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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

MILAGRE EM BRASÍLIA!


 
 

O deputado federal José Antonio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho. De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Gera...l da Casa. Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para R$ 4.600. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões (isso mesmo R$ 2.300.000,000) nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 BIlhão. “A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário. ................ Quantos poderiam seguir este exemplo??
Por: Cylo De Toledo

segunda-feira, 14 de março de 2011

DELEGADOS FOGEM DE SÃO PAULO POR SALÁRIOS

PIOR SALÁRIO DO BRASIL leva delegados paulistas a buscar asilo salarial em outros estados!!

Êxodo policial no estado de São Paulo
Com um salário inicial entre os mais baixos do país ( sic ), São Paulo perde delegados para outros estados ao mesmo tempo em que três entre dez cidades paulistas não têm titulares nas delegacias
Procura-se delegado, mas a remuneração não é das melhores. Esse poderia ser o texto do edital do próximo concurso para delegados em São Paulo, anunciado na quinta-feira pelo governador Geraldo Alckmin. O salário inicial é dos mais baixos no país. [ OBS: "um dos mais"? ]
Em Brasília, um delegado recém-aprovado em concurso ganha R$ 13 mil. Em São Paulo, esse valor é de R$ 5.500 em cidades pequenas e de R$ 5.800 na capital. Entre os 27 estados do país, o salário inicial do delegado paulista é o penúltimo. [ grifo deste blog, que entende que "um dos mais" é um pouco diferente - mais suave - que "penúltimo" ]
Resultado: migração de policiais para outros estados. Dos 194 aprovados no concurso de 2009, 31 já pediram exoneração para atuar em outros estados. Enquanto isso, três em cada dez municípios paulistas não têm delegados.
Não são apenas os delegados que migram para outros estados. O investigador José Porfírio Dessa, de 57 anos, que durante sete anos trabalhou no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) em São Paulo, passou em um concurso para delegado da corregedoria no Espírito Santo no início da década de 1990. “A polícia de São Paulo tem uma das melhores infraestruturas do país, mas o salário é péssimo. Não havia perspectiva de crescimento. Por isso, me mudei para cá”, conta Dessa.
Para Aloísio de Toledo César, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a perda de inteligência policial precisa ser estancada.
“É uma vergonha comparar quanto ganha o delegado de São Paulo com outros estados. Roraima e Amapá, que são mais pobres, pagam mais. Isso desmotiva a categoria”, afirma César.
Outro problema é o acumulo de funções. No interior, 31% dos municípios estão sem titulares. “Há delegados que respondem por quatro cidades. Atuamente, já temos um déficit de cerca de 200 profissionais”, diz George Melão, presidente do Sindicato dos Delegados de São Paulo (Sindpesp).
Segundo ele, os estados que mais absorvem profissionais de São Paulo são Santa Catarina, Paraná e Rio de Janeiro. “Outros largam a profissão e prestam concursos para procurador, juiz ou delegado da Polícia Federal.”
O governo do estado reconhece a falta de profissionais e anunciou novo concurso para selecionar 130 delegados. A decisão foi tomada durante reunião do governador com o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto.
Os novos delegados podem levar até dois anos para assumir os cargos. “Esse é o tempo mínimo para a formação. Com isso, em 2013, outros delegados vão estar aposentados. Estamos atrasados na reposição de cargos”, critica o sindicalista.
Na última sexta-feira, o sindicato realizou uma assembleia para definir a pauta da reivindicação salarial para 2011. “Queremos igualar o salário inicial ao piso do delegado federal, que é de R$ 14 mil”, conta o presidente do sindicato.
( BLOG DO DELEGADO )

ASSINE PELO CONTROLE DOS SALÁRIOS DOS POLÍTICOS!

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N7432

Assine a petição de apoio ao projeto da deputada Luíza Erundina, que prevê referendo popular sobre os aumentos de salários do Presidente da República, Deputados e Senadores.
É hora de participar!

sexta-feira, 4 de março de 2011

ABAIXO-ASSINADO SOBRE AUMENTOS PARA POLÍTICOS

Assine o abaixo-assinado de apoio ao projeto da deputada Luíza Erundina (55/2011), que prevê a convocação de referendo popular sobre os aumentos de salários dos Congressistas e do Presidente da República.
Em dezembro último, em sessão relâmpago e de madrugada, os deputados se auto-concederam 62% de aumento de vencimentos. Isso acaba sendo estendido aos deputados estaduais e vereadores de todo o Brasil, num acinte ao povo brasileiro, contribuinte, que jamais teve correções salariais nesses níveis.
Se você concorda com isso, junte-se ao abaixo assinado no endereço:


http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N7432

E para ler a íntegra do projeto de lei:



http://www.camara.gov.br/sileg/integras/836792.pdf

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

REFORMA POLÍTICA É MENTIRINHA

Vocês têm acompanhado os debates sobre a tal "reforma política" que os políticos e os jornais apresentam como uma necessidade imprescindível ao Brasil? Pode parecer meio chato, mas é assunto que interessa a todos - somos nós que elegemos e sustentamos os políticos e os Partidos.
Pois eu tenho visto algumas idéias em debate, todas de interesse dos políticos. Fala-se em voto distrital puro (quando se dividiria o Estado em distritos e cada um elegeria um representante); falam em distrital misto (quando há duas listas, e vota-se no partido em uma, e no nome do seu candidato em outra); fala-se em financiamento público das campanhas (ficariam proibidas as doações de dinheiro por empresas e particulares, cada partido recebendo uma cota do orçamento próprio); etc.
Muito bem: podemos discutir esses assuntos, mas acho que eles interessam quase exclusivamente aos Partidos e aos políticos. Esses, jamais votarão algo que enfraqueça os seus privilégios. Se deixarem, os políticos eleitos estendem seus mandatos por, digamos, uns vinte anos, se não pela vida toda. E multiplicam seus salários e mordomias por dez, por cem, ou por mil.
Os congressistas (deputados federais e senadores) acabam de aumentar seus próprios salários em 62%! Tal correção salarial se estende às Assembléias Legislativas nos Estados e às Câmaras Municipais. A despesa é enorme, para pouco trabalho. E os que fazem isso são os mesmos que acham impossível dar um salário mínimo superior a 545 reais (o que cada deputado gasta por dia com almoços, jantares, bebidas e gorjetas). Não há justificativa para tais privilégios.
Se querem uma reforma política prá valer, deveriam abordar pontos que interessam muito mais aos cidadãos, eleitores e contribuintes. Por exemplo:
1) Por que não fixar os aumentos de salários dos políticos no mesmo índice do aumento do salário mínimo?
2) Por que não aprovar o projeto da minha amiga Luiza Erundina, que prevê convocação de referendo popular para aprovar ou não o aumento auto-concedido pelos políticos?
3) Por que não obrigar o ocupante de cargo eletivo ou de nomeação política,  a usar serviços de Saúde e Educação públicos? Aposto que, em seis meses, o Brasil teria as melhores ecolas e os melhores hospitais do mundo...
4) Por que continuar permitindo que os políticos contratem assessores entre parentes, amigos e cabos-eleitorais, ao invés de exigir concursos públicos abertos a todos e feitos com honestidade?
5) Por que dar imunidade judicial a ex-autoridades (lei feita por Fernando Henrique às vésperas de deixar a Presidência) o que divide a população em castas, uma que pode cometer crimes sem castigo, e outra que sofre os rigores da lei penal?
Enfim, essas são apenas algumas idéias que gostaria d ever pelo menos discutidas. Ou se faz uma reforma prá valer, moralizando a atividade política (que pode ser nobre), e obrigando os detentores de cargos públicos a prestarem contas de seus ganhos e de seus atos, ou fica tudo como está.
E hoje está muito ruim: o povo paga, e meia-dúzia usufrui.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

BISPO PROTESTA CONTRA AUMENTO INDECENTE DOS POLÍTICOS


21/12/2010 14h28 - Atualizado em 21/12/2010 14h53

Bispo recusa homenagem do Senado 


em protesto contra aumento

Dom Manuel Edmilson da Cruz receberia comenda de Direitos Humanos.
“Quem assim procedeu não é parlamentar, é para lamentar”, disse.

Eduardo BrescianiDo G1, em Brasília
Dom Manuel da Cruz durante sessão especial no Senado Federal nesta terça-feira (21)Dom Manuel da Cruz durante sessão especial
no Senado Federal nesta terça-feira (21)
(Foto: J. Freitas / Agência Senado)
O bispo de Limoeiro do Norte (CE), Dom Manuel Edmilson da Cruz, recusou nesta terça-feira (21) receber uma comenda do Senado Federal. Ele afirmou que sua atitude era para protestar contra o aumento salarial de 61,8% aprovado pelos parlamentares em causa própria. A homenagem recusada por ele é a Comenda dos Direitos Humanos Dom Helder Câmara.

A recusa do bispo foi feita em um discurso no plenário do próprio Senado. Ele criticou os parlamentares por aprovar o aumento deste montante para o próprio salário. “Quem assim procedeu não é parlamentar, é para lamentar”, disse.
O religioso afirmou que a comenda que lhe foi oferecida não honra a história de Dom Helder Câmara, que teve atuação destacada na luta pelos direitos humanos durante o regime militar.
A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Câmara. Não representa. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la"
Dom Manuel Edmilson da Cruz
“A comenda hoje outorgada não representa a pessoa do cearense maior que foi Dom Helder Câmara. Não representa. Desfigura-a, porém. Sem ressentimentos e agindo por amor e por respeito a todos os senhores e senhoras, pelos quais oro todos os dias, só me resta uma atitude: recusá-la. Ela é um atentado, uma afronta ao povo brasileiro, ao cidadão, à cidadã contribuinte para o bem de todos, com o suor de seu rosto e a dignidade de seu trabalho”, afirmou o bispo.
Ele destacou que o aumento dado aos parlamentares deveria ter como base o reajuste que será concedido ao salário mínimo, de cerca de 6%. “O aumento a ser ajustado deveria guardar sempre a mesma proporção que o aumento do salário mínimo e da aposentadoria. Isso não acontece. O que acontece, repito, é um atentado contra os direitos humanos do nosso povo”.