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quarta-feira, 21 de maio de 2014

GREVE NOS TRANSPORTES DE S. PAULO TEM INTENÇÃO CLARAMENTE POLÍTICA

QUEM SÃO OS GUERRILHEIROS
QUE HADDAD DENUNCIA ?

São Paulo tem 70km de metrô e nenhum tucano em cana.
O terrorista de extrema-direita Andres Behring Breivig, que matou 77 jovens na Noruega. (A foto não consta do post de Paulo Henrique Amorim, mas a publico apenas para lembrar que a direita não tem limites na sua violência)
A cidade de São Paulo foi vítima nesta terça-feira de uma greve selvagem de motoristas de ônibus.

Eles paravam os ônibus onde estivessem e iam embora.

Como havia também uma passeata de professores municipais (leia “em tempo”)  em greve e outra de moradores sem teto, a cidade, por volta das 18h, entrou em caos.

Parecia aquela explosão social a que se refere o notável sociólogo Paulo Coelho, morador da Suíça.

Houve uma sobrecarga no sistema de metrô que, apesar de tudo, funcionou bem.

Da estação da Sé – a maior da cidade – ao ponto final na Barra Funda – são quatro estações  adiante –, os trens trafegavam cheios, mas sem aperto – o ansioso blogueiro conseguiu sentar – e se renovavam de minuto a minuto.

O problema era depois de saltar.

Como se sabe – veja “Padilha vai instalar UPPs dentro dos presídios” -, a cidade do México e a de São Paulo começaram a construir metrô na mesma época: 1974.

Seul, por aí.

No México, onde se diz, a corrupção é uma instituição nacional,  há 200 km de rede metroviária.

Em São Paulo, onde não há um único tucano em cana, há 70 km !!!

(Em Seul são 230 km).

Acredita-se que a greve seja à revelia do próprio sindicato.

Como disse Haddad, os motoristas não apresentaram nenhuma proposta, nem avisaram que iam à greve.

Se a atual diretoria do Sindicato for inocente – como faz crer, mas nunca se sabe … – a greve nasceu sem coordenação aparente.

Foi espontânea…

O que pode significar que os “guerrilheiros”, segundo Haddad, foram devidamente monitorados politicamente.

Quem sabe seja um “lock out”, fomentado pelos próprios proprietários das linhas de ônibus ?

O problema é que os “guerrilheiros” serão investigados pela própria Polícia de São Paulo.

Polícia que, talvez, nesta quarta-feira, entre em greve.

Fazer greve quando as autoridades estão tensas, por causa da Copa, e a “mídia espontânea” do PiG (*) faz de tudo para dar razão ao Alquimista, é fácil de entender.

É a melhor hora para conseguir aumento.

É do jogo.

Guerrilha, não.

É outro departamento.

Departamento em que a Polícia do Alckmin provavelmente não terá competência – se tiver interesse – em penetrar.

Em tempo: os professores municipais receberam de Haddad o maior piso do país: R$ 3.000. O sindicato está encalacrado. Não sabe como encerrar a greve. Ontem, pararam 14 escolas em 1.500.)

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2014/05/21/quem-sao-os-guerrilheiros-que-haddad-denuncia/

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

FANATISMO RELIGIOSO CRISTÃO LEVA A TERRORISMO


TERROR NA NORUEGA

O poder de pensamentos perigosos na internet

Por Timothy Garton Ash em 01/08/2011 na edição 653
Reproduzido do Estado de S.Paulo, 31/7/2011, tradução de Celso Paciornik
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“Você pode ignorar a jihad, mas não pode evitar as consequências de ignorar a jihad.” Essa foi a primeira reação da blogueira anti-islâmica americana Pamela Geller à notícia dos ataques terroristas na Noruega. No seu site, Atlas Shrugs, ela colocou um link para um vídeo antigo de uma demonstração pró-Hamas em Oslo. Quando se revelou que o assassino em massa não era um terrorista islâmico, mas um terrorista anti-islâmico cujo manifesto online de 1.500 páginas estava repleto de material de escritores anti-islâmicos como o dela, Pamela deu de ombros: “Ele é um assassino sanguinário. Ponto. Ele é responsável por seus atos. Ele e apenas ele. Não há nenhuma ‘ideologia’ aqui”.
“Ninguém explicou nem pode explicar como as supostas opiniões antijihad desse sujeito têm qualquer coisa a ver com seu massacre de crianças”, protestou Robert Spencer da Jihad Watch, outro blogueiro favorecido por Anders Behring Breivik.
Bruce Bawer, americano que mora em Oslo e autor de uma lamentação sobre o crescimento do controle muçulmano sobre a Europa, foi mais ponderado. Notando que em seu manifesto Breivik “cita de maneira aprovadora e por extenso meu trabalho, mencionando meu nome 22 vezes”, reflete Bawer, com decente consternação, “é arrepiante pensar que postagens no blog que eu compus em minha casa na zona oeste de Oslo nos dois últimos anos estavam sendo lidas e copiadas por esse futuro assassino em massa”.
Agentes da violência
Então, qual é, se é que existe, a conexão entre as palavras deles e os atos de Breivik? Quais deveriam ser as consequências para a maneira como sociedades livres tratam escritores que esse assassino em massa citou com tanta deferência? Para começar, pessoas como Pamela e Spencer, para não mencionar o suave Bawer, não são responsáveis pelo que Breivik fez. É tão errado proclamá-los culpados por associação de assassinato em massa como considerar escritores muçulmanos não violentos (embora às vezes não liberais e extremados) culpados por associação com muçulmanos terroristas que cometeram atentados em Nova York, Londres e Madri.
Como esse é um jogo que eles próprios vinham jogando há anos, algumas pessoas podem sentir uma pitada de schadenfreude (pequena alegria com a desgraça alheia) ao ver Pamela & Cia. provando do próprio veneno. Mas não devemos fazer o mesmo. Eles não são culpados por associação. Ponto.
No entanto, se é ridículo sugerir que não há absolutamente nenhuma conexão entre ideologia islâmica e terror islâmico, é também ridículo sugerir que não houve nenhuma conexão entre a visão alarmista da islamização da Europa que esses escritores espalharam, e o que Breivik entendeu que ele próprio estava fazendo.
Leia a íntegra em:

terça-feira, 2 de agosto de 2011

PAULO HENRIQUE AMORIM MOSTRA AS FACES DA DIREITA TERRORISTA

Chacina na Noruega e o "pessoal do Cerra"

Por Paulo Henrique Amorim, no blog Conversa Afiada:

O autor do atentado em Oslo, na Noruega, se diz fundamentalista cristão, contra os imigrantes, e membro de uma organização de extrema direita.

Algumas das vítimas participavam de um encontro de uma organização de trabalhistas.

Nos Estados Unidos, o New York Times fez imediatamente essa leitura política do gesto enlouquecido e deixou claro que se tratava de um cristão de extrema direita.

O que, associado à xenofobia, pode contaminar a Europa.

O El País da Espanha enfatiza o caráter xenófobo, antimuçulmano do assassino.



Na página da BBC online, se sabe:

O assassino participava de um fórum neonazista na internet.

Ele acredita que os muçulmanos querem colonizar a Europa Ocidental.

E culpa as idéias “multiculturalistas” e do “Marxismo cultural” por incentivar isso.

Para ele não há um único país em que muçulmanos vivam em paz com não-muçulmanos.

E isso sempre tem consequências catastróficas, diz ele.

Ele se considera cristão, conservador, adepto da musculação e da Maçonaria.

É fã do presidente russo Vladimir Putin.

Nos Estados Unidos, esse extremismo de direita, xenófobo, se acolhe no leito macio no movimento Tea Party que tem como símbolo mais exuberante, hoje, a deputada republicana por Minnesota, Michele Bachmann.

Ela é homofóbica, xenófoba, não votará na ampliação do teto para endividamento dos Estados Unidos em hipótese alguma, considera o aquecimento global uma fraude, e acha que uma das opções para negociar com o Irã é jogar uma bomba atômica.

Bachmann pertence a uma denominação luterana e, com o marido, dirige uma clinica de aconselhamento psicológico, que, entre outras atividades comerciais, se propõe a converter homossexuais ao heterossexualismo.

Quem aqui no Brasil, segundo o professor Wanderley Guilherme dos Santos, se apropriou da doutrina da extrema direita?

Quem explorou o aborto e chamou o Papa para a campanha?

Quem foi a cultos evangélicos passar a mão da cabeça (a outra mão empunhava a Bíblia) de manifestantes homofóbicos?

Quem pôs nos bolivianos a culpa pela tragédia da cocaina e do crack?

Quem disse que a baixa qualidade da educação em São Paulo se deve aos “migrantes”?

Quem trouxe o Irã para a campanha presidencial e criticou uma política de envolvimento e negociação?

Quem foi ao Clube da Aeronáutica do Rio denunciar a marxista Dilma Roussef?

Quem?

É preciso dar nome aos bois.

Na Noruega, ele se chama Anders Behring Breivik.

Nos Estados Unidos, Michele Bachmann.

No Brasil, José Serra.