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domingo, 23 de novembro de 2014

SOBRE KÁTIA ABREU, UMA REFLEXÃO POLITICAMENTE LÚCIDA

Por Thomas de Toledo de Facebook
Concordo com todas as críticas que têm sido manifestas sobre a presença de Kátia Abreu no ministério e compartilho da opinião de que seria melhor que Dilma escolhesse outra pessoa. Sem dúvidas que o agronegócio tal como está estabelecido no Brasil não é saudável ao país, pois se baseia na superexploração do trabalho, na devastação da natureza, no massacre a índios e pequenos camponeses, na monocultura do latifúndio e no uso indiscriminado do agrotóxico. No entanto, acho que antes de demonizar a presidente ou chamá-la de traidora, é preciso levar em consideração alguns fatores.
Em primeiro lugar, basta ler qualquer livro de história para saber que este modelo primário-exportador foi o “sentido da colonização” do Brasil, a razão de existência da República Velha e mesmo depois da industrialização, continuou sendo a maior pauta exportadora no Brasil. Por pior que seja o modelo de agronegócio no Brasil, ele teve um efeito positivo na crise de 2008/2009: graças a este setor, o país conseguiu manter superávits comerciais e não se contaminou com os choques externos. Portanto, este é um setor que tem peso determinante na economia do país, gostemos ou não. O desafio de hoje e de amanhã continua sendo a busca por um modelo sustentável e moderno de um de nossos principais ativos que é a extensa área agriculturável.
Segundo que, desde o governo Lula, a política agrícola do país foi dividida em dois ministérios: de um lado o da Agricultura (MA) cuida do agronegócio e de outro, o do Desenvolvimento Agrário (MDA) trata da agricultura familiar. Por mais que hoje a CNA e os ruralistas aparelhem o MA, é fato que muitas lideranças do MST e outros movimentos sociais ocupam postos-chave no MDA. A presença de Kátia Abreu no MA, portanto, não muda o caráter do ministério, tampouco a política que vinha sendo desenvolvida desde Lula. A diferença com Aécio e Marina é que provavelmente o MDA seria extinto e não haveria a presença de movimentos sociais no governo como há com Dilma. Simplesmente bater de frente com o MA sem apresentar alternativas será inócuo pela força deste setor na economia e na política nacional. Mais uma vez, se somos a favor da Reforma Agrária e de um novo modelo agrícola para o país, devemos trabalhar pelo fortalecimento do MDA como alternativa.
Terceiro, o agronegócio tem opinião política clara. Já no primeiro turno, as lideranças do agronegócio manifestaram abertamente seu apoio a Aécio Neves e as multinacionais como a Monsanto apostaram em Marina, indicando inclusive seu vice. Assim, este setor atuou nas eleições não apenas financiando campanhas de seus correligionários, como influindo na pauta e agenda. Vale ressaltar que nas eleições de 2014, a bancada ruralista elegeu cerca de 273 deputados, ou seja, 54% da câmara. Repito, 54% dos deputados são RURALISTAS. Não são sem-terra, não são ambientalistas e não são lamentadores de redes sociais: são RURALISTAS, latifundiários e monocultores. Fosse quem fosse eleito dependeria desses voto ou ao menos de parte deles para governar, pois hoje o Brasil vive sob uma república presidencialista de coalizão. Para mudar isto, é preciso uma Reforma Política que priorize o fim do financiamento empresarial para campanhas.
katia-Marcelo-Donizetti-e-Dilma-Rousseff
Quarto e último: a atual crise política. Não dá para negar que o resultado das eleições deixou o país em uma situação política extremante complexa. Além de pedidos de intervenção militar a golpes institucionais, o governo precisa lidar com um fato concreto: a esquerda de diminui. Somando PT, PCdoB e PSOL, totalizam-se 84 deputados na nova legislatura, pouco mais de 16% do Congresso Nacional ou 1/4 do tamanho da bancada ruralista. Como Marina abandonou o discurso ambientalista para defender o interesse dos bancos, há poucos defensores da natureza na nova legislatura. Sem contar o crescimento da bancada evangélica, do bife, da bala e a eleição de fascistas como mais bem votados em Estados importantes. Se alguém achava que o governo Dilma seria mais à esquerda, pode esquecer pelos dados concretos da realidade concreta. Isto sem contar essa “Operação Lava Jato” que obriga Dilma a enfrentar 24 horas por dia de manipulação midiática e pressões golpistas.
Por pior que seja a figura de Kátia Abreu e de tudo o que ela representa, na atual conjuntura é melhor que ela seja ministra de Dilma do que de Aécio ou de um governo golpista. Se Kátia Abreu é reconhecida como liderança dos 273 ruralistas eleitos, seu apoio não será apenas necessário, mas vital para que este governo sobreviva. O segundo governo de Dilma já começa a mostrar que terá dificuldades em avançar, mas na atual correlação de forças, só de não retroceder será um avanço. Triste constatar, mas esta é a realidade.
Por fim, é muito fácil culpar a presidente por todos os problemas do país e por decisões impopulares, mas perdoem-me a sinceridade: aqueles que negligenciam voto para deputados, seja votando nulo ou não ajudando na eleição de uma bancada comprometida com o Brasil, são os maiores responsáveis pela situação atual. O pior é que estes não reconhecem o que significa estar presidindo um país sob ameaça de golpe, com um congresso ultra-reacionário e com um sistema político que se baseia no financiamento empresarial de campanhas. Portanto, se Dilma completar seu mandato em 2018 com aprovação terá sido uma das maiores façanhas na história republicana do Brasil. E tudo o que desejamos é que ela tenha sabedoria para no meio deste turbilhão apontar para as perspectivas do Brasil que rejeitou o PSDB pela quarta vez consecutiva e apostou no desenvolvimento com distribuição de renda.
http://www.ligiadeslandes.com.br/23/11/2014/sobre-katia-abreu-no-ministerio-da-agricultura/#comment-5601

terça-feira, 5 de agosto de 2014

PC do B TEM TRÊS GRANDES CANDIDATOS A DEPUTADO FEDERAL POR SP

PCdoB de São Paulo quer eleger três deputados federais


Eleger Netinho de Paula, Orlando Silva e Protógenes Queiroz é prioridade para os comunistas de São Paulo. A meta é contribuir para a ampliação da bancada do Partido na Câmara dos Deputados.



Os três candidatos têm experiência legislativa e grande capacidade de realização. Netinho é vereador e também foi secretário municipal de políticas de igualdade racial do governo Fernando Haddad. Na Câmara, sempre defendeu projetos que tinham o intuito a diminuição da desigualdade social e a criação de oportunidades para todos, como o passe-livre para estudantes bolsista do Prouni.



Orlando também deixou a sua marca no parlamento paulistano. A lei que institui a paridade de gênero nos conselhos da Prefeitura e a criação do Fundo Municipal de Esporte 

são de sua autoria. Diante a proposição de uma homenagem da Câmara à Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), o vereador comunista defendeu que uma instituição não deveria condecorar justamente que é acusada de matar inocentes, tanto hoje como na ditadura militar.  





 Protógenes Queiróz já é deputado federal e no Congresso Nacional defendeu políticas públicas de combate à corrupção. Foi o delegado Protógenes que propôs uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a denúncia de sonegação da Rede Globo. Além disso, Protógenes tem ampla e reconhecida atuação no combate ao uso de crack.

Conheça mais os candidatos do PCdoB e se engaje na campanha por mais mudanças no país para construção de uma nação mais justa, soberana e desenvolvida.

Facebook Netinho de Paula

Facebook Orlando Silva
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