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quinta-feira, 3 de abril de 2014

ITAÚ CANSA DE INTERMEDIÁRIOS E QUER ELEGER O PRESIDENTE

domingo, 23 de fevereiro de 2014

DIREITA FARÁ CAMPANHA PORCA EM 2014, EXPLICA JORNALISTA

A campanha mais podre de todos os tempos

Para o jornalista, preconceitos de classe estão aflorados e os meios de comunicação têm grande responsabilidade na radicalização do ambiente político
por Vander Fornazieri publicado 16/02/2014 13:05, última modificação 17/02/2014 13:42
VANDER FORNAZIERI/RBA
Gabriel Priolli
A partir de 2003, todos os preconceitos de classe possíveis e imagináveis afloraram e se solidificaram contra o Lula 
É difícil encontrar uma redação onde Gabriel Priolli não tenha trabalhado. TV, jornal, revista, ele passou pelas mais importantes, exercendo variadas funções, inclusive a de editor do Jornal Nacional, da Globo. Atuou na imprensa alternativa e foi peça importante na criação de campanhas e programas de TV históricos para o PT de mais de duas décadas atrás e, desde então, acumula experiência em 17 campanhas políticas para diversos partidos e candidatos. Hoje está à frente do blog Apriolli, no qual escreve sobre temas políticos e culturais do país.
Priolli começou como estagiário da TV Cultura, onde ficou até 1980, quando houve demissão em massa de jornalistas promovida pelo governador Paulo Maluf, empossado pelos militares em 1979. Amargou uns tempos de geladeira, às voltas com o preconceito dentro do meio jornalístico contra os profissionais de TV – “acusados” de não saber escrever. Meses depois conseguiu uma cobertura de férias na Folha de S. Paulo, e foi bem. Desmontou o preconceito e emplacou matéria de capa. Começou a fazer cobertura de TV para o caderno Ilustrada, que ninguém gostava de fazer. Mas era tudo o que ele queria. Era a possibilidade de se firmar escrevendo e refletindo sobre uma mídia que não tinha interlocução.
Aliás, segundo Priolli, o grosso do que se escreve sobre televisão, ainda hoje, é de um grau de estupidez abissal. “Você fica pasmo de ver a ignorância das pessoas em relação ao que é televisão. Existe a presunção de achar que ela é uma máquina de estupidificar feita por gente estúpida.”
Quais programas você mais acompanhava como crítico?
Cobria tudo. Assistia muito ao Chacrinha e vi o surgimento do Gugu, na época cotado para ser sucessor do Silvio Santos. Falei do papel de renovação e do debate de temas tabus das séries que a Globo começou a produzir, comoMalu Mulher, Carga Pesada, Plantão de Polícia. Acompanhei a última novela da Janete Clair (1925-1983), Eu Prometo, que teve texto finalizado por Glória Perez. Peguei também toda a emergência do vídeo independente, um movimento importante para a televisão e para mim. Eram meus amigos na TVTudo, Olhar Eletrônico, TViva, Vídeo Verso.
Como aconteceu seu trabalho dentro do PT?
Lembro bem da primeira campanha do partido, em 1982, quando ele entrou com aquela linha obreira: “Trabalhador vota em trabalhador”. E em 1984 me aproximei da área de comunicação. Um grupo de colegas fez um programa muito criativo para a TV. Escrevi comentário na Folha, o que era incomum para a época. Acharam o texto pertinente e me convidaram para trabalhar. De repente, estava fazendo a campanha do Eduardo Suplicy para a prefeitura de São Paulo, em 1985, com o Carlito Maia e o Chico Malfitani. Foi aquela do “experimente Suplicy”. Em 1986 esse grupo rachou. Acabei ficando para fazer a campanha do Suplicy para o governo do estado. Foi horrorosa. As campanhas do PT sempre foram conturbadas. Eu acreditava numa linha mais orgânica, de afinidade entre a política e a comunicação. Mas acabou descolando completamente a ponto de botarem as campanhas nas mãos de publicitários. Depois de ter trabalhado os anos 1980 inteiros para o PT, como militante, vendo o partido admitir o ingresso de profissionais de linhas políticas até opostas para fazer suas campanhas, eu peguei minha experiência acumulada e fui trabalhar com comunicação política. Aprendi nesses 30 anos que a decisão de voto é essencialmente emocional.
As propagandas eleitorais estão niveladas?
Hoje todo mundo faz a mesma coisa, com diferenças de estilo aqui ou ali. Propaganda de direita no sentido clássico: escondem-se defeitos, mostram-se virtudes. Há basicamente um apelo emocional ao eleitor no sentido de sensibilizá-lo, de tocá-lo, para depois municiá-lo com argumentos racionais para sustentar, no debate político, a opção feita pelo coração. A propaganda não faz o eleitor concordar com as posições do candidato, mas gostar dele.
Como realizar um debate sério sobre reforma política sem tocar nos monopólios da comunicação? Que diabo de reforma política há de ser essa que não venha acompanhada, ou precedida, de novas regras para o setor?
Para onde vai o belicismo que se vê no cenário político?
Acho que este ano teremos a campanha mais podre de todos os tempos. O ano de 2010 bateu recordes de baixaria, mas vai ser café pequeno comparado ao que nos espera. É lamentável o que acontece e a responsabilidade da mídia é muito grande. Até o governo Lula (2003-2010), a imprensa mantinha uma vigilância crítica, mesmo porque, do ponto de vista de classe, os governos anteriores eram seus, defendiam seus interesses, inclusive os da ditadura. As críticas eram pontuais, na forma. Mas a partir do governo do PT, houve uma mudança total. Por mais que o governo fosse moderado, muito mais tendendo ao centro do que à esquerda, sempre disposto a flexibilizar e a fazer concessões, ainda assim há uma reação radical de não aceitá-lo. Todos os preconceitos de classe possíveis e imagináveis afloraram e se ­solidificaram contra o Lula. É porque é pobre. É porque é operário. É porque é nordestino. É porque não tem dedo…
Isso contaminou a visão que se tinha do presidente?
Sim, e também a leitura do governo que se fazia. A mídia embarcou na onda neoconservadora internacional. Nos Estados Unidos, os veículos de direita, tipo Fox News, sustentaram que Barack Obama era socialista, marxista. Uma loucura sob qualquer aspecto. Imagina se um dia eles realmente tiverem um presidente de esquerda o que vão falar.
Foi nesse momento que se soltaram as rédeas dos analistas sem pudor nem limites, que no passado eram moderados?
Houve favorecimento e incentivo a esse tipo de gente e a essa conversão de comportamento. Todos os que fizeram, e continuam fazendo comentários de direita, foram e seguem sendo premiados. No lado oposto, o daqueles profissionais que tinham posições contrárias, houve repressão. Aconteceu um expurgo da esquerda nas redações e triagem ideológica nas novas contratações. Os jovens que foram ingressando têm majoritariamente pensamento conservador. Montou-se uma uniformidade ideo­lógica nas redações.
Se existia uma coisa rica na imprensa nos anos 1970, era exatamente a diversidade ideológica. Tinha a “direitaça”, gente ligada aos órgãos de repressão, e tinha gente que participou dos grupos armados de esquerda. Era um saco de gatos. Correntes democráticas, correntes revolucionárias. Isso era muito rico. Nunca tive, até o governo Lula, qualquer constrangimento dentro de qualquer redação por causa de posição política. Nunca dei atestado ideológico para quem quer que fosse. E ninguém queria saber se você era ou não petista ou tucano. Hoje está tudo mudado. Cheguei a ser censurado em artigos que me convidaram a escrever, ou porque não batiam com a posição patronal ou porque tocavam em assuntos tabu, como a regulação da mídia.

Você acredita que exista alguma chance de acontecer no Brasil o que se fez na Argentina, com a Lei de Meios?
Chance sim, mas depende de a presidenta querer levar esse debate adiante, de entender que não é possível fazer a reforma política que ela diz querer fazer sem antes enfrentar a regulação da mídia. Como é possível realizar um debate sério sobre reforma política sem tocar nos monopólios da comunicação? Que diabo de reforma política há de ser essa que não venha acompanhada, quem sabe precedida, de uma pactuação de regras para o setor? A gente vai levar adiante esse despudor completo de grupos econômicos utilizarem veículos de comunicação em campanhas descaradas? Para voltar a ter um mínimo de paz social e política, a gente deve ter padrões de moderação e ética. Isso tem de ser regulado e tem um projeto lá na gaveta da presidenta.

Houve ingenuidade do Lula em relação à mídia?
O Lula sempre teve a crença de que é possível ter debate, diálogo, negociar. Isso baseado na própria experiência dele. Antes de ser presidente, ele virou uma estrela mundial graças à forte exposição na imprensa. Pilotava rebeliões sindicais, era peça importante no xadrez político. Isso era do interesse da elite. E teve relações com os donos da mídia. Ele tinha uma visão, não posso dizer que era ingênua, mas equivocada, de que a partir de certo ponto as contradições de classe não seriam tão fortes a ponto de obstruir seu governo. Acho que hoje ele tem uma visão mais dura sobre essa possibilidade de diálogo franco e convivência democrática com a imprensa. A imprensa abdicou da postura democrática e conscientemente se partidarizou. Virou defensora de agremiações que defendem um ideário específico de classe. À medida que essas agremiações foram se desidratando politicamente em sucessivas derrotas eleitorais, ela passou a ter protagonismo e controle político da oposição. Hoje quem formula as políticas de oposição e as críticas é a imprensa. Os partidos apenas as sustentam e repercutem.
Não deixe de ler a íntegra desta entrevista em: 
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/92/a-campanha-mais-podre-de-todos-os-tempos-817.html

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

ERUNDINA CRITICA ALIANÇA DO PSB COM MARINA SILVA

Erundina revela o que pensa sobre as alianças do PSB de Marina/Eduardo Campos


Erundina
Erundina
Não têm “coerência política”. O diagnóstico, contundente e direto, é da deputada Luiza Erundina (PSB-SP) sobre as alianças que estão sendo fechadas pelo PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos – e ao qual a ex-senadora Marina Silva se filiou em outubro pp. Alianças que levaram Marina a vetar acordo em São Paulo para o PSB ajudar na reeleição do governador tucano Geraldo Alckmin na mesma semana em que Eduardo Campos recebeu com toda pompa e circunstância, e lhe deu cargos em seu governo, o PSDB pernambucano.
“A certeza que tenho é que não há coerência política a ponto de se conseguir dar unidade a alianças que podem ser reproduzidas no resto do país”, disse Erundina à Folha nesse domingo, numa entrevista em que transmite claramente o recado: o seu PSB não é o mesmo da dupla parceira Marina Silva-Eduardo Campos. A deputada informa, inclusive, que essas decisões não passaram pelo crivo da  Executiva Nacional do PSB.
A deputada eleita por São Paulo considera que essa situação de incoerência nas alianças PSB-PSDB-Rede “é fruto do sistema político exaurido, esgotado em responder às demandas da sociedade. Mantemos regras, normas e sistemas partidários e eleitorais defasados, sem identidade, e isso explica esse caos que existe nas políticas de alianças locais.” Que falta faz a reforma política, hein, deputada!
A Folha lembra à deputada que acordos PSB-PSDB já foram fechados ou estão encaminhados em Pernambuco, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul e São Paulo (este, vetado por Marina) e pergunta “qual é o limite para esses acordos acontecerem”. Ela responde: “O processo já andou tanto, as conversas já se deram com tanta frequência e não passaram pelas direções partidárias. Marina Silva insiste em encaminhar as coisas de outra forma, mas é uma tentativa muito recente”.
A equipe do blog do ex-ministro José Dirceu entende que uma frase publicada também na Folha hoje, da deputada Teresa Leitão, presidente regional do PT em Pernambuco, sintetiza à perfeição o diagnóstico traçado pela deputada Erundina. “A nova política que Eduardo Campos defende não passa de retórica. Quando precisa, o PSB oferece cargos do governo em troca de apoio”, afirma Teresa sobre a entrada dos tucanos no governo Campos, em Pernambuco. e as alianças PSB-PSDB.
(Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

247: MARINA SILVA QUER TERRORISMO DURANTE A COPA!

Marina pede novos protestos de rua em 2014

:
Ex-senadora Marina Silva, que tentou criar um partido, a Rede, cujos líderes
estiveram diretamente envolvidos na organização de manifestações e até em
depredações de patrimônio público, como no caso do Itamaraty, exalta os
protestos de junho e pede mais em 2014; "voto nessa bela multidão que foi às
ruas como personalidade do ano de 2013 e desejo-lhe mais força e criativida-
de para renovar a democracia no Brasil em 2014", diz ela

27 de Dezembro de 2013 às 07:02

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

IBOPE: CONTRA A MÍDIA, DILMA LEVA NO PRIMEIRO TURNO

Apesar da campanha diária e incessante contra seu 
Governo, da proteção total aos tucanos e oposicio-
nistas envolvidos em corrupção, e da censura a qualquer 
coisa de bom que seu Governo realiza, Dilma Roussef 
continua disparada na frente das pesquisas de intenção 
de voto para presidente em 2014. Desta vez a pesquisa 
é do Ibope, mostrando que Dilma vence em qualquer 
cenário, contra quaisquer candidatos somados, no 
primeiro turno! A consulta foi realizada dias antes da 
prisão arbitrária dos petistas, pelo "mentirão" do 
Joaquim Barbosa. À medida que o povo for conhecendo 
melhor os detalhes desta farsa político-midiática, o 
apoio a Dilma e ao PT deve crescer ainda mais.

Eduardo e Marina perdem eleitores para Dilma

Intenção de voto, com Eduardo
Campos

Dilma RoussefAécio NevesEduardo CamposBrancos/NulosNão sabeIntenção de votoOut/2013Nov/201350403020100

Aprovação do governo Dilma Rousseff

AprovaDesaprovaOut/2013Nov/2013Out/2013Nov/201301020304050