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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

POVO VOLTA ÀS RUAS PELA DEMOCRACIA E CONTRA GOLPE

Movimentos sociais fortalecem Frente Brasil Popular com manifestações

Para consolidar a unidade das forças políticas e sociais que deram o pontapé inicial à Frente Brasil Popular (FBP), foi marcado para 3 de outubro a realização do Dia Nacional de Mobilização. Nesta data os movimentos sociais vão fazer manifestações em todo o país em defesa da soberania nacional e da Petrobras. 


Clécio Almeida
No último dia 20 de agosto os movimentos sociais ocuparam as ruas de todo o país e mostraram a força popular contra o golpismoNo último dia 20 de agosto os movimentos sociais ocuparam as ruas de todo o país e mostraram a força popular contra o golpismo
O vice-presidente nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, explicou que o motivo da data é o aniversário da Petrobras, que em 2015 completará 52 anos. O sindicalista alerta para os interesses internacionais em explorar os recursos naturais brasileiros. “[A empresa] está sob fogo cerrado porque querem levar os rendimentos do pré-sal.”

O lançamento da Frente Brasil Popular ocorreu no último sábado (5) na capital mineira com a presença de 2 mil representantes dos movimentos sociais, sindicais e de partidos políticos. No encerramento do evento, foi divulgado oManifesto ao Povo Brasileiro com os pontos principais que norteiam a união das forças progressistas.

Para Nivaldo, a Frente nasce do resultado de grande esforço de diversas entidades e movimentos sociais de articular, junto a lideranças políticas, um mecanismo capaz de defender a democracia e a retomada do crescimento econômico do país.

O secretário de Políticas Sociais da CTB, Rogério Nunes, explica que cabe ao movimento sindical trabalhar para unir a classe trabalhadora a fim de fortalecer a Frente. “Nenhum direito a menos continua sendo nosso lema. Queremos a taxação das grandes fortunas e um novo imposto que traga mais dinheiro para a saúde”, afirma. O dirigente explica ainda que os trabalhadores têm críticas à política econômica do governo federal, mas defendem, sobretudo, a ordem constitucional. 


Do Portal Vermelho, Mariana Serafini, com informações da CTB

KIRSCHNER CHAMA DE IDIOTA QUEM QUER VOLTAR A 2003

Cristina Kirchner: ‘Lembremos o que éramos em 2003 para não sermos idiotas’

Ao lado de Lula, durante inauguração de hospital em Buenos Aires, presidenta da Argentina cita avanços sociais na América do Sul e alerta sobre esforço do conservadorismo por retorno ao neoliberalismo
por Redação da RBA publicado 09/09/2015
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RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULA
Lula
Governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, aponta placa de hospital que homenageia ex-presidente Lula
São Paulo – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, criticou hoje (9), ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva, os especuladores que culpam países em desenvolvimento pela extensão crise econômica mundial. A declaração foi feita em Buenos Aires, durante a inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no distrito de José C. Paz, província de Buenos Aires. O hospital leva o nome do ex-presidente brasileiro.
Ontem (8), em sua conta no Twitter, a presidenta argentina havia criticado a transferência da responsabilidade da crise econômica para os países em desenvolvimento. “O mundo foi arrastado para a crise de 2008, pela especulação financeira, e nunca se recuperou. O que têm a ver os Brics? Fora o papel de vítimas, não lhes cabe nenhuma outra qualificação”, disse a presidenta.
Em sua fala de hoje, Cristina ressaltou a importância da integração latino-americana e afirmou que enquanto as nações ricas são “praças de especulação financeira”, países como Brasil e Argentina são economias que buscam se consolidar como “praças de produção”. Apesar disso, advertiu que “se observa em toda região, em toda América do Sul, um intento de voltar às políticas neoliberais” que levaram “ao fracasso, à fome e ao desemprego.”
“Peço a cada argentino que, com sua história, sua identidade, suas ideias, pense um instante no que era 2003, não para olhar para o passado como um fiscal, mas para não sermos idiotas, não nos equivocarmos e para que não voltemos a cometer os mesmos erros”, disse. Ela pediu que Lula seja um embaixador ante os países membros do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para que a Argentina possa se somar ao bloco.
Cristina também criticou a postura dos países europeus que fecham as fronteiras para os refugiados de países em guerra. “Somos um país de imigrantes e não quero que nos pareçamos com os que deixam pessoas morrerem em barcos, quero ser como nós somos: solidários, trabalhadores, porque aí está o futuro.”
Assista a vídeos com falas de Lula e de Cristina Kirchner

Heroína

Em seu discurso, Lula comparou as dificuldades enfrentadas por Cristina Kirchner e afirmou que a colega terminará o mandato como uma heroína.
"Espero, Cristina, que o projeto que começou a construir em 2003 (o ex-presidente argentino) Néstor Kirchner e que você continuou, possa ser concluído e continuado, por meio da eleição de outro candidato que leve a frente esse projeto que mudou a história da Argentina”, disse Lula. “Foi junto com Kirchner, com Cristina, com (Hugo) Chávez (ex-presidente da Venezuela), com Evo Morales (presidente da Bolívia), com (Rafael) Correa (presidente do Equador) que nós enterramos a Alca (Área de livre comércio das Américas) aqui em Mar del Plata e fortalecemos o Mercosul.”
O ex-presidente agradeceu a homenagem e lembrou que os modelos de UPA surgiram no Rio de Janeiro e se estenderam por todo o Brasil nos últimos 12 anos. "Fizemos 444 unidades e vamos chegar a 918", disse. "É uma maneira de evitar que as populações mais pobres tenha de se deslocar a hospitais distantes para recorrer a atendimento. A UPA fazem com que 95% das pessoas prescindam de hospital", afirmou Lula.
"Em dois temas a Argentina e o Brasil ainda não chegaram em um acordo: se Maradona é melhor que Pelé e se Messi é melhor que Neymar”, brincou Lula, arrancando risos do auditório. “No futebol nós ainda temos divergências, mas no comércio e nas relações políticas eu tenho orgulho de dizer que Brasil e Argentina construíram a mais importante relação entre os dois países e se os dois continuarem unidos, a América Latina estará unida.”
O governador de Buenos Aires, Daniel Scioli, candidato a presidente apoiado por Cristina Kirchner e líder nas pesquisas para as eleições de outubro, agradeceu a Lula pela experiência das UPA: "Trouxemos essa experiência do Brasil, que enfrentou o mesmo problema de ter ser seu principais hospitais instalados longe das periferias".
Com informações da Agência Télam
http://www.redebrasilatual.com.br/mundo/2015/09/ao-lado-de-lula-cristina-kirchner-critica-quem-culpa-paises-emergentes-por-crise-7009.html

terça-feira, 18 de agosto de 2015

OAB E EMPRESÁRIOS DIZEM "NÃO" AO GOLPE OU IMPEACHMENT

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

TRABALHADORES DIZEM "NÃO" A GOLPISTAS - O BRASIL PÁRA!

Chamado ao diálogo pela democracia,
por crescimento econômico, inclusão
social e desenvolvimento nacional
O Brasil já deu mostras de que é um país capaz de promover equidade, bem-estar social e qualidade de vida para todos. Por isto, precisamos retomar rapidamente o investimento e a atividade produtiva para aumentar as oportunidades, o emprego, melhorar a distribuição da renda e as políticas sociais.
Tais desafios exigem, das forças vivas da sociedade brasileira, um claro posicionamento em defesa da democracia, do calendário eleitoral, do pleno funcionamento dos Poderes da República, da estabilidade institucional e dos fundamentos constitucionais como condição para a rápida e sustentada transição para o crescimento econômico. Mais do que isto, é necessário desmontar o cenário político em que prevalecem os intentos desestabilizadores, que têm sido utilizados como o condão para a aplicação de uma política econômica recessiva e orientada ao retrocesso político-institucional.
Assim sendo, reafirmamos que qualquer projeto de desenvolvimento nacional deve ser cimentado pelo fortalecimento das instituições e da democracia, sem descuidar do combate à corrupção, e tem que guiar-se pela superação das graves desigualdades econômicas, sociais e regionais, promovendo”:
Combate à inflação;
Juros baixos;
Aumento do investimento público e privado em infraestrutura econômica e social;
Defesa do emprego e do poder de compra dos trabalhadores;
Política cambial que incentive a atividade produtiva, especialmente a industrial;
Investimentos na qualidade da educação;
Ciência, tecnologia e inovação para agregar valor à produção de bens e serviços;
Fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas;
Consolidação do mercado interno de consumo de massa;
Fortalecimento e estímulo da participação competitiva do Brasil;
Modernização das instituições, das leis e do Estado.
O momento exige diálogo, compromisso com o País, com a democracia e com a necessária afirmação de um projeto de desenvolvimento nacional ancorado na produção, em uma indústria forte, um setor de serviços dinâmico, um comércio vigoroso, uma agricultura pujante e em um Estado indutor e coordenador das estratégias de crescimento econômico e de desenvolvimento social.
Por isto, os Sindicatos abaixo assinados declaram-se dispostos, e conclamam os demais segmentos da sociedade civil organizada, a restabelecer as pontes para o necessário diálogo visando a construção de compromissos e acordos para fortalecer a democracia, o crescimento econômico e o desenvolvimento nacional'.
São Paulo, 14 de agosto de 2015.
Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes – Miguel Eduardo Torres, presidente
Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – Rafael Marques, presidente
Sindicato dos Comerciários de São Paulo – Ricardo Patah, presidente
Sindicato dos Empregados em Hotéis de São Paulo – Francisco Calazans Lacerda, presidente
Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente de São Paulo – Rene Vicente dos Santos, presidente
Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação de São Paulo – Antonio Neto, presidente
Sindicato dos Bancários de São Paulo – Juvandia Moreira Leite, presidenta
Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo – Antonio de Sousa Ramalho, presidente
Federação dos Empregados do Comércio do Estado de São Paulo – Luiz Carlos Motta, presidente
Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo – Osvaldo da Silva Bezerra, coordenador-geral
Sindicato dos Telefônicos de São Paulo – Almir Munhoz, presidente
Sindicato 
http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/192816/Centrais-sindicais-se-unem-em-defesa-de-Dilma.htm

PRESIDENTE DA CUT ADVERTE GOLPISTAS - HAVERÁ RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA

Nota do presidente da CUT sobre a repercussão de sua fala durante evento no Palácio do Planalto


Em discurso nesta quinta-feira, 13, no Palácio do Planalto, durante o evento "Diálogo com os Movimentos Sociais", falei que "somos todos construtores da democracia", alertei contra a onda de intolerância e a agenda de retrocesso e falei, também, em "ir para as ruas com armas nas mãos se tentarem derrubar Dilma".

A frase mais destacada da minha fala de quase oito minutos foi justamente a que citava as armas. Foi entendida como um chamado à violência, ao uso de armas de fogo. Qualquer sindicalista sabe que quando nos referimos a usar "todas as armas que forem necessárias", estamos nos referindo às armas da democracia, que é a luta por direitos, a mobilização organizada, democrática, com respeito às diferenças.

A CUT não pratica nem incita à violência. Muito pelo contrário, temos feito vários alertas contra a onda de ódio e intolerância que veem sendo diariamente estimuladas nos últimos meses pelos opositores do governo.

Nossas armas, todos sabem, são o poder de convencimento, a organização, a formação política, a mobilização, o debate de ideias, a ocupação dos espaços, seja as ruas, sejam os locais de trabalho, a greve geral, essa sim a nossa maior arma.

É absolutamente comum a maioria das pessoas usarem de retórica quando fazem discursos para enfatizar uma situação, em especial em momentos como este que estamos vivendo de crise política que afeta toda a sociedade sofre as consequências. 

E, para encerrar, gostaria de lembrar aos que tentam criminalizar minha fala que, historicamente, os trabalhadores não empunham armas de fogo, eles são, na verdade, as grandes vítimas deste tipo de violência. Não é essa a prática nem a realidade da CUT. Nosso caminho sempre foi o diálogo para resolução de conflitos. Não é isso que queremos para o Brasil. Estamos sempre prontos para o debate, a negociação e a busca de acordos que garantam os direitos da classe trabalhadora. Esse é o nosso papel.

VAGNER FREITAS
Presidente Nacional da CUT

domingo, 26 de julho de 2015

ÀS RUAS CONTRA O GOLPE EM 20 DE AGOSTO!

Luciana Santos: 20 de agosto é a mobilização do povo contra o golpismo

A presidenta do PCdoB, deputada federal Luciana Santos, alertou, nesta sexta-feira (24) que desde o anúncio do rompimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, com o governo, a oposição neoliberal se movimenta para agravar a crise política, tentando transformá-la em crise institucional. 


Agência Câmara
  
Esse fato exige das forças democráticas e progressistas “firmeza e sagacidade tática”. Essa declaração faz parte do pronunciamento que a presidenta do PCdoB fez na abertura de uma reunião extraordinária da Comissão Política Nacional (CPN) do Partido, realizada na cidade de São Paulo.

Luciana salientou, preliminarmente, que a crise política brasileira não é um caso isolado. O tema crise ou luta política radicalizada comparece, em gradações distintas, em vários países da América Latina, tais como, Venezuela, Argentina e Equador, todos eles alvos de uma ofensiva de forças reacionárias internas e externas.

Luciana, destacou o protagonismo da presidenta Dilma Rousseff na pauta internacional, empreendendo importantes articulações em benefício do nosso país, como foi o caso das missões de governo chefiadas pela presidenta ao México, Estados Unidos, Itália e à Rússia.

Neste último país, ela participou da reunião de Cúpula dos Brics que resultou em decisões de vulto, tais como, a formalização de um Banco de Desenvolvimento e de um Fundo de reserva financeira.

Ainda sobre o que ocorre na América Latina, a presidenta do PCdoB também sublinhou a importância da reabertura das embaixadas em Washington e Havana como um passo significativo do reatamento diplomático entre Cuba e Estados Unidos. Para Luciana, trata-se de uma vitória do governo socialista de Cuba na sua longa luta pelo fim bloqueio econômico que sofre há mais de 53 anos.

Estado de golpe permanente

Ao analisar o momento político brasileiro, Luciana citou o ex-presidente do PCdoB Renato Rabelo que afirmou, em artigo recente, que a investida do consórcio oposicionista se caracteriza por forjar “um estado de golpe permanente” visando atingir o mandato constitucional da presidenta Dilma Rousseff e a liderança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Luciana novamente voltou a destacar que a Operação Lava Jato se tornou palco de disputa política que usa “dois pesos e duas medidas” uma vez que poupa os partidos de oposição e se concentra em ações contra a base política que sustenta o governo Dilma.

A presidenta do PCdoB, chamou atenção para o fato de que as denúncias que pairam sobre o deputado Eduardo Cunha, trouxeram a crise ainda com maior ênfase para a esfera do Poder Legislativo, aumentando a instabilidade e a complexidade do quadro político.

PCdoB empreende articulações 

A presidenta do PCdoB informou que o Partido se empenha para concretizar a frente ampla, e um bloco político e social de esquerda para a defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma.

Relatou uma série de iniciativas da presidência do PCdoB, tais como, participação nas reuniões do Conselho Político do Governo, encontros com o Vice-presidente do país e presidente do PMDB, Michel Temer; com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, entre outras personalidades. Disse ainda que a legenda comunista realiza intenso diálogo com o elenco de partidos da base aliada por intermédio de sua Bancada Federal.

Quanto a tarefa da formação da frente ampla, Luciana argumentou que o aprofundamento da crise, a relação de forças favorável ao campo político conservador, ressaltam a importância tática do centro político, em especial do PMDB.

Destacou, ainda, o importante encontro que ela manteve, recentemente, com a presidenta Dilma Rousseff, do qual participou também, o ex-presidente Renato Rabelo. Luciana disse que a presidenta Dilma reconheceu o papel destacado do PCdoB no enfrentamento da crise e que
Dilma demonstrou firme disposição de realizar agenda tanto com lideranças políticas e partidárias quanto com os movimentos sociais, procurando assim dar visibilidade às iniciativas de seu governo que visam retomar o crescimento econômico rumo a uma nova etapa do desenvolvimento nacional.

Luciana também enalteceu o papel do governador Flávio Dino, do Maranhão, junto aos governadores do Nordeste, e também da Amazônia, em defesa do Estado Democrático de Direito e do mandato da presidenta. Da mesma forma salientou a contribuição do ministro Aldo Rebelo tanto na agenda internacional em prol do desenvolvimento do país, quanto no núcleo de articulação plural do governo que foi recentemente constituído.

Agosto, mês de grandes embates

Luciana, disse que a evolução da conjuntura do país segue, como o Partido tem alertado, “instável e perigosa” e face a essa realidade o PCdoB e demais forças progressistas devem ficar em estado de alerta e mobilização permanente.

Destacou que a presidenta Dilma vem procurando através de iniciativas tanto na esfera política quanto no âmbito do governo, fortalecer a resistência e desencadear a contraofensiva.

O “Pacto de governabilidade” a ser firmado com os governadores na semana próxima, bem como o encontro com o MST a ser realizado, são exemplos desse esforço da presidenta. Além disso, Luciana sublinhou como importante a disposição da presidenta de percorrer o país, em contato direto com o povo, para apresentar projetos do governo, tais como o lançamento do Programa Minha Casa, minha Vida 3, o Plano Safra, Nova Plano da Agricultura Familiar, o Plano de Proteção ao Emprego, entre outros. Assinalou, também, o papel indispensável do ex-presidente Lula na articulação política e mobilização do povo.

A agenda de confrontos e embates já anunciada para o mês de agosto exige articulação, e preparação desde já. No Congresso Nacional, especialmente na Câmara dos Deputados, se espera uma agenda parlamentar conturbada. Já está em curso o trabalho de CPIs no Senado e na Câmara ao qual se juntará às novas CPIS que, recentemente, foram autorizadas. Agrega-se, a possível tramitação dos pedidos de impeachment e a instabilidade decorrente das investigações da Operação Lava Jato contra o presidente da Casa.

Outra questão importante é o julgamento que o Tribunal de Contas da União (TCU) fará sobre as contas do governo Dilma, no caso referente às chamadas pedaladas fiscais, bem como andamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de uma ação movida pelo o PSDB para reprovar a prestação de contas da campanha eleitoral de 2014 da presidenta Dilma.

Na pauta da retomada do crescimento, da defesa das empresas nacionais, Luciana voltou a criticar a alta taxa de juros e destacou que a agenda pró desenvolvimento deve prosseguir, agora, no segundo semestre, pois além de necessária é uma bandeira ampla e mobilizadora, e citou como exemplo o êxito do ato realizado pela Frente Parlamentar em Defesa da Petrobrás, presidida pelo deputado Davidson Magalhães.

Luciana destacou como questão de grande relevância o novo capítulo da batalha das ruas. Está convocada para o dia 16 de agosto uma manifestação das forças conservadoras e reacionárias contra o governo Dilma. Já dia 20, também de agosto, os movimentos sociais, partidos de esquerda e forças democráticas, estão chamando o povo para sair às ruas contra o golpe, em defesa da democracia e dos direitos sociais e trabalhistas.

A presidenta do PCdoB propôs e foi constituído um grupo de trabalho do Partido para contribuir com o êxito das manifestações do dia 20. Para os comunistas, a mensagem central das manifestações desta data deve ser a defesa da democracia e consequentemente do mandato da presidenta Dilma, o que representará uma forte condenação à investida golpista da direita.


http://www.vermelho.org.br/noticia/268001-141
 
 

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A RESOLUÇAO POLÍTICA DO PT APONTA PARA MAIS DEMOCRACIA

"O 5º Congresso do Partido dos Trabalhadores deve converter – se neste processo de diálogo entre o Partido e estes milhões que foram às ruas defender a reeleição de Dilma Rousseff. Um diálogo tanto com os petista s quanto com aqueles que não são do PT e que criticam, sob
diferentes ângulos, nosso Partido.
Cabe ao Diretório Nacional do PT, convocado para os dias 28 e 29 de novembro de 2014, aprovar uma agenda congressual que preveja debates abertos a toda a militância que se engajou em defesa da candidatura Dilma, bem como um momento final que possibilite a síntese e o salto de qualidade tão necessários para que o Partido seja capaz de, tanto quanto superar seus problemas atuais, contribuir para que o segundo mandato de Dilma seja superior ao primeiro.
Porém, certas medidas, impostas pela realidade internacional e nacional, mas principalmente pela atitude de reação permanente da oposição, precisam ser tomadas imediatamente.
Por isso, propomos:
1.Conclamar a militância a participar dos atos em defesa da democracia e da reforma política, previstos para a semana de a 15 de novembro;
2.Adotar iniciativas para dar organicidade ao grande movimento político-social que venceu o segundo turno das eleições presidenciais. Compor uma ampla frente onde movimentos sociais, partidos e setores de partidos, intelectuais, juventudes, sindicalistas possam debater e articular ações comuns, seja em defesa da democracia, seja em defesa de reformas democrático-populares;
3.Priorizar ações de comunicação, fortalecendo nossa agência de notícias, articulando-a com mídias digitais, com ação permanente nas redes sociais. Integrar nossas ações de comunicação com o rico movimento cultural em curso no País.
4.Relançar a campanha pela reforma política e pela mídia democrática, contribuindo para que o governo possa tomar medidas avançadas nestas áreas e para sustentar a batalha que travaremos a respeito no Congresso Nacional.
5. Organizar caravanas a Brasília para realizar uma grande festa popular no dia da segunda posse da presidenta Dilma Rousseff.
6.Reafirmar o compromisso do PT com a seguinte plataforma:
a) a reforma política, precedida de um plebiscito, através de uma Constituinte exclusiva;
b) democracia na comunicação, com uma Lei da Mídia Democrática;
c) democracia representativa, democracia direta e democracia participativa, para que a mobilização e luta social influenciem a ação dos governos, das bancadas e dos partidos políticos. O governo precisa dar continuidade à participação social na definição e acompanhamento das políticas públicas e tomar as medidas para reverter a derrubada da Política Nacional de Participação Social, objeto de um decreto presidencial cancelado pela maioria
conservadora da Câmara dos Deputados no dia 28 de outubro de 2014;
d) a agenda reivindicada pela Central Única dos Trabalhadores, na qual se destacam o fim do fator previdenciário e a implantação da jornada de 40 horas sem redução de salários;
e) o compromisso com as reformas estruturais, com destaque para a reforma política, as reformas agrária e urbana, a desmilitarização das Polícias Militares;
f) salto na oferta e na qualidade dos serviços públicos oferecidos ao povo brasileiro, em especial na educação pública, no transporte público, na segurança pública e no Sistema Único de Saúde, sobre o qual reafirmamos nosso compromisso com a universalização do atendimento e o repasse efetivo e integral de 10% das receitas correntes brutas da União para a saúde pública;
g) ampliar a importância e os recursos destinados às áreas da comunicação, da educação, da cultura e do esporte, pois as grandes mudanças políticas, econômicas e sociais precisam criar raízes no tecido mais profundo da sociedade brasileira;
h) proteção dos direitos humanos de todos e de todas. Salientamos a defesa dos direitos das mulheres, a necessidade de criminalizar a homofobia, o enfrentamento dos que tentam criminalizar os movimentos sociais. Afirmamos o compromisso com a revisão da Lei da Anistia de 1979 e com a punição dos torturadores. Assim como com a reforma das polícias e a urgente desmilitarização das PMs, cuja ineficiência no combate ao crime só é superada pela violência genocida contra a juventude negra e pobre das periferias e favelas;
i) total soberania sobre as riquezas nacionais, entre as quais o Pré-Sal, e controle democrático e republicano sobre as instituições que administram a economia brasileira, entre as quais o Banco Central, a quem compete entre outras missões combater a especulação financeira.
O Partido dos Trabalhadores considera que são medidas políticas e diretrizes programáticas amplas, envolventes, de natureza mais social que institucional, que farão a diferença nos próximos quatro anos.
Desde 1989, o PT polariza as eleições presidenciais. Nas sete eleições presidenciais realizadas desde então, perdemos 3 e vencemos 4. Mas esta de 2014 foi a mais difícil já disputada por nós, em que ganhamos enfrentando um vendaval de acusações não apenas sobre nossa política, mas sobre nosso partido.
Neste sentido, o Partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores.
O PT deve buscar participar ativamente das decisões acerca das primeiras medidas do segundo mandato, em particular sugerir medidas claras no debate sobre a política econômica, sobre a reforma política e em defesa da democracia nos meios de comunicação. É preciso incidir na disputa principal em curso neste início do segundo mandato: as definições sobre os rumos da política econômica.
O PT precisa estar à altura dos desafios deste novo período histórico. Sobretudo, precisa honrar a confiança que, mais uma vez, o povo brasileiro depositou em nós. Não o decepcionaremos: com a estrela vermelha no peito e um coração valente, avançaremos em direção a um Brasil democrático-popular."
Brasília, 03 de novembro de 2014
Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MAIS UMA CENTRAL SINDICAL DECLARA APOIO À DILMA!!!

Direção da CTB aprova apoio à candidatura de Dilma Rousseff

comdilma1
Confira abaixo a Resolução da 15º Reunião da Direção Executiva da CTB:
Total apoio à reeleição de Dilma Rousseff
Reunida em São Paulo no dia 9 de outubro de 2014, a Direção Executiva Nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) aprovou por unanimidade a seguinte resolução:
1- A CTB apoia integralmente a reeleição da presidenta Dilma Rousseff no segundo turno que será realizado em 26 de outubro, tendo em vista que a candidatura do tucano Aécio Neves representa o risco de retrocesso neoliberal. Na economia, acena com um ajuste fiscal que trará de volta o desemprego em massa, a flexibilização e redução de direitos trabalhistas, arrocho salarial, fim da política de valorização do salário mínimo, criminalização e repressão das lutas e movimentos sociais; no plano externo vai restabelecer a política de subordinação aos EUA e ressureição da Alca;
2- O resultado do primeiro turno revelou um preocupante avanço da direita. A composição do Congresso Nacional ficou ainda mais conservadora, o que se deu no rastro de uma forte campanha midiática contra as empresas estatais e o governo Dilma sob a falsa bandeira do combate à corrupção. Isto vai exigir um redobrado esforço de mobilização para barrar a terceirização ilimitada e outros projetos patronais que tramitam no parlamento;
3- Continuar derrotando o retrocesso neoliberal, que representa um sério risco não só para o Brasil como para o conjunto da América Latina e o Brics, é uma pré-condição para avançar nas mudanças, concretizar a pauta sindical e a agenda da classe trabalhadora por um novo projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho, soberania e democracia. A Direção Executiva da CTB conclama o conjunto de seus dirigentes e militantes a ocupar a linha de frente da batalha pela reeleição da presidenta Dilma Rousseff.
Direção Executiva Nacional da CTB
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

segunda-feira, 26 de maio de 2014

CHEFE DOS COXINHAS DIZ QUE OPOSIÇÃO (DIREITONA) É ESQUIZOFRÊNICA

Trechos da entrevista do auto-intitulado líder do MTST, Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o coxinha-mór Boulos, publicada no sítio Outras Palavras. Os destaques em negrito são meus (A. Barbosa Filho):
Boulos: 
Visivelmente há uma campanha buscando atacar o governo da presidenta Dilma Rousseff a partir da Copa do Mundo. Da nossa parte nós não nos somamos a essa campanha. Nós estamos com aqueles que assumem posturas críticas quanto à realização da Copa. Não vemos o evento como um processo benéfico para a maioria da população trabalhadora brasileira. Temos as nossas reivindicações quanto a isso e nos mobilizamos.
O MTST se declara independente no cenário político. Mas há pré-candidatos à Presidência interessados em pegar carona nas mobilizações para dizer que o povo está insatisfeito “com tudo que está aí”.

Nós achamos completamente ilegítimo. O discurso de Eduardo Campos e Aécio Neves é completamente esquizofrênico. Ao mesmo tempo que dizem estar com as mobilizações, que estão ouvindo a voz das ruas, defendem políticas que impedem qualquer governo de atender às pautas de reivindicação que estão sendo colocadas pela população.
Quando Campos diz que vai reduzir a meta de inflação e aumentar o superávit primário, ou o Aécio convida Armínio Fraga para ser seu ministro da Fazenda, caso eleito, tudo que essas pessoas estão anunciando que não vão fazer é atender às reivindicações dos trabalhadores.
Esse uso é no mínimo oportunista e o MTST considera isso lamentável. E fazemos questão de deixar bem claro que esses grupos políticos não nos representam.
http://outraspalavras.net/outrasmidias/capa-outras-midias/boulos-do-mtst-direita-quer-usar-atos-contra/?

sexta-feira, 25 de abril de 2014

EVO MORALES AUMENTA SALÁRIO MÍNIMO DOS BOLIVIANOS

Bolívia eleva o salário mínimo em 20%


O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou na segunda-feira um aumento do salário mínimo do país em 20%, revelou na terça-feira a BBC. O anúncio foi feito após negociações com representantes das principais federações sindicais e inclui um aumento de 10% do salário básico. Ambos aumentos superam a inflação, que, em 2013, foi de 6,5%.
Comemorada pelos sindicalistas, a decisão foi duramente criticada pela Federação de Empresários, afirmando que o setor foi solenemente ignorado nas negociações. Com a decisão, o salário mínimo para os setores público e privado vai subir de 1.200 bolivianos (R$ 389) para 1.488 bolivianos (R$ 483).
"Houve crescimento econômico, e é por isso que decidimos elevar o salário mínimo em 20%", disse Morales, segundo a BBC.
Negociações amargas
O líder da Central Boliviana do Trabalho, Juan Carlos Trujillo, disse que as negociações foram "amargas, geladas e pesadas". No fim, porém, os dois lados chegaram a um acordo. A Confederação dos Empreendedores Privados da Bolívia (CEPB) rejeitou o proposta, afirmando que os trabalhadores vão acabar pagando pela medida com o aumento dos impostos.
O diretor da maior organização patronal da Bolívia, Daniel Sanchez, afirmou que a decisão foi política e não econômica. Ele insinuou que o presidente Morales adotou a medida com o intuito de ganhar a simpatia do movimento sindical, já que ele concorrerá à reeleição em outubro.
https://br.noticias.yahoo.com/bol%C3%ADvia-eleva-sal%C3%A1rio-m%C3%ADnimo-20-201119413.html

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CUT TAMBÉM SAI EM DEFESA DA VENEZUELA, CONTRA O IMPERIALISMO

Escrito por: Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, e João Felício, 

secretário de Internacional


A Central Única dos Trabalhadores, desde sua fundação, defende a livre manifestação
pacífica como um direito legítimo de uma sociedade democrática.

No entanto, os recentes fatos que vêm ocorrendo na Venezuela estão longe de ser uma
manifestação democrática, por uma pauta de reivindicações que busque melhorar
a vida do povo venezuelano. O que se percebe é mais uma tentativa de golpe
orquestrada pelas elites com o apoio de forças externas, com o único e exclusivo
intuito de demover o governo democrático-popular eleito pelo povo.

Ao longo da história da América Latina, essas tentativas imperialistas de golpe
contra governos democrático-populares, de esquerda ou de centro-esquerda têm sido
constantes. No caso da Venezuela, estão em cena as mesmas pessoas e instituições
que tentaram depor Hugo Chávez, sempre com o apoio da elite local e financiamento
externo.

Para a CUT, qualquer mudança de regime, em qualquer país, deve ser feita por meios
democráticos de disputa e não por golpe de Estado.

Esperamos que a Paz seja retomada na Venezuela e que o povo possa continuar a decidir
o destino do país nas urnas.

São Paulo, 21 de fevereiro de 2014