Recomendo que acompanhem esta belíssima palestra de Lula, que toca em pontos fundamentais da política externa do Brasil, dentro da América Latina, na relação com os Estados Unidos, e no mundo. Uma aula de soberania, totalmente fiel à vocação de liderança do Brasil em clima de Paz e alta diplomacia. E ele usa de muito humor, no seu estilo e linguagem informais, que tanto conquistou simpatia pelo planeta inteiro. Vejam a sua sinceridade. Só mentes muito colonizadas jamais entenderão esta postura moderna e avançada, que nos coloca hoje como um dos países mais influentes do mundo, como pude conferir em 31 países que visitei nos últimos oito anos. Deves-e ressaltar o brilhante desempenho do ex-chanceler Celso Amorim, considerado um dos formuladores da geopolítica do século 21, pela imprensa internacional.
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quinta-feira, 27 de março de 2014
terça-feira, 25 de outubro de 2011
NOS EUA, ARTISTAS PEDEM LIBERTAÇÃO DOS 5 CUBANOS
| Artistas EE.UU. reclaman libertad para antiterroristas cubanos |
| Escrito por Prensa Latina | |
| Martes, 25 de Octubre de 2011 15:29 | |
![]() La Habana, 25 oct (PL) Otros 18 reconocidos artistas estadounidenses suscribieron una carta dirigida al presidente Barack Obama para demandar la inmediata libertad de cinco antiterroristas cubanos presos en la nación norteña. A la iniciativa Actores y Artistas Unidos por la Libertad de los Cinco, promovida por Danny Glover y Edward Asner, se unieron Jackson Browne, Peter Coyote, Héctor Elizondo, Esai Morales, Bonnie Raitt, Edwar Asner, Mike Farrell, Max Gail y Haskell Wexler, entre otros. De acuerdo con el sitio web www.thecuban5.org, con anterioridad populares voces por su trayectoria artística como la de Susan Sarandon, Oliver Stone, Martin Sheen, Pete Seeger, Ry Cooder, Chrissie Hynde y Graham Nash se alzaron para reclamar justicia en este caso. En la carta a Obama, enviada en el décimo segundo aniversario del arresto de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino y René González, este último bajo libertad supervisada en Estados Unidos, los actores y artistas de ese país declaran: "Estamos sumamente consternados de que los cinco cubanos, quienes no cometieron ningún crimen contra Estados Unidos, ni tampoco significaron una amenaza a la seguridad nacional de este país, lleven 12 años presos. | |
| Última actualización el Martes, 25 de Octubre de 2011 15:40 http://www.capitulocubano.cult.cu/ | |
domingo, 23 de outubro de 2011
AMÉRICA DO SUL TEM MAIS PRSENÇA NA ONU
Unasul obtém status de observador na Assembleia Geral da ONU
A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) obteve nesta sexta-feira (21) o status de observador na Assembleia Geral da ONU depois que a Comissão de Assuntos Jurídicos do organismo aprovou por unanimidade sua solicitação de adesão.
A Unasul "ultrapassou o âmbito continental para se transformar em uma instituição global", afirmou a delegação da Venezuela na ONU, um dos 12 países que formam o bloco de países sul-americanos, ao lado de Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname e Uruguai.
O embaixador venezuelano Jorge Valero destacou que os países do bloco se propõem a superar a desigualdade socioeconômica, conseguir a inclusão social, "a participação cidadã e consolidar a soberania e independência dos Estados".
A Unasul solicitou a adesão como observador da ONU no último período de sessões da Assembleia Geral, um pedido que foi realizado pela delegação permanente da Guiana, que ostenta a Presidência temporária desse grupo de países.
Uma vez aprovada pelos 193 Estados-membros na Comissão de Assuntos Jurídicos da ONU, a adesão de Unasul será ratificada por resolução da Assembleia Geral em novembro, o que abrirá a passagem para a integração definitiva do bloco à ONU.
"A Unasul é uma demonstração dos benefícios que podem oferecer os processos de integração em sociedades multiétnicas e multiculturais que compartilham uma história e geografia comuns", acrescentou o embaixador da Venezuela.
A Unasul, que poderá assistir as reuniões da Assembleia Geral e pedir a palavra, se une à lista de observadores do organismo, na qual se incluem organizações intergovernamentais como organismos não-governamentais independentes.
http://www.vermelho.org.br
sábado, 22 de outubro de 2011
LEANDRO FORTES MOSTRA A BRONCA DA DIREITA-BURRA
Enquanto isso, no Museu de Novidades de Roque Santeiro...
Três eventos distintos, separados em períodos esparsos, definiram nos últimos meses o arrazoado doutrinário e os modos da nova direita brasileira, remodelada em forma e conteúdo, mas não nas intenções, como era de se esperar. Aterrissaram em sua pista dourada intelectuais do calibre de Fernando Gabeira, Ferreira Gullar, Nelson Motta e Arnaldo Jabor, grupo ao qual se agregou, para estupefação do humor, o humorista Marcelo Madureira, do abismal Casseta & Planeta. Essa nova direita, cheia de cristãos novos e comunistas arrependidos tem no DNA um instinto de sobrevivência mais pragmático, gestado nos verdadeiros interesses em jogo, não mais na espuma do gosto popular. Não por outra razão, se ancora menos na ação parlamentar e mais na mídia, onde mantém brigadas de colunistas, e onde também atua, nas redações, de cima para baixo, de modo a estabelecer um padrão único de abordagem sobre os temas que lhe dizem respeito: dinheiro, liberdade irrestrita de negócios, dominação de classe, individualismo, acúmulo de riqueza e concentração fundiária.
Os três eventos aos quais me refiro causaram um razoável revertério na estratégia de comunicação social bolada por esse grupo neoconservador tupiniquim montado na rabeira da história dos neocons americanos. Senão, vejamos:
A surpreendente confissão de Maria Judith Brito, presidente da Associação Nacional dos Jornais (ANJ)
“A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo.”
Judith, autora da fala acima, primeira mulher a assumir a presidência da ANJ, é diretora-superintendente do Grupo Folha da Manhã, responsável pela publicação do diário “Folha de S.Paulo”. Disse o que disse porque, como chefe da entidade, tinha como certo de que não haveria outra interpretação, senão à dos editoriais dos jornais que representa, todos favoráveis ao papel da imprensa anunciado por ela. Em suma, Judith Brito, embora não seja jornalista, representa bem um dos piores vícios da categoria, sobretudo no que diz respeito à cobertura política: falar exclusivamente para si e para os seus pares de ofício, prisioneira em um círculo de giz no qual repórteres escrevem para outros repórteres, certos de que uns irão repercutir os outros, escravos de uma fantasia jornalística alheia à realidade do mundo digital que está no cerne, por exemplo, da decadência e no descrédito dos jornais impressos – não por acaso, fonte do poder e da autoridade de Judith Brito.
O acordo nuclear com o Irã, capitaneado por Luiz Inácio Lula da Silva e pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan
O sucesso da diplomacia brasileira nesse episódio criou um paradigma de atuação profissional do Itamaraty até então considerado impossível. De forma pacífica e disciplinada, a operação que resultou no acordo foi conduzida com extrema leveza, a caminhar sobre os ovos de aves agourentas distintas que se odeiam desde as primeiras luzes. Incorporou à biografia de Lula essa aura dos que lutam pela paz, requisito fundamental para a seleção dos premiados do Prêmio Nobel da Paz. Mas, antes que isso aconteça, a mídia brasileira vai finalmente descobrir que o milionário Alfred Nobel inventou a dinamite.
O resultado concretamente político dessa ação no Oriente Médio, apesar da bem sucedida pressão da extrema-direita americana sobre Barack Obama a favor de sanções contra o Irã, foi a desconstrução do discurso conservador da diplomacia brasileira, todo ele montado sobre as teses de alinhamento automático aos Estados Unidos, reação acrítica de atos de barbárie cometidos por Estados ocidentais e a submissão pura e simples às regras financeiras ditadas pelas nações ricas. Nesse aspecto, a história do chanceler Celso Amorim será extremamente mais relevante do que a de seus antecessores, torcedores vibrantes pelo fracasso do ministro com ampla visibilidade nas matérias e programas de entrevista da velha mídia nacional. Entre eles, Celso Lafer, o ministro das Relações Exteriores de FHC que acatou a ordem de tirar os sapatos no aeroporto de Washington, em 2002, para entrar nos EUA. Agora, Lafer acusa Lula de ter montado um palanque eleitoral no Itamaraty e encabeça a turma de ressentidos com a nova imagem do órgão, incomodado com a natural comparação entre tempos tão próximos. A ele se juntaram os diplomatas Sérgio Amaral, ex-porta-voz de FHC, e Rubens Barbosa, embaixador nos Estados Unidos à época em que Lafer se entregou à cerimônia do lava-pés da alfândega americana.
Também perfilado com eles está Luiz Felipe Lampreia, que odiava, com razão, ser chamado de “Lampréia”, nome de uma enguia sugadora com boca de ventosa. Isso significa que o ex-chanceler de Fernando Henrique deve estar também irritado com a reforma ortográfica, já que “lampréia” virou “lampreia” mesmo. Além de secar a gestão de Amorim, Lampreia se apresenta como “um dos 100 melhores palestrantes do Brasil” no site “palestrantes.org”. Justiça seja feita, trata-se de uma lista plural e, aparentemente, preparada a partir de parâmetros profissionais estabelecidos pelo site.
Interessante, contudo, é descobrir que Lampreia se apresenta, entre outros títulos, como membro dos conselhos consultivos de multinacionais e firmas de interesse ostensivamente americanos como Coca-Cola, Unilever, Council on Foreign Relations de Nova York, Inter-American Dialogue de Washington, e Kissinger MC Larty Associates, escritório de consultoria política montado pelo ex-secretário de Estado Henry Kissinger, primeiro chefe da comissão de investigação sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, nomeado por George W. Bush. O outro sócio, Mack MacLarty, foi chefe-de-gabinete de Bill Clinton, na Casa Branca. A banca de Kissinger e MacLarty é filiada ao Council of the Americas, uma agremiação de defesa da livre iniciativa intimamente ligada ao movimento neoliberal e neoconservador que tanto sucesso ainda faz entre tucanos e os liberais do DEM.
Fica fácil, portanto, de entender a birra de Lampreia com a política sul-sul, independente dos EUA, encabeçada por Celso Amorim. Da mesma maneira que ficou fácil entender por que, com Amorim, passamos a nos apresentar ao mundo de cabeça erguida, apesar de manchetes em contrário.
LEIA A ÍNTEGRA NO EXCELENTE
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
VERDADES SOBRE A LÍBIA. QUE ESCONDEM DE VOCÊ!
POR QUE EXTERMINARAM KADDAFI ?.........................
- De:
- Oswaldo Catan
O que a mídia jamais falará:
- SEJA KADDAFI O BIZARRO QUE FOR, A ONU CONSTATOU EM 2007 QUE A LÍBIA TINHA*:
1 - Maior Índice de Desenvolvimentjo Humano (IDH) da África (até hoje
e é maior que o do Brasil);
2 - Ensino gratuito até à Universidade;
3 - 10% dos alunos universitários estudavam na Europa, EUA, tudo pago;
4 - Ao casar, o casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;
5 - Sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus.
Equipamentos de última geração, etc...;
6 - Empréstimos pelo banco estatal sem juros;
7 - Inaugurado em 2007, o maior sistema de irrigação do mundo, vem
tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de
alimentos.
*II - PORQUE "DETONAR" A LÍBIA ENTÃO?*
Três principais motivos:
1 - Tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45
bilhões de barris em reservas;
2 - Fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da
OTAN. Só falta agora a Síria;
3 - E provavelmente o principal:
- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial
... ao dólar
- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor
da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações
do dólar.
- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi,
após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos
formassem uma moeda única desligada do dólar.
* O QUE É O ATAQUE HUMANITÁRIO PARA LIVRAR O POVO LÍBIO:**
1 - A OTAN comandada, como se sabe, pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projétil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estruturas de água, esgotos, gás e luz estão sèriamente danificados.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
GADAFI ERA AMIGÃO DOS INGLESES E AMERICANOS...
Independent: Documentos secretos revelam relações carnais com Gaddafi
As cartas secretas de Moussa Koussa mostram conexão líbia com o Reino Unido
Mensagens encontradas em seu escritório mostram como o MI6 [serviço secreto de inteligência] deu detalhes sobre dissidentes no exílio a Gaddafi — e como a CIA usou o regime para ‘rendição extraordinária’
por Portia Walker e Kim Sengupta em Trípoli
Saturday, 3 September 2011, no jornal britânico Independent
Saturday, 3 September 2011, no jornal britânico Independent
Arquivos secretos descobertos pelo Independent em Trípoli revelam que ligações espantosamente próximas existiam entre os governos britânico, norte-americano e o de Muammar Gaddafi.
Os documentos mostram como prisioneiros foram oferecidos para interrogatórios brutais pelo regime de Trípoli sob o altamente controverso programa de ‘rendição extraordinária’ e também como informações sobre opositores do ditador líbio exilados no Reino Unido foram repassadas ao regime pelo MI6.
Os papéis mostram que autoridades britânicas ajudaram a escrever o rascunho de um discurso do coronel Gaddafi quando ele tentava reabilitar seu regime do status de pária, no qual mergulhou depois do apoio dado a movimentos terroristas. Outros documentos revelam que os Estados Unidos e o Reino Unido agiram em nome da Líbia para conduzir negociações com a Agência Internacional de Energia Atômica.
Nas tentativas que tinham implementado de cultivar seus contatos com o regime, os britânicos algumas vezes não estavam dispostos a dividir sua “conexão líbia” com os aliados mais próximos, os Estados Unidos. Numa carta a um colega do serviço de inteligência líbio, um oficial do MI6 descreveu como tinha se negado a informar a identidade de um agente a Washington.
Os documentos, muitos dos quais tem implicações incendiárias, foram encontrados no escritório particular de Moussa Koussa, o braço direito do coronel Gaddafi e chefe do serviço de segurança, que se exilou no Reino Unido nos dias seguintes ao início da revolução de fevereiro na Líbia.
Os papéis revelam detalhes sobre a visita de Tony Blair ao ditador líbio em Trípoli — foi o escritório do primeiro-ministro britânico que requisitou que o encontro acontecesse em uma tenda. Uma carta de um oficial do MI6 ao sr. Koussa diz que “o número 10 [em referência ao endereço do primeiro-ministro britânico, 10 Downing Street, em Londres] quer que o primeiro-ministro encontre o Líder em uma tenda. Eu não sei porque os ingleses são fascinados por tendas. O fato é que os jornalistas adorariam”.
Os documentos levantam questões sobre o relacionamento entre Moussa Koussa e o governo britânico e sobre os eventos que se seguiram ao exílio dele. A chegada surpreendente do sr. Koussa ao Reino Unido provocou pedidos para que ele fosse interrogado pela polícia sobre seu envolvimento em assassinatos no Exterior praticados pelo regime líbio, inclusive a de uma policial, Yvonne Fletcher, e de oponentes de Gaddafi.
Koussa também estaria envolvido no envio de armas para o IRA [Irish Republican Army, grupo armado que enfrentou os britânicos na Irlanda]. Na época do exílio, o governo de David Cameron garantiu ao público que o sr. Koussa poderia ser processado. Em vez disso, ele recebeu autorização para deixar o Reino Unido e agora se acredita que esteja em um dos países do Golfo [Pérsico].
As revelações do Independent vão despertar perguntas sobre se o sr. Koussa, que há muito era acusado de abusos dos Direitos Humanos, foi autorizado a escapar porque tinha provas constrangedoras ['smoking gun']. O sr. Koussa copiou e levou com ele dezenas de arquivos, quando deixou a Líbia.
Os papéis ilustram as relações íntimas do sr. Koussa e de alguns colegas dele com a inteligência britânica. Cartas e faxes eram enviados a ele com ‘Saudações do MI6′ e ‘Saudações do SIS’, felicitações natalinas, numa ocasião, ‘De seu amigo’, seguido pelo nome de um oficial de inteligência britânico, além de lamentações sobre encontros que não deram certo. Houve também uma regular troca de presentes: em uma ocasião um agente líbio chegou a Londres carregado de figos e laranjas.
Os documentos repetidamente tratam de um florescente relacionamento entre as agencias de inteligência ocidentais e a Líbia. Mas havia um custo humano. O regime de Trípoli era um parceiro altamente útil no processo de ‘rendição extraordinária’ sob o qual prisioneiros eram mandados pelos Estados Unidos para ‘interrogatórios reforçados’, um eufemismo, dizem os grupos de defesa dos Direitos Humanos, para tortura.
Um documento do governo dos Estados Unidos, marcado ’secreto’, diz “nosso serviço está em condições de entregar Shaykh Musa para sua custódia física de forma similar ao que fizemos com outros líderes-sênior do LIFG (Grupo Líbio de Luta Islâmica) no passado. Nós respeitosamente pedimos a expressão de seu interesse em assumir a custódia do sr. Musa”.
domingo, 8 de maio de 2011
DILMA CRITICA ATAQUE À LÍBIA
Pingos nos "is"
Publicado em 06-Mai-2011
Dilma Rousseff
A presidenta criticou a ação militar respaldada pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Líbia. "Os conflitos recentes na África do Norte e no Oriente Médio mostram que não há porque optar entre conformismo de um lado, violência intervencionista de outro. A realidade é mais complexa", afirmou a presidenta.
É bom lembrar que Brasil e Alemanha, ao lado de China, Rússia e Índia, abstiveram-se na votação do Conselho de Segurança que aprovou a zona de exclusão aérea ao país. A posição alemã gerou críticas de seus parceiros na União Europeia (UE). Essa mesma intervenção militar na Líbia, que supostamente serviria para defender a vida de civis, resultou, na prática, em ataques aéreos constantes, vitimando a mesma população que pretenderia proteger.
Direitos humanos
Ao apoiar os rebeldes daquele país e tomar partido numa guerra civil, o Conselho de Segurança da ONU não se limita à justa e necessária defesa dos direitos humanos ou de populações civis desarmadas, indefesas e pacíficas. A presidenta defendeu uma análise mais profunda das causas dos conflitos na região, de forma que "soluções duradouras" sejam adotadas.
"Cada uma dessas situações depende de tratamento específico, atento às verdadeiras raízes dos problemas e à busca de soluções duradouras, que respeitem a soberania nacional, os direitos civis e os direitos humanos em todos os países da região, sem seletividade", disse.
A chefe do governo voltou a defender a reforma do Conselho de Segurança da ONU: "há base suficiente sobre a reforma que contemple a expansão dos assentos permanentes e não permanentes”. Para a presidenta, só assim, com a presença de países que espelhem a nova relação de forças no mundo no Conselho ele será “mais efetivo, mais eficaz e, de fato, representará os interesses da humanidade".
Foto: Arquivo
domingo, 30 de janeiro de 2011
EUA NÃO QUEREM DEMOCRACIA NO ORIENTE MÉDIO
Leia um trecho do post publicado pelo Luiz Carlos Azenha em seu notável blog (viomundo.com.br). Azenha vai na mesma linha dos posts que temos colocado aqui sobre o assunto: o falso espanto do Ocidente com as revoltas no mundo árabe onde os EUA sempre apoiaram ditaduras desde que tenham portas abertas para os negócios e a importação de petróleo.
Cinismo é uma personagem onipresente na Política Internacional. Não deixem de ler todo o artigo do Azenha no seu blog.
Washington sustenta o governo egípcio à base de cerca de 5 bilhões de dólares anuais.
É muito pouco provável que o governo Obama vá além de declarações vazias a respeito do governo ditatorial de Hosni Mubarak, ou de “platitudes” em defesa da liberdade de expressão da população.
A reticência dos Estados Unidos — e de todos os governos ocidentais — em relação ao Egito tem relação com o fato de que qualquer democratização para valer dos países árabes aumentará o poder dos partidos islâmicos (a Irmandade Islâmica, por exemplo, no Egito).
Foi prometendo combater a corrupção e promovendo serviços sociais que o Hamas e o Hizbollah ganharam legitimidade respectivamente em Gaza e no Líbano.
Notem, nas próximas horas, como os governos ocidentais vão enfatizar a necessidade de “preservar a estabilidade” e a “segurança” dos governos árabes que estão na defensiva.
Democracia nos países árabes resultaria em governos menos submissos aos Estados Unidos, mais “antenados” com as ruas e, portanto, muito mais agressivos em defesa dos direitos e dos interesses dos palestinos — para não falar em defesa de seus próprios interesses.
Será muito curioso observar, nos próximos dias, a dança hipócrita dos que defendem apaixonadamente a democracia no Irã mas se esquecem de fazer o mesmo quando se trata do Egito. Inclusive no Brasil.
PS do Viomundo: Vamos ver se o governo Obama deixa de fornecer gás lacrimogêneo e outros equipamentos de “segurança” ao governo Mubarak, por exemplo.
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