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sexta-feira, 16 de maio de 2014

ALCKMIN PODE RACIONAR ÁGUA NO VALE DO PARAÍBA, SUA REGIÃO NATAL

Vale pode ter racionamento a partir de 2015, alerta Sabesp

Para ambientalistas, transposição terá impactos negativos na região. Foto: Marcelo Caltabiano
Para ambientalistas, transposição terá impactos negativos na região. Foto: Marcelo Caltabiano
Segundo superintendente da empresa, medida deve ser adotada caso o próximo verão tenha um período de estiagem tão grande quanto o deste ano; risco aumenta pressões contra transposição do rio Paraíba
Lauro Lam Especial para O Vale
O superintendente regional da Sabesp, Oto Elias Pinto, admite a possibilidade de racionamento de água na RMVale a partir de 2015.
A medida, segundo ele, seria adotada caso ocorra no próximo verão uma seca tão rigorosa quanto a deste ano.
O assunto preocupa tanto que uma reunião no Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba do Sul foi marcada para o próximo dia 28 para analisar o atual cenário dos reservatórios da região e os possíveis impactos de um prolongamento da estiagem.
“Vamos intensificar a cons-cientização sobre o uso da água, pois se a estiagem continuar neste ritmo o racionamento poderá acontecer no ano que vem. Para este ano não há risco, mas para 2015 há”, disse o superintendente da Sabesp após evento na Câmara de São José anteontem.
Ele ressalta que o atual padrão de consumo de água precisa ser revisto, citando como exemplo o caso de São José. A cidade registra atualmente um consumo médio diário de 180 litros de água por habitante, bem acima dos 110 litros per capita recomendados pela ONU (Organização das Nações Unidas).
“É preciso fazer um trabalho de reeducação, o que é um desafio”, afirmou.

Polêmica. Com a possibilidade de um racionamento de água para 2015 na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, aumentam as pressões contrárias ao projeto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) de fazer a transposição das águas da Bacia do rio Paraíba do Sul para salvar o abastecimento da Grande São Paulo.
A ideia do tucano é levar água a partir da represa do Jaguari, em Igaratá, até o sistema Cantareira com um canal de cerca de 15 quilômetros de extensão --uma obra avaliada em R$ 500 milhões.
Para especialistas, a transposição traria muitos impactos negativos à RMVale.
“A solução temporária para a Grande São Paulo pode comprometer o abastecimento do Vale, afetando mais de 2 milhões de pessoas. É muita gente para pouca água. O governo do Estado deveria repensar em alternativas, como a manutenção das nascentes, despoluindo fontes que poderiam ser utilizadas para captação de água”, analisou o ambientalistas Lincoln Delgado. 
http://www.ovale.com.br/vale-pode-ter-racionamento-a-partir-de-2015-alerta-sabesp-1.529123

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

JUNINHO ORTIZ TENTA NOVAS CHICANAS CONTRA CASSAÇÃO DEFINITIVA

Caso FDE: novos documentos são enviados 

ao processo contra Ortiz Junior

O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior
O prefeito de Taubaté, Ortiz Junior_Foto: Arquivo
Prefeito tenta reverter cassação de mandato determinada pela Justiça de Taubaté por suposto abuso de poder econômico nas eleições
Gazeta de Taubaté
Os advogados do prefeito Ortiz Junior (PSBD) enviaram ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) novos documentos relativos ao processo que pede a cassação do mandato do tucano.
Os papéis foram protocolados na última sexta-feira.
"Esses arquivos foram juntados há muito tempo, e por questões burocráticas, só agora foram cadastrados. Por conta das denúncias, houve vários outros processos menores, inquéritos civis, que tivemos que buscar novos documentos e enviá-los", afirmou o advogado Marco Aurélio Toscano.
"Ao meu ver, não há nenhuma mudança prática por enquanto. São documentos do ano passado e que só agora foram protocolados", disse.
Memória. 
Ortiz Junior teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral de Taubaté em agosto do ano passado por suposto abuso de poder econômico e político nas eleições de 2012. A sentença é extensiva ao vice-prefeito Edson Oliveira (PTB).
O prefeito e o pai dele, o ex-prefeito José Bernardo Ortiz (PSDB), são acusados pelo Ministério Público Eleitoral de orquestrar um esquema de corrupção, envolvendo desvio de recursos públicos da educação estadual, em benefício da campanha tucana de 2012.
As irregularidades teriam ocorrido via FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), entidade ligada ao Estado e que era presidida pelo ex-prefeito na época.
O prefeito e o vice poderão continuar nos cargos até que todos os seus recursos sejam julgados nas instâncias superiores. Caso a decisão seja mantida, uma nova eleição deverá ser realizada.

No ataque. 

Para o vereador oposicionista Salvador Soares (PT), a indefinição do processo contra Ortiz prejudica a administração da cidade.
"O prefeito não tem cabeça para administrar a cidade e se defender ao mesmo tempo, e isso é um problema. Ao invés de planejar a cidade, ele está tendo que buscar argumentos para se defender perante a Justiça", afirmou.
"Independente da cassação ou não, precisamos de uma resposta rápida da Justiça."
http://www.ovale.com.br/regiao/caso-fde-novos-documentos-s-o-enviados-ao-processo-contra-ortiz-junior-1.500635