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sábado, 1 de novembro de 2014

NACIONALIZAÇÕES PERMITEM À BOLÍVIA EXPORTAR ENERGIA, DIZ EVO MORALES

Evo Morales quer transformar Bolívia em "centro energético" da América do Sul


Roma, 29 out (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou nesta quarta-feira que quer transformar seu país no "centro energético" da América do Sul após "recuperar" a exploração dos recursos naturais de seu território com as nacionalizações no setor.
Durante uma conferência que deu em Roma chamada "Solidariedade, complementaridade e autodeterminação dos povos", Evo assegurou que nacionalizar empresas fez com que 92% do lucro seja revertido para os bolivarianos.
"Em vão nos diziam que se nacionalizássemos não haveria investimento", lembrou Morales, ao garantir que em 2014 o lucro com essas empresas foi de mais de US$ 3 bilhões.
"Foi tão importante nacionalizar porque nos libertou das chantagens do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI)", continuou Morales.
O Estado controla agora os serviços básicos - água, telefonia e energia, "direitos humanos que não podem ser negócios".
Ele confessou que não esperava que a situação econômica do país mudasse "tão rapidamente" após as nacionalizações, decretadas em 1º de maio de 2006, e afirmou que o ministro da Economia boliviano "é convidado por universidades dos Estados Unidos para explicar o modelo contra a chantagem do FMI".
Após realizar estas nacionalizações, Morales defendeu que a Bolívia invista parte desse lucro em energia solar, o que disse já ocorrer, e ano que vem apostará na energia geotérmica, com o objetivo de "exportar mil megawatts em 2020".
"Exportar energia para outros países do entorno garantirá o crescimento econômico do país", disse.
Segundo ele, a receita das nacionalizações deu "uma oportunidade para quem nunca teve" e citou o exemplo de "mães de famílias pobres que criaram pequenos negócios".
O lucro é investido também, disse o presidente boliviano em educação, e que com isso conseguiram "reduzir a evasão escolar, que era de 6% para os atuais 1%". Ele sentenciou que "não haverá mais analfabetos na Bolívia". EFE
https://br.noticias.yahoo.com/evo-morales-quer-transformar-bol%C3%ADvia-centro-energ%C3%A9tico-am%C3%A9rica-211517126--finance.html

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

OMBUDSMAN: FOLHA ESCONDEU ELOGIOS DO BANCO MUNDIAL AO SUS

Que papelão, Folha de S.Paulo! E o Manual de Redação?

Como o ex-ministro José Dirceu sempre aponta aqui nesse blog, a Folha de S.Paulo faz 
questão de ser parcial, deixar a isenção informativa completamente ao largo como um de 
seus últimos parâmetros jornalísticos e não esconder que tem lado – claro, desde que 
seja sempre contra o PT e o governo. O jornalão da Barão de Limeira, no entanto, às ve-
zes até nisso exagera.
Como aconteceu semana passada e foi apontado pela ombudsman Suzana Singer na 
edição deste domingo na pequena nota de sua coluna sob o título “Só o negativo”. Diz 
Suzana: ” A manchete de 2ª feira decretava: “Ineficiência marca gestão do SUS, diz Ban-
co Mundial”. A reportagem trazia apenas as críticas contidas no estudo, que fez um ba-
lanço de 20 anos do sistema único no país. Toda a parte elogiosa, em que se ressalta, 
entre outros pontos, um acesso mais equânime à assistência médica, foi ignorada pelo 
jornal. Ficou a impressão de que o Banco Mundial condenava o SUS.”
Quer dizer, um sistema de universalização de saúde extremamente bem elaborado, 
exemplo de inclusão de um dos maiores contingentes populacionais do mundo na assis-
tência médico-hospitalar, que não é perfeito mas busca constantemente seu aprimoramen-
to, é simplesmente desqualificado pelo jornal. À revelia de seu Manual de Redação, que 
manda ouvir os dois lados… No caso, aqui, nem era preciso, o relatório do Banco Mundial
 já apontava falhas e virtudes do sistema… Era só incluir na matéria também esta última 
parte…
Mas a ombudsman encerrou sua curta nota com uma frase que diz tudo: “Foi mais um 
ataque de pessimismo crônico da Folha.” Definição perfeita para a linha editorial perma-
nente do jornal…