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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

POR TRÁS DO "PETROLÃO" ESTÁ A GANA PELO PRÉ-SAL

Por que a Mídia esconde o Trensalão e explora Petrobrás? Qual o interesse deles?

É o Pré Sal, gente! É o Pré Sal! Será que as pessoas ainda não se deram conta de que o massacre midiático que está acontecendo com a Petrobras tem a ver com o Pré Sal? Vimos hoje o Editorial do Globo falando sobre isso. Defendendo que o modelo de partilha seja substituído pelo das concessões e que multinacionais como Chevron, Shell e outras se apossem de nossas riquezas.
E vocês acham que nessas multinacionais não tem corrupção? Me deem uma pausa para rir… Você acham mesmo que só em empresas estatais tem corrupção? Mais uma pausa para rir… Se acham isso são muito ingênuos, para não dizer, tolos.
Sabemos que a corrupção existe e tem que ser punida e combatida, desde a ditadura empresarial-militar ela grassa nas instituições públicas e privadas brasileiras e estamos no exato momento colocando um fim na impunidade que acontece desde então. Nada mais será como antes e sabe por que?
Desde que o PT chegou ao poder os controles começaram a ser feitos. Não existia nada antes. Tudo era informal demais e bom para quem gosta de propina. No Governo Dilma esses controles foram aperfeiçoados e muita gente começou a ficar mais incomodada, pois o cerco estava se fechando para eles.
É aí que a Mídia, sempre ela, entra para poder ajudar os sonegadores, corruptos e corruptores. São todos seus sócios. A velha imprensa colonialista não quer mudanças. Sempre viveu das benesses dos empresários e de vários políticos. Ganha dinheiro fazendo intrigas e maledicências contra os adversários de seus amigos. Protege os partidos de direita e todos seus aliados: PSDB, PP, DEM e até mesmo o PMDB. Os escândalos, e são muitos os escândalos de corrupção que envolvem o PSDB são omitidos. Eles querem que você acredite que a corrupção começou com o PT e que o PT é que é corrupto. Querem tirar o PT do poder não somente porque o PT mudou as prioridades que antes eram dos ricos para dar oportunidades para todos. Querem tirar o PT do poder porque o PT está combatendo a corrupção e a sonegação como nunca se combateu nesse país.  E eles estão no meio disso tudo.
Dilma precisa agir e se comunicar com o povo brasileiro. O povo quer mudanças e irá apoia-la contra esses abutres. Mas, não pode demorar muito a fazer isso. Em comunicação todo cuidado é pouco e a agilidade em dar respostas positivas é de suma importância.
Vejam o artigo de Claudio Ribeiro no site Palavras Diversas:
Essa é a imagem símbolo do massacre midiático que sofre a presidenta Dilma.
Imagem símbolo do massacre midiático que sofre a presidenta Dilma
O cerco midiático a que o governo é exposto é, sem qualquer dúvida, o maior movimento orquestrado desde 1964 contra um governante, democraticamente eleito.
O que jornais, televisão e portais poderosos da internet fazem nos dias de hoje é similar ao que João Goulart sofreu durante todo o seu mandato.
Com fatos dissonantes: durante o mandato do presidente trabalhista, haviam jornais que o apoiavam em meio aos seus poderosos oposicionistas midiáticos, pelo lado político o mundo vivia um período tenso da guerra fria.
Posto isso e com mais outras questões de fundo político-partidário que estão colocadas na agenda do dia e apresentam os mesmos personagens desde 1994, é o que pode explicar o comichão das redações da grande imprensa em tudo aquilo que envolva e possa turvar os nomes PT, Lula e Dilma junto a opinião pública.
E que serve, também, para dissolver qualquer impulso jornalístico investigativo contra os malfeitos tucanos e seus associados, políticos e privados.
É o que demonstra, com uma clareza cintilante, porquê é São Paulo o epicentro das minguadas e acéfalas manifestações pró-intervenção militar e impeachment de uma presidente recém eleita. Lideranças importadas de outros estados e de outros palcos, disfarçam os verdadeiros promotores da arruaça contra a democracia: o grão tucanato e a mídia hegemônica.
As distorções editoriais que forçam a barra para multiplicar os números dos participantes de protestos contra Dilma e que, no mesmo esforço para adulterar a realidade vigente, escondem os escândalos de desvios de verbas das obras nos trens e metrôs de São Paulo e da grave crise de racionamento de água, provam o partidarismo selvagem que contamina o jornalismo brasileiro.
Aos amigos toda a proteção midiática e tutela política.
Aos inimigos toda a fúria editorial, embalada em textos deformados, muito bem costurados em retalhos partidários exacerbados.
Dilma enfrenta, em parte pela incapacidade política de seu governo de se comunicar e enfrentar seus agressores de forma eficaz, um noticiário histérico e corrompido na origem dos fatos.
Apesar de todo bombardeio a presidenta mantém 42% de avaliação ótima ou boa, segundo o último levantamento do Datafolha.
Mas apanhar calado, não responder com ênfase e não mobilizar suas bases sociais em defesa do projeto trabalhista em vigor, pode não ser suficiente para resistir, a longo prazo, a odiosa e ininterrupta blitz oposicionista que pretende demolir o virtuoso legado político-social construído por Lula, desde a chegada do PT ao poder central em 2003.
http://www.ligiadeslandes.com.br/14/12/2014/por-que-a-midia-esconde-o-trensalao-e-explora-petrobras-qual-o-interesse-deles/

sábado, 13 de dezembro de 2014

ESCÂNDALO TUCANO DESVIOU 418 MILHÕES, EM SÃO PAULO!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

VEJA COMO É POSSÍVEL DERROTAR ALCKMIN E ELEGER PADILHA

Emílio Lopez: Alckmin perde 31% do tempo de TV; 2º turno a caminho?

publicado em 26 de julho de 2014 às 12:59
Alckmin-Skaf-e-Padilha
por Emílio Lopez, especial para o Viomundo
Com base nas pesquisas das últimas semanas, muitos acham que o governador  Geraldo Alckmin (PSDB) será reeleito no primeiro turno.
O cenário eleitoral, porém, caminha para um provável segundo turno.
Estes fatores poderão contribuir para isso:
1) Pela primeira vez, o candidato do PSDB não terá o maior tempo de TV e rádio. Esse benefício ficará com a oposição.  Sem contar os demais candidatos,  Paulo Skaf (PMDB) e Alexandre Padilha (PT), juntos, terão metade do horário eleitoral.
A tabela abaixo compara o tempo de TV e rádio de 2010 com o de 2014.  Alckmin perdeu  31% tempo de TV que tinha em 2010, ou seja, 2 minutos a menos. O candidato do PT ficou estável, já que ganhou 6 segundos. O grande beneficiado foi Skaf: cresceu quase 4 minutos.
tempo de tv-002
Fonte: TRE/SP
2) No plano federal, o tempo de TV e rádio é outro problema para os tucanos. Dilma Rousseff terá 11 min23s, Aécio Neves, 4 min33s e Eduardo Campos, 1 min54 s.
Em relação à eleição de 2010, Dilma terá 47s a mais na TV, Aécio perderá 2min42s e Eduardo ganhará aproximadamente 30 segundos.
As perdas de tempo de TV no Brasil e no Estado de São Paulo não decidem a eleição, mas dificultarão os ataques de Alckmin aos adversários. E o contra ataque pode ser mortal. Se o tempo de Dilma for usado, por exemplo, para lembrar o propinoduto tucano pode ter um efeito importante para equilibrar a discussão da ética, assim como  na disputa paulista.
3) Outro aspecto pouco mencionado é a queda do voto cristalizado, espontâneo, em Alckmin. Segundo a última pesquisa Datafolha, esse voto caiu de 19% para 10%.  A pesquisa em que ele obteve 19%  foi feita no  momento em que ocorriam as inserções publicitárias do PSDB. A mais recente dá 15%. Um sinal que a eleição paulista está em aberto.
Roberto Toledo, articulista do Estadão,  no artigo Frankenstein eleitoral, chama a atenção para um dado interessante: metade dos eleitores petistas ainda vota em Alckmin, mas isso deve se reverter e pode empurrar a eleição para o segundo turno.
4) Outro aspecto importante é o voto em Lula. Representa mais de um quarto dos votos dos paulistas, o que pode, em tese, levar a eleição para segundo turno, já que provavelmente contribuirá para a subida de Padilha.
5) Ainda devemos levar em conta as candidaturas ao Senado. José Serra (PSDB) terá 2 min19 s de TV, Eduardo Suplicy, 2min5s, e Gilberto Kassab, 2min52s. Já para deputado federal os partidos com Skaf terão 6min10s, PT-PCdoB, 3min45s, e PSDB-DEM-PPS, 2min57s.
As pesquisas apontam praticamente empate entre Serra (33%) e Suplicy (29%). Kassab está com 7%, mas terá mais exposição. Provavelmente com maior exposição Kassab deverá subir e tirar votos de Serra, o que pode beneficiar Suplicy, especialmente agora que Marina Silva (Rede) declarou apoio à sua candidatura.
6) Além disso, a coligação de Alckmin perdeu 95 candidatos  a deputado estadual entre 2010 e 2014. Houve redução de 10% nas candidaturas do PSDB, 36%  nas do DEM e 70% do PPS. Mas, mesmo assim, Alckmin terá o apoio de 669 candidatos.
Skaf terá o apoio de 265 candidatos. Um crescimento de 30% frente a 2010, com destaque ao crescimento de 46% do PMDB.
Já Padilha terá apoio de 247 candidatos. Um crescimento de quase 31%, com destaque para o crescimento do PR (+229%), PC do B (+17%)  e PT (6%).
7) Não devemos esquecer também que, em 2010, não houve segundo turno por 50 mil votos e as manipulações das pesquisas ajudaram. Só faltando dois dias para a eleição o Datafolha apontou a possibilidade de segundo turno, quando outras pesquisas já haviam apontado esta possibilidade antes.
8) Outro fator que pode contribuir para a eleição ir para segundo turno são as brigas intestinas do PSDB.Aécio e Alckmin só estão unidos nas fotos, como mostra a jornalista Julia Dualibi. Isso sem falar de Serra, que só pensa nele.
Neste cenário, a campanha do PSDB paulista deverá sofrer um bombardeio oposicionista em dois pontos bem sensíveis: os casos de corrupção, notadamente no Metrô e CPTM, e no setor elétrico com o caso de Robson Marinho; e a falta de água, que poderá se agravar próximo ao auge do período eleitoral, especialmente no interior paulista.
Para complicar ainda mais a situação de Alckmin, a Siemens deverá entregar em agosto ao Ministério Público as provas contra o governo estadual em relação à corrupção no Metrô e na CPTM.
Por tudo isso é muito provável haver segundo turno nas eleições do maior estado da federação.
http://www.viomundo.com.br/politica/alckmin-perde-mais-de-30-tempo-de-tv-segundo-turno-em-sao-paulo.html

domingo, 20 de julho de 2014

OS PAULISTAS PRECISAM SABER QUEM SÃO ALCKMIN E O PSDB

Alckmin não é imbatível!

Por Altamiro Borges

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (17) mostra o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) com 54% das intenções de voto, o que lhe garantiria a reeleição já no primeiro turno. Seus dois principais concorrentes parecem não incomodar. Paulo Skaf, presidente licenciado da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) e postulante do PMDB, caiu de 21 para 16%; já o petista Alexandre Padilha manteve o mesmo índice da sondagem anterior – com 4% das intenções de voto. Diante desta fotografia do momento, alguns simpatizantes do tucanato já afirmam que o governador é imbatível. Recentemente, o jornalista Josias de Souza, da Folha, escreveu que o Geraldo Alckmin “tornou-se um candidato-teflon. Nada gruda!”.

Blindado pela mídia tucana, o governador realmente parece um teflon. Tanto que a avaliação positiva da sua gestão subiu de 41 para 46%. O resultado parece estranho. Afinal, São Paulo vive um período de enormes dificuldades. Há o risco de que mais de 8 milhões de moradores da região metropolitana fiquem sem água nas torneiras até o final do ano. Já na segurança pública, os índices de roubos e homicídios são elevados e assustadores. No quesito transporte, o Metrô dá sinais de esgotamento, sempre lotado e com falhas de manutenção quase diárias. A famosa locomotiva paulista, fator dinâmico da economia brasileira, emperrou na gestão tucana, que já dura quase duas décadas.

Além do choque de indigestão, crescem as denúncias do envolvimento de tucanos de alta plumagem em esquemas bilionários de corrupção. O escândalo do “cartel dos trens” – como a mídia amiga trata a relação promíscua entre poderosas multinacionais do setor de transporte e secretários dos cinco últimos governos do PSDB no estado – confirma a montagem de um antigo esquema de Caixa-2 de campanha, que também serviu para enricar alguns tucanos. Robson Marinho é um dos principais envolvidos, mas ele integra exatamente o Tribunal de Contas do Estado – é a raposa tomando conta do galinheiro. Pelo interior, vários tucaninhos também se chafurdam na lama da corrupção.

Estes e outros fatos gravíssimos tendem a arranhar a imagem de “teflon” – ou de “picolé de chuchu”, segundo o irreverente José Simão – de Geraldo Alckmin durante a campanha eleitoral. A partir de 19 de agosto, no programa de rádio e tevê – que felizmente ainda não é controlado pela mídia tucana – muitas verdades poderão ser ditas e repetidas. Caberá à oposição, em especial a Alexandre Padilha, uma postura corajosa de denúncia dos estragos causados pelo tucanato em São Paulo. A conversa fiada de alguns marqueteiros, de que a propaganda deve ser apenas propositiva, não se encaixa numa disputa tão difícil e que terá fortes reflexos, inclusive, na disputa presidencial.

Como disse Lula no comício de apoio a Alexandre Padilha na sexta-feira (18), é preciso desmascarar a desastrosa gestão do PSDB em São Paulo. “Nem água para beber os tucanos estão garantindo ao povo... Eu não sei quantos banhos por dia está tomando o governador, mas tenho certeza de que na periferia as pessoas não estão tomando banho para ter água pra lavar roupa ou lavar a louça”. Para o líder petista, é fundamental que a campanha desmonte a blindagem da mídia. “Eu fico imaginando se São Paulo fosse governado pelo PT, o que a imprensa já teria feito com esse governador”. A batalha está apenas começando e as pesquisas não devem abater o ânimo. Alckmin não é imbatível!

http://altamiroborges.blogspot.nl/2014/07/alckmin-nao-e-imbativel.html#more

terça-feira, 20 de maio de 2014

RESPONDA AS (FÁCEIS) PERGUNTAS DE RICARDO KOTSCHO

Como perguntar não ofende, gostaria que alguém me respondesse:
* Quando Gilmar Mendes vai devolver o processo que veta o financiamento de empresas privadas em campanhas eleitorais, que já foi aprovado por 6 a 1 pela maioria do STF, no momento em que o ministro pediu vista e impediu o final do julgamento no começo de abril? Só depois das eleições para que não possa entrar em vigor já este ano?
* Quando o governo paulista vai admitir que, apesar da inauguração do volume morto, já está faltando água em várias regiões do interior e da capital do Estado? Só depois das eleições? Não seria mais correto iniciar já um racionamento programado, antes que a situação se agrave ainda mais e não tenhamos mais água para racionar?
* Quando é que os internautas cada vez mais ensandecidos para ver quem é mais grosseiro no Fla-Flu em que se transformou a disputa política vão se convencer de que as redes sociais não são portas de banheiro?
* Quando é que oposição e situação vão parar de se acusar mutuamente e começarão a discutir os reais problemas do país na campanha eleitoral, apontando caminhos e renovando esperanças em lugar de jogar a culpa de todos os nossos males no adversário?
* Quando o governo Dilma vai sair da toca para enfrentar com ações e argumentos a ofensiva da mídia e da oposição? Só depois das eleições?
* Quando é que vão parar as manifestações contra a Copa do Mundo no Brasil? Só depois da Copa? Ou das eleições?
* Quando é que vai ser julgado o mensalão tucano e o cartel do trensalão em São Paulo? Só depois que os crimes prescreverem?
* Quando é que os ministros Mercadante e Mantega começarão a falar a mesma língua? Só depois das eleições?
Teria muitas outras perguntas a fazer neste domingo cinzento de outono, mas se alguém puder me tirar as dúvidas acima já ficarei bem satisfeito.
Vida que segue.
 http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2014/05/18/quando-algumas-perguntas-ainda-a-espera-de-respostas/

sábado, 12 de abril de 2014

QUER PROVAS DO PARTIDARISMO DA GLOBO? EIS ALGUMAS:

A resposta da Globo a Dilma


Eduardo Guimarães, em seu Blog da Cidadania (link ao final)
A coluna da jornalista Monica Bergamo na Folha de São Paulo da última quinta-feira feira (10) deu uma informação algo surpreendente: na segunda-feira (8) a presidente Dilma Rousseff recebeu o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, que foi a ela com pleitos sobre a suposta interferência da rede de telefonia celular 4G na transmissão de tevê digital.
Segundo a jornalista em questão, Dilma teria manifestado a Marinho desconforto com o noticiário da Globo contra o governo federal. A matéria, tal como foi veiculada na coluna de Bergamo, deixa entender que a presidente teria, de alguma forma, vinculado o atendimento do pleito do barão da mídia a maior comedimento no partidarismo político da Globo.
Não se sabe se houve mesmo algo nesse sentido, mas não parece verossímil que Dilma propusesse tal barganha. O mais provável é que ela apenas tenha aproveitado a oportunidade, mas sem proposição de qualquer troca de favores. Até porque, para os barões da mídia seria uma troca muito aquém de suas pretensões hegemônicas.
Seja como for, Dilma teria ponderado com Marinho que sua emissora vem “carregando nas tintas” do noticiário contra o governo federal, e não só no caso Petrobrás. O Jornal Nacional da mesma terça-feira em que o vice-presidente da Globo e a presidente da República se encontraram teve 16 minutos de pancadaria contra o governo.
O telejornal em questão tem duração de pouco mais de 30 minutos. Ou seja: a Globo gastou metade de seu principal telejornal para atacar o governo com atraso nas obras da Copa, críticas à economia e, claro, com ataques à Petrobrás.
Naquele mesmo dia, enquanto Dilma e Marinho se encontravam, Lula dava entrevista a blogueiros…
Na noite do mesmo 8 de abril, o Jornal Nacional começou a artilharia com uma matéria sobre atraso em obras da Copa que durou 4:01 minutos. Mais 2:27 minutos foram gastos com o tema que levou Marinho a Dilma, a interferência da rede 4G na TV digital. E mais pancadaria sobre o governo com matéria sobre baixocrescimento da economia que durou 35 segundos, com o caso do deputado André Vargas por 2:47 minutos, com ataques à Petrobrás por 3:08 minutos, com a CPI da Petrobrás por mais 2:36 minutos. No total, foram 15 minutos e 56 segundos de espancamento do governo.
Até aí, a ponderação de Dilma com Marinho talvez não pudesse ter surtido efeito; tinham conversado horas antes da edição massacrante do JN. Vejamos, então, o que ocorreu nos dias seguintes.
Em 9 de abril, em 5 minutos de Jornal Nacional, durante 21 segundos o primeiro ataque ao governo Dilma se dá na questão da energia elétrica, supostamente subfaturada aos brasileiros por razões políticas. Eis que, como que para afetar “isenção”, o JN apresenta uma reportagem de 1:05 minuto desfavorável ao PSDB, sobre oracionamento de água que já ocorre na grande São Paulo, mas a Globo não diz. E a reportagem não toca na responsabilidade do governo Alckmin, apenas apresenta o problema que pode se abater sobre a grande São Paulo. Porém, logo o telejornal retoma o ataque ao governo. Foram 2:38 minutos para o deputado André Vargas, 2:04 minutos para a inflação, 2:58 minutos para a CPI da Petrobrás. Ao total, foram 7:23 minutos contra o governo do PT e 1:05 minuto contra o do PSDB.
Em 10 de abril, dia da nota na Folha sobre a queixa de Dilma a Marinho, mais 2:19 minutos para inflação, 2:02 minutos para incentivar as pessoas a economizarem água em São Paulo (uma bela ajuda a Alckmin), 2:39 minutos para criticar atraso nas obras das Olimpíadas de 2016, 38 segundos (isso mesmo, 38 segundos) para noticiar que o ex-ministro de FHC e candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais (Pimenta da Veiga) foi indiciado por lavagem de dinheiro, 43 segundos contra o deputado André Vargas, 4:25 minutos para vincular Dilma e Lula a compra por FHC em 2001 de usinas termelétricas da Alstom (o que obrigou os petistas a manterem contratos que o tucano assinou), 23 segundos contra a Petrobrás e 1:44 minutos para dar razão à oposição contra o governo na ampliação do escopo da CPI da Petrobrás, atacando decisão de Renan Calheiros de permitir a investigação, também, de escândalos envolvendo PSDB e PSB. No total, foram 12:23 minutos contra o governo, 2:02 minutos a favor de Alckmin e 43 segundos contra o PSDB.
Em 11 de abril, o JN começa com Dilma na defensiva, dando explicações sobre a inflação em matéria de 52 segundos. Em seguida, notícia distorcida de 2:21 minutos de duração sobre recuo na atividade econômica, reportagem de 23 segundos sobre problemas nas obras da Copa, reportagem de 1:57 minuto sobre corrupção na Petrobrás, mais 1:36 minuto sobre o mesmo tema e mais 33 segundos sobre o doleiro envolvido com o deputado André Vargas. Desta vez, foram “só” 7:10 minutos, mas só contra o governo Dilma e o PT, sem nada contra a oposição.
Em ano eleitoral, quando a mídia escolhe maioria tão avassaladora de matérias desfavoráveis a um lado e gasta tão pouco contra o outro lado, provoca efeitos eleitorais. Alguns dirão que tudo que o JN noticiou contra o governo Dilma e o PT tinha que ser noticiado. Só que não existem problemas só desse lado.
O caso de Pimenta da Veiga, candidato do presidenciável Aécio Neves ao governo de Minas e que foi indiciado por lavagem de dinheiro, por certo mereceria bem mais do que 38 segundos. O racionamento de água no maior centro urbano da América Latina – bem como as responsabilidades pelo problema – mereceria muito mais atenção de um jornalismo sério. O escândalo do cartel de trens em São Paulo, já em fase adiantada de investigação, inclusive com políticos do PSDB sendo investigados pelo STF, esse sumiu de vez.
Ao deputado André Vargas poder-se-ia contrapor Robson Marinho, homem forte do tucanato paulista no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e que está envolvido até o pescoço no escândalo dos trens paulistas, mas continua trabalhando normalmente. Ou poder-se-ia contrapor o caso de Pimenta da Veiga, muito mais grave. Mas o JN faz suas escolhas…
O que impressiona é a presidente Dilma ter achado – se é que a matéria de Monica Bergamo é verdadeira – que poderia chamar um dos irmãos Marinho à razão. Aliás, melhor dizendo, chamá-lo à responsabilidade, já que, por ser uma concessão pública, a faixa do espectro radioelétrico que a Globo ocupa não pode ser usada com fins político-partidários.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/04/a-resposta-da-globo-a-dilma/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

PROBLEMAS DO METRÔ VÊM DA CORRUPÇÃO E INCOMPETÊNCIA

Metroviários: Culpa pelo tumulto não é do usuário; é dos trens do propinoduto

publicado em 5 de fevereiro de 2014 às 10:24
Acima, reprodução de denúncias do site do Sindicato dos Metroviários de São Paulo feitas ANTES do tumulto de ontem. Abaixo, a nota do Sindicato divulgada no início da tarde desta quarta-feira, 5.
MAIS SUFOCO NO METRÔ. TREM DO PROPINODUTO É A CAUSA
Nota oficial do Sindicato dos Metroviários sobre as falhas e acontecimentos ocorridos na terça-feira, dia 4 de fevereiro de 2014
Os metrovários lamentam profundamente o sufoco que passaram os usuários e funcionários na noite de ontem.
Sob condições adversas, nos dedicamos diariamente para garantir o funcionamento do Metrô. No entanto, mais uma vez, um trem “reformado” (a maldita frota K) apresentou problemas de porta causando uma reação em cadeia. Os trens parados dentro dos túneis com o ar condicionado desligado gerou uma situação insuportável.
Os trabalhadores do Metrô já haviam denunciado ao Ministério Público os problemas dos trens reformados pela iniciativa privada. Os “trens do Propinoduto”. Exigimos, também, uma solução técnica para o ar condicionado dos trens para que não desliguem dentro do túnel.
Alertávamos para a possibilidade de situações como esta ocorrerem, mas infelizmente, nada foi feito. Diante do caos de ontem voltaremos a procurar o MP buscando soluções.
Nós entendemos o desespero e a revolta dos usuários. Mas, em momento como os de ontem é necessário seguir as orientações dos funcionários das estações, que tentam minimizar para que não aconteçam consequências mais graves.
Os metroviários sempre estarão presentes para ajudar. Infelizmente não nos é dada condições suficientes para atuar. O Metrô está saturado e somos poucos para um público de 5 milhões de usuários.
Neste quadro, não ajuda em nada, as declarações do Secretário Jurandir Fernandes, que numa tática diversionista, culpabiliza “grupos organizados” pelo caos. A culpa não é do usuário. Ir por esse caminho é fugir da solução e da responsabilidade com o público.
Os problema são:
1- As falhas dos trens do propinoduto. Não é coincidência que o trem K-07, que abriu falha ontem, é o mesmo que descarrilhou em agosto do ano passado, que ao retornar a operação, falhou por abrir a porta do lado contrário.
Denunciamos que as principais consequências do propinoduto são as péssimas condições dos trens reformados. A empresa privada que ganhou concorrência, a base de propina, oferece um péssimo serviço. Como já havíamos denunciado, essa frota, com apenas 7 trens, somou 696 falhas num período de 30 dias. Sendo mais de 300 somente no K07. Trem citado nessa ocorrência.
2- Poucos trens no horário de pico. Além das falhas durante a operação, como as de ontem. Os trens do propinoduto param para manutenção com mais frequência. O que causa uma redução de carros nos horários de pico.
3- O ar condicionado. Exigimos solução técnica para o ar condicionado que não tem fonte alternativa de energia. Quando a via tem que ser desenergizada, por qualquer problema, o ar condicionado desliga também.
4- CBTC. O investimento vultuoso nesse novo sistema de sinalização de via, funciona mal e com risco para o usuário.
5- Porta plataforma. Em um sistema carregado como o Metrô de São Paulo são necessárias as portas nas plataformas. Elas servem para minimizar as interferências como a queda de objetos na via e em situações como a presente impossibilidade de entrada na via. Até hoje não houve uma explicação plausível sobre o contrato que iniciou a implantação das portas nas plataformas. Aquelas que viraram monumento na estação Vila Matilde.
6- Superlotação por falta de expansão da malha metroferroviária.
http://www.viomundo.com.br/denuncias/trem-que-deu-origem-a-pane-e-de-frota-reformada-do-metro-diz-presidente-de-sindicato.html

domingo, 15 de dezembro de 2013

WEBER RESISTIRÁ À FACA DO PIG NO SEU PESCOÇO?