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terça-feira, 21 de julho de 2015

GOVERNO DE PORTUGAL DESMENTE NOVA CALÚNIA D'O GLOBO

Primeiro-ministro de Portugal desmente matéria de 'O Globo' contra Lula

Pedro Passos Coelho afirmou à imprensa portuguesa: "O ex-presidente Lula da Silva não me veio meter nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira"
por Redação RBA publicado 20/07/2015 16:40, última modificação 20/07/2015 17:28
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pedro_passos_coelho.jpg
Coelho: "Não me veio dizer: há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse ali um jeitinho"
São Paulo – O primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, desmentiu hoje (20) matéria do jornal O Globo, publicada ontem (19), sobre suposto lobby do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor da construtora Odebrecht. "O ex-presidente Lula da Silva não me veio meter nenhuma cunha para nenhuma empresa brasileira", afirmou o primeiro-ministro à imprensa portuguesa.
"Para ser uma coisa que toda a gente perceba direitinho, é assim. Não me veio dizer: há aqui uma empresa que eu gostava que o senhor, se pudesse, desse ali um jeitinho. Isso não aconteceu. E nem aconteceria, estou eu convencido, nem da parte dele, nem da minha parte", afirmou também o primeiro-ministro português.
A expressão “meter uma cunha” a que Coelho se refere significa em Portugal “fazer lobby” e se fosse dita por aqui daria margem a interpretações ambíguas em razão de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vir atuando em sua gestão com mão pesada em favor dos interesses conservadores. Não demoraria para que “meter uma cunha” por aqui ganhasse muitos significados sobre o comportamento pouco democrático do presidente da Câmara.
De acordo com a reportagem do jornal, o pedido de Lula em favor da Odebrecht teria relação com a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), de Portugal. Em nota divulgada ontem, a assessoria de imprensa do Instituto Lula acusou o jornal da família Marinho de omitir informações sobre o assunto. “O jornal O Globo não se atenta aos fatos e faz distorções para prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2015/07/primeiro-ministro-de-portugal-desmente-materia-de-o-globo-contra-lula-6633.html

domingo, 24 de agosto de 2014

SAIBA QUEM PAGOU AS VAIAS À DILMA NA COPA; ELES NÃO PAGAM IMPOSTOS!!!

Fernando Brito: Multilaser pagou 

cartazes da vaia a Dilma

publicado em 21 de agosto de 2014 às 20:11
cartaz
 por Fernando Brito, do Tijolaço
“Éticos” da direita paulista pagaram cartazes anônimos para ter vaia a Dilma no Itaquerão
Depois de quase três meses em sigilo, ficamos sabendo, pelo Estadão, que 20 mil  
cartazes foram distribuídos à entrada do Itaquerão, na abertura da Copa, atacando 
e pedindo manifestações contra Dilma Rousseff.
O apelo era explícito: “Na hora do Hino Nacional abra este cartaz e mostre para todos 
que está na hora do Brasil  vencer de verdade”.
Foram pagos pela empresa Multilaser, pertencente a Alexandre Ostrowiecki e Renato 
Feder.
Dois yuppies que, imaginem só, mantêm um site em que avaliam a eficiência e a 
ética dos políticos.
É claro que  quase só entram ali os parlamentares de direita ou os que se dizem de 
esquerda mas, na prática, acompanham as políticas da direita.
Então foi assim que se preparou a “manifestação espontânea” de grosseria no jogo 
inaugural da Copa?
É assim que dois empresários que, inclusive, gozam de incentivos fiscais, gastam o 
dinheiro que a União deixa de recolher em impostos?
Porque quem pagou não foram eles, do bolso próprio, mas a empresa.
Com direito a abater nos impostos que ambos maldizem.
A empresa, aliás, não deve ter do que reclamar dos impostos, pois diz o Estadão 
que “segundo balanço de demonstrações financeiras da Multilaser publicado no 
Diário Oficial de 27 de março, o item “reserva de lucros” aumentou de R$ 51 milhões 
em 2012 para R$ 128 milhões em 2013″.
Um crescimento nada mau de 151% nos ganhos dos pobres coitados que 
dizem estão carregando o Estado brasileiro nas costas.
Mais cara de pau, só a da nossa imprensa, que  tinha um esquadrão de repórteres 
pronto para encontrar qualquer montinho de terra que ajudasse a dizer que a 
festa era um desastre, mas não foi capaz de ver a distribuição de milhares de 
cartazes que, é só olhar, não tinham nada de espontâneos.
***
Via e-mail, o leitor El Cid nos mandou as imagens (abaixo) do Diário Oficial da 
União com a aprovação de projeto da Multilaser. “Cospem no prato que comeram”, 
detonou.

Portaria Multilaser -003
Portaria Multilaser - 02 (2)
http://www.viomundo.com.br/denuncias/fernando-brito-multilaser-pagou-
cartazes-anonimos-para-ter-vaia-dilma-itaquerao.html

domingo, 27 de julho de 2014

SANDANTER NO BRASIL INDUZ CLIENTES A ERROS, DENUNCIAM BANCÁRIOS!



Sindicato denunciará Santander Brasil na Espanha por 'gestão temerária'

Banco enviou carta a clientes condicionando ganhos em investimentos a queda de Dilma em pesquisas. Para entidade, gesto é parte de um conjunto de medidas que comprometem desempenho da instituição
por Paulo Donizetti de Souza, da RBA publicado 25/07/2014 16:47, última modificação 25/07/2014 17:36
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WWW.SANTANDER.COM/DIVULGAÇÃO
Jesús Zalbaza
Zabalza, presidente do banco espanhol, dirigiu Divisão América da instituição antes de assumir comando no país
São Paulo – O Sindicato dos Bancários de São Paulo fará reclamação formal ao presidente mundial do banco Santander, Emilio Botín, contra a gestão do presidente da instituição espanhola no Brasil, Jésus Zabalza. De acordo com a diretora-executiva da entidade Rita Berlofa, a “atuação alarmista” do banco em pleno ambiente eleitoral brasileiro não é um caso isolado, mas parte de um conjunto de práticas que permite classificar a gestão do Santander no país de “temerária”.
A dirigente refere-se ao comunicado enviado pelo banco a clientes de renda alta, em que afirma haver “pessimismo e falta de confiança crescente”, mas que se a presidenta Dilma Rousseff “se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir... revertendo parte das altas (financeiras) recentes (obtidas por investidores)”.
Rita considera o gesto do banco “irresponsável” para com a economia brasileira. “Uma instituição desse porte não pode, ainda que tenha preferência eleitoral, praticar especulação, agredir a imagem do país e pôr em dúvida a nossa estabilidade. Vivemos situação de crescimento tímido por conta de um cenário mundial complicado, mas sustentável, com inflação controlada, juros estáveis e crescimento de empregos e renda”, diz. “Um grande banco que está aqui há 14 anos, ao apostar contra o país onde obtém um quarto de seu lucro mundial revela-se, ele sim, um perigo para seus acionistas”, critica a sindicalista, que pondera, no entanto, não se surpreender.
Segundo a dirigente, a chegada de Zabalza ao comando do banco no Brasil, em maio do ano passado, foi cercada de incertezas. “Desde lá, vem fazendo política esquisita de redução de despesas, incluindo desde o corte de gastos com água e cafezinho, passando por redução de pessoal de limpeza até o corte de trabalhadores responsáveis por atendimento e negócios, piorando drasticamente o ambiente interno de pressões e condições de trabalho e repercutindo de maneira visível na qualidade de atendimento. Simplesmente falta gente em todas as áreas”, enumera.
A determinação na “austeridade”, segundo Rita, culminou com a redução de 4.800 postos de trabalho e no fechamento de 150 agências no ano passado. “Em contrapartida, aumentou a bonificação de altos executivos em mais de 38%.”
Em junho, o Santander liderou o ranking das instituições financeiras com maior número de reclamações em levantamento do Banco Central. Foi o quinto mês em 2014, dos seis mensurados, em que a marca esteve no topo das queixa dos usuários.
Integrante da Comissão de Empresa dos empregados do Santander, Rita revela que a conduta do banco no Brasil tem sido objeto de preocupação nos países em que a instituição atua no continente. E que Jesús Zabalza é conhecido de representantes sindicais de Argentina, Chile, México, Peru, Porto Rico e do Uruguai, países componentes da Divisão América do banco, da qual o executivo foi diretor-geral antes de assumir a presidência da unidade brasileira. “Tenho participado de muitas reuniões com sindicalistas desses países e todos demonstram preocupação com eventuais impactos da política de Zabalza nas relações de trabalho e no próprio desempenho global do Santander. Vamos encaminhar formalmente um documento ao presidente mundial do banco, Emilio Botín, expressando nossas preocupações.”
A repercussão na imprensa e nas redes sociais levou o banco a soltar comunicado em sua página na internet. “O Santander vem a público esclarecer que o texto enviado a um segmento de clientes, que representa apenas 0,18% de nossa base (…) não reflete de forma alguma o posicionamento da instituição”, diz a nota.
Para a diretora do sindicato, o desmentido oficial do banco dificilmente irá minimizar o que pode ser um “tiro no pé” do ponto de vista dos supostos objetivos políticos da carta enviada aos correntistas: “As pessoas mais críticas poderão interpretar que, se um banco como esse é contra a presidenta Dilma, é ele, e não ela, o problema do Brasil”, ironiza.
reproduções
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/07/sindicato-denunciara-santander-brasil-na-espanha-por-2018gestao-temeraria2019-5318.html

quarta-feira, 11 de junho de 2014

LULA RESSALTA IMPORTÂNCIA DOS EMPRESÁRIOS, EM ENCONTRO AL-CARIBE

“Nesses 11 anos aprendi que a gente pode fazer 

muito mais e pode fazer pelo mundo inteiro”

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do encerramento do Fórum Empresarial: América Latina e Caribe Global 2014 na tarde desta terça-feira (10), em São Paulo. Ele reforçou a ideia de crescimento econômico acompanhado de inclusão social e destacou o papel dos empresários nesse processo. “Quando a gente é governo sabe fazer todo discurso que você pode imaginar, (…) mas se a gente não envolver os empresários nessa história, as coisas não acontecem”.
Segundo ele a integração é um tema muito fácil de falar, sobretudo para um político latino-americano, no entanto, a dificuldade está em colocá-la em prática. Entre outros exemplos, ele citou a unificação da América Latina – mais evidente na última década – e o fortalecimento do Mercosul. “No começo de 2003 tínhamos um fluxo de balança de comércio de 10 bilhões de dólares. Pois bem, nós hoje temos um fluxo de 49 bilhões de dólares”. E completou: “Se nós levássemos em conta nosso potencial de integração, (…) e o Brasil não deve se comportar como adversário de qualquer país da América do Sul,  o Brasil deve se comportar como mercado para qualquer país da América do Sul, esse país faria em dez anos o que não foi feito em 50”.
Lula avaliou que se deve pensar mais politicamente e menos economicamente. “Nesses 11 anos aprendi que a gente pode fazer muito mais e pode fazer pelo mundo inteiro”. E a recuperação brasileira diante da crise de 2008 prova que o país soube se reestruturar mais forte e rapidamente que a União Europeia. “Depois da crise de 2008 nós mostramos que estamos mais preparados para enfrentar a crise que eles”.
A estabilidade conquistada pela Bolívia nos últimos oito anos também ganhou destaque na fala do ex-presidente. “[A política adotada fez com que] em apenas oito anos tivessem uma reserva de divisas naturais que é metade do PIB da Bolívia”.
Em tom descontraído, Lula destacou a oportunidade que se apresenta ao Brasil com a realização da Copa do Mundo que terá início na próxima quinta, dia 12. “De 18 copas, essa parte do mundo, pequena, chamada América Latina, sobretudo a América do Sul, tem nove. Todas do Mercosul (risos). (…) Argentinos, por favor, não se metam em levar a Copa do Brasil”.
http://www.institutolula.org/nesses-11-anos-aprendi-que-a-gente-pode-fazer-muito-mais-e-pode-fazer-pelo-mundo-inteiro/#.U5hfKHJdVOI

domingo, 8 de junho de 2014

ENQUANTO COXINHAS CHORAMINGAM, LUIZA FATURA. CHUPA MAINARDI!



Magazine Luiza pretende abrir 19 lojas no Nordeste este ano

PUBLICADO EM 07/06/2014 ÀS 9:40 POR  EM NOTÍCIAS

Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Foto: Ricardo B. Labastier/JC Imagem
Luiza Helena Trajano, presidente da rede varejista Magazine Luiza, prefere não usar a palavra ‘otimismo’ para falar de economia. Mas uma coisa é certa para a administradora da holding que atua em 16 estados brasileiros: o Nordeste é a região que mais cresce. Aproveitando o alto potencial, planeja investimentos. Estão previstas 19 lojas para este ano.
A informação foi divulgada nessa sexta-feira (6), em entrevista concedida por Luiza Helena Trajano após palestra ministrada por ela no Congresso sobre Gestão de Pessoas em Pernambuco, realizado no JCPM Trade Center. Além de gerir a rede, a empresária tem outras obrigações, como palestras em todo o País – em média, cinco por semana. De jeito simpático, arranca sorrisos da plateia com o seu jeito simples para contar os desafios do seu cotidiano agitado. “Não tenho vergonha de dizer que sou de Franca, tenho orgulho de falar porta”, disse, com sotaque do interior paulista.
O Nordeste ganhou a atenção da rede em 2010, quando a Magazine Luiza comprou a paraibana Lojas Maia – negociação que não teve valor revelado, porém o preço foi estimado em R$ 300 milhões. Eram 141 lojas que, em quatro anos, aumentaram para 172.
Em Pernambuco, são 25 lojas, das quais oito estão no Recife. Vislumbrando o crescimento do Estado, Luiza Helena Trajano fala em mais quatro estabelecimentos – daqueles 19 que pretende abrir no Nordeste. Embora não possa falar nos próximos investimentos, a presidente da rede afirmou que a média de recursos para cada loja é de R$ 1,2 milhões.
http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2014/06/07/magazine-luiza-pretende-abrir-19-lojas-no-nordeste-este-ano/

segunda-feira, 26 de maio de 2014

“QUEIMAR” A MARCA-BRASIL VIROU ESTRATÉGIA ELEITORAL


Antonio Barbosa Filho

DELFT (Países-Baixos) - Estudiosos de marketing em todo o mundo dedicam-se a um campo relativamente novo nesta área, que é a criação e as características da chamada “nation brand” ou “marca-país”. Já em 1965, pesquisas aplicadas mostraram que o consumidor dá avaliações diferentes a um mesmo produto que lhe é oferecido, dependendo do rótulo “fabricado em…”, ou seja, ele leva em consideração a localidade de origem na hora de decidir uma compra.
A partir deste dado, muitos estudos se seguiram, e o conceito de “marca-país” passou a ser discutido seriamente como fator importante no comércio e na propaganda mundiais. Está consolidada, por exemplo, a distinção entre “identidade nacional” (conjunto dos elementos que dão personalidade a um país, incluindo sua história, geografia, artes, cidadãos famosos, etc.) e “imagem nacional” (a maneira como o país é visto nos demais países e no mundo como um todo). A identidade forma-se historicamente; a imagem pode ser melhorada, assim como pode piorar, e há vários métodos para medi-la tecnicamente.
A imagem é levada em conta, segundo pesquisas, também pelos executivos de grandes empresas com poder de decidir a destinação de investimentos num determinado país. Estudo do Communication Group e do Think Tank You Gov, da Grã-Bretanha, em 2006, concluiu que 92% desses executivos afirmam que a imagem de um país é “fator vital” para suas escolhas. 65% acham difícil decidir por um novo empreendimento apenas baseado em “hard factors” - fatores estritamente numéricos - e 60% afirmam que os “soft factors” ( estilo de vida, arquitetura, artes, etc.) são crescentemente importantes.
Ora, um evento como a Copa do Mundo de Futebol é um momento privilegiado para o país-sede incrementar a sua imagem positiva no exterior, partindo de sua “identidade” e agregando novos valores ao conjunto de sua representação mercadológica. Segundo o professor Marco Antonio Ocke, da USP, “para o país-sede, a Copa mostra-se eficaz ferramenta de promoção da localidade como força econômica com o objetivo de captar investimentos, atrair visitantes, moradores e profissionais, fomentar o comércio, a indústria e as exportações”. Ao organizar o campeonato de 2006, a Alemanha usou-o para reaquecer sua economia, que atravessava fase de baixa depois dos custos da reintegração. Com o slogan “Um mundo entre amigos”, o país gerou cerca de 4 mil empregos por ano desde o anúncio dos jogos, alavancando cerca de 10 bilhões de euros para sua economia. Houve um crescimento geral do PIB e grandes obras e avanços nas áreas esportiva, de turismo e de tecnologia da informação.
A Copa é tal oportunidade de promoção mundial que a Austrália, por exemplo, de onde sairá o terceiro maior contingente de visitantes, cerca de 20 mil, realizará uma série de eventos culturais nas cidades onde sua seleção nacional se hospedará ou jogará, Vitória, Cuiabá, Curitiba e Porto Alegre. O país tem 40 bilhões de reais investidos no Brasil, recebe 20 mil estudantes brasileiros por ano, e quer aproveitar a Copa para ampliar sua presença em todos os setores. Também a Holanda promoverá exposições e eventos paralelos à Copa, como outros países. Cabe ao Brasil esperar que todos os países visitantes levam daqui muito mais do que vão trazer.


O FATOR POLÍTICO-ELEITORAL
Os planos do Governo brasileiro para a Copa de 2014 incluem “agregar novos elementos à imagem do país (economia forte, capacidade de inovação, sustentabilidade) sem deixar de reforçar as características positivas pelas quais o país já é conhecido (hospitalidade, belezas naturais, diversidade cultural)”. No tema “negócios”, o planejamento dos órgãos envolvidos com o mega-evento prevê, internamente,  “estimular a descentralização economica, potencializando e atraindo investimentos para as diversas regiões; e estimular a cultura do empreendedorismo a partir da Copa”. Na frente externa, pretende-se “imprimir à imagem dos produtos e marcas brasileiras atributos de tecnologia, qualidade, inovação e sustentabilidade, contribuindo para o aumento das exportações; apresentar o país como fonte de oportunidades para parcerias e soluções sustentáveis de alto crescimento; e atrelar à imagem do país sua importância para a economia e a política internacionais”.
Vê-se que muito além dos campos de futebol, que reunirão centenas de milhares de torcedores em doze capitais de Estados, há muito mais em jogo. O Brasil pode galgar um degrau importante no seu conceito geopolítico e comercial, ampliando sua presença no cenário internacional do século que começa. Ou pode mostrar-se um país carente de organização, governabilidade e eficiência, fatores que valem, no mínimo, tanto quanto a simpatia de seu povo, a beleza de suas paisagens, a riqueza de sua Cultura.
As manifestações de rua contra a realização da Copa não chegam a preocupar, já que são normais em todos os países democráticos. A menos que resvalem para depredações de grande porte, ou causem vítimas brasileiras e estrangeiras - para o que o governo federal, os estaduais e municipais afirmam estar devidamente preparados, inclusive com respaldo de órgãos de segurança dos países participantes - os protestos podem até servir de atestado de nossa estabilidade política, da ampla liberdade de manifestação, da maturidade democrática do país - pontos positivos para a “imagem”.
Esta imagem vinha melhorando ao longo dos últimos dez ou quinze anos. Em termos de eventos, a Copa das Confederações da FIFA, em meados do ano passado, foi um teste muito positivo. A audiência internacional de TV na final entre Brasil e Espanha foi 50%  maior do que a final da última Copa do Mundo, entre Holanda e Espanha. Dos estrangeiros que aqui estiveram para a competição, 75,8% disseram em pesquisas que pretendiam voltar ao Brasil para a Copa de 2014. 70% afirmaram que tiveram suas expectativas com o país atendidas ou superadas; 95% aprovaram os estádios; 72% aprovaram os transportes públicos (!), e 88% gostaram dos serviços de táxi. Também foi um sucesso a “disponibilidade dos funcionários nos estádios e outras instalações em dar informações”, elogiada por 89,5% dos turistas-torcedores. Já a qualidade e preço da alimentação nos estádios foi reprovada por 78,2%.
De poucos meses para cá, cresceu o número de reportagens negativas na mídia internacional sobre o Brasil, mas isso resulta do próprio fato de as atenções do mundo estarem se concentrando mais no país. Os problemas mostrados, e os preconceitos revelados, por exemplo, pela revista liberal The Economist, que chamou os brasileiros de “preguiçosos”, ou pelo jornal sensacionalista Daily Mirror, que colocou Manaus entre as cidades mais perigosas do mundo, cujos riscos incluem “cobras venenosas e tarântulas” são reversíveis. Tudo depende da normalidade dos jogos, da recepção aos turistas e torcedores, e do funcionamento razoável da infraestrutura.
O fator mais preocupante é outro: a oposição política ao governo Dilma Rousseff, nesse ano eleitoral, tem demonstrado que o fracasso da Copa do Mundo lhe convém. Ela teme que a vitória da seleção brasileira leve o país a uma tal euforia que isso contagie o governo e influa numa fácil vitória da candidata do PT. Assim, há evidente torcida entre forças políticas de extrema-esquerda, do centro-direita e de pequenos grupos de extrema-direita (aqueles que convocaram marchas em favor de um golpe militar, fracassadas em 22 de março último), para que o Brasil saia derrotado dentro e fora dos gramados. Um caos nas cidades-sede seria de grande proveito para as oposições na campanha eleitoral que se aproxima, e para a qual elas não parecem contar com propostas e candidatos capazes de reverter o favoritismo de Dilma em todas as pesquisas, até agora.
Apostar num fracasso da Copa, porém, envolve muito mais do que o episódio eleitoral. Como vimos, a “marca-país” é algo muito mais sério, importa a várias gerações, e seria lamentável que brasileiros, propositadamente, ajudassem a detonar uma construção tão difícil. Já nos bastam os problemas que realmente temos; não precisamos de outros gerados pela ambição de poder de alguns políticos. Além disso, não há provas de que o resultado da Copa influa decisivamente nas eleições. Já o prejuízo em termos de imagem internacional do país, caso o Brasil falhe, este é previsível cientificamente, e os danos custarão décadas a serem reparados, afetando, inclusive, o próximo megaevento, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Antonio Barbosa Filho -Jornalista e escritor, autor de A Bolívia de Evo Morales e A Imprensa x Lula – golpe ou sangramento? (All Print Editora). Vive entre a Holanda e o Brasil, e visitou 32 países nos últimos oito anos, alguns várias vezes.
Publicado no Portal de Luis Nassif: http://jornalggn.com.br/blog/antonio-barbosa-filho/queimar-a-marca-brasil-virou-estrategia-eleitoral

quarta-feira, 21 de maio de 2014

INAUGURADO NOVO TERMINAL DO AEROPORTO DE GUARULHOS. NUNCA DANTES....rsrsrs

quinta-feira, 15 de maio de 2014

BRASIL MELHORA POSIÇÃO COMO PÓLO DE NEGÓCIOS NO MUNDO

Brasil sobe 23 posições em ranking de melhores países para fazer negócios

Sílvio Guedes Crespo


O Brasil subiu 23 posições em um ranking de melhores países para fazer negócios, elaborado pela agência de informações financeiras Bloomberg.
O país passou do 61º lugar, na edição do ano passado, para o 38º, no ranking atual. Com isso, o Brasil superou países emergentes como Rússia e Índia, mas manteve-se atrás da China, do Peru e do Chile, assim como de todas as nações desenvolvidas e de algumas em crise, como a Grécia.
Hong Kong se manteve em primeiro lugar, seguido pelo Canadá, que subiu quatro posições, e pelos Estados Unidos, que caíram duas.
A Bloomberg analisou 157 países e deu uma nota de 0 a 100 nos seguintes quesitos: “grau de integração econômica” (peso 10), “custo de iniciar um negócio” (peso 20), “custo do trabalho e do material'' (peso 20), “custo de transporte de bens” (peso 20), “custos menos tangíveis” (20) e “mercado consumidor” (10).

MELHORES PAÍSES PARA FAZER NEGÓCIOS

Posição em 2014PaísPosição em 2013Nota
1Hong Kong183.4
2Canadá681.5
3Estados Unidos280.2
4Cingapura880.1
5Austrália679.9
5Alemanha579.9
7Reino Unido1079.4
8Holanda478.0
9Espanha1677.0
10Suécia1276.2
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2014/01/22/brasil-sobe-23-posicoes-em-ranking-de-melhores-paises-para-fazer-negocios/