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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

AECINHO VOLTA À ROTINA: ADEUS, BRASÍLIA!

Após prometer oposição incansável, Aécio nem aparece pra trabalhar 

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que faria uma "oposição incansável" ao governo federal depois que perdeu a corrida presidencial, mas desde o fim das eleições não tem sido um parlamentar assíduo no Congresso.

O tucano não compareceu às sessões do Senado esta semana, no momento em que o escândalo de corrupção da Petrobrás atingiu o seu ápice, com a prisão de dirigentes das principais empreiteiras do País e em que a base aliada tenta aprovar um projeto que, na prática, faz o governo abandonar o cumprimento da meta fiscal em 2014.

Levantamento feito pelo Broadcast no Diário do Senado e no registro de presença da Casa apontou que, nas 11 sessões de votação em plenário desde o segundo turno, Aécio só compareceu a cinco delas. Segundo a assessoria de imprensa do tucano, ele tirou esta semana para descansar, já que havia voltado ao Congresso depois de meses de campanha eleitoral. Aécio também havia ficado fora do Senado na semana imediatamente após o segundo turno.

Depois de ser derrotado pela presidente Dilma Rousseff, o tucano retornou ao Senado no dia 4 de novembro. Na ocasião, foi recebido com festa e aclamado como líder inconteste da oposição. No primeiro discurso que fez na tribuna da Casa, um dia depois, o ex-presidenciável afirmou que iria fazer uma oposição "incansável" e "intransigente" ao governo. 

Veja mais em:  http://www.netcina.com.br/2014/11/apos-prometer-oposicao-incansavel-aecio.html#sthash.gvZ1x22d.s2PuOqK6.dpuf

sábado, 7 de junho de 2014

QUEM ASSOCIA AÉCIO ÀS DROGAS SÃO SEUS "AMIGOS". E JOSÉ SERRA.

O “submundo” de Aécio Neves

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O submundo a que gosta de se referir Aécio Neves - responsável, segundo ele, pela disseminação de boatos acerca de sua pessoa - é uma resposta padrão a tudo o que ele não controla.

Não que Aécio não esteja acostumado a operar num submundo. O fogo cruzado entre ele e Serra, através de dossiês, tráfico de influência e outras práticas, gerou alguns dos capítulos mais sujos da vida pública nacional.

O hoje clássico artigo “Pó pará, governador”, publicado no Estadão por um jornalista ligado a Serra, e uma coluna do próprio José Serra na Folha, no dia em que Aécio anunciou sua pré-candidatura, são lembretes eloquentes desse tipo de operação. O texto foi citado por Fernando Barros e Silva no Roda Vida. “O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014”, escreveu JS, o Profeta da Mooca.

A inabilidade e o desconforto de Aécio em lidar com questões incômodas fez com que adotasse essa tática de 1) atribuir os “ataques” a uma entidade fantasiosa, mas com apelo populista; e 2) desqualificar e intimidar quem ouse tocar em assuntos fora da pauta combinada.

Funcionou por um tempo. Aécio sempre teve a imprensa mineira na mão e não achou, provavelmente, que teria maiores problemas.

Há um interessante documentário de Marcelo Baeta sobre as pressões e acordos de seu governo com a mídia local. Uma das histórias é a de Marco Nascimento, ex-diretor da Globo em MG, que produziu uma reportagem sobre o crack no bairro de Lagoinha, em Belo Horizonte. A matéria passou no Jornal Nacional.

A repercussão foi enorme. Nascimento conta que passou a receber telefonemas de Andrea Neves, uma espécie de Golbery do irmão, braços direito e esquerdo, aliada e eminência parda. Para resumir: Nascimento foi demitido pouco depois, evidentemente que sob uma alegação técnica.

(Há vários outros casos - alguns, eventualmente, pândegos. Um jornalista mineiro me contou que Aécio, depois de uma briga com a namorada, mandou avisar o jornal O Estado de Minas que preparasse um “flagrante” da reconciliação numa praça. A foto do pseudopaparazzo foi feita e saiu na primeira página. Houve uma crise porque o retrato deveria ter sido publicado na coluna social, o que daria menos bandeira de que foi encomenda).

O vídeo de Baeta foi acusado pelo pessoal de Aécio de - surpresa - “coisa difundida pelo PT na internet”. Desde 2006, portanto, é basicamente o mesmo subterfúgio. Quando você tem tudo sob controle, num estado em que sua família manda e desmanda há décadas, fica mais fácil.

Mas a fila andou. Não é apenas em suas propostas que Aécio não viu o tempo passar. É um erro de cálculo brutal achar que o Brasil é uma extensão de sua fazenda. É muita arrogância, inépcia - ou a mistura de ambos - pensar que questões como a das drogas ficariam restritas a uma noite no Mineirão com o estádio fazendo coro (infelizmente, pegaria mal dar sumiço naquele povo todo).

A noção de submundo de Aécio Neves terá de passar a incluir, obrigatoriamente, seus “amigos”, colegas de partido e, principalmente, ele mesmo e sua turma.