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sábado, 7 de junho de 2014

QUEM ASSOCIA AÉCIO ÀS DROGAS SÃO SEUS "AMIGOS". E JOSÉ SERRA.

O “submundo” de Aécio Neves

Por Kiko Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

O submundo a que gosta de se referir Aécio Neves - responsável, segundo ele, pela disseminação de boatos acerca de sua pessoa - é uma resposta padrão a tudo o que ele não controla.

Não que Aécio não esteja acostumado a operar num submundo. O fogo cruzado entre ele e Serra, através de dossiês, tráfico de influência e outras práticas, gerou alguns dos capítulos mais sujos da vida pública nacional.

O hoje clássico artigo “Pó pará, governador”, publicado no Estadão por um jornalista ligado a Serra, e uma coluna do próprio José Serra na Folha, no dia em que Aécio anunciou sua pré-candidatura, são lembretes eloquentes desse tipo de operação. O texto foi citado por Fernando Barros e Silva no Roda Vida. “O debate sobre o consumo de cocaína no Brasil pode e deve ser uma pauta em 2014”, escreveu JS, o Profeta da Mooca.

A inabilidade e o desconforto de Aécio em lidar com questões incômodas fez com que adotasse essa tática de 1) atribuir os “ataques” a uma entidade fantasiosa, mas com apelo populista; e 2) desqualificar e intimidar quem ouse tocar em assuntos fora da pauta combinada.

Funcionou por um tempo. Aécio sempre teve a imprensa mineira na mão e não achou, provavelmente, que teria maiores problemas.

Há um interessante documentário de Marcelo Baeta sobre as pressões e acordos de seu governo com a mídia local. Uma das histórias é a de Marco Nascimento, ex-diretor da Globo em MG, que produziu uma reportagem sobre o crack no bairro de Lagoinha, em Belo Horizonte. A matéria passou no Jornal Nacional.

A repercussão foi enorme. Nascimento conta que passou a receber telefonemas de Andrea Neves, uma espécie de Golbery do irmão, braços direito e esquerdo, aliada e eminência parda. Para resumir: Nascimento foi demitido pouco depois, evidentemente que sob uma alegação técnica.

(Há vários outros casos - alguns, eventualmente, pândegos. Um jornalista mineiro me contou que Aécio, depois de uma briga com a namorada, mandou avisar o jornal O Estado de Minas que preparasse um “flagrante” da reconciliação numa praça. A foto do pseudopaparazzo foi feita e saiu na primeira página. Houve uma crise porque o retrato deveria ter sido publicado na coluna social, o que daria menos bandeira de que foi encomenda).

O vídeo de Baeta foi acusado pelo pessoal de Aécio de - surpresa - “coisa difundida pelo PT na internet”. Desde 2006, portanto, é basicamente o mesmo subterfúgio. Quando você tem tudo sob controle, num estado em que sua família manda e desmanda há décadas, fica mais fácil.

Mas a fila andou. Não é apenas em suas propostas que Aécio não viu o tempo passar. É um erro de cálculo brutal achar que o Brasil é uma extensão de sua fazenda. É muita arrogância, inépcia - ou a mistura de ambos - pensar que questões como a das drogas ficariam restritas a uma noite no Mineirão com o estádio fazendo coro (infelizmente, pegaria mal dar sumiço naquele povo todo).

A noção de submundo de Aécio Neves terá de passar a incluir, obrigatoriamente, seus “amigos”, colegas de partido e, principalmente, ele mesmo e sua turma.

sábado, 8 de março de 2014

ISTO É MOSTRA A CORRUPÇÃO GIGANTE DE SERRA E PSDB!!!

Por que Serra está na mira do MP

Conheça as investigações do Ministério Público que apontam o envolvimento do ex-governador tucano com a máfia dos trilhos em São Paulo. Depoimentos revelam que José Serra fez pressão para beneficiar empresas do cartel

Pedro Marcondes de Moura (pedro.marcondes@istoe.com.br)
Apesar das evidências do envolvimento do ex-governador José Serra (PSDB) com o cartel de trens e o propinoduto em São Paulo, desde o surgimento das primeiras denúncias em junho do ano passado o tucano tem procurado se desvincular do escândalo. Com verdadeiras ginásticas verbais, Serra tenta explicar o inexplicável. “Qualquer manual anticartel nos daria razão. Ganharíamos a medalha anticartel”, declarou Serra na última semana, sem levar em conta que foram as próprias empresas integrantes do cartel que confessaram a prática criminosa e lesiva aos cofres públicos paulistas durante os governos do PSDB, apontando inclusive a participação de políticos e agentes públicos no esquema. Agora, sobre a mesa do procurador-geral de São Paulo, Álvaro Augusto Fonseca, há dois procedimentos investigatórios sobre o envolvimento do tucano com a máfia dos trilhos. O primeiro refere-se à pressão exercida por Serra para que a empresa espanhola CAF vencesse uma licitação de fornecimento de trens para a CPTM durante sua gestão como governador (2007 e 2010). O outro apura a omissão do tucano diante das fraudes cometidas pelo cartel, já que ele, também na condição de governador, recebeu uma série de alertas do Tribunal de Contas, Ministério Público e até do Banco Mundial. Em paralelo, as autoridades ainda investigam contratos celebrados durante a administração de Serra que foram considerados lesivos ao erário. Entre eles, a bilionária modernização de trens do Metrô e a implementação do sistema CBTC. A obra encontra-se até hoje incompleta.
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IRREGULARIDADES
Para promotor do Ministério Público de São Paulo, licitações que
compreendem o período do governo Serra foram baseadas em atos ilícitos
Em ofício, o promotor Marcelo Milani diz haver indícios da ligação de Serra em licitações investigadas por fraudes na CPTM. “Segundo os delatores (executivos da Siemens), era realizada toda sorte de falcatruas e combinações para a conquista de contratos”, escreveu Milani. “Ficou claro que todas as licitações de determinado período (que compreende o governo Serra) foram baseadas em atos ilícitos”, complementou. Ao apurar o pagamento de propina e outras irregularidades em um acordo firmado entre a Alstom e a CPTM para manutenção de trens da série 7000, o MP chegou a um depoimento revelador dado à Polícia Federal. Nele, Nelson Branco Marchetti, ex-dirigente da Siemens, diz ter sido pressionado pelo próprio governador José Serra a desistir de medidas judiciais para anular a vitória da espanhola CAF, em um certame para o fornecimento de 320 vagões. A CAF não atendia a exigência mínima de capital social pedida no edital de licitação, em que a Siemens ficou na segunda colocação. Mesmo assim, Serra insistiu para que a Siemens não recorresse e, assim, beneficiasse a CAF. “Releva notar que o delator diz ter participado de tratativas, na Holanda, com agentes do governo do Estado de São Paulo. Especialmente o então governador José Serra”, diz o promotor. Ainda chamou a atenção das autoridades a proposta nada republicana oferecida pela cúpula do governo Serra para pôr fim ao imbróglio: que as empresas se acertassem entre si e a Siemens fosse subcontratada para tocar um terço do projeto. Para Milani, ao agir dessa maneira, o Estado, durante o governo Serra, acabou por incentivar a formação do cartel. Ao final, a sugestão não foi acatada e a CAF forneceu sozinha os trens, ou seja, aconteceu o que Serra almejava desde o início.
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PODE?
Autorizadas por José Serra, reformas de trens com mais de quatro
décadas de funcionamento custaram mais do que a aquisição de veículos novos
Em outro depoimento, desta vez ao Ministério Público, Marchetti narrou um insólito caso que demonstra a inequívoca ligação de Serra com as empresas do cartel de trens em São Paulo. Segundo Marchetti, durante o governo do tucano, tanto ele como executivos da Alstom foram convidados a um encontro por dirigentes do Metrô e da secretaria de Transportes Metropolitanos. Na reunião, os agentes públicos incentivaram as duas companhias a se associarem para vencer a licitação do sistema de sinalização dos trens das linhas 1, 2 e 3 do Metrô. Os executivos ainda sugeriram que a estatal licitasse a sinalização linha por linha, triplicando a concorrência. Mas integrantes do governo Serra sinalizaram que queriam a vitória de um consórcio formado pelas duas empresas para as três linhas. A Alstom acabou ganhando sozinha o contrato para o fornecimento do CBTC. O sistema até agora não foi plenamente instalado, gerando inúmeros problemas aos usuários e levando ao bloqueio de pagamentos pelo Metrô, na gestão do governador Geraldo Alckmin. A companhia francesa alega que foi decidido fazer a “implementação operacional em fases”.
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OPERAÇÃO CARTEL
Em depoimento ao promotor Marcelo Milani, delator disse que Serra atuou
em favor da CAF, empresa integrante do cartel de trens em São Paulo
Na gestão Serra, concentraram-se também os controversos contratos de reformas de trens com mais de quatro décadas de funcionamento. Em outros metrôs pelo mundo, as locomotivas estariam aposentadas. Não à toa, os veículos entregues apresentam problemas de operação. Na versão oficial, a modernização dos 98 veículos das linhas 1 e 3 do Metrô paulista trariam uma economia de 40%. No entanto, investigações do MP apuraram que as reformas custaram mais do que vagões novos vendidos pelas mesmas empresas em outros locais. A constatação veio com o depoimento de um ex-diretor do Metrô, Sérgio Correa. Ele revelou que a estatal não previa no orçamento “o chamado truque, bem como a caixa que importariam em 40% do custo final”. Mas esses e outros itens foram licitados e trocados. A falta de concorrência na disputa dos quatro lotes da “modernização” também fez com que os acordos fossem fechados a valores acima dos previstos em tomadas de preços com as próprias vencedoras dos certames. A reforma, que se encontra suspensa, foi alvo, segundo o MP, de superfaturamento de aproximadamente R$ 800 milhões. As autoridades tentam agora obter a devolução do dinheiro. A Alstom admite que está “enfrentando acusações”, mas ressalta que implementa regras “de conformidade e ética”. Autora de denúncia do cartel, a Siemens diz colaborar para que “as autoridades competentes possam prosseguir com suas investigações”. Procurados, a CAF e o ex-governador José Serra não responderam os questionamentos feitos por ISTOÉ.
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Outra investigação em curso pelo Ministério Público apura a prática do crime de improbidade administrativa pelo ex-governador do PSDB. O MP quer saber a razão de o tucano ter mantido a execução de contratos firmados por empresas do cartel com a CPTM e o Metrô, apesar de seguidos alertas dados pelos promotores e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) dizendo que eles eram prejudiciais aos cofres públicos. A informação sobre os alertas, encaminhados a presidentes das estatais e publicados no “Diário Oficial”, foi revelada, em agosto, por ISTOÉ. Em fevereiro de 2009, por exemplo, o TCE constatou desvios e direcionamentos em licitações da CPTM. Ao analisar um recurso, o conselheiro Antonio Roque Citadini concluiu que a estatal adotou uma conduta indevida ao usar uma licitação para fornecimento de 30 trens com o consórcio Cofesbra, realizada em 1995, para comprar 12 novos trens mais de uma década depois. Citadini revelou à ISTOÉ que o governo foi avisado inúmeras vezes das evidências de falcatruas.
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TRATATIVAS ALÉM-MAR
O secretário de Transportes do governo Serra, José Eduardo Portella, participou
de reuniões na Holanda com diretor da Siemens, que confessou ter adotado práticas ilícitas
O Ministério Público também disparou vários avisos de irregularidades, que Serra preferiu ignorar. Ao apurar um acordo do Metrô com a CMW Equipamentos S.A, o órgão declarou: “A prolongação do contrato por 12 anos frustrou o objetivo da licitação, motivo pelo qual os aditamentos estariam viciados”. Na ocasião, a CMW Equipamentos foi incorporada pela Alstom. Os promotores também apontaram para fraudes numa série de contratos firmados com outras companhias. Ainda assim, Serra insiste em se dizer merecedor de uma medalha.
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Foto: Lalo de Almeida/Folhapress

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

EDÚ GUIMARÃES E A GRAVE ACUSAÇÃO DO MP A SERRA - GAVETA?

Serra ganha blindagem da mídia e denúncia contra si pode ser engavetada



Ano passado, uma suposta entrevista do já “mitológico” Marcos Valério à revista Veja ganhou a capa da publicação e espalhou-se por todos os jornais, telejornais e grandes portais de internet. O personagem central dos mensalões do PT e do PSDB teria acusado o ex-presidente Lula de ter se reunido consigo e de saber de todos os fatos que geraram o escândalo petista.
A suposta denúncia de Valério gerou abertura de inquérito contra Lula no Ministério Público Federal de Brasília e foi tratada pela mídia como grande escândalo durante semanas, até que, mais recentemente, o mesmo Valério supostamente retrocedeu das supostas acusações.
O que pesava contra Lula – se é que pesava – não chegava aos pés da denúncia que o ex-ministro, ex-governador e candidato a presidente duas vezes José Serra sofreu na última quarta-feira do procurador de Justiça do Ministério Público Estadual de São Paulo Marcelo Milani, quem afirma ter evidências de envolvimento direto do tucano no escândalo envolvendo a multinacional Siemens e várias outras empresas fornecedoras de trens para a CPTM em 2008.
É extremamente grave a denúncia contra Serra por ter sido feita por um dos delatores do esquema de corrupção, o ex-diretor da Siemens Nelson Branco Marchetti, quem afirma que sofreu pressões do então governador de São Paulo (2008) durante evento na Holanda para que não denunciasse que a concorrente de sua empresa, a espanhola CAF, vencera uma concorrência para fornecimento/reforma de trens da CPTM com preços 15% mais altos.
Não é só. Segundo Milani, Marchetti afirma que, “No edital [da concorrência que a CAF venceu], havia a exigência de um capital social integralizado que a CAF não possuía. Mesmo assim, o então governador (José Serra) e seus secretários fizeram de tudo para defender a CAF”.
Apesar da gravidade dos fatos, o único veículo da grande mídia que noticiou o caso foi o Jornal O Estado de São Paulo, em matéria dos repórteres Fausto Macedo e Bruno Ribeiro. A matéria foi parar nos pés de páginas das homes de grandes portais como o UOL, sem qualquer destaque.
Nos telejornais, porém, à diferença do que ocorreu com a denúncia contra Lula no ano passado, não apareceu nada. Nem uma notinha rápida, absolutamente nada. E a denúncia estourou na quarta-feira.
A blindagem da mídia em relação ao escândalo, porém, é só um dos fatores que sugerem que esse caso pode se tornar apenas mais um dos incontáveis escândalos envolvendo o PSDB paulista que acabaram esquecidos por falta de interesse do Ministério Público Estadual e dos grandes meios de comunicação, com a providencial mãozinha da Assembleia Legislativa paulista, que abafou mais de uma centena de CPIs contra o governo do Estado.
O que ocorre é que a Lei Orgânica do MP paulista prevê que cabe exclusivamente ao procurador-geral do órgão investigar um ex-governador. Diante disso, o procurador Milani oficiou ao procurador-geral do MP paulista, Márcio Elias Rosa, para que investigue Serra.
O grande problema é que Rosa tem um histórico que sugere que não deverá se empenhar muito – para não dizer nada – nessa investigação que lhe está sendo delegada pela Lei Orgânica do MP paulista.
À diferença do que fizeram o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, que sempre nomearam para o cargo de procurador-geral da República o primeiro colocado da lista tríplice que os membros do Ministério Público Federal encaminham ao presidente da República em exercício com os três nomes mais votados para esse cargo, o governador Geraldo Alckmin, em 2012, nomeou o segundo colocado da lista que recebeu do MP, ou seja, Marcio Elias Rosa.
Alckmin apenas seguiu a tradição tucana de nunca nomear um procurador-geral que não fosse da mais estrita “confiança” de quem nomeou. Foi assim com Fernando Henrique Cardoso, que durante seus oito anos de governo teve um único procurador-geral da República enquanto que Lula teve quatro em oito anos e Dilma, dois em três anos e tanto de seu governo.
Obviamente que Alckmin teve boas razões (para si e os seus) para nomear Rosa, o segundo colocado da lista tríplice que recebeu dos membros do Ministério Público Estadual. Alguém suspeita de qual seja essa razão? Obviamente que não foi por achar que seria mais rigoroso com o seu governo. Tudo isso, pois, sugere que Rosa irá engavetar a investigação contra Serra.
http://www.blogdacidadania.com.br/2014/02/serra-ganha-blindagem-da-midia-e-denuncia-contra-si-pode-ser-engavetada/

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

HONESTO DE DIREITA ESTÁ POR NASCER: VEJAM O KASSAB...



Máfia do ISS: Kassab recebeu 'fortuna' da Controlar, diz testemunha

Depoimento de testemunha cuja identidade está sendo protegida pelo Ministério Público afirma que o ex-prefeito escondeu o dinheiro em fazenda no Mato Grosso; Kassab nega
por Redação RBA publicado 17/01/2014 10:05
WILLIAM VOLCOV/NEWS FREE/FOLHAPRESS

São Paulo – Uma testemunha cuja identidade não foi revelada pelo Ministério Público Estadual afirmou em depoimento que o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), recebeu propina da Controlar para que a empresa realizasse a inspeção veicular obrigatória. O programa foi regulamentado por decreto em 2008, com base em um contrato da prefeitura com a empresa que estava arquivado desde 1997, na gestão de Celso Pitta  a manobra de Kassab, que foi secretário de finanças naquela gestão, provocou um alerta da secretaria de Negócios Jurídicos da prefeitura e uma investigação no Ministério Público, que cobrou que o R$ 1,1 bilhão investido no contrato fosse devolvido à administração municipal.
Após a abertura da investigação, Kassab, que chegou a ter os bens congelados em 2011, teria levado o dinheiro de avião para uma fazenda no Mato Grosso. Segundo a testemunha do MP, o responsável pelo transporte foi Marco Aurélio Garcia, irmão do deputado Rodrigo Garcia (DEM), hoje secretário do Desenvolvimento Econômico do governador Geraldo Alckmin (PSDB) e também investigado por envolvimento na corrupção em licitações da CPTM e do Metrô. À Folha de S.Paulo, todos os citados negaram envolvimento com as denúncias.
O promotor responsável pelo caso, Roberto Bodini, afirmou que a testemunha não soube dizer quanto dinheiro o ex-prefeito teria recebido, apenas que era uma "fortuna" e que o avião com o qual o dinheiro saiu do estado de São Paulo teria tido até problemas para decolar.
A testemunha afirmou ainda que o ex-secretário de Finanças do município, Mauro Ricardo, teria recebido propina da bolsa de valores para reduzir o valor em ISS pago pela empresa para o mínimo possível. Segundo Bodini, a Bolsa de Valores de São Paulo paga o mínimo pelo imposto desde 2011
http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/01/mafia-do-iss-kassab-recebeu-fortuna-da-controlar-7818.html
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domingo, 12 de janeiro de 2014

POR QUE O PIG NÃO INVESTIGA A MILIONÁRIA FILHA DE SERRA

E se Verônica Serra fosse filha de Lula?

Postado em 27 Jun 2013
Certas perguntas têm a força de mil respostas, e este é um caso.
Verônica Serra
Verônica Serra
Um título do site Viomundo, trazido ao Diário pelo atilado leitor e comentarista Morus, merece reflexão.
E se o filho de Lula fosse sócio do homem mais rico do Brasil?
Antes do mais: certas perguntas têm mais força que mil repostas, e este é um caso.
Bem, o título se refere a Verônica Serra, filha de Serra. Ela foi notícia discreta nas seções de negócios recentemente quando foi publicado que uma empresa de investimentos da qual ela é sócia comprou por 100 milhões reais 20% de uma sorveteria chamada Diletto.
Os sócios de Verônica são Jorge Paulo Lehman e Marcel Telles. Lehman é o homem mais rico do Brasil. Daí a pergunta do Viomundo, e Marcel é um velho amigo e parceiro dele.
Lehman e Marcel, essencialmente, fizeram fortuna com cerveja. Compraram a envelhecida Brahma, no começo da década de 1980, e depois não pararam mais de adquirir cervejarias no Brasil e no mundo.
Se um dia o consumo de cerveja for cerceado como o de cigarro, Lehman e Marcel não terão muitas razões para erguer brindes.
Verônica se colocou no caminho de Lehman quando conseguiu dele uma bolsa de estudos para Harvard.
Eu a conheci mais ou menos naquela época. Eu era redator chefe da Exame, e Verônica durante algum tempo trabalhou na revista numa posição secundária.
Não tenho elementos para julgar se ela tinha talento para fazer uma carreira tão milionária.
Ela não me chamou a atenção em nenhum momento, e portanto jamais conversei mais detidamente com ela.
Mas ali, na Exame, ela já era um pequeno exemplo das relações perigosas entre políticos e empresários de mídia. Foi a amizade de Serra com a Abril que a colocou na Exame.
Depois, Verônica ganhou de Lehman uma bolsa para Harvard. Lehman, lembro bem de conversas com ele, escolhia em geral gente humilde e brilhante para, como um mecenas, patrocinar mestrados em negócios na Harvard, onde estudara.
Não sei se Verônica se encaixava na categoria dos humildes ou dos brilhantes, ou de nenhuma das duas, ou em ambas. Conhecendo o mundo como ele é, suponho que ela tenha entrado na cota de exceções por Serra ser quem é, ou melhor, era.
Serra pareceu, no passado, ter grandes possibilidades de se tornar presidente. Numa coluna antológica na Veja, Diogo Mainardi começou um texto em janeiro de 2001 mais ou menos assim: “Exatamente daqui a um ano Serra estará subindo a rampa do Planalto”. (Os jornalistas circularam durante muito tempo esta coluna, como fonte de piada e escárnio.)
Cotas para excluídos são contestadas pela mídia, mas cotas para amigos são consideradas absolutamente normais, e portanto não são notícia.
Todos os filhos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros
Todos os filhos de políticos são iguais para a mídia , mas alguns são mais iguais que outros
Bem, Verônica agradou Lehman, a ponto de se tornar, depois de Harvard, sócia dele.
O nome dela apareceu em denúncias – cabalmente rechaçadas por ela – ligadas às privatizações da era tucana.
Tenho para mim que ela não precisaria fazer nada errado, uma vez que já caíra nas graças de Lehman, mas ainda assim, a vontade da mídia de investigar as denúncias, como tantas vezes se fez com o filho de Lula, foi nenhuma.
Verônica é da turma. Essa a explicação. Serra é amigo dos empresários de mídia. E mesmo Lehman, evidentemente, não ficaria muito feliz em ver a sócia exposta em denúncias.
Lehman é discreto, exemplarmente ausente dos holofotes. Mas sabe se movimentar quando interessa.
Uma vez, pedi aos editores da Época Negócios um perfil dele depois da compra de uma grande cervejaria estrangeira. Recomendei que os repórteres falassem com amigos, uma vez que ele não dá entrevistas.
Rapidamente recebi um telefonema de João Roberto Marinho, o Marinho que cuida de assuntos editoriais. João queria saber o que estávamos fazendo.
Lehman ligara a ele desgostoso. Também telefonara a seus amigos mais próximos recomendando que não falassem com os repórteres da revista. Ninguém falou, até mais tarde Lehman autorizá-los depois de ver os bons propósitos da reportagem.

Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia
Lehman patrocinou o curso em Harvard para Verônica e depois a fez sócia

A influência de Lehman sobre João Roberto se deve, é verdade, à admiração que Lehman e seu lendário Grupo Garantia despertavam na família Marinho.
Mas é óbvio que a verba publicitária das cervejarias de Lehman falam alto também. Um amigo me conta que em Avenida Brasil os personagens tomavam cerveja sob qualquer pretexto.
Isto porque as cervejarias de Lehman pagaram um dinheiro especial pelo chamado ‘product placement’, ou mercham, na linguagem mais vulgar.
O consumidor é submetido a uma propaganda sem saber, abertamente, que é propaganda. Era como se realmente os personagens tivessem sempre motivos para tomar uma gelada.
Verônica Serra, por tudo isso, esteve sempre sob uma proteção, na grande mídia, que é para poucos. É para aqueles que ligam e são atendidos pelos donos das empresas jornalísticas.
O filho de Lula não.
Daí a diferença de tratamento. E daí também a força incômoda, por mostrar quanto somos uma terra de privilégios, da pergunta do site Viomundo.
Paulo Nogueira
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O EGOÍSMO DE SERRA MERECE TRATAMENTO...

Serra, sincero: "que meus desejos se realizem"

:
Eterno presidenciável do PSDB vai ao Facebook e, em mensagem de boas festas
endereçada aos amigos e seguidores, deseja que todos os sonhos dele próprio se
realizem no ano que vai nascer; o primeiro desejo da lista, certamente, a unção
o nome tucano para a disputa de 2014, em detrimento do “companheiro” Aécio
Neves; mensagem virou motivo de piada entre internautas e estimulou críticas na
rede social pelo suposto envolvimento de Serra nas fraudes do metrô paulistano

26 de Dezembro de 2013 às 14:18

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

EM BUSCA DE IMUNIDADE, SERRA DEVE DISPUTAR A CÂMARA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"DOMÍNIO DO FATO" PODE POR SERRA E ALCKMIN NA CADEIA!

Propinoduto tucano no STF; domínio 

do fato pode pegar Serra e Alckmin

publicado em 11 de dezembro de 2013 às 10:30
11/12/2013 às 09h31
Ex-diretor da Siemens acusa secretários de Alckmin de receber propina
SÃO PAULO – O ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, afirmou em depoimento 
sigiloso à Polícia Federal ter ouvido de um diretor da CPTM que políticos ligados ao 
governo de São Paulo recebiam propina de empresas do cartel dos trens.
Entre os citados, estão dois secretários de Estado do governo de Geraldo Alckmin 
(PSDB): Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil e número dois do governo, e 
Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Econômico. Rheinheimer 
afirma que o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) e o deputado estadual 
Campos Machado (PTB), também recebiam suborno do esquema. As informações 
são do jornal “Folha de S. Paulo”.
O depoimento com os nomes foi o segundo que o ex-diretor prestou à PF num acordo 
de delação premiada em troca de uma pena menor.
Por conta desses novos indícios, a Justiça Federal em São Paulo enviou a investigação 
para o Supremo Tribunal Federal (STF). Os parlamentares só podem ser inves-
tigados em inquérito conduzido pelo Supremo.
Rheinheimer também participou do esquema de pagamento de propina e temia 
ser punido por isso. O executivo disse, porém, não ter provas contra os políticos.

sábado, 14 de dezembro de 2013

PSDB NÃO DEFENDE SEUS ACUSADOS DE CORRUPÇÃO. NÃO TEM COMO.


Homens ao mar no PSDB


por Antonio Lassance na Carta Maior
O PSDB encara 2014 com o otimismo de um Titanic frente a um iceberg. Seus dirigentes 
continuam dando declarações de que não irão afundar de maneira alguma. Mas a verdade 
é que sentem o frio percorrer a espinha. As más notícias das pesquisas de opinião sobre 
as eleições presidenciais são o de menos. Aquilo que realmente os apavora é o ataque 
sofrido ao que têm de mais caro, Minas Gerais e São Paulo, sua república particular do 
café com leite.
Em 2014, terão pela frente, de um lado, o julgamento do seu próprio mensalão, o original 
e que deu origem à série, no Supremo Tribunal Federal – STF. De outro, sofrerão as in-
vestigações da Polícia Federal sobre o trensalão paulista – denúncia de cartel, superfa-
turamento de obras públicas e pagamento de propina a dirigentes em altos postos de 
comando no governo paulista. Perto do propinoduto dos paulistas, o mensalão mineiro 
é brincadeira de criança.
Sabedores de que têm sérias avarias no casco, já existe um plano B. É simples, curto 
e grosso. Se houver pressão da opinião pública que aprofunde ainda mais a desmoraliza-
ção que já vêm sofrendo, e se não conseguirem suficiente blindagem midiática e do Mi-
nistério Público, terão que sacrificar alguns de seus membros para serem devorados.
Vão, portanto, desovar em alto mar a carga que considerarem podre. Pretendem se livrar 
do peso morto e, ao invés de lançar botes e coletes salva-vidas, o plano dos comandan-
tes é usar megafones para alertar os tubarões, dizendo: “olhem eles ali! Encham o estô-
mago e nos deixem em paz”. Quanto mais forem fustigados, mais carne estarão dispos-
tos a sacrificar.
Eduardo Azeredo e José Aníbal são sérios candidatos a serem expulsos. Ambos são 
considerados figuras isoladas e difíceis de se defender. São os primeiros da fila para an-
dar na tábua. A coisa se complica quando se fala em Aloysio Nunes, que é muito ligado 
a José Serra e a Fernando Henrique. Mas há informações de que a Polícia Federal tem 
documentos suficientes para colocá-lo em péssimos lençóis.
A alta cúpula do tucanato sabe que houve corrupção em larga escala. O que não conta-
va é que isso se tornasse tão evidente. Já se avalia que algumas provas do escândalo 
são incontestáveis e que haverá delatores suficientes para enrascar algumas de suas 
maiores lideranças até o pescoço, com crueza de detalhes.
Na fissura do salve-se quem puder, o PSDB quer evitar a estratégia adotada pelo PT. O 
PT assumiu que houve irregularidades, mas rechaçou peremptoriamente a prática de cri-
mes. Se solidarizou com os acusados e atacou quem os condenou. Os tucanos que es-
tão com os nomes jogados na lama serão abandonados – lama é apenas uma maneira 
de dizer, trata-se de algo bem pior.
O partido que ajudou a envenenar o poço agora vê que não pode reclamar de beber da 
água. A tentativa de se distinguir dos petistas será vendida como um ato de desprendi-
mento em relação aos seus malfeitores. A questão, no entanto, não tem qualquer fidal-
guia.
A acusação mais grave que os petistas sofreram no STF foi a de atentar contra o Es-
tado democrático e o funcionamento das instituições. Segundo o delator, Roberto Jeffer-
son, o dinheiro amealhado teria sido distribuído a parlamentares de partidos para a com-
pra de votos no Congresso – por isso o apelido de mensalão. E os tucanos? O que pode-
rão dizer de um escândalo envolvendo a construção de um metrô que teve, como destino 
final, dinheiro guardado em contas bancárias na Suíça? Não é política. Tem cara, cheiro 
e cor de enriquecimento. Não é poder, é dinheiro. Não é mensalão. É propina.
Os petistas estão indignados e querem seus dirigentes de volta. A condenação de José 
Dirceu, Genoíno e Delúbio uniu até quem passou a vida fazendo oposição a eles dentro 
do PT. Os tucanos estão divididos e querem defenestrar aqueles que foram pegos com 
a mão na massa, pelo menos seus operadores, porque já sabem que deles não podem 
esperar qualquer reciprocidade partidária.
O PT trata seus três mosqueteiros como heróis – o quarto, João Paulo Cunha, está a 
caminho. O PSDB está fazendo sua lista de párias para publicá-la a qualquer momento.
Realmente, são duas coisas completamente diferentes. Enquanto o PT cospe fogo, o 
PSDB se prepara para engolir espadas.
http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/homens-ao-mar-no-psdb.html

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

NASSIF: FOLHA QUER UMA CRISE PARA SALVAR O SERRA

A volta do terrorismo financeiro na imprensa

A manchete principal da Folha de S. Paulo de ontem é importante menos 
pelas conclusões – incorretas – mais por demonstrar os riscos para a eco-
nomia dos velhos vícios da cobertura jornalística, de politizar de forma 
acrítica os temas financeiros.
A manchete principal, bombástica, tratava da elevação do dólar.       
Foi uma alta pontual, de 1,95%, refletindo um movimento internacional 
de valorização do dólar em função da divulgação de indicadores da econo-
mia norte-americana. Um fato interno adicionou um pouco de caldo à es-
peculação: artigo do ex-Ministro Delfim Netto alertando para os ris-
cos de um rebaixamento na classificação do Brasil pelas agências de risco.
Foi apenas um alerta endereçado aos senadores sobre a temeridade de 
aprovar o orçamento impositivo – pelo qual o governo seria obrigado a 
honrar todas as emendas parlamentares.
A manchete da Folha, no entanto, colocava em xeque a credibilidade de 
toda política econômica: “Desconfiança no governo Dilma faz dólar ter 
forte alta”. Na matéria interna, falava-se em “disparada” do dólar e dizia-se 
que era a maior alta desde... 6 de setembro – período de tempo ridículo.
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No mesmo dia, o jornal “Valor Econômico”, na matéria “Menos é Mais” 
com gestores de fundos,  informava que nenhum se arrisca a apostar 
no dólar. Perderam muito nos últimos meses com a reversão da alta 
do dólar. “O primeiro baque para os multimercados, diz, veio em maio, 
com a quebra da expectativa de que o governo seria mais leniente com 
a inflação”.
Principal porta-voz do Mercado, Armínio Fraga recuou na exposição ao 
dólar: “A Gávea optou por reduzir o tamanho das posições e diver-
sificar bem a alocação nas três principais classes de ativos que com-
põem a carteira (moedas, juros e bolsa), em função das incertezas no 
curto prazo”.
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Ora, a gestão fiscal do governo tem produzido curtos-circuitos, 
sim. A presidente Dilma Rousseff mantem em postos-chave – 
na Fazenda e na Secretaria do Tesouro – pessoas tecnicamente 
fracas. Tem-se, em ambos, um prato cheio para críticas consistentes. 
São fracos, mas não são temerários.  Quando o calo aperta, recuam, 
como todo ser racional.
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Tome-se o informe econômico do Banco Itaú, divulgado ontem, sobre 
a política fiscal.
Constata que o mero risco de piora da classificação de risco do 
País já produziu  ajustes de rumo.
Por isso mesmo, o Itaú aumentou sua previsão de superávit fiscal 
primário em 2014 de 1,1% para 1,3% do PIB; projetou menor 
crescimento das despesas de custeio para os próximos anos, manteve 
a projeção de taxa de câmbio de R$ 2,35 para o final de 2013 e de 
R$ 2,45 para 2014; constatou a gradual recuperação das receitas 
tributárias, a desaceleração dos estímulos para fiscais e dos aportes de 
recursos do Tesouro aos bancos oficiais.
Se o maior banco privado brasileiro aposta em recomposição fiscal, que 
“mercado” é esse ao qual a Folha se refere?
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A intenção clara de parte da imprensa é apostar tudo ou nada no 
caos, única circunstância capaz de viabilizar a candidatura moribunda de 
José Serra – visto por alguns veículos como tábua de salvação.
Trata-se de um caso clássico de marcha da insensatez.