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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

BOICOTE A BIENAL DE SÃO PAULO, FINANCIADA POR ISRAEL!!!

Artistas rejeitam Israel na Bienal

Por Altamiro Borges

Um manifesto assinado por 55 artistas foi divulgado nesta quinta-feira (28) exigindo que a fundação responsável pela 31ª Bienal de São Paulo recuse o apoio e devolva o dinheiro doado pelo governo de Israel ao evento. “Enquanto o povo de Gaza retorna aos escombros de suas casas destruídas pelo Exército israelense, nós achamos inaceitável receber o apoio de Israel... Ao aceitar esse financiamento nosso trabalho artístico mostrado na exposição está sendo usado para limpar as continuadas agressões conduzidas por Israel e suas violações da lei internacional e de direitos humanos. Recusamos a tentativa de Israel de normalizar sua presença no contexto deste importante evento cultural”, afirma o texto.

O documento foi assinado por 55 dos 86 artistas participantes da mostra, entre eles israelenses, palestinos e libaneses. Entre os signatários estão artistas influentes, como o libanês Walid Raad, que liderou boicote à filial do museu Guggenheim em Abu Dhabi, e a israelense Yael Bartana, que já foi à Bienal de Veneza. Um dos curadores da mostra, Charles Esche, até manifestou apoio à reivindicação. “Em princípio, nós apoiamos os artistas", afirmou. Já o presidente da Fundação Bienal, Luis Terepins, garantiu à Folha que “não existe a possibilidade de devolver o dinheiro – cerca de R$ 90 mil de um orçamento total de R$ 24 milhões – a Israel. ‘Nós somos uma instituição plural, não tomamos partido’, diz Terepins”.

O cônsul de Israel em São Paulo, Yoel Barnea, também foi procurado pelo jornal e disse que estava ciente do manifesto. “A arte é uma linguagem que aproxima os povos. Mas a atitude destes artistas não é construtiva para a paz no Oriente Médio”, afirmou. No maior cinismo, ele também alegou que “se os artistas têm críticas ao Estado de Israel, nós também temos críticas às ações terroristas dos palestinos”. A Folha, porém, não ouviu os representantes da comunidade árabe no Brasil e nem as centenas de entidades da sociedade civil que denunciam o genocídio em Gaza. A 31ª Bienal de São Paulo começa nesta semana e ainda não se sabe se vários artistas boicotarão o evento bancado pelos terroristas de Israel.

http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/08/artistas-rejeitam-israel-na-bienal.html#more

terça-feira, 5 de agosto de 2014

NETANYAHU MATA EM TROCA DE VOTOS DA DIREITA

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, mata centenas e fere milhares de palestinos, especialmente crianças e mulheres, para satisfazer o radicalismo de seus aliados de extrema-direita e fortalecer-se para as próximas eleições. Pesquisas feitas pelo Canal 10 de televisão dão 85% de apoio à investida por terra das tropas israelenses na faixa de Gaza.

Por votos de radicais, Netanyahu comete crimes de guerra.

Nem as cerca de 60 mortes de soldados israelenses comove os radicais e a maior parte da população judia, inclusive os de origem árabe. Ouvida pelo jornal espanhol El País, a cidadã Michaela Malul, que se diz "de centro", manifesta total apoio ao massacre: "Eles nos atacam com foguetes e usam sua própria gente como escudos humanos. Querem nosso extermínio. Pois que Israel os faça pagar caro!".
Antes mesmo da invasão por terra, um assessor do ministro das Relações Exteriores dizia sobre a invasão homicida: "É um primeiro passo. O que esperamos é que a operação avance, e que não se detenha na periferia, porque as infraestruturas do Hamás estão por todos os lados".
Deputados trabalhistas e de esquerda manifestaram-se moderadamente contra as mortes de civis, mas nenhuma força política condenou taxativamente o ataque desproporcional de Israel à população palestina. Mnifestações nas ruas de Tel Aviv e Jerusalém, pela Paz, não reuniram mais de 5 mil pessoas. O deputado trabalhista Zehava Gal On foi uma das poucas vozes a dizer que "a única maneira de ganhar é aumentar os esforços diplomáticos".

Verdadeiro "anão diplomático", Israel só tem um aliado incondicional: os EUA de Obama.

El País, jornal conservador, encerra a matéria assinada por Carmen Rengel descrevendo o estado de espírito da maioria dos israelenses: "A impressão geral é de um país com uma couraça diante desta crise, que deseja que tudo termine o quanto antes, mas que prefere a ofensiva do que a espera".
Outras fontes internacionais afirmam que há divergências entre o Exército e o Governo de Netanyahu sobre a duração da ofensiva, que os militares desejam abreviar e o primeiro-ministro deseja prolongar para tirar mais dividendos eleitorais do "espetáculo". Todos concordam que não é possível derrotar o Hamás em seu território, e o número de baixas de soldados israelenses é o maior de todas os ataques anteriores, superando as seis dezenas.

A. Barbosa Filho