abertura da Copa, vociferaram o infame “Dilma, VTNC”. Só faltou berrarem isso diante da presidente da República.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/08/dilma-ja-enfrentou-torturadores-piores-que-os-do-jornal-nacional/

sexta-feira, 25 de julho de 2014

GLOBO SERÁ O "HORÁRIO ELEITORAL" DO PSDB E PSB

A aposta no “horário eleitoral” do JN

Por Altamiro Borges

Na disputa presidencial de 2014, as forças de oposição – a velha e a dissidente – saíram em desvantagem no horário eleitoral “gratuito” de rádio e tevê, que começa em 19 de agosto. Devido à costura de alianças mais amplas, Dilma Rousseff conquistou quase metade do tempo para expor o balanço do seu governo, fazer o contraponto ao triste reinado de FHC, desmascarar as “medidas impopulares” dos neoliberais e apresentar suas propostas de mudanças para o futuro. Mas isto parece que não abalou Aécio Neves e Eduardo Campos, segundo informa Julia Duailibi, um das poucas vozes críticas do Estadão. A jornalista revela que os oposicionistas pretendem apostar as suas fichas no “horário eleitoral” da TV Globo.

“As campanhas dos principais candidatos da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), dão menos importância ao horário eleitoral que à cobertura do Jornal Nacional, da Rede Globo, o telejornal de maior audiência do País. Nos bastidores, os integrantes das campanhas dizem que a cobertura do Jornal Nacional sobre o dia dos candidatos, que começará em agosto, pouco antes do horário eleitoral na TV, tornou-se mais importante que a propaganda oficial. Minimizam, assim, a vantagem que a líder nas pesquisas, Dilma Rousseff (PT), tem de tempo do horário eleitoral - a petista terá mais de 11 minutos de exposição contra pouco mais de quatro minutos de Aécio e quase dois minutos de Campos”.

Os comandos das duas campanhas não confessaram os reais motivos deste “foco” no JN – nem a colunista polemizou com as razões apresentadas. Eles apenas alegaram “que a população tende a olhar com menos desconfiança para a informação que vem de um telejornal. A propaganda oficial, comandada pelos marqueteiros, já deixaria o eleitor desconfiado e atento ao ‘pega na mentira’ do candidato... As campanhas de Aécio e Campos dizem que o jogo só começará a ser jogado com o início dessa cobertura na TV. A Globo ainda não divulgou os detalhes da cobertura, mas as campanhas afirmam que ela começará no dia 4 de agosto e que os principais candidatos devem ter o mesmo tempo de aparição”.

Mas não é preciso ser um gênio para entender o “foco” no JN – o telejornal de maior audiência da tevê brasileira, apesar do acentuado declínio dos últimos anos. A famiglia Marinho não esconde seu feroz oposicionismo à atual presidenta. Isto ficou explícito no julgamento midiático do chamado “mensalão do PT” e também na cobertura “vira-lata” dos preparativos da Copa do Mundo. Agora, a TV Globo, com seus “calunistas” regiamente pagos, faz de tudo para criar um clima de pessimismo com os rumos da economia. Aécio e Campos sabem que este tipo de cobertura “imparcial” serve para dificultar a reeleição de Dilma Rousseff e para alavancar as campanhas oposicionistas.

Ou seja: a disputa presidencial terá na televisão – especialmente na Rede Globo – um decisivo campo de batalha. Como o governo Dilma não fez nada para coibir este brutal poder de manipulação da sociedade, é bom que a sua campanha utilize bem o horário “gratuito” que ainda resta na rádio e tevê para politizar a sociedade. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidata petista terá 11 minutos e 48 segundos em cada bloco de 25 minutos de propaganda; o tucano Aécio Neves ficará com 4 minutos e 31 segundos; e o dissidente Eduardo Campos terá 1 minuto e 49 segundos. Todos os outros oito candidatos que disputam a presidência terão menos tempo ainda de exposição.

http://altamiroborges.blogspot.nl/2014/07/a-aposta-no-horario-eleitoral-do-jn.html#more

segunda-feira, 9 de junho de 2014

PODER DA GLOBO SOBRE O POVO IMPRESSIONA REVISTA INGLESA

Economist e a hegemonia da Globo





Por Miguel do Rosário, no blog O Cafezinho:

Essa matéria da Economist faz algumas comparações arrepiantes entre o tamanho da Globo no Brasil e o tamanho das principais TVs norte-americanas. Arrepiante por duas razões: 1) eu, que escrevo há anos sobre mídia, nunca tive acesso a essa informação; 2) agora temos noção melhor do papel nocivo da Globo na democracia brasileira.

A parte da reportagem que mais me interessou, como eu disse acima, foi a comparação entre Brasil e EUA, feita nos dois primeiros parágrafos. Eu mesmo traduzo:

Quando a Copa do Mundo começar no dia 12 de junho, dezenas de milhões de brasileiros irão assistir às festas na TV Globo, o principal canal aberto da televisão do país. Mas para a Globo será apenas mais um dia de grande audiência. Não menos que 91 milhões de pessoas, pouco menos da metade da população, passa pelo canal durante o dia: o tipo de audiência que, nos EUA, acontece apenas uma vez ao ano, e apenas para o canal que ganha o direito, naquele ano, de exibir o Super Bowl, o jogo dos campeões do futebol americano. 

A Globo é certamente a empresa mais poderosa do Brasil, dado o seu alcance em tantos lares. O seu concorrente mais próximo, a Record, tem uma audiência de apenas 13%. O canal de TV mais popular dos Estados Unidos, a CBS, tem apenas 12% da audiência durante o horário nobre, e seus principais concorrentes oscilam em torno de 8%.

(…) 

Em outro trecho da matéria, comenta-se o poder da Globo de moldar comportamentos no Brasil. “Seus programas também moldam a cultura nacional”. Não é assustador que esse poder fique concentrado em mãos de uma só empresa, de uma empresa que, por sua vez, consolidou-se na ditadura e que tem uma postura fortemente partidária e ideologizada?

A revista comenta que, em outros países latino-americanos, como na Argentina e no México, os governos estão combatendo o excesso de poder da mídia, mas o “governo brasileiro é mais dócil em relação aos proprietários de mídia”.

Repare que a Economist sequer faz qualquer reparo “antibolivariano”, tanto que ela toma o cuidado de citar um governo de esquerda (Argentina) e um de direita (México).

E aí, Dilma, agora entende porque precisamos de uma lei para dar fim a esse monopólio? A hegemonia da Globo já está causando estranheza internacional! O mundo está olhando mais para nosso país e uma das coisas que o tem surpreendido negativamente é a concentração midiática, que é uma faceta de nosso atraso cultural e político.

Afinal, queremos ou não ser um país democrático?

http://altamiroborges.blogspot.nl/2014/06/economist-e-hegemonia-da-globo.html#more

sábado, 7 de junho de 2014

GLOBO QUIS O POVO ODIANDO O BRASIL, E ACABOU SENDO ODIADA (VÍDEO)



Por Altamiro Borges

Na semana passada, na chegada da seleção brasileira para o amistoso contra o Panamá em Goiânia, houve um protesto contra a TV Globo, como registra o vídeo acima. Na ocasião, o blogueiro Miguel do Rosário, do sempre atento “O Cafezinho”, comentou a cena emblemática: “Parece que o feitiço está virando contra o feiticeiro. O povo já sacou que a Globo está por trás dessa campanha maldita para detonar a autoestima nacional e para fazer o brasileiro odiar a si mesmo e a seu país. Neste domingo, populares hostilizaram a TV Globo durante a chegada da seleção brasileira. Ninguém gritou ‘não vai ter Copa’ e sim: ‘PIG, fora!’ e ‘Rede Globo, vá tomar no…’ O gigante acordou”.

Já nesta sexta-feira (6), a jornalista Keila Jimenez, da coluna Outra Canal da Folha, dá outra notícia que demonstra os temores do império global. “O caminhão de Fátima Bernardes mal saiu e já teve de ser estacionado escondidinho na garagem da Rede Globo. A emissora cancelou as edições itinerantes do ‘Encontro com Fátima Bernardes’, em que a musa da Copa de 2002 visitaria as principais cidades brasileiras… A ideia era transmitir o programa de um local próximo aos estádios-sedes dos jogos do Mundial. A atração caiu na estrada em abril, com parada em Belo Horizonte. A primeira e a última, por enquanto. Demandando alto investimento, o projeto do caminhão foi cancelado durante a Copa”.

“Segundo fontes do programa, trata-se de uma medida de segurança da Globo, temendo manifestações e protestos mais violentos que podem ocorrer no período”, revela a jornalista. A emissora negou o medo e alegou que o motivo foi logístico – uma desculpa esfarrapada. Primeiro faz altos investimentos no caminhão e depois descobre falhas logísticas! O que é mais provável é que a emissora, liderada por Ali Kamel, seu diretor de jornalismo, tenha calibrado mal a cobertura da Copa. Por motivos econômicos, ela dá amplos espaços na programação ao evento – e já recebeu R$ 1,4 milhão em patrocínios. Já por razões políticas, ela joga contra a Copa no Brasil, visando desgastar a presidente Dilma Rousseff.

Em fevereiro passado, o jornalista Daniel Castro, do site “Notícias da TV”, vazou um documento da emissora recomendado a seus repórteres que evitassem “pautas positivas” do evento. No comunicado, a Globo orientava os seus profissionais, principalmente os do Jornal Nacional, que denunciassem as “irregularidades” da Copa. Isto explica porque tanto destaque aos atrasos nas obras e às denúncias sobre o aumento dos custos dos estádios. “Os jornalistas da TV Globo entenderam a mensagem da seguinte forma: não se deve enaltecer a Copa para não passar a mensagem de que a emissora é aliada da Fifa, organizadora do evento”, comentou, na ocasião, Daniel Castro.

Pelo jeito, a TV Globo exagerou na “pauta negativa” e agora teme dos protestos de rua. Nem o caminhão da Fatima Bernardes resistiu ao medo!

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/06/06/povo-poe-a-globo-para-correr/

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O GIGANTE COMEÇA A ACORDAR: JORNAL NACIONAL DESPENCA NO IBOPE

domingo, 13 de abril de 2014

JORNAL NACIONAL NA SEMANA: 57 MINUTOS CONTRA O PT, 2 CONTRA PSDB!!!

ONTEM FOI ENCERRADO O BALANÇO SEMANAL DO “JORNAL NACIONAL”.

JN1 De segunda a sexta, foram 56 minutos e 57 segundos de reportagens contra o PT. Contra o PSDB, foi 1 minuto e 48 segundos. Para saber mais sobre os números citados acima, acesse a reportagem completa no link que será disponibilizado no fim do texto.
Esse número é ainda mais espantoso se levarmos em conta três fatos:
1) Na quinta-feira o pré-candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pelo crime de lavagem de dinheiro pela Polícia Federal. A notícia teve só 38 segundos no “Jornal Nacional”.
2) A maior cidade do país (São Paulo) está muito próxima de um racionamento de água. Obras de abastecimento são de responsabilidade do governo estadual, ocupado pelo PSDB há 20 anos. Isso deveria ter bastantes espaço no “JN”, mas não teve.
3) Uma parte considerável no noticiário anti-PT foi dedicada ao Deputado Federal André Vargas, que é acusado de ter envolvimento com um doleiro preso, pois andou no ”jatinho” do mesmo. A questão é que o senador Álvaro Dias, do PSDB, já andou nesse mesmo jatinho, segundo uma reportagem da Folha de 04 de março de 2001. Nada foi falado na Globo sobre isso. O link para a reportagem da Folha é:http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0403200125.htm
O link da reportagem completa sobre a cobertura semanal do “Jornal Nacional” é http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/136591/A-resposta-da-Globo-a-Dilma.htm
http://desmascarandoglobofolha.wordpress.com/

sábado, 12 de abril de 2014

QUER PROVAS DO PARTIDARISMO DA GLOBO? EIS ALGUMAS:

A resposta da Globo a Dilma


Eduardo Guimarães, em seu Blog da Cidadania (link ao final)
A coluna da jornalista Monica Bergamo na Folha de São Paulo da última quinta-feira feira (10) deu uma informação algo surpreendente: na segunda-feira (8) a presidente Dilma Rousseff recebeu o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, que foi a ela com pleitos sobre a suposta interferência da rede de telefonia celular 4G na transmissão de tevê digital.
Segundo a jornalista em questão, Dilma teria manifestado a Marinho desconforto com o noticiário da Globo contra o governo federal. A matéria, tal como foi veiculada na coluna de Bergamo, deixa entender que a presidente teria, de alguma forma, vinculado o atendimento do pleito do barão da mídia a maior comedimento no partidarismo político da Globo.
Não se sabe se houve mesmo algo nesse sentido, mas não parece verossímil que Dilma propusesse tal barganha. O mais provável é que ela apenas tenha aproveitado a oportunidade, mas sem proposição de qualquer troca de favores. Até porque, para os barões da mídia seria uma troca muito aquém de suas pretensões hegemônicas.
Seja como for, Dilma teria ponderado com Marinho que sua emissora vem “carregando nas tintas” do noticiário contra o governo federal, e não só no caso Petrobrás. O Jornal Nacional da mesma terça-feira em que o vice-presidente da Globo e a presidente da República se encontraram teve 16 minutos de pancadaria contra o governo.
O telejornal em questão tem duração de pouco mais de 30 minutos. Ou seja: a Globo gastou metade de seu principal telejornal para atacar o governo com atraso nas obras da Copa, críticas à economia e, claro, com ataques à Petrobrás.
Naquele mesmo dia, enquanto Dilma e Marinho se encontravam, Lula dava entrevista a blogueiros…
Na noite do mesmo 8 de abril, o Jornal Nacional começou a artilharia com uma matéria sobre atraso em obras da Copa que durou 4:01 minutos. Mais 2:27 minutos foram gastos com o tema que levou Marinho a Dilma, a interferência da rede 4G na TV digital. E mais pancadaria sobre o governo com matéria sobre baixocrescimento da economia que durou 35 segundos, com o caso do deputado André Vargas por 2:47 minutos, com ataques à Petrobrás por 3:08 minutos, com a CPI da Petrobrás por mais 2:36 minutos. No total, foram 15 minutos e 56 segundos de espancamento do governo.
Até aí, a ponderação de Dilma com Marinho talvez não pudesse ter surtido efeito; tinham conversado horas antes da edição massacrante do JN. Vejamos, então, o que ocorreu nos dias seguintes.
Em 9 de abril, em 5 minutos de Jornal Nacional, durante 21 segundos o primeiro ataque ao governo Dilma se dá na questão da energia elétrica, supostamente subfaturada aos brasileiros por razões políticas. Eis que, como que para afetar “isenção”, o JN apresenta uma reportagem de 1:05 minuto desfavorável ao PSDB, sobre oracionamento de água que já ocorre na grande São Paulo, mas a Globo não diz. E a reportagem não toca na responsabilidade do governo Alckmin, apenas apresenta o problema que pode se abater sobre a grande São Paulo. Porém, logo o telejornal retoma o ataque ao governo. Foram 2:38 minutos para o deputado André Vargas, 2:04 minutos para a inflação, 2:58 minutos para a CPI da Petrobrás. Ao total, foram 7:23 minutos contra o governo do PT e 1:05 minuto contra o do PSDB.
Em 10 de abril, dia da nota na Folha sobre a queixa de Dilma a Marinho, mais 2:19 minutos para inflação, 2:02 minutos para incentivar as pessoas a economizarem água em São Paulo (uma bela ajuda a Alckmin), 2:39 minutos para criticar atraso nas obras das Olimpíadas de 2016, 38 segundos (isso mesmo, 38 segundos) para noticiar que o ex-ministro de FHC e candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais (Pimenta da Veiga) foi indiciado por lavagem de dinheiro, 43 segundos contra o deputado André Vargas, 4:25 minutos para vincular Dilma e Lula a compra por FHC em 2001 de usinas termelétricas da Alstom (o que obrigou os petistas a manterem contratos que o tucano assinou), 23 segundos contra a Petrobrás e 1:44 minutos para dar razão à oposição contra o governo na ampliação do escopo da CPI da Petrobrás, atacando decisão de Renan Calheiros de permitir a investigação, também, de escândalos envolvendo PSDB e PSB. No total, foram 12:23 minutos contra o governo, 2:02 minutos a favor de Alckmin e 43 segundos contra o PSDB.
Em 11 de abril, o JN começa com Dilma na defensiva, dando explicações sobre a inflação em matéria de 52 segundos. Em seguida, notícia distorcida de 2:21 minutos de duração sobre recuo na atividade econômica, reportagem de 23 segundos sobre problemas nas obras da Copa, reportagem de 1:57 minuto sobre corrupção na Petrobrás, mais 1:36 minuto sobre o mesmo tema e mais 33 segundos sobre o doleiro envolvido com o deputado André Vargas. Desta vez, foram “só” 7:10 minutos, mas só contra o governo Dilma e o PT, sem nada contra a oposição.
Em ano eleitoral, quando a mídia escolhe maioria tão avassaladora de matérias desfavoráveis a um lado e gasta tão pouco contra o outro lado, provoca efeitos eleitorais. Alguns dirão que tudo que o JN noticiou contra o governo Dilma e o PT tinha que ser noticiado. Só que não existem problemas só desse lado.
O caso de Pimenta da Veiga, candidato do presidenciável Aécio Neves ao governo de Minas e que foi indiciado por lavagem de dinheiro, por certo mereceria bem mais do que 38 segundos. O racionamento de água no maior centro urbano da América Latina – bem como as responsabilidades pelo problema – mereceria muito mais atenção de um jornalismo sério. O escândalo do cartel de trens em São Paulo, já em fase adiantada de investigação, inclusive com políticos do PSDB sendo investigados pelo STF, esse sumiu de vez.
Ao deputado André Vargas poder-se-ia contrapor Robson Marinho, homem forte do tucanato paulista no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e que está envolvido até o pescoço no escândalo dos trens paulistas, mas continua trabalhando normalmente. Ou poder-se-ia contrapor o caso de Pimenta da Veiga, muito mais grave. Mas o JN faz suas escolhas…
O que impressiona é a presidente Dilma ter achado – se é que a matéria de Monica Bergamo é verdadeira – que poderia chamar um dos irmãos Marinho à razão. Aliás, melhor dizendo, chamá-lo à responsabilidade, já que, por ser uma concessão pública, a faixa do espectro radioelétrico que a Globo ocupa não pode ser usada com fins político-partidários.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/a-resposta-da-globo-a-dilma/

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

GLOBO ENGANA VOCÊ SOBRE A COPA, E GANHA COM A FIFA!