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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BEMVINDO SIQUEIRA DÁ LIÇÃO DE ÉTICA A HUMORISTA PRINCIPIANTE

O brilhante ator e humorista Bemvindo Siqueira, com sua lucidez implacável, dá uma lição de ética ao criador do perfil "Dilma Bolada" que, por razões aparentemente financeiras, anunciou seu "rompimento" com a Presidenta Dilma Roussef. É nas horas difíceis que se conhece o caráter das pessoas. Neste caso, a falta de...



Pequena Carta à "Dilma Bolada" ou Jeferson Monteiro




Quando o humor perde a graça e cai na falta dela: a des/graça.

Pequeno Jeferson, não precisa se dar tanto valor. Nenhum de nós temos este valor todo que você se atribui. Se a gente quer romper com a Presidenta não precisa tornar isto público.  Publicar o rompimento e fazer disto matéria de mídia é apenas ego, puta vaidade de ego. Você, eu, somos nada, ou muito pouco. Não temos este valor que você pensa ter. Daqui há meses ninguém sequer vai s e lembrar de você, e ela continuará Presidenta.  Dar uma de menino emburrado ou magoado é bobice, amadorismo, primarismo político, a  menos que esteja querendo pedir perdão à Direita com este gesto público.

Seu comportamento é vaidoso, pequeno burguês e bobo. Demonstra como político e como humorista um amadorismo exemplar. Está magoado com a “amiga”? Tenha dignidade: saia de baixo. Saia de cena sem piar. Afaste-se. Se não mais a apoia, cale-se, porque se a condena está fazendo o jogo dos seus inimigos mais fortes: a Direita. Não se esqueça que ainda ontem comias da mão dela. A ingratidão fica registrada.

Querendo seu ego de reizinho ou não, ela ainda é a Presidenta democraticamente eleita pelo povo, e você de bastidores da política é leigo, como eu,  apenas um cometa que riscou o céu no momento que a estrela brilhava. Você e eu.

Também não curto a Dilma desde o primeira  dia do primeiro mandato dela quando ela foi almoçar com a Folha e deu uma banana para nós internautas. Da ingratidão dela também não me esqueço, mas a política e o Brasil são maiores. E ela ainda é o que há de melhor neste momento nos Poderes da República.

Agora que você enterrou a meteórica “Dilma Bolada” você está livre pra outro papel, quem sabe até de Marina Embolada, ou Marta Enrolada, mas não morda  a mão que lhe afagou.
Saia em silêncio. Neste momento você só tem importância para você mesmo, e para que eu me compadeça.(Compaixão: participação espiritual na infelicidade alheia que suscita um impulso altruísta de ternura para com o sofredor).

Um velho amigo me dizia que às vezes  a gente tem um ato de um minuto de heroísmo e depois a vida inteira pra se arrepender.


Um abraço do veterano humorista, criador, cidadão, e militante que repete aqui o verso de Thiago de Mello: “Faz escuro mas eu canto...”
http://humordobemvindo.blogspot.com.br/2015/09/pequena-carta-dilma-bolada-ou-jeferson.html

quinta-feira, 28 de abril de 2011

VOX POPULI: COIMBRA E A VAIDADE DE FERNANDO HENRIQUE

Do artigo de Marcos Coimbra, diretor da Vox Populi, publicado ontem no Correio Brasiliense e na Carta Capital, sob o título “O PSDB e seus dilemas”


A metamorfose de Narciso, de Salvador Dali

É fácil enxergar no artigo a mágoa de FHC contra a ingratidão do “povão”. O tom depreciativo e pouco simpático que adota (“massas carentes e pouco informadas”, “benesses às massas”, a própria palavra “povão”, etc.), típico do pensamento elitista, sugere a decepção de quem, um dia, se achava adorado e, em outro, se viu desprezado.
Deve mesmo ser complicado para alguém com seus atributos de personalidade saber-se um ex-presidente com avaliação tão negativa, depois de ter estado nas graças de todo o país, como brilhante vencedor da luta contra a inflação. E o pior é que o “povão” foi traí-lo justo com seu maior inimigo, o PT. Não foi apenas que ele caiu, mas que outros subiram.
Nada mais compreensível, portanto, que usasse uma maneira ambígua ao falar sobre o que seu partido devia fazer em relação às “massas carentes”: parecia que recomendava que as ignorasse, corrigiu-se (quando até seus companheiros estranharam a declaração), mas não convenceu. Talvez por não fazer sentido que um autor com sua experiência literária se confundisse tanto com as palavras.
O fato é que FHC propôs a seu partido que olhasse para diante, em busca de um novo Brasil, desvencilhando-se dos ingratos ou não. E aí temos um paradoxo. A seção do artigo destinada à discussão programática é adequadamente intitulada “refazer caminhos”. É isso que FHC propõe às oposições: que voltem a seu governo para redescobrir o que de bom que aconteceu.
Para ele, foi a falta de defesa de suas realizações que permitiu que o PT surrupiasse os sucessos e deixasse para elas os fracassos: crise cambial, apagão, etc. Mas como pretender ser a voz do novo Brasil e suas “novas classes médias” se o discurso é antigo? Se consiste em uma revisão do passado com vistas a reabilitá-lo?
É fácil enxergar no artigo a mágoa de FHC contra a ingratidão do “povão”. O tom depreciativo e pouco simpático que adota (“massas carentes e pouco informadas”, “benesses às massas”, a própria palavra “povão”, etc.), típico do pensamento elitista, sugere a decepção de quem, um dia, se achava adorado e, em outro, se viu desprezado.
Deve mesmo ser complicado para alguém com seus atributos de personalidade saber-se um ex-presidente com avaliação tão negativa, depois de ter estado nas graças de todo o país, como brilhante vencedor da luta contra a inflação. E o pior é que o “povão” foi traí-lo justo com seu maior inimigo, o PT. Não foi apenas que ele caiu, mas que outros subiram.
Nada mais compreensível, portanto, que usasse uma maneira ambígua ao falar sobre o que seu partido devia fazer em relação às “massas carentes”: parecia que recomendava que as ignorasse, corrigiu-se (quando até seus companheiros estranharam a declaração), mas não convenceu. Talvez por não fazer sentido que um autor com sua experiência literária se confundisse tanto com as palavras.
O fato é que FHC propôs a seu partido que olhasse para diante, em busca de um novo Brasil, desvencilhando-se dos ingratos ou não. E aí temos um paradoxo. A seção do artigo destinada à discussão programática é adequadamente intitulada “refazer caminhos”. É isso que FHC propõe às oposições: que voltem a seu governo para redescobrir o que de bom que aconteceu.”